quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

SILÊNCIO



"Escutando o silêncio"           

Espreito e escuto 
Pela fresta da janela
E o silêncio que há lá fora 
Se junta ao meu silêncio 
Nesta noite fria e bela

Deixo-me levar pela magia 
Desse momento
Como se o tempo e a hora 
Fossem só meus
E eu pudesse alterar o silêncio
E o meu pensamento

Troco momentos de solidão

E me entrego a essa surda magia
Entre o silêncio que escuto
E o silêncio que lá fora
Há instantes não entendia

E depois vi luzes vi vida
Vi alegria e gente a circular 
Que nem se apercebia
Que atrás da janela
Eu estava lá
Escutando o silêncio 
Que não existia

Senti liberdade, paz
E olhei para dentro de mim
E só o meu silêncio
Continuava lá, com lembranças
Sem respostas e perguntas sem fim

Porquê tanta futilidade
Tanto ódio e maldade
Tanta coisa desigual
É isso que o meu silêncio grita 
Nesta quadra de Natal

E assim neste meu silêncio

Entre perguntas sem resposta
Vi nascer a madrugada
E despontou em mim
Nova esperança
Atrás da janela
Agora fechada

Que haja alegria

No rosto de cada criança
Que deixe de haver famintos
E inocentes a estender a mão 
Haja abundância de amor
De paz, felicidade
Em cada coração


NICOLINA MARTINS 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

OUTROS LIVROS



THOMAS ARRIS 
"CARI MORA"

Uma história de suspense que gira em torno de uma casa em Miami Bach, em tempos residência de Pablo Escobar, e onde se esconde um tesouro de 25 milhões de dólares em ouro. Um homem vai fazer tudo para encontrar esta fortuna.
272 páginas
Preço 17,70 euros€

JUDITH CURRY "ALTERAÇÕES  CLIMÁTICAS"
Uma forma diferente de encarar a realidade das alterações climáticas e que alerta para o perigo da simplificação excessiva de uma questão complexa. E se a história fosse diferente daquela que agora nos querem contar?
136 páginas
Preço 13.oo euros€

JOSÉ LUANDINNO VIEIRA "LUANDA"

Este volume reúne 3 contos (Vavó Xixi e seu neto Zeca Santos: Estória do ladrão e do papagaio e Estória da galinha e do ovo) e é considerado como uma obra fundamental da literatura em língua portuguesa.
192 páginas
Preço 1 O, 90 euros€.

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM



«PENTATEUCO: 530 ANOS DE LIVRO IMPRESSO EM PORTUGAL (1487 / 2017}»
No Auditório da BibJioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro, foi apre­sentado o livro «Pentateuco: 530 anos de livro impresso em Portugal (1487 / 2017}>>, o qual reúne um conjunto de estudos que foram presentes ao colóquio sobre este tema e realizado a 14 de Julho de 2017 na capital sulina. A apresentação esteve a cargo do Dr. Rui Parreira, da Direção Regional de Cultura do Algarve e a sua organização editorial con­fiado à Ora. Patrícia de Jesus Palma, investigadora da Universidade Nova de Lisboa. Re­corda-se que o «Pentateuco» (que reúne os primeiros dos 5 livros da Bíblia - Génesis, Ê­xodo, Levítico, Números e Deuterónimo) marcou o início da imprensa em Portugal, sendo impresso em Faro na oficina do judeu Samuel Gacon em plena «Vila-a-Dentro» no ano de  1487.

«VINDE Á NASCENTE DAS ÁGUAS»
PADRE CARLOS AQUlNO·
O sacerdote católico algarvio Padre Carlos Aquino, natural de Vila Real de Santo António e-Pároco-de Loulé (São Sebastião e São Clemente) é o autor da obra «evínde à nascente das águas», editada pelo Secretariado Nacional da Liturgia, de que faz parte e constitui «um itinerário espiritual para as famílias». Na sua apresentação o Bispo D. José Cordeiro (presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade) escreveu: «este livro inclui, muitas vezes, um simbolismo que visa contribuir para tornar mais perceptível a mensagem que importa acolher e saborear», Integra-se na Colecção «Louvor das criaturas» e amplia, ao longo das suas 320 páginas, o estudo publicado em 2015 pela Diocese do Algarve.

