segunda-feira, 1 de setembro de 2025

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

UM «OPERÁRIO DE CRISTO» QUE LUTOU PELO ALGARVE

     O citar as mais altas distinções que lhe foram outorgadas pelos Municípios de Faro, São Brás de Alportel, Olhão e Tavira, dizem por si quanto o Padre José da Cunha Duarte (sacerdote espiritano) fez pelo Algarve, a que dedicou 36 dos 57 anos da sua comprovada vocação. Aliás toda a extensa e maravilhosa obra realizada aí está para demonstrar o que foi a acção entre nós deste homem nascido, tal como seu irmão gémeo e também sacerdote do Espírito Santo, o padre Afonso da Cunha Duarte.
    Morreu no Hospital de Penafiel, onde se encontrava internado vítima de doença prolongada e incurável o Padre José da Cunha Duarte, de 85 anos, nascido em Bustelos, naquele concelho nortenho. Na Diocese do Algarve exerceu funções paroquiais em São Brás de Alportel, Santa Catarina da Fonte do Bispo, Cachopo e Olhão, erguendo as mãos aos céus, como era dever do seu compromisso sacerdotal e os pés bem assentes na terra procurando uma maior elevação moral, cultural, histórica e científica para as respectivas populações.
  Foi uma figura destacada na vida intelectual do Algarve deste nosso tempo. A sua dedicação à juventude (criação do agrupamento do Corpo Nacional de Escutas na vila da beira - serra, da escola de música juvenil, do conjunto dos jovens acordeonistas, etc.), do Museu do Traje (ainda hoje uma das grandes referências do Algarve), da Casa da Cultura António Bentes, da criação do boletim «VilaADentro» e da Rádio local, bem como a muita colaboração no «Sambrazense», da frequência da prestigiada universidade parisiense da Sorbonne, da edição dos livros que o são básicos para a nossa Região - «Natal no Algarve - raízes medievais» e «A Páscoa no Algarve - a procissão das Tochas Floridas», o rejuvenescimento da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, as capelas erguidas no interior concelho, o reaparecimento das festas da Páscoa e dos Jogos Florais das mesmas, constituem uma pequena resenha do que foi a acção deste sacerdote sagrado na missão pelo arcebispo - emérito de Luanda D. Moisés Pinho, tal como o seu irmão gémeo o padre Afonso da Cunha Duarte,
  Foi muito sentida em todo o Algarve a morte do Padre José. O Município de São Brás de Alportel emitiu o seu voto de pesar e disponibilizou a deslocação até Bustelos a quantos quiseram estar presentes no último adeus a este religioso que, como poucos, serviu o Algarve, A nossa saudade!
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

O CANAL E A BARRA DA FUSETA

      Estes foram, desde sempre, dois problemas da «Noiva Branca do Mar». Com efeito ao longo de muitas décadas a mobilidade da barra e o assoreamento do canal de acesso à lota da Fuseta constituíram problemas vitais para aquela freguesia piscatória, sobretudo no que respeite a vidas e embarcações.
        Jamais esqueceremos um naufrágio com uma pequena lancha ocorrido na referida barra, com uma vítima mortal e assistido em directo.
        A mobilidade das barras algarvias é bem conhecida e observada, com rigoroso estudo, tanto quanto o permite a «dança» das mesmas e da autoria do engenheiro Bivar em obra publicada no século passado.
        Fomos da opinião que, no caso da barra fusetense, a melhor solução seria o canal navegável entre a barra do porto comum Faro / Olhão e a lota daquela vila marinheira. Mas quem o somos para opinar sobre difíceis questões de hidráulica marítima sem qualquer formação técnica para o efeito?
        O Secretário de Estado das Pescas, Salvador Mauro, em visita a este Concelho anunciou a realização de obras de dragagem e de aprofundamento do canal de acesso à lota da Fuseta, com deposição das areias extraídas nas Ilhas / Praias. De um total de 6 milhões de euros a aplicar em diversas obras no litoral algarvio uma parte destina-se á tarefa a executar na Fuseta, numa perspectiva económica (pesca e turismo) e de protecção das vidas e embarcações dos que ganham, com estoicismo, o «pão nosso de cada dia» nas aguas do Atlântico.
        Ainda hoje a lota fusetense, volvidos os ricos anos das pescas em Marrocos, movimenta por ano entre 1,5 a 2 milhões de pescado, capturado pelas mais de 200 embarcações registadas naquela Delegação Marítima.
        Obras pois da maior importância para aquela Vila, terra dos heróicos pescadores bacalhoeiros.

