quinta-feira, 22 de outubro de 2009

DO CORREIO

Em 1985 por motivos pessoais, decidi vir para o Brasil! no entanto como as noções que tinha do País eram limitadas ao que praticamente tinha aprendido na Escola, e embora as Novelas Brasileiras já fizessem parte do quotidiano português em que o horário das 20,30 horas era sagrado para grande percentual assistir ás mesmas!
Na generalidade quem viaja para lugares que não conhece, procura colher informações básicas sobre o destino para onde vai viajar, como na época não existia o acesso actual aos meios informativos que permitem entrar na internet e ver as informações sobre qualquer cidade no Planeta, enquanto os noticiários nos apresentam poucas horas depois os acontecimentos de maior destaque , Procurei em muitas Livrarias em Lisboa e a literatura informativa não foi além de um Livro sobre ecologia no Amazonas!
Habituado a Portugal em que de Norte a Sul a distancia pouco passa de setecentos quilometros , quem está em Lisboa qualquer cidade do País fica a poucas horas, ao chegar ao Brasil foi para mim um choque tomar conhecimento das distâncias entre as cidades que conhecia de nome: distância do Rio de Janeiro ás cidades do Norte,Nordeste e Brasilia
Belem = 3250 Km
Manaus 4374 Km
Fortaleza 2805 Km
Recife 2338 Km
Salvador 1649 Km
Brasília 1148 Km
Do Rio de Janeiro para o Sul
S. Paulo 429 Km
Porto Alegra 1553 Km
Num País quase continente com um Litoral de 7.491 Km. entendi que não conhecia nada sobre o Brasil. Morei 3 meses no Rio de Janeiro, Bairro de Copacabana Parte Sul da cidade a 200 metros do calçadão da Praia, tinha amigos na parte Norte da cidade "Pilares" e frequentemente me perdia quando os visitava, numa região metropolitana quase com 12 milhões de habitantes! acontecia ao regressar para Copacabana em que passando o Estádio do Maracanã acabava por ir para o Centro e seguia as Placas. O Rio de Janeiro sempre foi divulgado como cidade de muita violência, e naturalmente que ouvi alguns conselhos básicos sobre segurança, na realidade reparei que num local nobre da cidade tinha pessoas que nasciam, viviam e morriam na Rua. Nunca tive problemas com essa gente que por uns trocados me vigiavam o carro quando precisava estacionar, tive sim com o preço exorbitante nas oficinas auto! Os noticiários da Europa e Estados Unidos têm falado sobre os Incidentes nas Favelas, será que é por causa das Drogas? O consumo no Rio é cerca de metade do de Nova Iorque, e inferior ao da Alemanha! O Problema é mais Territorial nas próprias Favelas onde acabam por ser o endereço de parte dos milhares de migrantes que diáriamente chegam ás cidades, que sem estruturas para receber essa força que procura trabalho na maioria sem qualquer qualificação acabam excluídos e forçados a procurar as mesmas onde por baixo preço encontram abrigo. São os donos desses abrigos (favela) que fazem negócio, de certa forma a Novela duas Caras em que o António fagundos desempenhava esse papel, mostrou um pouco que não pode ser confundido com a realidade, em que as bases são onde existe um Bairro Rico, perto fica a favela onde moram parte das pessoas que trabalham no mesmo. Quase como no passado em que os senhores moravam na casa grande e os escravos nos barracos perto da mesma .
