quarta-feira, 30 de novembro de 2022

 CONCERTO SOLIDÁRIO A FAVOR DO HOSPITAL DE

PORTIMÃO


No Portimão Arena realiza-se no dia 21 de Dezembro (4ª feira)

um «Concerto Solidário», numa iniciativa do Rotary Clube de

Portimão, em colaboração com todos os restantes rotários

algarvios, destinado a obter fundos necessários á aquisição de uma

torre laparoscópica destinada ao Hospital do Barlavento Algarvio

naquela cidade do Arade.

Este aparelho que é de grande prestabilidade para a

prestação dos cuidados médicos por parte daquela unidade de

saúde do CHUA (Centro Hospitalar Universitário do Algarve)

permite analisar o revestimento interno do intestino externo e parte

do intestino interno numa área que se expande às zonas do reto, do

cólon e do íleo terminal.

O «Concerto Solidário» terá a intervenção da «Orquestra

Internacional do Algarve», dirigida pelo Maestro Inglês Peter Fudge,

constituída por 40 músicos e que se estreou em Concerto realizado

no Tivoli Hotel, no Carvoeiro.


JOÃO LEAL

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



«MILAGE - APRENDER MAIS» EM TODAS AS ESCOLAS

DO CONCELHO


É extremamente gratificante para todos os

olhanenses e quantos se encontram ligados a Olhão a

atribuição do selo do projecto escolar «Milage -

aprender mais» a todas as escolas do concelho. Uma

distinção que define bem a aposta na educação, que é

a base de evolução e de progresso, em todos os

aspectos, da população.

Trata-se de um «forte compromisso na promoção

de ambientes de aprendizagem inovadores, com

recurso à aplicação de novas técnicas e sistema». O

projecto desenvolvido com a colaboração da

Universidade do Algarve, teve um empenhamento por

parte da Câmara Municipal de Olhão de 43 mil euros e

o simbólico e prestigiado distintivo do «Milage -

aprender mais» foi afixado em todos os agrupamentos

escolares olhanenses com a presença de membros do

Executivo Autárquico e das direcções das escolas.

Através do instalado app surgem dispositivos

informáticos móveis que permitem aos alunos

acederem aos conteúdos pedagógicos, dentro e fora

da sala de aula, sendo uma ferramenta de apoio no uso

selectivo autónomo de fichas de exercícios. Assim

desbobinar-se-á um uso simultâneo para os estudantes

com maiores ou menores dificuldades de

aprendizagem. Inclui também um esquema de

autoavaliação e de avaliação pelos docentes.


JOÃO LEAL

 «SBA, REVISTA DE CULTURA, SÃO BRÁS DE ALPORTEL»,

UMA PUBLICAÇÃO DE EXCELÊNCIA


Temos presente a apetecível edição de Dezembro de 2022 da

edição semestral da «SBA, Revista de Cultura, São Brás de

Alportel», que consideramos um caso ímpar no panorama nacional.

Importa tal no seu conteúdo, abordando uma série de temas, como

pelas ilustrações desse grande artista que é o José Amândio

Afonso Pereira.

Desde o instante inicial hemos que considerar que a publicação

«nasceu da vontade de um grupo de são-brasenses profundamente

empenhados em preservar a identidade são-brasense», liderados

pelo dr. José do Carmo Correia Martins. Este filho de São Brás de

Alportel, após um assinalado período pela vida pública regional, em

que chegou a ser das mais destacadas figuras da Região, é hoje,

em função da sua obstinada dedicação e empenho, dos nomes que

sobressaem no ambiente cultural algarvio. E assume-se no rumo

desta revista que honra e prestigia o Algarve, no compromisso de

«investigar e dar a conhecer todos os componentes dessa

identidade (com base na elevação de São Brás de Alportel em

1914), consubstanciados amiúde na expressão «património

cultural».

Chegou-nos este número (edição nº 5) como que um pré-

presente da quadra natalícia pela fraterna generosidade de minha

ilustre prima materna, a sambrazense Dra. Júlia Guerreiro Neves,

que assina mais uma das suas investigações sobre gente dos

Machados, um sítio sempre querido, por razões de ordem

ascendental e afectiva, desta feita sobre o meu querido e saudoso

vizinho e amigo, o mestre acordeonista António Madeira «O

Madeirinha».