                                                   JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO. . JOÃO LEAL O «SENHOR OLIVEIRA».... Foi há algumas décadas. Moço de calções e botas cardadas com brochas para se gastarem menos fascinava-me aquela figura que era um conceituado relojoeiro (nos tempos dos anos 40 e 50 em que os relógios não iam fora porque «peças sempre caras») e de conceituado metereologista amador. Tinha a sua oficina / ourivesaria no mesmo rés-do-chão em que residia num conjunto de imóveis de há muito derrubados para dar lugar à hoje Praça da Liberdade», mas que para nós o será sempre de Pontinha. Tinha duas esbeltas filhas, alunas que o foram da Escola do Magistério Primário e que seguiram a carreira docente, da qual estarão por certo e de há muito aposentadas. Diariamente colocava na montra da ourivesaria / relojoaria o seu boletim metereológico, nos tempos em que não havia o IPAM (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) ou estas facilidades de, a qualquer instante, dispormos de informações científicas e, quase sempre, exactas sobre o tempo. Recorria-se também á experiência acumulada durante anos pelos marítimos. É que os «homens do mar» olhavam para o céu, para a Lua e para as estrelas e ditavam o seu palpite: «a chuva é para amanhã». A «coroa de glória» do saudoso sr. Oliveira foi a quando das históricas e memoráveis inundações nos Países Baixos, quando as águas galgaram os diques e tornaram em mar os ferteis «polders» holandeses. Dias antes o meterologista «por amor à arte» sr. Oliveira previu a tragédia e muitas vidas e haveres foram salvos. Recorda-nos bem da carta provinda da Real Casa da Holanda a agradecer a previsão da figura que hoje, com notória saudade, lembramos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
NO 1º CENTENÁRIO DO «MANO» HENRIQUE

      Afável, fraterno, de um humanismo contagiante, teria completado o 1º centenário do seu nascimento a 14 de Agosto, passado essa figura que a todos nos marcou de forma assinalada - Monsenhor Cónego Dr. Henrique Ferreira da Silva, que durante mais 40 anos paroquiou, com inusitado desvelo a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção (Sé de Faro).
     Foi na marinheira vila de Ferragudo, debruçada sobre a ponta final do Rio Arade, filho de humildes famílias piscatórias (o que prendeu para sempre ao mar e era ver o prazer com que participava numa pescaria na Ria, quando um «buraco» nas múltiplas tarefas o permitia). Um casal de veteranos cidadãos britânicos o apadrinhou e lhe deu o carinhoso apoio material e afectivo, que muito o ajudaram na vida. Após a frequência do Seminário de São José, em Faro, licenciou-se em Direito Canónico e em Teologia em Salamanca (Espanha) e, mais tarde (já Prior da Sé) concluiu o Curso de Direito na Faculdade de Lisboa. Era uma das pessoas mais cultas que conhecemos na nossa Região, falando sete idiomas, entre os quais o aramaico, para «melhor entender a mensagem de Jesus Cristo», na língua do Mestre.
    Após ter sido ordenado foi para Monchique, onde então funcionava o Colégio Diocesano, vindo para Faro em idênticas missões quando o reputado estabelecimento se instalou na Quinta do Alto. Aqui, na capital algarvia, desempenhou um sem número de funções eclesiais, mantendo sempre a porta e o coração abertos a quantos precisavam do «Irmão Henrique». 
   Após a sua morte, que deixou toda a Diocese contristada pois era geral a estima que lhe era dedicada, o Município de Faro, que já lhe atribuíra a «Medalha de Ouro» deu o seu nome à artéria que une a Estrada da Penha à Avenida Cidade de Hayward. Posteriormente a União das Freguesias de Faro (Sé / São Pedro), da presidência dedicada do Eng. Bruno Lage, fez erguer um monumento em memória do sempre lembrado «irmão Henrique» junto à votiva capela de Santo António do Alto. Junto ao mesmo e na efeméride do centenário houve uma significativa homenagem que reuniu não só os autarcas da União, mas muitos amigos, entre os quais o indefectível Michael Ferrada, para quem esta lembrança saudosa do querido «irmão Henrique» continua sempre presente.


