terça-feira, 16 de agosto de 2011


Olá!
Estou de férias e vou continuar.
Mas gostaria que lessem esta pequena crónica e consultassem a consciência.

CRÓNICA SOBRE A VERDADE DIÁRIA

Montinho


O que é a verdade?
Presunção diária a que as funções obrigam ou o indivíduo que as representa?
A discussão sobre este binómio pode ser concentrada sobre outros binómios, por exemplo:
- Vida e Morte;
- Humano e Divino;
- Terreno e Espiritual.
E tomando o aspecto de Humor, Terror, Mentira, Ciúme, Amor, inveja, desgosto, etc., etc..
Alguém me perguntava se havia algum truque infalível para não mentir.
Não há truques infalíveis, foi a minha resposta. E dou o seguinte conselho:
- Não saia para encontrar mas para se divertir e passar umas boas horas, porque, sem que esteja à espera a “Verdade Encantada” vai surgir. Ou então,se não sair e um imbecil tiver o azar de lhe bater à porta, chegará a sua sorte ou azar em forma de corrente de ar…
Neste caso o “truque” consiste em fechar ou deixar a porta aberta.

E vá de férias dizendo que foi mas não indo. Faça como eu…
e BOAS FÉRIAS

domingo, 14 de agosto de 2011


PROMESSA
Um arranjo de Alfredo Mingau
Para esta história, que não é ficção porque tudo o que aqui escrevo é verídico, apelidámos o principal executante com o nome fictício de “Alfredo”, sendo mera coincidência a semelhança na vida real com qualquer Alfredo. O executante não me autorizou a publicação do seu verdadeiro nome.

Costeleta dos anos quarenta, o “Alfredo” não se podia considerar um bom aluno da Escola Tomás Cabreira da Rua do Município.

A trapeira ou a bola de “catchu”, daquelas que saíam nas rifas dos rebuçados, o peão, o belindre e outras brincadeiras para a idade, não lhe davam tempo para estudar. Não se considerava "burro". Tinha “preguiça” em estudar os manuais ou os apontamentos feitos nas aulas. As notas dos períodos oscilavam entre o 9 e o 10. O “calcanhar de Aquiles” do “Alfredo” era a disciplina de Matemática. Teve 10 no 1º período e desceu para 8 no 2º.

Naúltima aula do 3º período, a terminar o ano lectivo, o professor da disciplina de Matemática, não identificado, chamou vários alunos pelos nomes, disse-lhes que eram os melhores e que tinham toda a possibilidade de dispensarem à prova oral. Era necessário um 14 na escrita. Mandou-os sair e desejou-lhes felicidades. Em seguida chamou um segundo grupo, dizendo-lhes que iriam a exame, que estudassem e mandou-os sair.

Apenas restava na sala um único aluno. O "Alfredo".

-Tenho muita pena senhor "Alfredo", a nota que tenho para lhe dar é um 6.

O“Alfredo”, muito sério, olhou de frente para o professor e falou:

- Gostava de ir a exame “Sô Tor”!

O professor deu um sorriso e respondeu:

- Com o que o senhor sabe de matemática nem um 6 apanhava.

“Alfredo" põe-se de pé e com voz firme disse:

-“Sô Tor”, se me levar a exame eu faço aqui a promessa de dispensar à prova oral.

O professor ouviu, ficou sério, deu a volta à secretária, sentou-se, fixou o “Alfredo”, abanou a cabeça, recostou-se na cadeira com ar pensativo, sem deixar de olhar para o “Alfredo”

- Eu dispenso à prova oral, repetiu o “Alfredo”.

- Você deixa-me desconcertado com a convicção da sua afirmação. Vou-lhe fazer a vontade. Vai a exame disse o professor.

- Obrigado “Sô Tor” exclamou o “Alfredo” e saiu da sala.

Descendo a rua do Município o “Alfredo” sentia-se nervoso, puxou de um cigarro definitivo e fumou para acalmar. “Como é que eu me vou safar desta?” pensou.

Os dias seguintes foram um calvário para o “Alfredo” agarrado ao livro de matemática e aos cadernos de exercícios práticos.

A mãe andava admirada com o estudo do "Alfredo" e obrigava o filho a ir para a cama às duas e três da madrugada para descansar e dormir.

Mas as coisas não corriam bem, aquelas fórmulas da geometria não se encaixavam no cérebro. “Merda!” bradava o “Alfredo”, "Já falta pouco tempo para o exame e o resultado está complicado".

