CRÓNICA DE FARO
JOÃO LEAL
O EXEMPLO QUE VEM DE LAGOS
Não são as várias histórias que a propósito do mês de Maio («quanto mais
longe mais loze») nos acicata a memória em torno de Lagos, a formosa
«capital da Costa de Oiro», mas uma meritória atitude assumida pela Câmara
Municipal e que gostaríamos o fosse seguida pela autarquia farense.
Refiro-me à deliberação havida de abrir concurso público para o fornecimento
de sanitários públicos, numa verba de 400 mil euros, a serem instalados
naquele concelho.
É que Faro tem este magno problema, de modo mais acentuado desde que
foram eliminados vários urinóis na urbe citadina (casos do Jardim de São
Pedro, do existente junto às muralhas, da Avenida da República, coreto do
Jardim Manuel Bivar e outros).
Um cidadão, por mais comum que o seja, tem as suas necessidades
fisiológicas inadiáveis, havendo que recorrer «in extremis» aos sanitários dos
cafés e restaurantes, onde os há.
Em extensas zonas populacionais da capital algarvia não existe um sítio
público onde fazer uma necessidade de urgente carência, vendo-se um
cidadão verdadeiramente «à rasca» para o fazer.
Daqui que a deliberação da autarquia lacobrigense, onde por certo problema
é similar, nos mereça inveja e o seguro e firme ensejo de que Faro lhe siga o
exemplo.
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