Saudações Costeletas.
António Encarnação
OS COSTELETAS E A SUA ESCOLA - 1
Após interregno de alguns dias sem escrever no blogue, coloquei-me frente ao teclado do computador, pensando qual o tema do próximo texto. O condicionalismo temático a que o blogue está sujeito, particularmente dos temas que podiam dar mais "matéria" para abordar, obrigam-nos a redrobados cuidados e alguma imaginação. Confesso que não tenho muita imaginação para ficcionar e a fazer prosa sobre factos, corro o risco de me tornar repetitivo e consequentemente, de tornar os meus textos menos agradáveis.. Os temas acerca dos COSTELETAS e a ESCOLA, são sempre interessantes, e do agrado dos costeletas leitores.
Vou contar, neste e em próximos textos, algumas situações por que passei enquanto aluno da nossa Escola: Aula de dactilografia e alguns factos introdutórios:
Mestre Carolino, são-brasense de gema, carácter vincado pela sua naturalidade serrenha, pessoa de difícil trato.
Os meus 13 anos acabados de fazer, não permitiam uma saudável relação com os rompantes imprevisíveis do Mestre.
Colocar os dez dedos no teclado da máquina de escrever, que previamente tinha sido separado por uma cartolina, dividindo o "H C E S A R O P Z", e escrever com todos eles, particularmente com o mínimo, não era fácil. O mestre, com os seus quase dois metros de altura, cara sisuda e impenetrável, obrigava-nos a cumprir escrupulosamente os seus ensinamentos. Entrei para a primeira classe e o meu pai entregou-me um fio de ouro com uma cruz, que havia pertencido a minha mãe, já falecida, que sempre usei e ainda hoje uso. Certa dia, em plena aula, usava então a camisa com mais um botão desabotoado, porque estávamos no Verão, o que permitia ver o dito fio e a respectiva cruz, e sentado na carteira, com a Underwood na minha frente, vi que o mestre Carolino descia do estrado e vinha na minha direcção, de dedo espetado e de feições ainda mais carregadas. Imagine-se como tremi de medo, sem saber o que se iria passar. Quando chegou à minha beira, tocando na cruz e com voz de "barítono", disse: Sabes que isso é uma ostentação e por conseguinte, não representa qualquer acto de fé?!
De seguida, desabotoou a sua camisa no peito, e apontando para si próprio, perguntou-me: O que vês?
Atrapalhado, algo engasgado e a medo, respondi: Mestre, não vejo nada. De pronto contrapôs: Pois tenho aqui uma cruz, muito maior que a tua e de verdadeira fé.
Com o seu regresso ao estrado, finalmente acalmei e, garanto-vos que nunca mais levei a camisa desabotoada, para a aula de dactilografia.
Hoje, louvo este mestre. Muito embora nos tenha ensinado de forma austera, todos lhe reconhecemos as suas virtudes, quando ao tempo teclavamos a máquina de escrever e hoje, teclamos o computador. Não é fácil teclar com todos os dedos, especialmente o mínimo. Nós aprendemos! Obrigado Mestre Carolino.
Jorge Tavares (ver foto na galeria)
costeleta 1950/56