Foi falar com o amigo Nunes que andava na Indústria e era um bom aluno a matemática. E contou-lhe o que se passava, dizendo que não tinha posses para pagar a um explicador e pedia-lhe para lhe dar explicações de matemática. O Nunes riu-se e concordou em dar-lhe uma ajuda. E os restantes dias até ao exame o “Alfredo” recebeu a ajuda do seu amigo Nunes.

Mas as fórmulas da geometria não queriam nada com o “Alfredo”. E no dia "D" fez uma pequena cábula com as fórmulas, enrolou e meteu debaixo do anel. E foi para o exame. A sala era aquela sala grande, na Indústria, à entrada do largo da Sé junto ao Seminário. Para descontrair e acalmar os nervos o Alfredo fumou o cigarrinho definitivos para acalmar. E entrou quando foi chamado. O professor colocou o enunciado sobre as carteiras e deu ordem para começarem o exame. Alfredo leu o enunciado e sentiu uma grande alegria ao verificar que todo o conteúdo do enunciado estava dentro dos seus conhecimentos. Agarrou na cábula, enrolou numa bola e, em jeito de carolo, lançou-a para cima de um armário que se encontrava do seu lado esquerdo. Não precisava dela, a memória trabalhou. E entregou o ponto de exame antes do tempo terminar, sobo olhar admirado do professor.

Eno dia em que a pauta com as classificações foi colocada na vitrina, lá estavao “Alfredo” com a curiosidade e o nervosismo. E leu:

Àfrente do seu nome a classificação de 14 valores, seguido de “dispensado àprova oral”. E reparou que os colegas que o professor esperava dispensassem, iam todos à oral.

-Parabéns senhor “Alfredo”

Voltou-se, na sua frente o professor estendia a mão e repetia “parabéns senhor “Alfredo” o senhor cumpriu”.

-As promessas são para cumprir "Sô Tor", obrigado.

Termino esta história dizendo que ao Costeleta "Alfredo" lhe foi passado o respectivo Diploma de Final de Curso, no ano da graça de 1946.



Bom dia a todos.
Sem excepção alguma.

Ora aqui está um caso em que um belo texto, é comentado incondicionalmente por gregos e por troianos.
Parabéns a Lina, que conheço de quando o Largo da Palmeira ainda o era, e a dita que lhe dava o nome ainda nao tinha sido comida pelo escaravelho.
Quanto a guerrinha de alecrim e magerona à volta do direito a identificação do comentador, parece me um desperdicio de energias que (por mim falo) nos vão faltando.
Então não estamos ja todos identificados?
JBS«João Brito de Sousa
LA»leitor anónimo
JEM»José Elias Moreno
Anónimo»anónimo
Roger » Rogéio Coelho c os meus respeitosos cumprimentos e votos de muita paciência para nos aturar.

Desculpem, mas estou a escrever num teclado para arabes, e não sei como consegui chegar aqui, nem se me fiz entender.

Com apreço

JEM
jose elias moreno

Dakar 14.Agosto.2011


História de uma garrafa de Medronho
Romualdo Cavaco

O texto de Lina Vedes sobre Faro sugeriu-me o artigo seguinte:

Dois trabalhadores, cunhados, Paulo de Penafiel e Fabrício de Alvor, após a refeição costumam tomar sempre digestivo.
O primeiro aprecia bagaço enquanto que o segundo vai pelo medronho. Ambos defendem as suas damas.
Para o algarvio, um bom bagaço é inferior a um mau medronho. Para o duriense é o inverso.
Falam das respectivas formas de fabrico, bagaço/medronho, desde a origem até à destila, parecendo bons conhecedores do ramo além de apreciadores do seu produto final.
Em Monchique diz-se que se trata de “Diamante em estado líquido” “ouro em saco de plástico” “Motivo de orgulho nacional – 36º. entre 1000 candidatos, (in jornal local), para além de, segundo dizem estimular a digestão, melhorar a visão, ruborizar a face, dar força aos fracos, alegria aos tristes, riqueza aos pobres, aumentar o PIB, etc. Com três bagas de zimbro em cada garrafa, endireitam todas as curvas de Monchique.