De tal maneira nos emociona e motiva «SBA, Revista de

Cultura», que contamos pelos dedos os meses que faltam para

termos o ensejo único de apreciar e «devorar» o nº 6 (Primavera /

Verão de 2023) da mesma. E á laia de homenagem, apreço e

gratidão aqui deixo os nomes de quantos subscrevem os textos ora

publicados - José d,Encarnação («Como eu vejo o meu S. Brás),

José Manuel Varela Pires («Dr. Medeiros Galvão), César Correia


(«O meu outro Eu), Noémia Pires («O papa - figos), José do

Carmo Correia Martins («São Brás de Alportel e o Algarve

na Idade Moderna II»), Alfredo Cravador («Outros Olhares - o

declínio do sobreiro), José Manuel Antonino Belchior («O livro de

hóspedes da Pousada» e «Destino - Aeroporto Gago Coutinho»),

Gonçalo Duarte Gomes («A Fada Verde no Alportel»), Dora Nunes

Gago («Dia de Aniversário») e Júlia Neves («Gente dos

Machados») .

A todos os que fazem este «SBA, Revista de Cultura» o nosso

Bem - hajam!


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«ANAIS D0 MUNICÍPIO»

De há mais de meio século que este é sempre um momento

significativo na vida farense. Trata-se do erguer, tijolo a tijolo,

entenda-se livro a livro, toda a história concelhia, expandindo-se,

inclusive a outras zonas da Região Sulina.

Com efeito os «Anais do Município de Faro», iniciados na

década de 60 do século ido, por esse farense de uma grandeza

enorme, que foi o sempre lembrado «Mestre» Professor José

António Pinheiro e Rosa, são um marco anual, aguardado com

evidente expectativa e a perspectiva confirmada do que foi e do que

é a terra de Santa Maria de Faro, que cantada o foi por Afonso X, o

Rei Sábio.

Assim voltou a acontecer, em cerimónia de notória dignidade,

que decorreu num dos «santuários culturais da cidade», a Biblioteca

António Ramos Rosa, o laureado vate daqui natural, que foi

merecidamente evocado, tal como Casimiro de Brio, Gastão Cruz e

outros, que fizeram da «poesia uma arma».

A apresentação do volume 44 (2022) teve como seu

palestrante essa figura notável de outro grande poeta algarvio e das

maiores figuras da poética portuguesa contemporânea, o Professor

Doutor Nuno Júdice - «...o que sabemos é que há muitos Algarves:

o mediterrânico e o atlântico; o do barlavento e o do sotavento, o

interior, e um outro, que mantém as heranças romana e árabe...».

Nas várias e explícitas palavras proferidas, houveram-se as da

dra. Sandra Martins (Directora da Biblioteca, dissertando sobre o

que significam os «Anais», a lembrança dos anteriores

responsáveis - o fundador Prof. Pinheiro e Rosa, o Dr. Libertário

Viegas e o saudoso Prof. Dr. Romero de Magalhães); do Prof. Dr.

Guilherme de Oliveira Martins (seu actual e benquisto Director -a

«Carta de Faro 2015», o trabalho extremamente estrutural e a

riqueza cultural e patrimonial do concelho e do Algarve; o papel

desenvolvido pelo movimento «Poesia 61» e o Dr. Rogério


Bacalhau Coelho (Presidente da Autarquia - a publicação mais

antiga do Município, os valiosos currículos dos Profs. Drs.

Guilherme de Oliveira Martins e Nuno Júdice, bem como das Dras.

Sandra Martins e Elsa Vaz, «a quem se devemos esta obra», a

«publicação da mesma é inquestionável».

