sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Eugénia Caldeira


PRÉMIO MELHOR ALUNO 2008 - 2009


A aluna Eugénia Caldeira irá receber, no dia 10 de Abril próximo, o prémio instituído pela nossa Associação, por ter sido considerada o "Melhor Aluno 2008-2009".

Recebemos da Eugénia Caldeira, a carta que a seguir transcrevemos:


Foi com evidente prazer que me vi presenteada com o prémio de melhor aluno finalista da Escola Secundária Tomás Cabreira no ano lectivo 2008/2009.
Numa época que é uma ode à individualização e especialização em áreas cada vez mais restritas e distintas, a qualidade de educação torna-se um factor cada vez mais importante para o desenvolvimento das sociedades. Só incentivando o estudo nas gerações mais novas e, mais importante, o gosto pelo estudo, se pode esperar um futuro educado e progressivo. É por experiência própria que confirmo o esforço sempre presente da Escola Secundária Tomás Cabreira em proporcionar aos seus alunos as melhores condições de educação, bem como facultar o acesso a diferentes experiências educacionais, das quais ressalto o intercâmbio em que participei: o Projecto Comenius, entre Portugal e Itália.
É com esta certeza em mente que felicito a direcção da Escola Secundária Tomás Cabreira e a Associação de Antigos Alunos da mesma, "Os Costeletas", pela iniciativa de distinguir o melhor aluno de cada ano lectivo. Desta forma, não só é reconhecido o mérito do aluno premiado, como é lançado um incentivo ao restante corpo estudantil a trabalhar nesse sentido.
Pessoalmente, quero agradecer desde já a distinção que este prêmio representa, bem como o reconhecimento por todo o trabalho elaborado durante a minha vida académica na Escola Secundária Tomás Cabreira. Considero os três anos aqui passados como os que mais contribuíram para o meu desenvolvimento pessoal, e não posso deixar de assinalar a relevância dos professores e da própria Escola para o meu sucesso académico, sucesso este que me permitiu uma das primeiras colocações na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.
Despeço-me assim com um último agradecimento por todo o cuidado dispensado, e com os mais sinceros desejos de que esta iniciativa se prolongue por muitos anos.
Eugénia Caldeira


(O prémio será entregue a Eugénia Caldeira, na sessão solene do Aniversário da nossa Associação, a efectuar no Auditório da nossa Escola pelas 15h00 horas - entrada livre)
Eugénia Caldeira - "Melhor Aluno 2008 - 2009"

19º Aniversário da Associação

Dia 10 de Abril na Escola

Programa

12h00 - Concentração no átrio

13h00 - Almoço Convívio na Cantina:

"Rancho melhorado" servido a mesa

- Caldeirada de chocos c/batata doce

- Galinha de cabidela

sopa, doces variados, vinhos, àgua, sumos

Bolo de Aniversário e café no Bar

15h00 - Sessão Solene no Auditório

Apresentação

Pelo Presidente Joaquim Teixeira

Palestra

Pelo Costeleta João Leal

Momento de humor

Surpresa!

Palavras

Pelo Patrono Dr. Domingos Grilo

Entrega do Prémio a Eugénia Caldeira

"Melhor Aluno 2008 - 2009

(O imprevisto do programa pode ser alterado)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Encerra dia 12VINTE ANOS APÓS A SUA MORTE

«CHICO» ZAMBUJAL RECORDADO EM PECHÃO



Passadas duas décadas sobre a sua morte o Clube Oriental de Pechão, uma das mais ecléticas e dinâmicas colectividades algarvias, prestou uma significativa homenagem a esse sempre lembrado companheiro, costeleta acérrimo e um dos maiores caricaturistas portugueses de sempre, que foi Francisco Zambujal.
Assim promoveu uma exposição de grande número de trabalhos do nosso saudoso colega, propriedade de familiares do autor, focando figuras das mais diversas áreas, da nossa Escola ao desporto, da política ao Café «A Brasileira», do ensino às tertúlias, etc.
A exposição, que proporcionou o salutar ensejo de reapreciar-se a obra desse genial artista, foi inaugurada com uma sessão de homenagem, em que falaram o Presidente do Clube Oriental de Pechão, Wladimiro Carromba; o irmão do homenageado, o escritor, igualmente costeleta, Mário Zambujal e o autor deste apontamento, que destacaram quem foi e o que foi o saudoso «Chico Zambujal».
João Leal