Como a conversa é no intervalo do serviço, eu, por vezes, até colaboro no dialogo.
Há dias, após o almoço perguntei ao Fabrício em que ano tinha nascido.
Disse-me: 1987.
Vou oferecer-te um medronho com a tua idade.
Pode lá ser??!! – Pode, respondi-lhe.
A rolha da garrafa, levemente trabalhada, estava intacta e é sempre substituída por uma nova até à próxima utilização.
A garrafa tem o nome do produtor e ano de fabrico. Este é de Monchique. Procedia de uma pipa (sempre cheia devido à volatilização), cujo diâmetro era maior que a largura do portão (havia sido construída manualmente dentro de casa).
O Fabrício apreciando o ambarino néctar não se continha em elogio.
Dizia-lhe o Paulo: - Olha que ainda não provaste o medronho que está no Moinho (referindo-se ao medronho de Sta.Catarina, do Alberto Rocha). – Como??!! – perguntou a dona de casa – intrigada – ao que lhe esclarecemos que tinha sido oferta de cortesia do nosso amigo e colega.
O Paulo não apreciou a nossa bebida e preferiu a sua que também cá temos (pomada especial de Marco de Canavezes).
Saíram os dois cunhados para refrescar, tendo o Fabrício regressado apressadamente à procura da garrafa de Medronho 1987 que tinha deixado sobre a mesa. Só que..., desilusão ... a garrafa já tinha novo selo de cortiça trabalhada ... e... lacrada só seria aberta em próxima sessão.
E... assim vamos mantendo duas ou três garrafitas do sec.passado.
Se alguém tiver dúvidas mande e-mail que eu confirmo. O produto pode esgotar antes de terminar o prazo do folheto.
Um abraço.
Romualdo.

