segunda-feira, 25 de novembro de 2019



COSTELETAS CUJA LEMBRANÇA É UMA SAUDADE

JOSÉ MANUEL DOS SANTOS GOMES

Foi um dedicado e sempre lembrado Amigo o José Manuel dos Santos Gomes, de modo próprio na adolescência e juventude, face a vários itens que nos uniam. Ambos frequentávamos a Escola Tomás Cabreira, ele no Curso de Montadores Electricistas, de que foi um destacado aluno, havendo sido vice- campeão do Concurso de Forma­ção Profissional a nível do País e eu no Curso Geral de Comércio/ Seções Preparatórias. Também partilhávamos o ideal escutista como exploradores (2ª Seção) do Grupo 157 - Nuno Álvares, do Corpo Nacional de Escutas. Morávamos em artérias contiguas ( Rua In­fante Dom Henrique/ Rua da Carreira e Rua Gil Eanes/ Rua da Parreira) pelo que a vizinhança facilitava um ainda maior convívio. O Sporting Farense de que o “Zé Manel” foi dirigente e era um fervoroso adepto era outra paixão que vivíamos, bem como os «bailes nos Artistas» ou os «namoricos ou arremedos de tal», envolvendo, não raro, irmãs ou vizinhas. Mais tarde, já homens casados, por sugestão da falecida costeleta D. Julieta Vieira (professora de Religião e Moral) comprámos um casarão na «Vila - a - Dentro», para o transformar na futura e sonhada habitação, projeto que não chegou a concretizar em virtude do 25 de Abril. Na sua dupla condição de costeleta-aluno e professor, José Manuel dos Santos Gomes, marcou uma época e um tempo.  Foi também um bem sucedido empresário de animação nocturna, autor e responsável da iluminação da conhecida discoteca «Trignometrta», na Quinta do Lago. Morreu cedo e de súbito o meu saudoso amigo e colega José Manuel, que se encontra sepultado no Cemitério de Cacela. Que descanse em
paz este «irmão Costeleta», cuja lembrança é sempre um mar de saudades.

                                            João Leal


domingo, 24 de novembro de 2019

LIVROS E JORNAIS QUE AO ALGARVE IMPORTAM




"ENTRELINHAS" (POESIA)

PAULA LARANJO
No Palácio de Estoi foi apresentado o livro de poemas da autoria de Paula La­ranjo, «Entrelinhas», o qual é dedicado a temas como o amor, a saudade, a amizade e a questões sociais. O prefácio é assinado pelo conhecido poeta algarvio Manuef Neto dos Santos. Durante o evento atuou num momento artístico a violoncelista Bárbara Santos, natural de Leça da Palmeira, a Engª Agrónoma Paula Laranjo assinou anteriormente as o­bras poéticas « Reflexos» e « Essência da Alma». A edição é da Chiado Books e a autora é membro da Associação Portuguesa de Poetas e dos «Poetas do Guadiana». Está represen­tada em várias antologias.

O SAUDOSO COSTELETA NUNO AGOSTINHO

É LEMBRADO NO JORNAL "O OLHANENSE"

Foi nosso amigo e colega e um dos maiores valores futebolísticos da sua ge­ração, o Nuno Manuef Agostinho, que juntamente com os também olhanenses, internacionais e costeletas Manuel Poeira e João Parra constituíram o «Trio de Ouro do Algarve e da Tomás Cabreira». O quinzenário «O Olhanense» dedicou-lhe no número 1217, saído a 15 de Novembro, um vasto texto da autoria do também costeleta e Director Adjunto daquele prestigiado jomaí, Mário Proença e intitulado «Grandes Jogadores do Sporting Clube Olha­nense - Nuno Manuel Agostinho». Nascido na Fuseta (8 de Setembro de 1936) muito cedo mostrou as suas aptidões futebolísticas, ingressando nos juniores do Olhanense e ascen­dendo na época de 1955/56 na equipa principal onde se manteve durante três tempora­das e transferindo-se depois e ao abrigo da «Lei Escolar», que permitia o acesso livre na Académica de Coimbra para prosseguir estudos. Jogou nos estudantes também durante três épocas, regressando ao Algarve, onde ainda alinhou no Desportivo de São Brás. Tal bom jogador como homem e amigo, correto e grangeador de amizades e admiração, Nuno Agostinho faleceu há alguns anos e está sepultado no Cemitério da sua terra natal. 
João Leal