NUNCA É TARDE PARA APRENDER: A "CAUSA GLORIOSA"

Robert Middlekauff, The Glorious Cause. The American Revolution, 1763-1789, Oxford History of the United States, 2005.

Este foi um dos melhores livros de história que li nos últimos tempos. Tive tanto gosto em lê-lo que continuo na Oxford History of the United States e estou a ler o livro de James McPherson sobre a guerra civil americana com idêntico prazer. O livro de Middlekauff é uma síntese notável de um momento igualmente notável da história, que encontrou um grupo de homens (e algumas mulheres) também notáveis, para fazer uma revolução que ainda hoje está longe de se extinguir nos seus efeitos. Os EUA são um dos casos de construção política que, depois de mais de dois séculos, continua a "funcionar" com base na "intenção" original. É um país com uma génese política voluntária, fruto de uma revolução cujos objectivos "patrióticos" colocavam o poder e a sua representação como o centro da revolta, e com um sistema político pensado a partir de uma reflexão séria sobre o que é "governar" em nome do "povo", sem correr o risco de despotismo. A Revolução Francesa conheceu muitas "ideias", mas o seu produto final, os Napoleões, o verdadeiro e o de imitação, eram, como "imperadores", uma cedência ao modelo político que a "canalha" tinha guilhotinado. A Revolução Americana começou "democrática" (claro que sem os indíos e os escravos) e acabou "democrática", e por isso o seu Cincinato acabou por ser Presidente e não Rei.

No livro de Middlekauff há três momentos: a revolta que culmina no Tea Party em Boston, a guerra entre os "patriotas" americanos e os ingleses e os "lealistas", e por fim os primeiros passos da construção dos EUA, assentes no frágil equilíbrio entre estados independentes de diferente dimensão e a necessidade de "consolidar um governo", que fosse o do conjunto do país. Destas três partes, a que me parece mais bem conseguida é a primeira, descrevendo como o conflito com o Parlamento inglês sobre os impostos, o "no taxation without representation", confrontou uma tradição de autogoverno local com um império britânico com que os americanos tinham um sentido de pertença cultural, mas ao qual perdem progressivamente o respeito político. A parte sobre a guerra da independência é igualmente bem conseguida, com Middlekauff a fazer uma excelente síntese quer dos momentos iniciais na frente norte, quer, depois, na frente sul das campanhas conduzidas por Nathanael Greene, em que quase nenhuma batalha foi ganha pelos americanos e a guerra foi perdida pelos ingleses. Por fim, já depois de seiscentas páginas, os capítulos sobre os debates constitucionais e o papel de homens como Madison, Adams, Jefferson, Hamilton, Franklin, mesmo Washington, sabem a menos do que os relatos anteriores, talvez porque a linha de história narrativa que Middlekauff segue para os eventos revolucionários se adapta menos aos debates teóricos dos "founding fathers".

Tirado da net,hoje ,no blogue "Abrupto" de José Pacheco Pereira.
No meu entender muito bem escrito e o primeiro passo para se comprêender a genese dos USA
Abraço
Diogo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