«JOSÉ VELOSO, A ARQUITETURA: UMA CAUSA»
Conhecida figura da vida regional, o lacobrigense Arquiteto José Veloso, motivou a obra em sua memória, a qual teve apresentação na Casa Manuel Teixeira Gomes, em Portimão, a quando da inauguração da exposição sobre a sua obra. Reúne este Jivro os textos assinados pelo Arq. José Veloso ao longo de mais de 40 anos, entre 1979 e 2018 e publicados na imprensa algarvia. Como complemento são insertos vários depoimentos de pessoas que com ele tiveram vivência e termina com alguns dos trabalhos realizados no ano lectivo transacto pelos alunos do ISMAT.

JOÃO LEAL

POESIA DE MIGUEL TORGA


FEDERICO GARCIA LORCA


Garcia Lorca, irmão:
Sou eu, mais uma vez ...

Venho e virei enquanto houver poesia
Povo e sonho na Ibérica,
Venho e virei a tua romaria
Oferecer - te a miséria
Duma oração lusíada e sombria.

Venho, talefe branco da Nevada,
Filho novo da Espanha!
Venho, e não digas nada,
Deixa um pobre poeta da montanha
Trazer  torgas à roda de Granada!

   Indomável cigano
Dos caminhos do tempo e da ventura,
Sensual e profano,
O teu génio floresce cada ano ...
Venho ver - te crescer da sepultura!

Bruxo das trevas onde alguém te quis, 
Nelas arde a paixão do que escreveste!
Sete palmos de terra, e nenhum diz 
Que secou a raiz,
 Que partiste ou morreste!

 Uma luz que é o oceano da verdade
Abre - se onde os teus versos vão abrindo ...
A eternidade,
Na pureza da sua claridade,
Sobre o teu nome, universal, caindo ...

E o peregrino vem,
Reza devotamente,
Põe no altar o que tem,
 E regressa mais livre e mais contente ...
 Assim faço também!
                                                          Miguel Torga

Poema enviado por:
Manuel Inocêncio

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

ALGARVE NOTÍCIAS



NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO

Um novo parque de autocaravanismo vai ser construido na vila de Alcoutim, conforme candidatura apresentada pelo Município Alcoutineio ao PADRE (Plano de Ação para o Desenvolvimento de Recursos Endógenes). O mesmo estará concluído até 30 de Abril de 2021, com um investimento superior aos 150 mil euros, verba comparticipada pela União Europeia com mais de 105 mil euros e que se inclui na «Rota Serrana do Cara­vanismo».

A Transavia, companhia aérea de low coast da KLM/ Air France, abre duas no­vas rotas, a partir de 3 de Abril e com ligações de Faro para Montepellier (França) - 1 fre­quência semanal e Bruxelas (Bélgica)-4 voos semanais.

No decurso do mês de Novembro a ocupação global hoteleira do Algarve foi de 43,5% e igual ao mesmo período de 2018. Destaque para o mercado espanhol que teve uma subida superior a 41,4%, do turismo interno que se houve por mais 18,2% e do ho­landês que cresceu 15,4%. Os ingleses tiveram a maior descida {17,4%). O volume de vendas conheceu um aumento de quase 5%.

O Algarve foi a região do Pais que conheceu a maior procura no alojamento local com 25,5% do total que gerou em Portugal no ano de 2019 um impacto de mais de 432 milhões de euros e uma vista de 1,9 milhão de turistas. A importância do Alojamento Local no Algarve foi o tema de estudo apresentado em Albufeira.

Foi apresentado à CCDRA (Comissão de Coordenação e Desenvolvimen­to do Algarve)um novo estudo de impacto ambiental, o terceiro face à reprovação dos 2 anteriores, para o projeto turístico com 3 hotéis de 5 estrelas a construir na Ponta de João de Arens, em Alvor. Ao mesmJestá ligado o empresário Pais do Amaral. Nesta nova· versão a capacidade hoteleira baixou para os 353 quartos.
JOÃO LEAL

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

POESIA


VINHO COM PALAVRAS

Uma das belas e grandes vantagens,
De beber  um excelente vinho,
É prestar boas e grandiosas palavras,
Aos pensamentos e ajudas no caminho!