segunda-feira, 18 de agosto de 2025

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

PARABÉNS, DONA CONCEIÇÃO

      É da maior justiça e com a mais grata amizade o fazemos dar os nossos sinceros parabéns pelo seu 92º aniversário natalício a uma das grandes estimas da nossa vida, a «farense» D. Maria da Conceição Pinto Pires (nascida na Alface - Estoi) e que de há muito conquistou, com todo o direito, obra e justiça o título de «filha de Olhão». É hoje, uma das mais veneradas e venerandas cidadãs desta Urbe, à qual tem prestado, como seu saudoso marido, o poeta Deodato Pires, os mais relevantes serviços cívicos, de humanização e de prestabilidade.
     Foi a 22 de Agosto, que esta significativa e significante efeméride ocorreu levando-nos á reparadora atitude de uma merecida homenagem a quem tanto fez e continua fazendo por «Olhão da Restauração». A «madrinha da Barreta», onde conta com largas dezenas de «afilhados», a escritora autora de numerosos artigos e vários livros sobre a historiografia e  toponímia regionais, a autarca que com tão elevado civismo e espírito democrático foi presidente da Junta de Freguesia de Olhão e deputada à Assembleia Municipal, a dirigente associativa de cariz internacional, com destaque para o Elismo, é mais do que merecedora do nosso apreço, estima e das vivas felicitações por haver atingido estes 92 anos de uma vida exemplar e digna.
                                                  JOÃO LEAL
CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE

GONÇALO RAMOS FUNDAMENTAL PARA A CONQUISTA DA «SUPER TAÇA EUROPEIA»

        O olhanense Gonçalo Ramos, hoje um dos nomes maiores do futebol europeu juntou mais um importante título à sua recheada carreira contribuindo, de maneira decisiva para a conquista, pela vez primeira, pelo PSG, da «Super Taça da Europa».
        A equipa da capital francesa, que não contou com o outro algarvio, o tavirense João Neves, por castigo de um jogo, estava a perder contra os campeões europeus, os ingleses do Tottenham, por 2-1, quando quase ao terminar da partida, surgiu o golo de Gonçalo Ramos, ditando o empate, levando o jogo para prolongamento e a decisão favorável ao PSG aconteceu na marcação das grandes penalidades.
          Um título alcançado pela vez primeira pelos parisienses e a que fica ligado o golo marcado pelo Gonçalo Ramos. As nossas efusivas felicitações ao valoroso jogador «filho de Olhão».
            Outro futebolista, também ele «filho de Olhão» marca destaque neste princípio de época. Referimo-nos a Ricardo Mangas, que vindo do Spartak de Moscovo, valorizou e de que maneira a equipa bi-campeã nacional, o Sporting Clube de Portugal. Mangas iniciou a sua formação futebolística no Marítimo Olhanense, a popular agremiação de Olhão, onde desde há anos pontifica a presidência directiva da D. Fernanda, um positivo exemplo de dedicação ao desporto.