O MEU 1º ANO 1º TURMA DO C.G.C 1954 /55

A turma tinha bons alunos, como, por exemplo, o Herlânder Estrela, que foi aquele que chegou mais longe em termos profissionais, com uma excelente carreira na Banca Comercial e na política onde chegou a Secretário de Estado das Finanças num Governo PS
Depois do Herlânder, havia outros bons alunos, como o Bãrbara Nunes, o Zé Marcelino, o António Viegas, o Pires de Lima, o Hélder Faísca, o
Joaquim Teixeira e …
Foi neste ano e nesta turma que apareceu o Zé Joaquim Ribeiro Mota Pereira, um rapaz louro que vinha de Lisboa e que contava histórias à malta. Dizia o Zé, que tinha visto jogar o Matateu.
O mais poderoso para a porrada era o Zé Epaminondas. Nunca mais o vi.
Figuras célebres foram o Sancho Cabrita, irmão do Sotero, poeta,que
era do 4º ano e que foi mais tarde meu colega na TAP.
Os professores eram bons, uns melhores que outros, claro, dessa turma recordo o Professor de inglês O Dr. Rebelo da Silva e a Drª Amélia de Francês eram os que denotavam mais dificuldades.

Continua
João Brito Sousa


UMA VIAGEM DIFERENTE ( 2 )

AS CARNES E OS JEGUES


Desde 08 de Janeiro foram publicadas algumas crónicas de minha autoria , sobre as quais recebi diversos comentários que podem ser verificadas .
Na globalidade os comentários são gratificantes , porque mostra o interesse que existe sobre o que se escreve , provando que o tema merece atenção dos leitores e, no meu caso me sinto honrado por essa atenção ter vindo de colegas de grande experiência e competência na área da escrita !
Os meus agradecimentos .

“ No título sobre uma Viagem Diferente “ o colega A. Palmeiro me pede que o corrija sobre a carne Seca e Carne de Sol .

Na generalidade são proveniente de Animais Bovinos , o que não invalida que tenham outra proveniência ( o governo Brasileiro proíbe o consumo de carne de Eqüídeos na alimentação Humana ) , existindo um mercado informal ( clandestino ) de carne de Jegue ( burro ) e sobre esse ponto não existe erro amigo António !

A principal diferença entre a Carne Seca e Carne de Sol ?
É que a carne-seca, é mais seca que a carne-de-sol. E também mais salgada , tem um teor de humidade de aproximadamente 45% e até 15% de sal; enquanto a humidade da carne-de-sol atinge 70%, com 5% ou 6% de sal. ( na nossa alimentação o sal roda os 2 % )

A carne-de-sol, diferentemente do que o nome dá a entender, não é exposta aos raios solares . Os cortes com predominância do Dianteiro (o traseiro tem as peças mais comerciais ) do boi são salgados e deixados para secar por 2 ou 3 horas num lugar coberto, de preferência com vento .
Em qualquer das situações A baixa umidade do ar é indispensável para a obtenção de um bom produto – eis uma das razões por que o sertão nordestino é o ambiente ideal para secar a carne.
O processo de secagem da carne-seca (também chamada de charque ou jabá) inclui uma etapa em que as mantas de carne são estendidas ao sol. Graças à extrema desidratação, ela pode durar até 4 meses em temperatura ambiente, contra os 4 dias da carne-de-sol. Na cozinha, a carne-seca precisa ficar de molho para dessalgar e reidratar. O preparo da carne-de-sol é mais simples , é “só lavar e pôr na brasa”.

OS JEGUES
Durante séculos o jegue foi o animal de estimação oficial das famílias do sertão. Era o amigo, o companheiro de trabalho, o meio de transporte capaz de buscar água no riacho próximo e voltar sozinho. O patrimônio mais valioso que um pai podia deixar para o filho . Isso acabou ! Hoje é possível comprar um jumento por Eur: 0,40 , enquanto uma galinha custa sete vezes mais. O jegue está tão fora de moda , seus donos agora o esquecem ( abandonam ) na beira de alguma estrada, onde acaba causando acidentes.

