Hotel D. Pedro Golf-Vilamoura
VISITANDO O HOTEL
Autor - Rogério Coelho rogerio1930@gmail.com
Costeleta dos anos 40
Costeleta dos anos 40
Foi no dia 8 de Junho do ano da graça de 2013, no
almoço anual dos antigos alunos no Hotel D. Pedro Golf-Vila-Moura.
Antes e durante o almoço, servido em buffet com as
melhores iguarias que o hotel nos proporciona, fui confraternizando junto da
malta no fórum do hotel, com a presença sempre imprescindível de elementos da
Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal, verificando a comparência de nomes
sonantes como… o Felix, o Piloto, o Sebastiana, Inácio, o Tavares, o Rocha, o Emiliano, o
Caetano, o Teixeira, o Libertário, o Leal, a Isabel, a Adelina, a Lutilia, a
Mestre, a Conceição, as Maias, o Inocêncio, o Orlando, a Dentinho, o Macedo, o Ramalho, o Matias,
o Heraclides, o Armando, o Bernardo, eu, o Grande Elias e… tantos outros que não recordo .
Já bem alimentado, conversado e com os óculos
pendurados na algibeira da camisa, só os uso para ler, escrever ou ver ao perto,
saí do Forum para tomar conhecimento do hotel visitando as instalações. Resolvi
subir para conhecer melhor esta unidade hoteleira e apreciar do último piso a
vista panorâmica de Vilamoura. Apenas curiosidade, com algumas fotos à mistura.
Entrei no elevador (aquele elevador, muito lento,
exageradamente lento, todo em inox, com lâmpadas fluorescentes nas laterais,
etc. etc.). Apertei o botão correspondente e, ao olhar para traz, vi um
sujeito, que me pareceu simpático, e que entrara sem que eu tivesse notado.
Cumprimentei-o
cordialmente, pensando tratar-se de um conviva e antigo aluno no nosso almoço,
com um boa tarde, e perguntei, com toda a delicadeza, em que andar ele iria
ficar, para que eu pudesse marcar no painel, mas o sujeito nada respondeu.
Resolvi ficar calado, pois è um direito de todo o
contribuinte entrar no elevador e também é um direito constitucional
democrático, o de subir e descer, com liberdade, mas pareceu-me estranha aquela
atitude.
Passei a prestar
atenção naquele companheiro de elevador definitivamente, embora aparentasse,
não ser muito simpático. Se era costeleta faltava-lhe um dos elementos da nossa
“troika” Costeleta: fraternidade. Eu o olhava e ele me olhava; eu olhava para
outro lado e ele fazia o mesmo.
Calei-me e deixei seguir, mas estava preocupado
enquanto o elevador subia. Era estranho. Passou pelo primeiro andar... pelo
segundo... e tudo continuava na mesma. Comecei a assobiar, me cocei, passei as
mãos pelo cabelo, impaciente, e o sujeito sem me dizer alguma coisa. Comentei
sobre o tempo (coisa boa para iniciar
uma cavaqueira criativa!) e ele não respondeu. O elevador subindo... sempre subindo... naquela velocidade
horrível, de poucos metros por minuto. Parecia que já fazia tempo demais que
estávamos lá dentro!
Tomei uma decisão; não era nada bonito o que eu ia
fazer, mas já estava decidido. Quando o elevador parasse no último andar, o
sujeito teria que descer, então eu sairia antes dele, o encararia e me
apresentaria, pois estava deveras curioso; afinal, ele podia ser um surdo-mudo,
um estrangeiro que não percebesse a nossa língua, ou por não ser um antigo
aluno talvez, ou… que pensamentos estranhos me confundiam para a companhia de
tão estranha personagem.
Quando o elevador parou, enfim, no último andar e,
antes que as portas se abrissem, coloquei os óculos, virei-me para o sujeito e
desatei à gargalhada...
Aquele fulano era, simplesmente, o meu reflexo, no
espelho!
Sucede-nos cada uma!
PS – Uma história imaginativa. Escrita na primeira pessoa sem o acordo
ortográfico
E recebemos mais um texto do nosso colaborador Rogério.
ResponderEliminarPrometeu e vai cumprindo.
E tu, Costeleta que me estás a ler? Agarra na esferográfica!
A Direção
Meu caro Zé
ResponderEliminarEu não levo a sério o que me dizes, basta ler no rodapé: "uma história imaginativa". Não conheço nem nunca fui aos pisos superiores do Hotel D. Pedro Golf.
Não foste fotografado, talvez o fotógrafo não simpatize conosco, porque, eu também não fui. Há uma foto da minha meza com as cadeiras, minha e da Isabel... vazias!
De qualquer forma os meus agradecimentos pelos teus gravetos.
Roger