AGENDA


Efemérides

Outubro – 22 – Quinta Feira

1721 - Pedro, o Grande, assume o título de Czar de todas as Russias;
1811 – N. o pianista e compositor Húngaro Franz Liszt (M. 1886);
1945 – Criada em Portugal, a Polícia Internacional e Defesa do Estado (PIDE);
1954 – Início da guerra da independência da Argélia;
1964 – O escritor e filósofo francês Jean-Paul Sarte recusa o Nobel da Literatura;
1969 – Inaugurado, em Lisboa, o Teatro Maria Matos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

FARO - "A CIDADE VELHA"

FARO – Vila-a-Dentro”
De Alfredo Mingau

Nestes dias da Feira de Santa Iria, no Largo de S. Francisco, e passeando pela feira, senti o desejo de dar uma volta pela “cidade Velha”, “Vila-a-dentro”, como é conhecida.
Entrei pelo Arco do Repouso, uma das portas da cidade e, logo à entrada, apreciei aquela pequena capela, do lado esquerdo, Capela de Nossa Senhora do Repouso, nome aliado ao facto de El Rei D. Afonso III ali ter repousado, descansando da batalha da tomada da cidade aos mouros. Seguindo em frente deparamos com a estátua de D. Afonso III, no centro do largo com o mesmo nome, tendo à sua esquerda o Convento de Nossa Senhora da Assunção. Logo a seguir ao convento entramos numa rua que desemboca num pequeno largo onde estava instalada a fábrica de cerveja, hoje Museu de Arte Contemporânea, alguns armazéns de peixe, de vinhos e materiais de construção. Também, na Cidade Velha esteve uma fábrica de cortiça do alemão Frtz.
En frente ao largo D. Afonso III encontra-se a Rua Professor Norberto da Silva e, ao meio da rua, o prédio de dois andares, com o nº 12 onde, nas águas furtadas, esteve hospedado o saudoso Professor Zeca Afonso, a casa da D. Maria. Ao fundo a rua do Arco; toda esta zona com casas típicas da época.
Regressando à porta do Arco do Repouso, à direita de quem entra, fica a rua Rasquinho. Nesta rua funcionava a escola primária da Sé.
Tinha os meus oito anos e frequentava a segunda classe. Recordo que uma tia fez-nos uma visita, por altura da feira, e trouxe um cesto com medronhos, maduros, doces, deliciosos. Comi, enchi a barriga e fui para a escola. Recordo o meu parceiro de carteira ter dito à professora:
- Este menino está bêbado e quer vomitar.
- Então leva-o para o recreio.
E ainda me lembro, no pátio do recreio, ter chamado pelo “Gregório”.
Muito novo, ainda, foi a minha primeira bebedeira.
Ao fim da Rua Rasquinho, em frente, ficava a Polícia de Segurança Pública e à direita a porta principal da cidade Velha, o Arco da Vila. Voltando à esquerda e subindo fica a rua do Município, onde funcionava a Escola Tomás Cabreira, na altura dos anos quarenta, Industrial e Comercial. Hoje ocupada pela Polícia Judiciária. Ao cimo da rua e à esquerda o edifício da Câmara Municipal. O Largo da Sé, com a estátua do Bispo D. Francisco Gomes do Avelar, em frente o frondoso edifício do Seminário Episcopal de São José. À direita o então Museu Marítimo, e à esquerda a Igreja Matriz de Santa Maria, Igreja da Sé. Entrando à esquerda do edifício da Câmara, é a Rua Domingos Guieiro, onde funcionava a Biblioteca Municipal e a seguir o Tribunal Judicial da Comarca.
Os residentes na Cidade Velha, na zona da Rua do Arco, pescadores, mariscadores, calafates, corticeiros de fracos recursos viviam em união e de portas abertas aos vizinhos, que entrassem por bem. Davam o seu banho em alguidares de zinco em que a água era aquecida em panelas. As mulheres lavavam a roupa, à porta das suas casas, em tanques feitos de cimento. As refeições, geralmente de peixe, eram grelhadas à porta da rua, em fogareiros de ferro fundido, no carvão.
Existiam duas vendas (tabernas) junto da Porta Nova (Porta do Mar), uma do Brás a outra do Salvador (agora existe no local um antiquário). Ali bebiam o copo de três, o bagaço ou medronho, para “matar o bicho”, compravam o tabaco, e matavam o tempo com dois dedos de conversa e a que nunca faltava a cerveja e os tremoços.
Aos sábados ou Domingos, juntava-se muita gente para verem os casamentos, com o desfile das “madames”, bem aperaltadas para o efeito, ouvindo-se aqui e acolá comentários engraçados.
A distracção principal dos “Moces”, e também dos graúdos, era a bola. Disputavam-se, na terra batida do Largo da Sé, grandes partidas em que era utilizada a “trapeira” ou o “catchu´”
De dentro da Cidade Velha, formaram-se alguns bons jogadores; recordo o Zé Bento, o Balela e o Bentinho.
Era assim, naquele tempo dos anos 30-40, a Cidade Velha ou Vila-a-Dentro
E regressei à feira para, na barraca das farturas do Mestre Silva, comprar um “charingo” que acompanhei com um café quentinho.
Inté