Este 44º volume dos «Anais do Município de Faro» inclui nas

suas 200 páginas, textos da autoria de: Rogério Bacalhau Coelho

(«Memórias, Cultura e Criatividade), Guilherme de Oliveira Martins

(«Um regresso de lembranças»), Manuel Alegre («Prémio António

Ramos Rosa»), Casimiro de Brito (fragmentos do livro inédito «Um

rio de memórias»), Nuno Júdice («O meu Algarve»), Carminda

Cavaco («Orlando Ribeiro e o Algarve»), José Caramelo («A

ferrovia no Algarve»), Gonçalo Duarte Gomes («Faro e a sua

Praia»), António Serrano Santos («O Clube Farense, de 1863 a

1997»), Sara Santos («O Círculo Cultural do Algarve a partir do

espólio documental de Joaquim Magalhães»), Marília Castro

(«Faro: a minha cidade»), Jaquelina Covaneiro («Alfinetes de

cabelo e agulhas em osso procedentes da cidade romana de

Ossónoba»), Fernando Pessanha («O Corso Francês no Mar das

Éguas: o caso do ataque aos mareantes de Faro em 1538»), Daniel

Santana («Uma notícia sobre a pintura «O Menino entre os

Doutores», de Marcelo Leopardi-1791»), Andreia Fidalgo («Faro,

um entreposto comercial entre Mares: do Mediterrâneo ao Mar do

Norte nos finais da Época Moderna»), Luís de Moura Sobral (in

memoriam - 1943 - 2021 - «Uma cópia desconhecida de Murillo por

José Maria Arango, em Faro»), Artur Barracosa Mendonça e José

Manuel Martins («Os Deputados do Algarve -1822/23- entre a

Constituição e a Contra Revolução»), Patrícia de Jesus Palma («O

contributo da Sociedade Agrícola do Algarve - 1848/1876- para o

desenvolvimento da cultura científica»), Joaquim Manuel Vieira

Rodrigues («Subsídios para a história do Movimento de Unidade

Democrática no Algarve»), João Pedro Dias Magalhães Silva

(«Arreios do transporte hipomóvel no Sul de Portugal e na

Andaluzia: diversidades e analogias) e este cronista («Farenses»

que não nasceram em Faro - Dr. Arnaldo Vilhena, Joaquim Reina,

Luís Brito Figueira e Prof. Fortes Rodrigues).

«Anais do Município de Faro - 2022», uma obra que vale a pena

conhecer!

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



«O ALGARVE - NOTAS IMPRESSIONISTAS»

JÚLIO LOURENÇO PINTO

Foi em 2012 que Nuno Campos Inácio, Sérgio Brito e Fernando

Lobo criaram a editora algarvia Arandis, que ao longo de uma

década editou 253 obras de mais de uma centena de escritores,

maioritariamente de temática algarvia. A significativa efeméride foi

assinalada com uma sessão cultural, que teve lugar no Centro

Paroquial de Alcantarilha. São obras que abarcam uma vasta

temática, desde a poesia popular às teses de pós - doutoramento.

A sessão foi também marcada pelo lançamento do 1º volume da

«Biblioteca Algarviana», com obras editadas há mais de 8o anos.

Este livro foi a reedição de «O Algarve - Notas Impressionistas»,

escrito em 1884, por Júlio Lourenço Pinto.


DISTINÇÃO PARA 4 «ALGARVIOS»

A prestigiada Academia Portuguesa de História vai proceder à

entrega, no dia 7 de Dezembro, em Lisboa, em cerimónia que

contará com a presença do Cardeal D. José Tolentino de

Mendonça, dos 4 prémios atribuídos a obras de investigadores do

Algarve. São eles: Prof. Dra. Maria da Graça Ventura («Por este

Mar adentro - História da presença de Portugal no Mundo» - Prémio

Gulbenkian), Prof. Dra. Carla Vieira («Nação entre Impérios :

Judeus Portugueses e a Aliança Luso Britânica - Sec. XVIII» -

Prémio «História da Europa»), Prof. Dr. Nelson Vaquinhas («Mesa

da Consciência e Ordens Militares. O Sistema de Informação - Sec.

XVIIII» - Prémio «CTT - Correios de Portugal, S.A. - D. Manuel») e

Prof. Dra. Andreia Fidalgo («A Restauração do Reino do Algarve: reformismo económico nos finais do Antigo Regime» - Prémio Pina Manique. Do Iluminismo à Revolução Liberal).