Uma das grandes e imensas vantagens, 
De beber um incorpado vinho
É provar no copo e em percentagem
E ir saboreando devagarinho...


Uma das vastas e amplas vantagens,
É pronunciar bonitas palavras
No acto de levantar o copo e brindar!

Pela saúde e louvor à vida!
De que a mesma se julga envolvida
Num brinde, exultante de festejar...

Maria Graciete Tardão Felizardo
Uma costeleta

QUANDO A POESIA ACNTECE


De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
    "Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

Prezados Companheiros e Amigos

Próxima quarta-feira, dia 11 de Dezembro, pelas 17,30, "Quando
a poesia acontece", na Biblioteca Municipal de Faro, sob o
tema:

Bendita seja a Mãe que te gerou.
Bendito o leite que te fez crescer
Bendito o berço aonde te embalou

- Florbela Espanca


* Poesia embalada pela voz de Rosinda
com música de Luciano Vargues

Espero por vòs.

Cordiais saudações elistas.




Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro



...

[Mensagem reduzida]  Ver toda a mensagem

domingo, 8 de dezembro de 2019

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM



        “HELIANTHOS”
EMILIANO DA COSTA
O poeta Emiliano da Costa é referido como «o mais algaravista dos poetasalgar­vios », face à forma como poetou esta terra, seus hábitos e costumes, seus elementos naturais e paisagens, suas gentes e crenças, suas ruralidades e ambientes. Surgiu agora a reedição da sua primeira obra «Helianthos», publicada em 1926 e que é também o 12 vo­lume da «Coleção Completa da Obra Poética de Emiliano da Costa«, quando ocorre os cento e trinta e cinco anos do seu nascimento em Tavira (3 de Dezembro de 1884). A ini­ciativa, reunião e comentários desta «Emilianus Monumentea>> é do polifacetado valor farense Luís Barriga e foi apresentada na sede da União de Freguesias de Estoi e Concei­ção de Faro, uma das autarquias que apoia a edição juntamente com a Câmara Municipal de Tavira. O dr. Emiliano da Costa, que faleceu em Estoi, onde viveu mais de cinquenta a­nos, a 1 de Janeiro de 1968, fez os primeiros estudos em Tavira, o ensino liceal em Beja e licenciou-se em medicina (1914) em Coimbra. Exerceu a clínica médica em Estoi durante toda a vida. A obra tem na capa um retrato do poeta da autoria de Sidónio de Almeida, que também lhe esculpiu um busto e inclui várias citações do Professor Amílcar Quaresma de Almeida, antigos costeletas, o primeiro como aluno e o segundo como professor. Luís Barriga é neto paterno do professor da Tomás Cabreira, nos anos cinquenta, Xencora Ramachonda Sinai Nadkarni.

======================


        “PARA MEMÓRIA”
MARTINS COELHO
O vilarrealense e conhecido democrata Martins Coelho é o autor do livro «Para Memória», que foi apresentado na Biblioteca António Vicente Campinas, em Vila Real de Santo António. Publicado pela Editora Guadiana a obra é objetivada, «para que não fiquem esquecidos os vilarrealenses que lutaram pela Democracia que hoje desfruta­mos» e historia as lutas travadas duramte o anterior regime e a forma como a população de Vila Real de Santo António se houve, relembrando este período da História de Portugal.