ERRAR É O QUE HÁ DE MAIS CERTO

Aos poetas algarvios Manuel Madeira e António Ramos Rosa

MANUEL,
Todos os dias de manhã leio pelo menos uma das tuas cartas
Daquelas que escreveste ao ROSA
Manuel Lembras-te?
Naquela tua prosa que é poesia
Ou é poesia em prosa...
E que me deixa siderado... ou pregado
À tua obra
Que tem motivações de sobra
Para eu perceber que ser poeta é uma condição que está um pouco acima de mim
Mas eu não desisto
Porque eu digo e repito que já tenho visto
Alguns bem piores do que eu
A poesia será sempre a minha companhia
Inseparável
É ela que me ajuda a viver
E me trás a melodia
Da vida
É a poesia que me ensina.. diariamente
Que todos nós somos gente
Manuel Como eu sinto que tu tratas isso tão bem a tua poesia
E... Manuel, tanto que eu queria
Voar como um milhafre
E descer a pique .... como eles fazem tão bem
E sentir ao cortar o vento
A harmonia do momento
É que toda a gente pode ter tudo
Mas se não tiver poesia
É como se não tivessem nada.
É por isso que eu retiro das cartas poéticas entre ti e o Rosa
A expressão calorosa
De dois homens que estiveram no mesmo lado da barricada
E que calcorrearam a mesma estrada
E ainda não chegaram ao fim..
Porque a luta é desigual
E é por isso que o mundo esta mal.
Na África do Sul agora
Andam a perguntar de porta em porta
as nacionalidades de cada um
E quem não for da terra
Terá de se ir embora...
Chiça para isto.. é o que me apetece dizer...
A quem estiver por perto
E não haverá dúvidas
Que errar é o que há de mas certo
João Brito de Sousa

terça-feira, 20 de outubro de 2009

MANIFESTO.

Caros Amigos Costeletas

Sentindo na pele os prejuízos causados por indivíduos irresponsáveis, na minha casa e na dos vizinhos, escrevi este Apontamento, revoltado, mas fazendo votos que seja lido, compreendido, e sensibilize os Professores do Ensino Básico, os grandes formadores da nossa Juventude.

QUANDO ACABARÁ ESTA PRAGA?

Assiste-se diariamente a actos de puro vandalismo e destruição da propriedade pública e privada, não escapando os monumentos, as placas toponímicas e sinais de trânsito que por toda a parte se encontram conspurcadas por mãos sebentas e gordurosas de tanta porcaria.
A “arte" dos grafites exterioriza bem a confusão, o distúrbio, e até a loucura do que vai na mente de tais "pintores", cuja vocação pictórica se deve, talvez, à alienação mental provocada pelo consumo de drogas, álcool, e outros estupefacientes que leva uma geração a arruinar-se, a prostituir-se, e a perder a sua personalidade.
Que futuro se poderá adivinhar para uma Sociedade que se pretende evoluída, esclarecida, e democrática , que se pretende capaz de garantir a continuidade dos VALORES MORAIS que herdámos dos nossos avós ao longo de séculos pela experiência e saber humanos, e que todos os povos procuram preservar ?
Os responsáveis deviam debruçar-se mais sobre estes problemas, educando as massas Jovens nas Escolas de Educação Básica e Pré-primária, local onde começa a formação da personalidade de nossa juventude.
Não esqueçamos de que é nestas Instituições que se mo1da, se fortalece e consolida toda a personalidade do futuro cidadão, que queremos forte, saudável e capaz de assumir-se com toda a pujança, já adulto, na continuidade dos destinos do país e na prática democrática, no respeito pelos outros e pelo Património Cultural e Espiritual que é de todos.
Será que a preocupação maior de alguns responsáveis é a despenalização do aborto, o '"ensino'' da prática sexual, como se deve ou não dar continuidade à espécie humana, ou fortalecer o espírito juvenil com os verdadeiros pilares da Moral?
A vossa consideração e respeito
Maurício Severo Domingues

SAUDADES

A ESCOLA (II)