Na caatinga, ( “ Palavra de origem Tupi = \Mata branca “ lugares em que a vegetação só é verde na época da chuva ) o que era uma grande vantagem virou problema. O jumento sobrevive nas situações mais difíceis. As pessoas se desfazem dele, mas ele fica vadiando pela cidade e invade as lavouras." Os bichos capturados são levados para o interior da Paraíba, onde são vendidos a preço a que chamam de banana ( barato ) . Outras prefeituras são menos politicamente corretas – na calada da noite enchem carretas com jegues para abandoná-los na cidade vizinha, que fará o mesmo no dia seguinte.
Em 1967, havia 2,7 milhões de jumentos no Nordeste. Na mesma década a carne passou a ser exportada para a França ,eJapão , onde é bastante apreciada, e o número de animais caiu pela metade em sete anos , tendo terminado pelos protestos dos amigos dos animais .
Actualmente existe apenas 1,2 milhão de jegues ( burros ) mas em 2004 começou a funcionar o primeiro frigorífico ( matadouro )do Nordeste para abate de jumentos, cavalos e burros , na cidade de Santa Quitéria, a 206 quilômetros de Fortaleza , que envia a carne para o roteiro dos chefs internacionais especializados em comida exótica ( Europa , Japão China ) No entanto a exportação de carne de jumento, já enfrenta resistência da União Internacional Protetora dos Animais existindo afirmações que a operação coloca em risco a espécie.

Sobre os comentários das publicações mais recentes , brevemente enviarei resposta no entanto , faço a rectificação sobre a casa onde morou Alberto Marques da Silva “ O Sr. Marmelada “ que de acordo com a informação se situava na Rua R. Teixeira Guedes entre o Edifício do Tribunal e o Supermercado Pingo Doce .

Saudações Costeletas
António Encarnação

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DO CORREIO

NEVÃO DO SÉCULO
Do nosso colaborador, Costeleta Diogo Sousa, em Washington, recebemos estas fotos, com a mensagem que transcrevemos.





ROGERIO nunca vi nada igual.....dir-se-ia que estamos no Alaska
E continua caindo
Abraço
diogo

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Divagando sobre república e monarquia.

Monárquico por convicção sem sangue azul nem botões de punho, não posso deixar de reflectir no que vão ser os festejos, os fogos de artificio e as não verdades que já começaram a armar em arco com o 31 de Janeiro.
Num país profundamente monárquico, fundado, engrandecido e dirigido por grandes reis até certo ponto na história, a minoria republicana, alojada nas cidades, fez questão de assassinar o Rei e o príncipe herdeiro, dando depois o golpe do baú e ficando com o poder com uns senhores licenciados que foram tornados grandes heróis à custa da propaganda tendenciosa e escandalosa que sempre se segue às revoluções que têm sempre por fim ocultar os crimes cometidos em nome de um ideal neste caso o republicano.
Neste ponto a História é clara. Não importa de que lado nos coloquemos, mas é um facto indesmentível que os assassinos impuseram a nova forma politica que por agora nos rege.
De então para cá apareceu a nova figura que substituiria o rei constitucional. O presidente da republica, ficando tudo como dantes, os bandos políticos que não chegam a ser partidos, as negociatas entre políticos e banqueiros, o apelo ao povo e ás massas que quer é pão e circo com um sem fim de promessas nunca cumpridas mas que o Zé povinho esquece no dia seguinte.
Todos sabemos que Salazar é um produto da república, todos devíamos conhecer que o mal começa no final da monarquia e que se estende e continua reforçado na República, eminentemente medíocre tal como era o movimento que a derrubou.
Para que não diferisse muito do sistema deposto, a República inventou um presidente, deveria ser um dos seus iguais. E criou um "sujeito" igual ao Rei," um faz de conta".
O presidente ficaria sempre amarrado à constituição, um documento que lhe tira qualquer poder executivo. Que é mortífero. Que foi engendrado e votado na assembleia legislativa. O tal substituto do rei de “faz de conta”.
Restou a pompa e circunstancia com que é tratado criaram-lhe uma casa civil e outra militar , habita num palacio da monarquia mas....que não nos ajuda em nada ou, muito pouco.
Um abraço a todos....mesmo os que não concordam.
Diogo