sábado, 13 de agosto de 2011


Morte na Federação Galáctica

O homem povoava já todos os planetas da Galáxia Teca. Conseguira produzir alimentos em vários dos planetas que a compunham e achara água, tudo quase suficiente para as necessidades da população, de mais de cem biliões de pessoas, que neles viviam. Os transportes ultra rápidos, entretanto desenvolvidos, levavam céleremente, dos planetas mais ricos para os mais pobres, muito do que estes necessitavam.
Na grande pista do aeroporto da cidade de Valboim, capital do Planeta Lírio, encontrava-se pronto para partir, um bólide brilhante de oito lugares, com a tripulação incluída. Neste caso tomaria o comando da nave, não o seu comandante habitual, mas Oriega, o governador do Planeta, que além de brilhante cientista, era um exímio piloto. Oriega tinha 44 anos, e, combatera outrora em várias guerras que se haviam travado, contra outros planetas da Galáxia, que se haviam revoltado, dentro da Federação. Agora a paz reinava em toda a Galázia. Ele era um héroi nacional. Médico, investigador, descobrira vacinas e medicamentos, contra doenças até então incuráveis, que eram prescritos em toda a Faderação.
Oriega chegou ao aeroporto, acompanhado da mulher, de duas filhas menores e do seu vice, o general Stark. Eram três da manhã. À uma da manhã, haviam recebido uma comunicação, do Grande Conselho da Galáxia, que estava sediado na cidade de Oca, capital do Planeta Bica, e, onde estava igualmente sediado o governo da Galáxia, informando que falecera Simprónio,o presidente da mesma, e que haveria eleição para presidente e vice presidente (cada vez que havia uma eleição para presidente deveria ser eleito também0 o vice presidente), cinco dias depois de terem tido lugar as cerimónias fúnebres, que duravam quatro dias
Havia mais de dois anos que quase todos os planetas da galáxia, tinham sido atingidos, por epidemias, de causas em parte desconhecidas, que tinham morto muitos milhões de pessoas. Acrescendo a isso, e, também por causa disso, lavrava em toda a galáxia, uma crise imensa, com desemprego gigante e uma penúria de recursos, que atingia mais de um quinto de toda a população. Nos últimos meses equipas dos melhores cientistas de toda a Federação, haviam descoberto medicamentos, que estavam a travar a mortandade. Simprónio falecera precisamente nessa manhã, vítima de contágio, de uma das inúmeras doenças epidémicas que varriam a Federação.
A nave tripulada por Oriega, descolou da pista principal do aeroporto de Valboim, de mais de trinta quilómetros de comprimento. Estavam providos de tudo o necessário para a viagem. A cidade de Oca ficava a poucas horas de viagem, se utilizassem a fantástica velocidade máxima da nave. Oriega sabia o que o esperava. Com ele outros governadores, de outros planetas estariam também a fazer a viagem, para a capital da Federação. Só podia concorrer a presidente ou vice presidente, quem fosse governador ou governadora de um planeta. A eleição não era através de eleições gerais. Quem escolhia o(a) presidente e o(a) vice presidente da Federação era o Grande Conselho. Este é que era escolhido através de eleições gerais., levadas a cabo no mesmo dia, em todos os planetas da Federação. O Grande Conselho era composto por homens e mulheres impolutos de todas as profissões. Tinha cinquenta mil membros.
Cada concorrente à presidência ou à vice presidência, teria de prestar doze provas, para provar as suas capacidades, e, demonstrar que era digno de estar à frente dos destinos da Federação Galáctica..Essas provas iam desde provas físicas, até provas baseadas n a experiência da governação, no bom senso, no desempenho perante um perigo súbito, uma calamidade, uma guerra simulada. Cada prova valia dois pontos. Era o Grande Conselho que propunha e classificava as provas, podendo porém delegar esta última competência. As provas eram iguais para cada candidato à presidência ou à vice presidência, ficando cada um completamente incomunicável de qualquer dos outros, no dia da resolução das provas, só comunicando com o Júri, em quem o Grande Conselho delegasse poderes para classificar o desempenho dos concorrentes. O Júri era o mesmo para todos os concorrentes. Ficava na presidência o candidato, que fosse considerado mais apto, que tivesse maior pontuação, e na vice presidência o que ficasse em segundo lugar. No entanto seria eliminado aquele que tivesse chumbado, nas provas de política externa e em defesa da Federação.
Os testes tinham lugar na base central da força aérea da Federação, da cidade de Oca, uma vez que uma das doze provas, consistia também em pilotar uma nave de guerra das mais potentes e sofisticadas da Federação.
A nave pilotada por Oriega chegou à hora prevista a Oca. Era quase meio dia. A cidade, de mais de duzentos milhões de habitantes, encontrava-se com pouca gente nas ruas e nos estabelecimentos, pois a maior parte das pessoas, que trabalhavam no comércio, nas fábricas, na investigação, no turismo, nos bancos, serviços, artes, etc., para fugir às condições adversas do dia (em geral temperaturas muito altas), trabalhava de noite e descansava de dia.
Quando chegaram Oriega e os companheiros, vinham um pouco estafados da viagem, e, desejosos de comer uma refeição feita na hora. Assim foram rapidamente ao restaurante “O Cavalo Malhado”, que Oriega sempre visitava, quando tinha que se deslocar a Oca. Depois da refeição e de deixar a mulher e as filhas na Hospedaria dos Governadores, foi apresentar cumprimentos à Assembleia do Grande Conselho, na pessoa de Jovial, o membro interino que substituía o falecido presidente e receber dele a credencial, que o habilitava a concorrer à presidência ou à vice presidência. Já lá se encontravam governadores e governadoras de outros planetas. Todos conhecidos, pois de três em três meses, todos se reuniam ora na sede de um planeta ora n sede de um outro, para deliberar e resolver os problemas mais delicados da Federação.
Nos quatro dias seguintes teve lugar o funeral de Simprónio. Foram cerimónias simples, em virtude do estado de crise, da Federação. Sobressaiu um grande desfile militar, em que foram mostradas as mais modernas e terríveis armas da Federação. Além disso apenas foi feito um ligeiro panegírico de Simprónio, que se destinguira no seu mandato, pelo seu bom senso, honestidade, imparcialidade e humanismo com que tratara todos os povos da Federação.
No outro dia tiveram lugar as provas. Provas muito difíceis. Na gigantesca sala da Federação, onde habitualmente reunia o Grande Conselho, Jovial, depois de informado pelo grande Júri, e, depois do Grande Conselho os ter ratificado, anunciou os resultados. Nenhum candidato obtivera a pontuação máxima, informou. E, continuou: Broma, o governador de Xisto, fez provas brilhantes. Obteve vinte e dois pontos e meio. Ouvido isto, ouviu-se uma grande ovação, em toda a imensa sala. Oriega aplaudiu também calorosamente. Broma era seu amigo pessoal, e, ele sabia que broma era um sábio e uma pessoa excepcional. Iria dar-lhe um abraço de parabéns assim que acabasse a cerimónia, assim como lhe diria, que estaria sempre disponível para colaborar, em tudo quanto fosse necessário a bem da Federação.
Mas o assunto não estava encerrado. Jovial pediu silêncio, e, com voz emocionada continuou. Clara, governadora de Miriam obteve vinte e três pontos. A estupefacção não foi muita. Uma ovação ainda mais estrondosa que a primeira, ecoou, levando minutos até se extinguir. Pensava-se terem sido encontrados os vencedores-Broma e Clara. Clara era conhecida em toda a Galáxia. Engenheira aeronáutica, leccionava em várias universidades e fora nomeada comandante chefe de todas as forças armadas da Federação.Oriega conhecia-a bem. Servira sob as suas ordens, na última guerra da Federação, contra os rebeldes dos Planetas Micos e Lavos. Era uma mulher de quarenta anos, muito elegante e bela, perita em artes marciais, casada com um escritor, mãe de oito filhos,e, que fazia uns cozinhados de fazer crescer água na boca (como comprovara várias vezes em que fora convidado com a família, para a casa dela, pois eram amigos havia muitos anos). Mas, Jovial, pediu uma vez mais silêncio, e disse com voz forte ao micofone. Oriega, o Governador de Lírio, obteve a maior pontuação de todos, totalizando vinte e três pontos e meio. Saudemos o novo presidente e a nova vice presidente da Federação –os Governadores Oriega e Clara. Em meu nome e em nome do Grande Conselho damos vos os parabens desejando-vos uma governação clarividente e sábia. Ouviu-se então um enorme bruh-ah-ah, com todos de pé, num aplauso imenso, que parecia não ter fim. Jovial em representação do Grande Conselho deu ali mesmo e na hora, posse aos novos presidente e vice presidente da Federação.
Falou então Oriega que disse: Em meu nome e no da vice presidente agradecemos os vossos aplausos e a nossa escolha.Fomos eleitos para servir. É uma honra muito grande.Faremos tudo para corresponder à grandeza da missão; a Federaçaõ atravessa uma grande crise; esperamos a ajuda de todos para a ultrapassar; agora festejamos;daqui a algumas horas é dia de trabalho; preparemo-nos para isso.
A Galáxia prosperou.Venceu a crise..Oriega e Clara governaram com isenção e justiça e quando anos mais tarde faleceram, ao despenhar-se o avião em que seguiam, foi determinado pelos novos governantes, que na capital da Federação, Oca, na praça principal da cidade ( de mais de quatrocentos hectares de área), fosse elevada uma escultura em bronze, em honra dos falecidos recordando-os assim “ Homenagem da Federação Galáctica, aos falecidos presidente e vice presidente Oriega e Clara, que na sua governação sempre cumpriram os seus deveres”.