Entrei na Escola das senhoras D. Lídia, D. Alda e D. Teresinha, em sua casa na Senhora da Saúde, tinha aí 5 ou 6 anos. Andava na escola paga, como se chamava a esse estabelecimento de ensino, digamos assim, e as senhoras eram as filhas do mestre Vicente, que tinham sido nossos vizinhos nos Braciais e pessoas conhecidas da minha mãe.
Fazia equipa com o meu primo Zé Louro, também costeleta e tínhamos que andar aí uns três quilómetros, mais coisa menos coisa, para lá chegar.
Um dia decidimos não ir à Escola e ficámos umas 4 horas por detrás dum valado, enquanto íamos desbastando o lanche. Chegámos a casa cedo demais e foi o diabo. Já ? … perguntaram as nossa Mães …
Aí, aprendemos as primeiras letras e o significado dos números, as dezenas, talvez. Creio que quando saímos de lá para a primária jásabíamos ler. Mas será que sabíamos ?... Cada vez é mais difícil ler, diz Lobo Antunes. E diz mais, “a leitura é uma coisa que se educa. Que se ensina e que se aprende. O problema, é que qualquer grande escritor tem de ensinar os seus leitores a lê-lo.”
Acho que sim.
Fiz uma escola primária com relativa facilidade, talvez mais por mérito da senhora D. Helena, a professora, mas eu também acho que tinha qualquer coisa no caco. E depois veio a Escola Industrial e Comercial, da qual tenho boas e más recordações, como é natural.
Entrei em 53 e, na altura, já lá andava o Jorge Tavares que, já disse aqui, era um excelente aluno. Mas havia muitos outros bons alunos que fizeram uma carreira académica e profissional com brilho, mentes brilhantes mesmo.
Cito um nome, sem prejuízo de outros, o Manuel José Coelho Guerreiro, de Paderne, por quem muitos me perguntam. O Manel está bem e está bom.
Sei disso porque às vezes falo com ele. Numa dessas vezes contou-me aquela cena da carta, ou postal, que o saudoso Zé Eusébio do BPSM lhe enviou, com a seguinte morada: Exmo senhor MJCG, rua do Lá Vai Um, PADERNE.
E a carta foi entregue ao destinatário.
E é aqui que eu me revejo. Nos bons amigos que consegui na escola e nos valores que, podemos dizê-lo, praticamos e são o lema da Associação.
VITALIDADE, FRATERNIDADE e SOLIDARIEDADE.
Viva a Escola.
João Brito Sousa
CÂMARA MUNICIPAL, VERSUS ASSOCIAÇÃO
A nossa cidade, capital do concelho e do distrito, é por inerência deste estatuto a urbe mais importante do Algarve. Igualmente, a nossa Associação, como instituição inserida na enorme quantidade de Associações que representam a cidade nos meios culturais, desportivos, académicos, cinematográficos, de laser e saúde, etc, não deve passar ao lado da mudança que no dia 11 do corrente mês, se operou na sua Câmara Municipal. Parabéns ao vencedor e obrigado ao vencido, que dedicou quatro anos a dirigir os destinos do concelho.
A gestão da Câmara inclui nas suas obrigações, o apoio às Associações locais, e como tal a nossa deverá ser lembrada pela nova "gerência". A Direcção da AAAETC deverá preparar um dossier de enquadramento nos apoios Camarários, com vista à satisfação das suas necessidades mais prementes, nomeadamente uma sede que possa honrar os seus membros, em particular os fundadores.
SOU ELEITOR NO CONCELHO DE LOULÉ
Jorge Tavares
costeleta 1950/56

AGENDA

Efemérides

Outubro – 20 – 3ª Feira

* Dia Mundial da osteoporose
* Dia da Internet
* Dia da Defesa Nacional, em Portugal
1349 – Papa Clemente VI proíbe os flagelantes;
1854 – N. em Charleville o poeta francês Arthur Rimbaud (M. em Marselha, 1891);
1883 – Peru cede território ao Chile, através da paz de Ancor;
1945 – Constituída a Liga Árabe.