                                   JOÃO LEAL

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM - QUANTICUS




«QUANTICUS»
DR. EURICO DIAS GOMES
E Deus disse: «Haja Tempo/ Surja Espaço», substantivos que configuram em plena criação poética, mais uma obra do conhecido médico e alma grande na ação anti - diabé­tica em terras do Algarve, que é o dr. Eurico Dias Gomes. lntituta-se “Quanticus” e é nes­se tempo e nesse espaço que, tal como agora aconteceu ao longo destas quatro dezenas de poemas, em milénios da história da Humanidade, a mensagem surge sublime (porque de uma pureza como as águas do Nerva), contagiante (de um contágio reverente) e a día­logar com os sentimentos maiores, como o são o cântico à Natureza, o encontro entre os homens ou o diálogo acontecido consigo mesmo.
 Tem este médico escritor, no percurso gémeo havido com outros clínicos e plumitivos portugueses (Miguel Torga, Fernando Na­mora, Bernardo Santareno ... ) ou no caso regional de outros nascidos nesta Terra Mãe (com relevo para Emiliano da Costa, talvez «o mais algaravista dos poetas algarvios .. ») es­sa rara e pertinaz vocação de sentir o transcendente na vida e morte concretizados a ca­da instante. Mas acontece que este minhoto, nascido em terra de Barcelos e de há muito assumido algarvio, prosseguindo, por exemplo Júlio Dinis, tem o suave encanto, de des­crever em matizes sublimes a paisagem envolvente, dela não se excluindo mas figurando como obreiro integrado no que o rodeia - «Foz do Neiva» - No Verão o rio fica verde ... ;  «Jacarandás» - Este Varão tarda / até os jacarandás estão frios secos mudos/ E os azuis não acontecem ... »; «Ilha de Faro».., Só nos é dado escutar/ O doce cadenciado marulhar… Tal como sucedera com anteriores livros, onde inclusive acontece um testemunho antropológico, com tradições, lembranças, jogos, a petizada irmã de décadas idas, o dr. Eurico Gomes, lega-nos a sua vivência íntima e missiva da fraternidade que descobre em cada gesto. «Ouantícus» teve uma merecida apresentação naquele fim de tarde outonal (“O fim da tarde é calmo/ Não corre ponta de vento/ As folhas da figueira do quintat/ Fi­cam quietas secas mudas...), no Clube Farense, em plena «Cale Mayor» da capital sulina e uma digna moldura humana. Usaram da palavra o Eng. Augusto Miranda (presidente daquela centenária tnstítutção), o autor, o ilustrador José Maria Oliveira (que desenhou uma duzia de excelentes gravuras, bem merecedoras de uma edição numerada) e o sem­pre apreciado “mestre” Afonso Dias, que cantou, declamou e afirmou “Eurico Gomes é um homem de afetos que escreve poesia limpa, escorreita e lírica, que convive muito com as suas memórias e que, para além do homem de ciência se interroga com uma soli­dão serena que com ele convive…”.
João Leal

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM




«BREVE HISTÓRIA SOCIOECONÓMICA DE FARO»
PROF. DR. JORGE CARREGA

No seguimento de uma meritória ação desenvolvida, motivando um maior e mais par­ticipado conhecimento do que efetivamente foi e é Faro, ao longo dos milénios, a União de Freguesias da Sé e São Pedro, editou o livro «Breve História Socioeconómica de Faro», da autoria do investigador, natural desta cidade, Professor Doutor Jorge Carrega. Trata-se de mais um capítulo desta verdadeira Universidade Aberta sobre a «Cidade Aberta sem limites nem fronteiras», como a definiu com a sua proverbial maestria o escritor Vergílio Ferreira (“Manhã Submersa”, “Aparição” ... ), que por aqui ensinou. Desta feita é o senti­do da história económica vivida ao longo de milénios, desde o tempo dos cónios ou cine­tes aos invasores fenícios e ao que tem sido o constante crescer da Ossónoba dos tempos idos até hoje. A obra em referência foi apresentada no ambiente distinto da Sala de Pin­tura Clássica do Museu Munlcipal, no seiscentista Convento das Freiras, perante uma vas­ta assistência de fregueses interessados nestas coisas farenses. O dedicado Diretor deste espaço cultural saudou os presentes, bem como quantos estão ligados à obra e da sua i­negável prestabilidade. É seu autor uma das referências maiores da vida intelectual fa­rense (Humanidades., História, Cinema e Arqueologia) e professor assistente da Ualg (U­niversidade do Algarve), o Professor Doutor Jorge Carrega (Jorge Manuel Neves Carrega}, senhor de um vasto currículo. Seguiu-se no uso da palavra o Eng. Bruno Lage (Bruno Gon­çalo de Azevedo Lage) que, com dedicação e empenho, preside à União das Freguesias da Sé e São Pedro, que referiu tratar-se de «uma obra de divulgação cultural, obrigatória­mente sucinta, que serve de introdução a um tema vastíssimo, mas que estou certo, aju­dará muitos leitores a conhecer melhor a fascinante história da nossa cidade». Coube ao signatário apresentar o livro destacando quer a missão do mesmo, como o valor da ini­ciativa autárquica e ainda da ação do seu autor e do seu empenho em quanto importe à sua e nossa cidade. Valioso e a encerrar a sessão falou o Professor Doutor Jorge Carrega que disse do seu empenho na realização desta missão divulgando temas sobre o passado e o presente de Faro.