«A COR E A PALAVRA - criatividade e subjectividade de

estilos em Arte Visual»

PROF. DR. FERNANDO MESSIAS


Na FNAC (Centro Comercial Algarve Shopping), na Guia,

foi apresentado o livro «A cor e a palavra - criatividade e

subjectividade de estilos em Arte Visual», da autoria do Dr.

Fernando Messias, conhecido advogado e, doutorado em Turismo e pós-doutorado em Psicologia. A apresentação esteve a cargo do Prof. Doutor Saúl Neves, da Universidade do Algarve. A obra fala sobre a subjectividade de estilos na criação visual, o pensamento e o comportamento humano


«UM TRIBUTO A MONCHIQUE»

PAULO ROSA

Em sessão realizada na Casa do Povo de Marmelete foi

apresentado o livro de poesia «Tributo a Monchique», da autoria do inspirado poeta Paulo Rosa. Foi editado pela «On y Va». A

apresentação foi confiada a António Telo e António Manuel Venda.

«VIAGEM PELO IMPOSSÍVEL»

ARQ. JOÃO RAMIRES FERNANDES

Em reunião da Tertúlia Farense e editado pela Âncora foi

lançado o livro assinado pelo Arquitecto João Ramires Fernandes,

intitulado «Viagem pelo Impossível». A apresentação foi confiada à Dra. Liliana André Palhinha. Anteriormente o autor publicara «Mapa de Arquitectura de Faro».


«SERIA?»

DRA. JOANA AIRES GOMES

Foi na Casa Museu Manuel Teixeira Gomes, em

Portimão, que teve lugar a apresentação do livro «Seria?». É sua

autora a dra. Joana Aires Gomes, licenciada em Farmácia pela

Universidade do Algarve. Durante o acto actuaram Maria José Cerol (flauta) e José Luís Rosa (piano).


«CONTRA VENTOS E MARÉS»


DR. JOSÉ VITORINO

Ao longo de 640 páginas o Dr. José Adriano Gago Vitorino,

um nome incontornável na história algarvia dos séculos XX e XXI,que em 1979 apresentou na Assembleia da República o projecto de criação da Universidade do Algarve, apresenta no seu livro «Contra ventos e marés» toda a panorâmica da vida regional e nacional, em que oi autor tem sido um interventor constante. A obra foi apresentada em sessão realizada no Eva Senses Hotel, em Faro e teve a presença dos Presidentes da CCDRA (Dr. José Vitorino) e Rogério Bacalhau Coelho (C.M- Faro). Neste livro o autor «mete o dedo nas feridas que dilaceram o Algarve e o País». Natural do Besouro (Conceição de Faro), o Dr. José Vitorino desempenhouelevadas funções (Governador Civil do Distrito, Presidente do Município de Faro, Deputado à Assembleia da República, Secretário de Estado das Comunidades, Presidente de várias Associações Empresariais, entre as quais a Algfuturo (União Empresarial do Algarve), cujo 7º aniversário foi assinalado com o lançamento de «Contra Ventos e Marés». A apresentação contou com os testemunhos dos Drs. António Carmona Rodrigue, Pedro Roseta e António Caiado e havendo usado também da palavra o Dr. Presidente do Município de Faro e o Representante da Algfuturo, José Lourenço dos Santos. Uma obra, que conforme foi referido «veio enriquecer os Anais de Portugal».


JOÃO LEAL

61º ANIVERSÁRIO DO ROTARY CLUBE DE FARO


Com a presença do Dr. Vítor Cordeiro (Governador do Distrito

Rotário 1 960) decorreram as cerimónias comemorativas dos 61

anos de existência do Rotary Clube de Faro recordando a

significativa efeméride de 1961, na entrega da Carta Constitucional,

que o faz o decano dos clubes rotários algarvios. Ao sempre

lembrado Benigno Cruz, que viera para a capital algarvia, como

gerente da Delegação do BNU (Banco Nacional Ultramarino), se

deveu a introdução dos ideais de Paul Harris ma nossa região.

Dos actos vividos neste 61º aniversário reportamo-nos á

plantação da «árvore da amizade» no «Bosque Rotário», em pleno

crescimento no Parque Ribeirinho.