Manuel Inocêncio da Costa

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


EDUCAR O VER
Por João Brito Sousa

Visitar a cidade de Faro, é, num certo sentido, a mesma coisa, salvo as devidas proporções, que visitar um museu. Os Farenses são, digamos assim, os guardas do museu, porque conhecem como as suas mãos a sua própria cidade. E nós, que acabamos de chegar, somos os visitantes ou turistas. É nesta perspectiva, que o titulo desta crónica talvez tenha cabimento, porquanto, é preciso saber olhar, saber ler o movimento da cidade, saber escutá-la, saber dizer bom dia, com um sorriso se possível. É nesta preparação que se encaixa a expressão “educar o ver”, porque, penso já ter acontecido a todos, passar por uma rua cem vezes e só à centésima vez repararmos numa argola que está na parede, num cata-vento que está lá em cima, numa batente que está numa porta, enfim tanta coisa que não vimos ou que não tínhamos visto ainda. Um turista, disse ao pé de mim, numa cidade que não Faro, a seguinte frase:”Aqui há passado”. Olhou com o ver educado. É assim, quem se interessa pelas coisas… com significado. Para as cidades, o passado é a sua riqueza, enquanto para o homem, o passado já foi, o que interessa é o agora. Teixeira de Pascoaes, o poeta de Maranus, disse até: “Tenho Saudades do Futuro”. Como quem diz, vem depressa amanhã.
Faro, melhor a cidade de Faro tem um passado grandioso e rico, o orgulho farense está nele Ver a cidade de Faro, ou olhar para ela, é sentarmo-nos num banco da avenida ou à mesa de um café e apreciarmos o esforço que a Câmara Municipal tem feito para a trazer asseada, é observar os monumentos históricos nos seus contornos arquitectónicos, é saber tirar partido duma avenida larga que não tem a assinatura do Marquês de Pombal, é recordar a Casa Verde na rua de Santo António, os cafés em frente, Aliança Marcelino e Atlântico em todo o seu esplendor. Para além deste património cultural imóvel, há as pessoas que têm ou tiveram, uma ligação apertada à cidade.
Alguns deles não educaram o ver e perderam por essa via. Outros , sim