João Leal

sábado, 7 de dezembro de 2019

RABUGISSES




"Margarida, o que te faz ir de Faro a Lisboa só para ir a um evento de vinhos?"
- tantas têm sido as vezes que me perguntam isto nestes últimos 10 anos... Isto não se percebe. É preciso sentir.
Desde o momento em que, há 10 anos, fui levada para a cozinha lavar copos não tive mais como voltar atrás. Estava plantada a semente do #espiritoadegga  ❤   ️ Não tenho estado em todos, é verdade, mas já estive em muitos e sempre, sempre com a mesma disposição (quer dizer... ontem estive um bocado rabugenta, mas depois passou 🤣)
Atrevo-me a dizer que somos um clã, onde todos sabem o seu papel e onde todos contribuem para que o dia corra sem atribulações. E corre! E é sempre, mas sempre mesmo, um sucesso! No fim, os sorrisos cansados são reflexo de uma cumplicidade que ultrapassa os pequenos desentendimentos, os muitos quilómetros andados, os muitos copos chipados e outros tantos preçários impressos.
Na bagagem trago sempre histórias e na cabeça ainda oiço em modo repeat "Cid Cid estás à escuta?" 🎧

                                               Margarida Vargues

VITOR SILVA E FERNANDO PESSOA



NOVO CD DO "COSTELETA" VÍTOR SILVA

O conhecido cantor farense e antigo aluno da Escola Tomás Cabreira Vítor Silva apresentou, em espectáculo realizado no Clube Farense, um novo disco intitulado «Tributo ao Grande Tony de Matos», assinalando os 60 anos da carreira artística deste artista algarvio e os 30 anos do falecimento do considerado «maior artista romântico portu­guês». Trata-se do 512 CD de Vítor Silva (Vítor Manuel Parreira da Silva) que, nos seus tempos de estudante residia na Rua Brites de Almeida, em Faro, que inclui 20 canções, entre as quais «Rosa Vaidosa», «Só nós dois» e «Vendaval». A direcção musical e os arranjos foram do Maestro José Ricardo (piano e clarinete), com a colaboração dos músicos Martin Ricardo (flauta), Henry Parr (baixo), Manuel Gomes (guitarra portuguesa), Fernan­do Gomes (viola de fado) e Nuno Gil (percussão). Vítor Silva recorda Tony de Matos (1924 / 1989) ao afirmar: «Ele deixou a sua marca em temas inesquecíveis na memória de milhares de admiradores ... ».

FERNANDO PESSOA NA TOMÁS CABREIRA

A Escola Tomás Cabreira recebeu, com a presença também de jovens da Escola Dr. Jorge Correia, de Tavira, uma sessão de kino-konferência dedicada ao grande poeta português Fernando Pessoa, que tem um dos seus heterónimos nascido naquela cidade do sotavento algarvio. A iniciativa contou com a valiosa colaboração do Cine Clube de Faro através da programação «Zoom ln: Edgar Pêra». Para além de duas centenas de estudantes intervieram também uma dezena de professores, uns e outros «motivados para ouvir e receber uma aula informal, artística e criativa sobre a exploração do universo pessoa no presente na obra visual de Edgar Pêra».

JOÃO LEAL