                                                  JOÃO LEAL
CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
«7 DE SETEMBRO - DIA DA CIDADE»
       Comemora-se no Domingo, 7 de Setembro, o 472º aniversário da elevação de Faro a cidade. Foi D. João III, «O Piedoso» (nascido em Lisboa em 1502 e ali falecido no ano de 1557), soberano que herdou o «maior Portugal de sempre», mercê das descobertas e conquistas efectuadas durante o reinado de seu pai - D. Manuel I, «O Venturoso». O desenvolvimento atingido pela então «Vila de Faro», sobretudo mercê do seu porto de mar facilmente atingível pela navegabilidade dos canais da Ria Formosa, fez com que naquela data de 1553 a hoje capital algarvia ganhasse um estatuto de cidadania idêntico às cidades algarvias de Silves, Lagos e Tavira.
     A data do «Dia da Cidade de Faro» (feriado municipal) foi sempre comemorada a 24 de Junho (Dia de São João), pela popularidade que durante anos e anos atingiu no concelho, graças às festividades que então se celebravam (mastros, fogueiras, marchas, combates de carretilhas, etc.). Foi durante a presidência camarária do Professor João Negrão Belo (1983 / 1989) que a alteração se verificou, considerando as razões históricas em que se baseava e que na altura foram invocadas.
   Tem um profundo sentido cívico este «Dia da Cidade», evocando-se os deveres de cidadania e outros que a data comporta, numa unidade «mixing» de orgulho para os aqui nascidos como para aqueles que, sem esquecer as origens fizeram desta «Hárum», «cidade das três religiões monoteístas - o arabismo, o judaísmo e o cristianismo», como a definiu o notável historiador messinense dr. Teodomiro Neto, o burgo capital do Sul («Cidade em quarto crescente», como lhe chamou o conhecido jornalista e escritor Mário Zambujal).
    Para além das comemorações oficiais que, usualmente, ocorrem (içar solene das bandeiras, sessão oficial, inauguração  de obras e placas toponímicas, etc.) este ano ocorre o encerramento do já famoso «Festival F» que iniciado hoje (4 de Setembro - 5ªfeira) trouxe à zona da «Vila - a - Dentro» uma pleíade de artistas, ao longo das noites (o farense Diogo Piçarra, Dino D, Santiago com a Orquestra do Algarve, Pedro Abrunhosa, Ana Bacalhau e muitos outros).
Não sabemos quem são os honrados e notáveis cidadãos que este ano serão distinguidos pelo Município, aos quais juntamos a nossa admiração e apreço. Apenas conhecemos o do Jornalista e Grande Farense Ilhéu, que é o Manuel Luís (o «reportér da Cidade»), a quem felicitamos pelo merecido reconhecimento oficial. 
Esta comemoração de mais um «Dia da Cidade de Faro» faz-nos um ano mais reavivar duas lacunas existentes e que persistem, infelizmente: a inexistência de uma rua com o nome de D. João III e um monumento em sua memória.

                                                          JOÃO LEAL

sábado, 9 de agosto de 2025

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

   EXIGÊNCIA A FAZER AOS AUTARCAS A ELEGER
      
     A 12 de Outubro o País vai, uma vez mais, desde que o regime democrático foi reposto entre nós, a eleições. Desta vez é a eleição para os órgãos autárquicos (juntas de freguesia e câmaras municipais), o que confere um especial sentido local a este dever cívico. Desconhecemos quem são, na totalidade, os candidatos, a despeito de alguns nomes já o terem vindo a público. A uns a nossa concordância quanto à capacidade para o desempenho das funções a que se candidatam. Para outros a nossa natural repulsa quanto às sugestões propostas ao eleitorado. 
Mas, numa altura em que os incêndios florestais alastram, em especial pelo Norte, ocorre-nos fazer uma exigência aos presumíveis candidatos a lugares autárquicos: a inclusão nos programas da construção do tão ambicionado e sempre adiado (desde a sua fundação em 1923) quartel sede dos Bombeiros Voluntários de Faro. Os Sapadores Bombeiros (ex-Municipais) têm, não obstante as greves ultimamente ocorridas, condições para o desempenho das suas humanitárias e profissionais missões.
 Quanto à prestimosa e histórica Cruz Lusa é uma obra sempre e sempre adiada, apesar das promessas a cada aniversário, proferidas. Vamos exigir a construção do quartel sede para os nossos Voluntários, vamos exigir que esse seja um compromisso a assumir pelos futuros autarcas. Apenas de nós e só a nós é devida a esperada construção.

                                                            João Leal


TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA

       O Grupo hoteleiro 3HB abriu uma noa unidade hoteleira de luxo na Praia da Falésia- Albufeira) com uma excelente zona natural envolvente.
        O Rotary Clube de Faro promove no dia 8 de Setembro o já tradicional «pôr do Sol na Ria Formosa», destinando-se o fundo apurada para a Cáritas Diocesana.
         Em Junho, segundo o INE, foi o primeiro destino turístico português com 471 mil visitantes e um provento de 278 milhões de euros.
           A Condor Airlines lançou a promoção Faro / Munique (voos às 4ªs e 6s feiras) por 99,99 euros.
           Deputados socialistas pelo Algarve (Luís Graça e Jorge Botelho) criticaram o Governo por ausência de investimentos portuários nesta Região.
         Com uma verba de 900 mil euros foi aberto o concurso para o fornecimento de 49 câmaras de vigilância em Vilamoura (Loulé).
           Albufeira foi, a nível nacional, o 2º destino eleito pelos portugueses como «destino de férias», com 11,4% do voto dos inquiridos.
           A Câmara Municipal de Albufeira proibiu u vende de bebidas alcoólicas para consumo público, a partir das 23 h e «a fim de evitar desordens».