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Divagando sobre a democracia


Ao ler hoje o ADF, blogue que emana de Faro, deparei com um artigo de Luís Alexandre , senhor que não conheço mas, fui obrigado, como quase sempre a concordar com ele. Debruça-se sobre o orçamento do estado, espadeira à direita e à esquerda como é seu uso mas, não sugere soluções. Provavelmente não as tem. E isto dá que pensar. Fere na essência da democracia....
Como sistema politico a democracia e parafraseando Churchil, “É péssimo mas...não existe outro melhor”. Assenta os seus pilares na mediocridade e, nuns mais afoitos que elege para seus chefes de fila...A democracia reflecte sempre a sociedade que a rodeia. Pode doer, pode à primeira vista parecer exagerado mas, não é. Se não fosse assim, não haveriam crises, tudo rolaria sobre rodas, sem sobressaltos.
Se reflectirmos um pouco, rodarmos a maquina do tempo para traz, voltarmos aos bancos da escola, já lá assim o era, o número de medíocres, onde me incluo, era enorme, o dos brilhantes era restrito como restrito era o dos muito maus. No nosso leque politico vêem-se poucos faróis iluminando o caminho certo a seguir mas muitos dos tais afoitos, vendedores de vaidades. A democracia tem este defeito e, quando algum sobressai e diz,” não vamos por aí” a turba cai-lhe em cima e, o menos que lhe pode acontecer é ser chamado de velho do Restelo, pessimista, ou, ... pior ainda.
E eu pergunto :- os bons, os melhores de entre nós afastam-se da politica ou a politica afasta-se dos bons?
Pessoalmente creio firmemente que são os bons que se afastam da coisa publica.
E porquê?
Eis a questão
Tal como Luís Alexandre eu também não sei a resposta
Um abraço
Diogo

Do Correio

Em Dezembro geralmente troco e-mails com uma Senhora que já ultrapassou a idade de 90 anos , residente na cidade de São José na Califórnia, USA .
Cada vez que o faço me vem á memória ocorrências dos finais da década de 40 e início de 50 !
Entre elas uma coluna formada por rapazes fardados entre 06 a 12 anos que vinha marchando pela rua do Bom João actual Rua José de Matos ao fim da tarde e virava na Rua Antero do Quental , os quais faziam de manhã a marcha em sentido Inverso . Simplesmente iam ou voltavam do Dormitório onde pernoitavam na qualidade de Internos do Instituto D. Francisco Gomes ( casa dos Rapazes ) . Alguns dos quais iriam mais tarde ser meus colegas Costeletas , me recordando na minha turma do Alexandre , o Frade , o Ferrinho Pedro , outro cujo nome não recordo e iniciou a actividade profissional no tribunal de trabalho , e vários que conhecia de outras turmas e convivência , tendo anos mais tarde sucesso como conquistador local o Número 5 .
Essa Recordação se deve ao facto da Dª. Beatriz ter sido esposa do Sr. Ramos que era precisamente nessa época o responsável pelo executivo da Instituição .
Fundada em 1942 e oficialmente constituída no ano de 1944 , uma época difícil que levou um grupo de cidadãos Farenses cujas identidades desconheço a constituir a mesma , com objectivo de dar um lar a algumas crianças abandonadas na cidade e outras de famílias super carentes .
Numa época em que muitas crianças a partir dos 06 anos eram entregues a outras famílias para começar a trabalhar “ como criados/as de servir “ os meninos nas hortas e as meninas na cidade ( sendo quando mais velhas denominadas de sopeiras ) a idéia da Instituição foi uma das coisas boas e valorizou a cidade porque deu a esses cidadãos a hipótese de mudarem seu destino e terem Sucesso de acordo com seus méritos .
Os dados que tenho são os da memória , sei que os promotores fizeram campanha agressiva para adesão de associados pela forma que ouvi uma pequena comerciante se queixar de ter sido visitada por pessoas influentes ( diga-se credores entre eles ) para ser associada sem ter hipótese de recusar .
Suponho até que teriam de início mais associados que actualmente ?
Quanto ao nome da Instituição D. Francisco Gomes , o mesmo foi um Bispo a que se deve uma parte da reconstrução e outras obras da cidade depois dos estragos do Terramoto de 1755 , como exemplo o Arco da Vila entre outros ainda existentes , sendo justo a homenagem que lhe foi feita.
Na realidade a gestão da casa dos rapazes estava dependente da Polícia de Segurança Pública de Faro , sendo após a saída do Sr. Ramos aproximadamente em 1957 , sido substituído pelo Chefe de polícia Sr. Manuel José , e foi nessa gestão que foi comprada a primeira carrinha para transporte dos produtos de consumo . Sei que a gestão Posteriormente passou para o Costeleta Matos que modernizou a instituição e teve ? influência na sua democratização , porque na época em que a conheci ( diga-se como morador no Bom João ) nunca ouvi falar de Órgãos Sociais .
Visitei a casa dos rapazes algumas vezes nos anos 50 e me recordo das instalações que nas traseiras tinham a casa de costura , cozinha e refeitório , enquanto na frente ficava a sala de aula cuja professora esposa do José Grelha morava numa casa na estrada do Bom João antes da residência do Sr. Ramos .
Li algures que em início se desenvolveu alguma actividade agrícola e criação , sobre a qual não vi vestígios .