CORREIO


Como Presidente da Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira, venho através do nosso blog, solicitar a todos os Sócios e seus Familiares a colaboração no sentido de nos enviarem os seguintes dados:

  1.  - A indicação da vossa morada actual pelo facto de nos serem devolvido alguns jornais e alguma correspondência, com a indicação de já não morar aqui ninguém
  2. -  Por outro lado, solicitamos que nos informem do falecimento de algum      costeleta pelo facto de não termos conhecimento em pormenor no sentido de publicarmos no blog ou no jornal O Costeleta e,          apresentarmos os sentidos  pêsames à Família.
  3.  - Este último ponto, está relacionado com o falecimento de sócios e nesse sentido solicitamos aos Familiares se estão na disposição de se tornarem sócios para continuarem a usufruir do jornal O Costeleta. Pois, também aqui se  verifica   devolução através dos CTT com a indicação de falecimento.
  4. -  Sem outro assunto de momento e, na expectativa de obtermos a vossa colaboração neste nosso pedido no sentido de melhorarmos os nosso  serviços de secretaria, sou com elevada consideração,
       
      O Presidente

sábado, 23 de novembro de 2019

PUBLICAÇÕES NO BLOGUE

SE ALGUÉM TIVER ALGO
COM INTERESSE PESSOAL OU ESCOLAR
(Fotos, Textos, informações, etc.)
QUE DESEJE SER PUBLICADO
NESTE NOSSO BLOGUE,
 PODEM MANDAR PARA O NOSSO MAIL:
aaaetcabreira@gmail.com
QUE CONSIDERAREMOS PUBLICADO
Mandem.........., Roger

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM



«PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL - O OLHAR ANTROPOLÓGlCO»

PROF. DR. LUÍS MARQUES
Da autoria do arqueólogo Professor Doutor Luís Marques foi apresentado, no Arquivo Histórico Municipal de Albufeira o livro «Património Cultural Imateríal - O Olhar Antropológico», que objectiva «enriquecer o leitor através do aproximar os tempos remotos da Humanidade à diversidade cultural, ao multi-étnico mundo não ocidental, ao deba­te e à ação internacional pré e pós Convenção para a Salvação do Património Cultural I­material (UNESCO, 2003), incluindo a documentação mais significativa». A apresentação esteve confiada ao Professor Doutor A. Vermelho Corral, director da Secção de Antropologia da Sociedade de Geografia de Lisboa.

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«O REYNO DAS LETRAS: - A CULTURA LETRADA NO ALGARVE (1759 / 1910)»

PROF. DRª. PATRÍCIA PALMA
Decorreu na Auditório da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro, a apresentação pública da obra «O Reyno das Letras: a cultura letrada no Algarve (1759/1910), de que é autora a insigne investigadora algarvia Professora Doutora Patrícia de Jesus Palma, natural de São Marcos da Serra. O ato teve a presidência da Prof. Dra. Adriana Nogueira (Directora Regional da Cultura, entidade que editou este estudo), Dr. Rogério Bacalhau Coelho (Presidente da Câmara Municipal de Faro) e Prof. Dr. João Luís Lisboa (catedrático da Universidade Nova de Lisboa, orientador do estágio de doutoramen­to, de que resultou este trabalho). O livro revela a rede de bibliotecas religiosas algarvias que contribuiu para a cultura escrita no século XVIII e «contesta a série de ideias estereotipadas, de mitos e preconceitos que davam conta de um Algarve culturalmente ausente, ísolado e desatuaíizado». Aponta de sobremodo a importância das bibllotecas religiosas dos conventos existentes nesta Diocese como centros culturais de formação e de intervenção.
João Leal

"FARO, PORTAS ABERTAS" - ARTE



A COSTELETA PINTORA ROSA TRINDADE
NO CERTAME «FARO, PORTAS ABERTAS»