jbritosousa@sapo.pt

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


NÃO HÁ COSTELETAS MAUS

Um arranjo de Alfredo Mingau

A chuva que caía há dias parou finalmente antes do meio dia daquele Sábado. Um suspiro de alívio percorreu a turma toda. Os rapazes sabiam agora que o jogo de futebol entre os Costeletas e os Bifes, há tanto ansiosamente esperado, poderia ter lugar e já não seria cancelado por causa do mau tempo.
— Bom, às três horas no campo de jogos de S. Luís, mas em ponto! diz Alfredo para Maurício, ao irem juntos para casa no fim das aulas.
Maurício abana acabeça e murmura algo de incompreensível de cada vez que Alfredo dá pontapés nas pedras da rua para ensaiar golos. Tenta acertar num tronco, numa pedra, ou até numa determinada folha de um ramo. Maurício já não suporta esta mania. É que Alfredo tem tudo menos boa pontaria.
As suas brincadeiras com as pedras já tinham causado aborrecimentos que chegassem. Alfredo achava que era precisamente por isso que devia treinar mais. Como se dar pontapés a pedras fosse de uma importância vital!
Ainda Maurício não tinha acabado de pensar e já se ouvia o barulho de vidros partidos: a última pedra de Alfredo tinha voado direitinho à janela da entrada do Sr. Gilberto. Maurício ficou a olhá-la petrificado.
— O melhor agora é fugir! Ouviu Maurício sibilar. E, com um grande salto, o autor da asneira desapareceu a correr pela rua abaixo.
Maurício ainda estava a olhá-lo, confuso, quando sentiu que alguém o agarrava pela gola e o puxava com força. À sua frente, furioso e ofegante, estava o senhor Gilberto.
— Até que enfim que te apanhei, rapazinho! Espera lá, que te vou levar já ao teu pai, e vais ver o que te vai acontecer!
Às três horas em ponto, Alfredo apareceu no Estádio de S. Luís mas, por mais que procurasse Mauricio, não o encontrou.
“Afinal sempre o apanharam”, pensou Alfredo “e, ou assumiu ele a culpa, ou não o deixaram falar. Já é costume. O pai dele, às vezes, é muito severo.”
Alfredo ficou de pé, na tribuna, a olhar para o campo vazio. Combinavam quase sempre encontrar-se uma hora antes, para arranjarem um bom lugar. Mas, de um momento para o outro, Alfredo perdeu o entusiasmo pelo jogo. Pensava no vidro da janela, em Mauricio, e a má consciência atormentava-o. Devagar e de cabeça baixa, abandonou o campo e encaminhou-se, hesitante, para a casa dos pais de Mauricio.
Foi o pai em pessoa que lhe abriu a porta. Irado como estava, nem sequer deixou Alfredo falar, dizendo-lhe asperamente:
— É inútil, rapaz! O Maurício está fechado no quarto, de castigo, a fazer os trabalhos de casa… Ele que te conte tudo na segunda-feira, na escola. Já só faltam dois dias, e voltou para dentro, fechando a porta com força
Alfredo voltou a tocar à campainha insistentemente e, desesperado, acabou por bater à porta com os punhos. Não podia aceitar uma injustiça daquelas. Mas ninguém se mexeu dentro de casa.
Os pensamentos atropelavam-se-lhe na cabeça.
“Muito bem”, pensava ele, “então vou contar-lhe a verdade pelo telefone. E se ele também não me deixa falar pelo telefone?
De repente, Alfredo tem uma ideia e volta a correr para casa. A mãe ainda não tinha regressado do trabalho. Procurou papel de carta e um envelope, escreveu a toda a pressa umas linhas no papel e levou a carta à casa de Maurício, metendo-a na caixa do correio.
Uma meia hora mais tarde, o pai de Maurício, depois de abrir a caixa de correio, abria uma carta, E, admirado, leu:

Caro Sr.Pinto,

Venho, por este meio, provar-lhe que a verdade afinal consegue entrar em sua casa. Fui eu que parti o vidro da janela e vou pagá-lo com a minha próxima semanada.
Espero pela resposta em frente à sua casa.
Com os meus cumprimentos
Alfredo

A resposta que o pai de Maurício mandou a Alfredo pesava quase 40 kg e vinha a rir-se. O pai tinha mandado o filho. Assim que viu o amigo sentado à espera na soleira da porta, disse:
— Alfredo, tu és o maior maluco do mundo! O que tu fizeste… bem, nunca hei-de esquecer.
— Ora, resmungou Alfredo, não fales tanto, senão ainda perdemos também a segunda parte do jogo com os bifes.

AM.-Um Costeleta dos anos 40.

CANTINHO DOS MARAFADOS

Numa casa no Alentejo, diz a mãe para o filho:
- Antóino, anda cá!
- Na vou.
- Á queres tourada, atão vou já chamar o teu pai!

AGabadinho enviou
Rogério colocou.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011



Se a ordem do dia é a poesia, e porque não?
DEMÊNCIA

Com sua forma forte de me olhar nos olhos.
Me deixa doido, louco, sonhador.
Mexe e me embriaga com o seu perfume.
Seu beijo me enlouqueçe.
Me faz devaneador.
Voçê tem o segredo para me fazer feliz.
E voçê nem percebe.
Sabe me desfazer como ninguém.
Voçê é um tormento.
Seu perfume me deixa desvairado.
Uma forma sincera.
Beijo, abraços meu doce mistério.

AM.
(Demência inédita aqui no blog?-Agosto2011)

Do Poeta Costeleta Orlando da Silva
Recebemos estes dois poemas:
Sonho feliz

Navego num barco fagueiro,
De pequenas e brancas velas:
Ele afaga as ondas belas,
E elas, são seu timoneiro.

As águas são avenidas…
Tão macias e ondulantes;
Percorro os mares distantes,
Como gaivotas perdidas.

Sem rumo vou navegando,
Por esses mares de sonho;
Às correntes não me oponho,
Nem sei os dias de quando…

Vou chegar a qualquer cais
Ou a porto desconhecido:
Sou marinheiro destemido,
Comandante, e mestre arrais.

Só vejo nuvens e águas,
Sozinho, nesta distância:
De sonhos tenho abundância,
Não oiço notícias de mágoas.

Tenho ilusões, que só tenho,
Quando eu navego assim:
Parto – não sei quando venho…
Chego!... fico com pena de mim.


11/9/2010
Orlando
(Inédito)
Sentir é preciso


Tu poeta, nunca serás um grão de areia
Perdido na duna humana, imensa…
Onde cantas versos, que à luz da tua ideia,
Iluminam, mesmo na escuridão intensa.

Só tu tens o sentido de os cantar,
Porque sentes e entendes o sentimento
Do mar humano, – e do outro mar,
Que batem num contínuo movimento.

Ao abrires as janelas do sonho, essas…
Trazem na sua força o desenho de promessas,
Que passam p’lo tempo, e marcam jornada.

Se as ondas do teu mar rebentam a teus pés,
Tu poeta, eternamente serás, e és,
Um semeador do sentir, uma eterna alvorada.


(Inédito) 7/2010
Orlando


O REGRESSO

Era sabido que ele não tardaria;
voava solitário por outros ares,
mas de certo, mais dia menos dia,
voltaria ao convívio dos seus pares.

Tal como um pombo correio apaixonado,
largado a milhas da namorada;
desceria sobre o ninho em voo picado,
trazendo uma rosa p'ra sua amada.

Trazendo a CARTA A SANDRA, apaixonado:
sempre a amizade, o amor e a paixão.
Sempre o cuidado generoso de amigo.

Por isso te recebemos com agrado:
benvindo, caro amigo João,
que nós... estaremos sempre contigo.

Gde Abraço

JEM

Dk:9.Agosto.2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

CANTINHO DOS MARAFADOS


Algures em pleno alentejo


Dois compadres falam à sombra de um sobreiro:

- Ó compadri, vossemecê casou por amori ou por interessi?
- Ó compadri, sinceramenti, acho que casei por amori porque nã tenho interessi nenhum na mulheri !

Gabadinho enviou
Rogério colocou