                                                                 João Leal

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL

ESTE 17 DE AGOSTO

      Trás - nos sempre à lembrança significativas recordações esta data do 17 de Agosto: Antes de tudo o mais é a significativa lembrança do «Patrão»:
      1 - EVOCANDO JOSÉ BARÃO
       Se vivo fosse e bom seria para todos que tal sucedesse completaria nesta data mais um aniversário natalício o saudoso fundador de «Jornal do Algarve». o íntegro e honesto jornalista e exemplar cidadão, que foi o sempre lembrado José Barão. Une-nos uma saudade que permanece sempre em nós e se repete a cada instante. Evocamo-lo a cada momento e sempre que a vida nos coloca novos e constantes desafios. Desde muito moço que o «patrão», como carinhosamente o tratávamos, sentiu a sua vocação para o jornalismo, de que seria como repórter um dos maiores do nosso País, lançando na sua terra natal (Vila Real de Santo António), que amava até á exaustão «Os novos». Depois foi a ida para Lisboa, a profissionalização e a fundação, com um grupo de dedicados amigos do semanário verdadeiramente regional o «Jornal do Algarve». Enquanto vivos formos cumpriremos, até ao último instante o pedido à sua derradeira vontade expressa na Casa de Saúde das Amoreiras, em Lisboa, onde faleceu; «Não deixem morrer o Jornal do Algarve». Não ele continua vivo como há sessenta e alguns anos, na plena defesa dos interesses da Região. Com ele a nossa permanente lembrança do sempre lembrado José Barão e de sua saudosa esposa D. Ana Baptista Barão, dois grandes amigos que nesta já longa vida houvemos!
     II - «FOLKFARO 2025»
     Já se sente e pressente no ar citadino o ambiente único, festivo, multiétnico e fraterno que em cada ano o «FolkFaro» proporciona. Será de 17 a 23 de Agosto que a capital algarvia e toda a Região, se assumem como a grande sede do folclore mundial. Arrepia-nos sempre o ouvir aquilo cântico que é hino oficial deste evento «Amigos, para sempre» entoado por centenas de folcloristas vindos dos quatro cantos do Mundo e organizado pelo prestigiado Grupo Folclórico de Faro, veterano dos ranchos algarvios, a que Serafim Carmona e Henrique Bernardo Ramos deram (1930) o «pontapé de saída». De então para cá, ao longo de quase um século, tem sido um constante somar de êxitos. como aconteceu recentemente na Lituânia com o 1º prémio alcançado. Quer no espectáculo inaugural no Teatro das Figuras, como todas as noites no Passeio Ribeirinho (junto á Doca) o «Folkfaro - 2025», reconhecido pela FEOOC (Organismo da UNICEF para as artes populares) e com o apoio da Câmara Municipal de Faro e outras entidades, será a expressão da plena dedicação da Helena Franco e do Amabélio Pereira e de tantos outros que abnegadamente servem Faro e o Algarve servindo o Rancho Folclórico de Faro, lídimo embaixador no Mundo desta região sulina.

sábado, 2 de agosto de 2025

A MINHA INFÂNCIA

 Vivendo no meu mundo de ilusão
Com bonecas brinquei a vida inteira,
A boneca de trapos feita à mão,
A mais fiel amiga e companheira!

Recordo esses tempos que lá vão...
O meu mundo infantil, a brincadeira
Até joguei ao eixo e ao pião...
De trapos, eu também fui costureira!

Ganhei no tempo atrás aprendizagem,
Nos brinquedos - a boa camaradagem
Nos jogos em que aprendi a crescer...

De perder e ganhar - a importância
Porque já vai mais longe essa distância,
Criança toda a vida...EU QUERO SER!

Maria José Fraqueza