Um destaque também para a recepção na Câmara Municipal

de Faro, onde o Governador Rotário foi cumprimentado pelo Vice-

Presidente, Paulo Silva, trocando-se amistosas saudações e a

reunião com o Conselho Directivo, liderado pela Dra. Cláudia Luze

os rotários farenses.

Momento também de grande vivência rotária o jantar que

decorreu no EVA Senses Hotel, encontrando-se rotários dos vários

clubes algarvios e, em representação do Município de Faro, o

Vereador Dr. Carlos Baía.


JOÃO LEAL

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

 

Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira

 

CONVOCATÓRIA

 

Assembleia Geral

 

Nos termos estatuários convocam-se todos os associados para se reunirem em

Assembleia Geral durante o almoço no refeitório da Escola Tomás Cabreira, em

Faro, no dia 17 de dezembro de 2022, pelas 15:00, com a seguinte ordem de

trabalhos:

 

-Informações;

 

-Eleições para os órgãos sociais.

 

Não havendo número mínimo de sócios necessários a Assembleia terá lugar meia-

hora depois com qualquer número de sócios presentes.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Joaquim Eduardo Gonçalves Teixeira


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ALMOÇO DE NATAL

17 DEZ

MENU


Entradas diversas

Sopa de creme de cenoura com ovo cozido

Bacalhau espiritual e Lombo de Porco com batata assada e salada

Vinho, águas e sumos

Pera bêbada com Gelado de Baunilha

Fruta simples

Bolo e Café

20 costeletas

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



«ALGUÉM VIU O AMOR?»

ESCOLA BÁSICA DE VALE PEDRAS

«O livro é destinado a todos os que acham que o amor deve

estar sempre presente nos nossos corações», lê-se a propósito

deste curioso livro elaborado pelos 25 alunos do 4º ano, com idades

de 8 e 9 anos, da Escola Básica / Jardim de Infância de Vale

Pedras (Albufeira).

Uma curiosa iniciativa merecedora de todo o apreço e

aceitação.


«TOMILHO»

VILA NOVA DE CACELA

Saiu mais uma edição (Novembro / Dezembro) da

publicação bimestral «Tomilho», boletim do Centro de Investigação

Histórica e Património de Vila Nova de Cacela (Vila Real de Santo

António), dedicado ao conhecimento das actividades e

organizações da população cacelense. Trata-se de um registo de

memórias, saberes, fazeres e tradições desta zona vilarrealense.

Destacamos os artigos sobre «O cemitério de Cacela Velha» e os

resultados das escavações arqueológicas realizadas em 2022.


«VÍRGULA DE INTERROGAÇÕES»

Com raízes no Algarve foi apresentada em Lisboa a nova

editora «Vírgula de Interrogações», de que são principais mentoras

a médica obstreta Dra. Diana Almeida e a designer Iva Silva. A

primeira obra editada inaugura a Colecção «Poesia Gráfica», sendo

dedicada a Luís de Camões, de que são transcritos 10 poemas com

ilustrações de 10 artistas.


JOÃO LEAL

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



O 5 DE OUTUBRO E O SR. COSTA PINTO

Era um republicano dos quatro costados e um

oposicionista «fichado» que em efeméride históricas lá

ia passar uns tempos levado pela polícia política. O sr.

Costa Pinto, sempre o conheci em avançada idade,

exercia o seu mister de carpinteiro numa pequena

oficina, na Avenida da República, que antes se chamou

de Rainha Dona Amélia, ali bem perto da estação

ferroviária.

Homem honesto e recto, foi pai exemplar, além de

outros filhos do Tenente General António da Costa

Pinto (último Governador de Damão), com referência

toponímica nesta cidade e do Renato da Costa Pinto,

uma alma de moço meu amigo, que chefiou a

Secretaria da Escola Secundária de Loulé.

Mal despontava a manhã o do 5 de Outubro

(Implantação da República), então sem qualquer

comemoração oficial era da tradição o Sr. Costa Pinto

fazê-lo de uma forma insólita e original. A miudagem

da Ribeira, hoje chamada de Bairro Ribeirinho, também

o sabia e ocorria de rente á oficina, atraída pelos

rebuçados que na véspera o referido senhor comprava

nas vizinhas mercearias do «Zé da Avó» ou da

«Senhora Ermelinda», ambas na Rua dita da Parreira

(oficialmente Rua Gil Eanes).