Vinte e nove artistas participam na inédita iniciativa «Faro, Portas Aber­tas», visando dar a conhecer a arte-que se faz na capital algarvia.
Assim estes criadores vão ter os seus atelieres abertos aguardando os vi­sitantes não só para lhes mostrar o local de trabalho e criatividade como para interagir com eles.
Paralelamente decorrerá um programa com diversas manifestações em galerias, auditórios e outros locais permitindo uma maior convivência e troca de ideias.
O «Faro, Portas Abertas» ocorre entre 22 e 24 de Novembro e entre os artistas conta-se a conhecida Pintora e admirada professora Rosa Trindade que exerceu o magistério na nossa Escola sendo responsável pela autoria das esculturas que decoram o recinto desportivo.
O seu atelier, na Rua Gen. Teófilo da Trindade, nº 41, estará aberto entre as 11 e as 17 horas dos dias 23 e 24 de Novembro.

JOÃO LEAL

COSTELETAS CUJA LEMBRANÇA É UMA SAUDADE


O SENHOR CASTRO

Nunca lhe sabe, verdade se diga, o seu primeiro nome, mas apenas o de família. Era apenas e só e tanto bastava o Senhor Castro para nós moços costeletas de então no ini­ciar daquela década, para nós marcante, dos anos 50 do século passado. Fazia parte do grupo de «senhores contínuos» que tivemos a dita de nos aturarem e, nós, a eles numa reciprocidade contagiante, que provocava o equilíbrio das relações mútuas e que hoje são uma saudosa lembrança - Bonifácio (o chefe do pessoal menor), Vítor Tavares (marido da «menina» libânia, Arnaldo, Castro e vários outros e outras.
O «senhor Castro» era respeitado e respeitador, correto e sem grandes expensões de afectuosidade bastante cordato, cumpridor das suas obrigações e sem criar conflitos ou deles se eximir. da sua postura modelar muito beneficiávamos reciprocamente e a vivên­cia na Tomás Cabreira ou fora dela pautava-se por um clima de tranquila existência. Mo­rava então nas imediações da Praça Alexandre Herculano (Jardim da Alagoa) e tinha um filho, uns anos mais velho do que nós e, felizmente vivo nos seus oitenta e alguns anos, que fora também aluno da «nossa» Escola. O meu muito amigo Leonel Castro, «costele­ta» como nós, um grande adepto do Farense, chefiou os escritórios da FIAAL (Fomento Industrial e Agrícola do Algarve), empresa criada por outro ilustre costeleta, Aníbal da Cruz Guerreiro.
Mantive sempre a mais respeitosa estima e tratamento com o «Senhor Castro», a cuja memória, em meu nome e de quantos milhares de costeletas ele aturou, prestou o tributo da sentida admiração e de uma incontida saudade!

JOÃO LEAL


quinta-feira, 21 de novembro de 2019

POEMA



Felicidade
E a pequenita gritava - papá, papá, 
E de braços abertos para ele corria, 
Quantos anos teria? Eu sei lá.
Não teria mais de três! e sorria, sorria!

No rosto mostrava tal felicidade,
Felicidade pura, como aparece raramente, 
Como a beleza da flor, sem idade,
Que no deserto nos aparece de repente!

A alegria dela também eu partilhei, 
Rápido - aquele momento passara. 
Porém, mais rico também eu fiquei,
Um relâmpago divino tudo iluminara!

Manuel Inocêncio



«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM





«ATAQUES DE PIRATAS À FOZ DO GUADIANA E A AÇÃO DE ANTÓNIO LEITE, ALCAIDE - MOR OE ARENILHA»

DR. FERNANDO PESSANHA
Foi no Arquivo Histórico Municipal, em Vila Real de Santo António, de que é Director o conhecido investigador algarvio Dr. Fernando Pessanha, que foi apresentada a última obra saída da sua lavra intelectual, «Ataques de piratas à foz do Guadiana e a ação de António Leite, Alcaide - Mor de Arenilha» e que constituiu o tema da conferência, a tal propósito, ali proferida. O livro editado como separata dos “Anais do Município de Faro” (volume X) pela Editora Guadiana, versa sobre a actividade do corso e da pirataria, sobretudo berbere junto ao encontro de um dos maiores nos peninsulares com o Oceano e da ação desenvolvida contra ela e na defesa das populações pelo heróico Alcaide - Mor de Santo António de Arenilha, António teíte.