Há quase 50 anos que perdi contacto com o desenvolvimento da Casa dos Rapazes , mas é com admiração que temos na cidade uma Instituição de que a cidade de Faro se Orgulha .
Saudações Costeletas
António Encarnação



RECONHECIMENTO

Na foto, o José Azinheira, é o º4, na fila em baixo o ultimo da direita.
Ele deixou duas filhas a doutora Cremilde que é médica em Faro e a Lidia (esposa do Dr Bertrant ex-ortopedista em Faro).
um abraço
Victor Venâncio Jesus

(Este texto, é recomendado pelo costeleta Victor Venâncio, que o considera justo e é uma pequena homenagem a um seu grande amigo e grande Homem)


JOSÉ AZINEIRA REBELO, um homem da cultura alaria quase esquecido.
Texto do Prof. Doutor José Carlos Vilhena Mesquita
http://promontoriodamemoria.blogspot.com


Conheci de forma esporádica e quase fugaz o conhecido colaborador da imprensa algarvia José Azinheira Rebelo. Era um homem de bom coração, sempre disposto a ajudar os mais desfavorecidos, e sempre muito preocupado com a conservação do património histórico e cultura do seu Algarve, sendo que como olhanense era dos mais fervorosos amantes
daquela vila piscatória.

Por tudo isso, mas também por ter sido um assíduo jornalista, não só da sua terra-natal como também de todo oAlgarve, não pode permanecer esquecido na memória dos vindouros. É em honra do seu bondosíssimo carácter e do seu afectuosos algarviismo aqui lhe traçamos um breve
esboço biográfico.
José Azinheira Rebelo, nasceu em Olhão a 12-1-1925, e aí faleceu a 8-4-1999; era filho de João Arcanjo Rebelo, antigo solicitador forense, e de Clarisse Luísa Azinheira Rebelo, ambos naturais de Olhão e há muitos anos desaparecidos. Fez apenas a instrução primária, concluída na Escola mista de Brancanes, começando a trabalhar aos 11 anos de idade como marçano numa loja de Olhão. Aos 17 anos era empregado de escritório num armazém industrial, passando depois por uma oficina de serralharia até chegar a vendedor de uma empresa de Lisboa, de cuja delegação em Faro chegou a ser gerente.