Perante a gaitagem perfilada e cantando «A

Portuguesa» o sr. Costa Pinto fazia içar a Bandeira

Nacional. Claro que, ainda antes da Bandeira subir ou

dos rebuçados serem distribuídos já a polícia política

estava a desmanchar a celebração, a fazer fugir a

malta e a levar consigo o lembrado republicano.

Histórias de outros tempos de Faro e do seu

«Bairro Ribeirinho (a Ribeira).

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEA

 


A CAMINHO DO CENTENÁRIO


Dentro de 4 anos (2026) completa o primeiro centenário da sua existência

a prestimosa MUTUALIDADE POPULAR, associação mutualista com sede

em Faro e uma das grandes referências entre as suas congéneres no nosso

País.

Com associados em todo o território nacional esta prestante instituição,

honra de sobremodo Faro e o Algarve, dignificando e sendo um

testemunho vivo e actuante da economia social, hoje um dos caminhos

preconizados pela Europa das Comunidades.

Efectivamente foi a 10 de Setembro de 1926 que, após de três anos de

intensa actividade do louletano Professor António Mendes Madeira foram

promulgados os Estatutos da Mutualidade dos Funcionários Públicos que

deu origem à actual instituição.

Recorda-se que naqueles tempos não existia qualquer forma de

assistência ou apoio quer no sector público, como privado, sendo mais

que notórias as extremas dificuldades na vida dos portugueses, face ao

actual contexto.

Decorrido um ano a Mutualidade Popular conhecia uma expansão enorme

e uma adesão que a levaram ao facto de «se ter mantido e desenvolvido

uma importante acção no âmbito da economia social».

Possuindo hoje um significativo parque habitacional e estendendo a sua

acção a outros variados campos (subsídio por falecimento, empréstimos,

apoios vários, etc.) a Mutualidade não obstante o desenvolvimento de

outros esquemas oficiais de acção social, continua a manter a actividade e

um significativo número de mutualistas associados.

A efeméride do 96º aniversário a Mutualidade Popular foi assinalada com

uma reunião convívio dos seus corpos gerentes - assembleia geral,


conselho fiscal e direcção, a que presidem, respectivamente, os dedicados

mentores do mutualismo - drs. Libertário Viegas, Ruy Noronha e

Carvalhinho Correia.

A caminho de concluir os seus primeiros cem anos de vida a Mutualidade

Popular é um significativo caso de associativismo mutualista que o Algarve

oferece ao País.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL O «7 DE OUTUBRO»



O «7 DE OUTUBRO»


Não tem o significado de uma efeméride histórica ou mundana

notáveis, nem um sentido nacional ou universal, dignos de registo. Mas

faz parte importante do nosso universo de vida e de lembrança.

Sete de Outubro, era naqueles distantes tempos, o ingresso pela vez

primeira, como que o início de uma recruta no mundo do aprender, na

escola primária, então chamada «régia» (por haver sido criada no período

quase final do regime monárquico.

Uma ansiedade na espera de tal data, um estádio de interrogações e

o almejar de um mundo novo, de diversos tons e referências irreverentes.

Fizemo-lo em 7 de Outubro de 1944 (decorria então esse sangrento

conflito, de que os homens parece terem perdido o sentido trágico, que

foi a II Grande Guerra Mundial), ufano da bata branca que vestíamos

como uma bandeira de paz num mundo novo.

Fomos para o nobre edifício da Rua Serpa Pinto, no vulgo a Rua da

Cadeia, onde antes funcionara a Escola Normal (depois Magistério

Primário), que após a extinção da escola pelos novos estabelecimentos de

São Luís (Rua João de Deus) e do Carmo (Largo da Feira), se transformou

na sede da «Protecção ás Raparigas) e onde hoje é um qualificado

estabelecimento hoteleiro. Tina uma porta de saída para a Rua Baptista

Pinto, que era confinante com o recreio.