REVlSTA AL- 'ULYA DEDICADA AO PROf.

DR. ROMERO DEMAGALHÃES
Um ano após a morte do insigne algarvio, natural de Loulé e ílustre catedrático da Universidade de Coimbra, Professor Doutor Joaquim Romero de Magafhães foi publicado um número da conceituada revista «Al - 'Ulya, editada peta Câmara Municipal daquela cidade e totalmente dedicado à sua vida e obra. Foi o mesmo concebido para ho­menagear o Mestre e um dos grandes impulsionadores para a sua publicação, o que a­conteceu em 1992. O seu conteúdo é constituído por 12 artigos de colegas e amigos de Romero de Magalhães e 8 depoimentos dos membros do Conselho Científico da publica­ção, de que foi um dos mais dedicados colaboradores.

JOÃOlEAL

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

POEMA


OuTono EnSolarado

O Outono ensolarado,
No chão as folhas caídas ...
Lindo tapete formado!
Com folhas distribuídas!

Amarelas, castanhas, ouro,
Estão estendidas no chão,
São as cores do Outono
Que dão luz ao coração!

As árvores ficam despidas
suas folhas viçosas,
Vão caindo desmedidas
Tornando-as, assim, porosas.

Atravessarão o Inverno
As árvores só têm troncos,
Que seja um mundo fraterno!
Cheio de bons encontros!

A natureza é divina ...
A Primavera reverdece,
A natureza é uma mina
E, tudo se restabelece!

                                Graciete Felizardo

terça-feira, 19 de novembro de 2019

PAUSA PARA SORRIR



O mineiro do Brasil
Verbo mineiro
Perguntaram ao mineiro:
- Diz aí um verbo!
Ele pensou, pensou e respondeu indeciso:
- Bicicreta.
- Não é bicicreta seu mineiro burro, é bicicleta. E bicicleta não é verbo!
Perguntaram a outro mineiro:
- Diz você aí um verbo!
Ele também pensou, pensou e arriscou ressabiado:
- Prástico.
- Não é prástico, ô mineiro burro, é plástico. E plástico não é verbo!
Perguntaram a um terceiro mineiro:
- Diz aí um verbo!
Esse aí nem pensou:
- Hospedar.
- Muito bem! Até que enfim um mineiro inteligente. Agora diga ai uma frase com o verbo que você escolheu.
O mineiro encheu o peito de coragem e mandou bala:
- Hospedar da bicicreta são de prástico!

           (....?....)

ESTATÍSTICA



« REVOLUÇÃO GRISALHA»

Foi este o título escolhido pela jornalista Vanessa Fidalgo para o seu artigo inser­to na revista «Domlngo» do «Correio da manhã» (edição de 10 de Novembro, último} sobre um tema de flagrante actualidade, o que foca o problema da evolução demográfica, com a maior esperança de vida e os cuidados de saúde. Baseado em textos da prestigiada revista de ciência médica «The Lancet» e nos relatórios do INE (Instituto Nacional de Estatística), referentes ao período de 2-017 e até 2080, abordando estas pertinentes questões do nosso tempo, de modo próprio sobre a realidade portuguesa, é afirmado que em 2040 Portugal será o 5º país do Mundo com a maior esperança de vida, que se situará em média nos 85 anos. Nesta previsão a Espanha ocupará o 1º lugar, prevalecendo para estas médias a atingir os cidadãos dos dois países ibéricos a dieta mediterrânica, a redução dos consu­mos de açúcar, o acesso a cuidados de saúde, a estabilidade política e social, às condições climatéricas e outros elementos.
                          -                   

«Na geração dos nossos netos, o País será entregue aos avós», refere-se pois até cerca de 2080 Portugal perderá alguns milhões de habitantes, dos quais dos atuais dez milhões e meio de hoje para menos 500 mil em 2031. Naquele ano seremos, segundo estes estudos, 351 idosos por cada 147 jovens, situação demográfica que implicará diversas mudanças e a própria sustentabilidade do regime de segurança social.
Chamado a opinar sobre esta matéria o conhecido economista Dr. António Bagão Félix (ex - Ministro do Trabalho e Segurança Social) referiu que: «Os portugueses vivem em média 18 anos após a reforma».
JOÃO LEAL