Aos 36 anos estabeleceu-se em Faro com uma loja de ferramentas, máquinas e artigos para a indústria, a qual deixou aos 66 anos de idade.
Quando jovem fez uma breve incursão pelo MUD-Juvenil, com vista a fundar uma secção desportiva em Olhão, valendo-lhe essa ousadia a classificação de “politicamente desafecto ao regime”. Dedicou-se a partir de então ao Escutismo, fundando em 1945 o jornal «Alvorada» da
Patrulha Egas Moniz do Grupo n.º 6 dos Escuteiros de Portugal, em Olhão. Desempenhou vários cargos de relevo no escutismo algarvio, defendendo escrupulosamente a mensagem de Sir Baden-Powel, chegando mesmo a ser condecorado pelos serviços prestados com a medalha «Assiduidade». Foi também um apaixonado do basquetebol, tendo representado os seguintes clubes: Os Olhanenses, o Ginásio Olhanense, o Sporting Olhanense e Os Bonjoanense, de Faro. Mas à política só voltaria após o «25 de Abril» para ser eleito membro da Junta de Freguesia da Sé, tendo depois colaborado no 1.º recenseamento da Câmara Municipal de Faro.

Apologista do espírito associativo, José Azinheira Rebelo pertenceu em 1953 à Direcção do Clube Desportivo OS OLHANENSES; a partir de 1971 cumpriu dois mandatos como tesoureiro em duas Direcções do Circulo Cultural do Algarve, no qual criou um curso de artes plásticas que teve como mestres o pintor Tó Leal, de Olhão, e o consagrado artista Manuel Hilário de Oliveira. A partir de 1975 foi tesoureiro da Aliance Française, em Faro, secretário da Direcção e depois Presidente da Assembleia Geral do Clube de Futebol Os Bonjoanenses, de Faro. Foi membro do Conselho Técnico da ACRAL - Associação dos Comerciantes de Faro, e mais tarde presidente do Conselho Fiscal. Em 1983 cumpriu um mandato como Presidente da Direcção da COPOFA Cooperativa de Consumo Popular de Faro, da qual também foi depois presidente da Assembleia Geral. Durante quase dez anos foi presidente do Conselho Fiscal do Cine Clube de Faro, tendo sido homenageado como sócio honorário em 1997.

O seu percurso como colaborador da imprensa regional iniciou-se em 1947, na «Gazeta do Sul» de Montijo, passando depois pelas colunas da «Gazeta de Olhão» (1951), «Sempre Fixe» (1955) «O Olhanense» (1963), «Fraternidade» (1963), «República» (1965), «Algarve Ilustrado» (1968), «A Voz de Olhão» (1970), «Jornal do Algarve» (1992), «Jornal Espírita» (1993), e «Brisas do Sul» (1997), entre outros. Os temas sobre os quais escrevia nas colunas dos jornais eram o escutismo, o desporto, o espiritismo, o anti-tabagismo, a intervenção social e a cultura algarvia. Infelizmente nunca publicou nenhum livro, mas tinha uma obra pronta a editar e, inclusivamente, já prefaciada pelo nosso amigo, já falecido também, Vitoriano Rosa, que foi um dos mais prestigiados jornalista do «Correio da Manhã».

Essse seu livro deveria ter por título Brisas do Mar Olhanense, mas condicionalismos de vária ordem impediram que o José Azinheiro Rebelo tivesse o prazer de ver o seu livro editado. Quem sabe se com o apoio da Câmara de Olhão e a colaboração da AJEA Edições não se poderia dar a obra à estampa. Aqui fica a sugestão, acrescida da saudade que nos deixam os amigos que nunca se esquecem.

recolha de
JBS

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ACORDO ORTOGRAFICO DA LINGUA PORTUGUESA

Caros Costeletas
O Costeleta Maurício Domingues enviou-nos o novo acordo da língua portuguesa, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2009.
Composto por 11 quadros e com extensão que não é aceite pelo blogue, não nos é possível transportar directamente para o blogue.
No entanto, se algum costeleta desejar receber este acordo ortográfico, teremos imenso gosto em enviar por via e-mail desde que nos remetam o vosso e-mail.
RC