UMA VIAGEM PELA EUROPA

Viajando


Farto do quotidiano e do ram, ram, tomei a decisão de sair do “burgo” e visitar, depois de consultar os “cardápios” das agências de viagens, três países da Europa Central Áustria, Hungria e República Checa. Esta viagem veio na melhor altura. Foi, como direi, um bálsamo para acalmar o meu pensamento sobre os controversos comentários de outros costeletas que me dirigiram.
Porquê, se a minha intenção era apenas de colaborar assinando com um nome suposto? Porque não entendermos que muitos fazem e outros tantos fizeram?
Mas..., vamos viajar!
Fiz a inscrição numa das agências de viagens turísticas (não menciono o nome para não fazer publicidade de borla). Entreguei o passaporte para as formalidades necessárias e, no dia aprazado, apresentei-me no Aeroporto da Portela para o respectivo “check-in”.
A viagem decorreu com normalidade. O grupo, em que figuravam alguns costeletas, era acompanhado por um representante da agência.
Já em Viena, fomos instalados num hotel de quatro estrelas. Um bom hotel.
Gostei de Viena. Recorda-nos a valsa. Viajamos a Salzburgo, uma cidade com 150 mil habitantes, onde apreciei a casa do grande musico Mozart. Depois Hungria, o país dos Magiares, Budapeste, com as suas pontes sobre o Danúbio e, principalmente, a ponde D. Carlos, local imprescindível de visitar e tirar fotografias. Paisagens lindas. Depois a República Checa. A estação principal de comboios. A feira de artesanato, onde é obrigatório a compra de objectos em vidro cristal. Lindos!
Regressamos a Viena, e aqui, passeando o grupo pelo centro da cidade dá-se um caso insólito. De repente ouviu-se um grito:
- Fui roubado!
Um dos componentes do grupo, gritava bem alto que lhe tinham roubado a carteira.
- E agora, o que faço? Sem documentos e sem os bilhetes de avião?
O representante da agência tentava acalmar o homem dizendo que ia tratar do assunto, não o podendo fazer de momento, por não ter o telemóvel, que ficara a carregar no quarto do hotel.
Eu, que ouvira toda a conversa, coloquei imediatamente o meu telemóvel à disposição para que fosse contactada a agência em Lisboa, no sentido de solucionar o regresso a Portugal. E assim foi feito e tratado a tempo. O casal não teria de ficar de quarentena à espera da respectiva repatriação. O regresso era no dia seguinte.
Gostei do passeio. De Viena, Budapeste e Praga, gostei mais de Praga e adorei Salzburgo, a terra da Sissi, como dizem.
Esquecendo aquele incidente, posso acrescentar que foi uma viagem em que a cultura foi um papel preponderante, com algumas fotografias dos lugares mais relevantes, para recordar.
Foi uma semana para retemperar energias. Foi salutar.
Estou de regresso. A pedido do meu amigo Maurício.
Um abraço para todos.
Inté

Alfredo Mingau

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

QUANDO ALGUÉM PARTE

Oscar Valentim

Partiu. - no dia 14 deste mês de Outubro.
À viúva e nossa associada,
Maria José Geada Mendonça Piriquito de Almeida Rodrigues,
a toda a família e amigos, apresentamos as nossas condolências

QUE DESCANSE EM PAZ

A Direcção

AGENDA

Efemérides

Outubro - 19 - 2ª Feira

1889 – N. o escritos Guatemalteco Miguel Angel Astúrias, Nobel da Literatura (1967);
1913 – N. em Gávea, Guanabara, o poeta e compositor brasileiro Vinicius de Morais (M. Rio de Janeiro 1980);
1925 – Itália completa a ocupação da Somália;
1935 – Termina a longa marcha de Mão Tsé-Tung, na China;
1986 – O Presidente de Moçambique, Samora Machel, e outros dirigentes do país morrem na sequência da queda do avião em que viajavam;
1994 – Em Portugal. Entra em funcionamento o Registo Nacional de não dadores.