Tivemos como professora uma distinta e dedicada mestra, a D.

Maria Carrilho, três palmos de gente mas um gigante na difícil e nobre

arte de ensinar. Foi-o até á 4ª classe, com um empenho e uma dedicação

invulgares, que chegava ao ponto de levar, na parte da tarde, a turma para

sua casa, situada junto ao actual Palácio da Justiça e aí prosseguir a

instrução matinal. Fazia parte de uma geração de professores, a cuja

memória prestamos a mais saudosa homenagem e de que, entre outros,

agrupava os Professores «Sãobrazinhos - dois irmãos benquistos) e

Ferradeira (então já com uma só perna), as Professoras D. Júlia Moreno, D.


Felicidade, D. Francisca Guerreiro, D. Júlia Pessanha e outros «mestres»

cujos nomes já não nos ocorre. A «contínua», como era designada a

auxiliar educativa dos nossos dias, era a paciente Sra. Marta.

Ali na Escola da Rua Serpa Pinto fizemos grandes amizades,

algumas das quais foram esfriando ou desaparecendo ao longo da longeva

vida de mais de oito décadas.

Recordar o «7 de Outubro» é um passeio saudoso ao longo de

muitos anos, quando foram

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



«TECNOLOGIA, ARTE E TERRITÓRIO»

PROF. DR. ANTÓNIO COVAS

Em sessão realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de

Loulé e presidida pelo Eng. Vítor Aleixo (Presidente do Município)

foi prestada homenagem ao sempre saudoso Arquitecto Gonçalo

Ribeiro Telles, a propósito do centenário do seu nascimento. No

decurso da mesma foi apresentado o livro «Tecnologia, Arte e

Território» da autoria do douto Professor Dr. António Covas,

docente da Universidade do Algarve e cujo conteúdo constitui uma

merecida homenagem ao Grande Mestre. A sessão teve a

intervenção, para além daquele edil, dos Professores Guilherme de

Oliveira Martins (Fundação Calouste Gulbenkian), do Arq.

Paisagista Fernando Pessoa e dos Professores António Covas e

Desidério Baptista, da Universidade do Algarve.


«CRÓNICA DUM NAUFRÁGIO ANUNCIADO»

MARIA DO VALE CARTAXO

A escritora portimonense Maria do Vale Cartaxo, que perto

de Alvor, naquele concelho, é a autora do livro «Crónica de um

naufrágio anunciado», o qual foi apresentado na Biblioteca

Municipal Manuel Teixeira Gomes, na capital do Arade. A

apresentação da obra foi confiada a Daniel Cartaxo e á jornalista

Elisabete Rodrigues. A autora foi a primeira escritora a receber o

«Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes», instituído anualmente

pela Autarquia, em 1999, vitória que repetiu em 2002 e 2006.

Escreveu os livros «Diário de bordo em rota de naufrágio» (2003) e

«O dia não» (2008).


«DEVE HAVER MAIS QUALQUER COISA»

HELENA MALAQUIAS (PAGINAÇÃO)


Reúne um conjunto de textos, fotos, desenhos,

apontamentos e outros fragmentos o livro «De haver mais qualquer

coisa», com paginação de Helena Malaquias e edição da «Sul, Sol

e Sal». Refere-se ao processo de criação do espectáculo teatral

«Manuscrito do Corvo, de Max Hub pelo Grupo «Folha de

Medronho» e levado á cena no Cine Teatro Louletano.


«HELO FARMS - AGRICULTURA HALÓFITA»

RICARDO COELHO, MARCO HILÁRIO E HUGO MARIANO


Três investigadores e empresários agrícolas - Ricardo

Coelho, Marco Hilário e Hugo Mariano, escreveram, após

minuciosos estudos, o livro «Helo Farms - Agricultura Halófita», que

é o primeiro livro publicado no Algarve sobre a plantação da

salicórnia e de outra vegetação autóctone que tolera ou exige a

presença do sal para o seu desenvolvimento.

O prefácio da obra é do jornalista Tony Melo e a edição da Arandis.

Foi apresentado em Lagos, Portimão e Faro.


JOÃO LEAL