domingo, 31 de agosto de 2014
CRONICA DE FARO
Moto Clube/Rancho Folclórico
- Dois testemunhos de Faro
Mais uma edição da prestigiada “Concentração de Motos de Faro” confirmou-se em plenitude o merecido e justificado título de a mesma motivar que a cidade capital sulina fosse, nos dias que aconteceu este evento, a “capital europeia do motociclismo”.
Com efeito, ao longo de mais de trinta edições, mantiveram-se os elevados níveis de organização e de participação, ali evidenciados no Vale das Almas, considerando-se a concentração como um dos maiores certames à escala mundial.
Daqui que se agradeça, porque conforme as felicitações expressas pelo município ao sempre dinâmico Moto Clube de Faro, o quanto de prestígio a mesma trouxe para o concelho, à generosa, solidária e voluntariosa equipa liderada por esse mediática farense que é José Amaro, um “militante devotado” da sua e nossa Terra Mãe e dos veículos de duas rodas.
É que a par da indiscutível Concentração – aquela impressionante imagem do desfile, na manhã radiosa de Domingo, em que motards e população se fundiram no mesmo amplexo fraterno e generoso – responde por si mesmo a tantos cépticos e ultra-zelosos existentes, hemos que considerar aquilo que a prestigiada instituição representa para Faro e para o Algarve e todas as iniciativas desenvolvidas de cariz humanitário, social, turístico e económico.
Temos aí também mais uma edição do “Festival Internacional de Folclore” com, a par dos espetáculos, tudo o que o mesmo comporta e tanto o é. Aquele que é, merecidamente, tido pela Federação Internacional de Folclore (FEOC) um dos grandes festivais mundiais das músicas e danças étnicas, tradições, usos, costumes e trajes, tem colocado Faro no mapa Mundial das Nações, e contribuído, de modo insofismável, para um maior aproximar dos povos, para a paz e solidariedade e para a promoção do Algarve, a par da animação, da componente pedagógica e do envolver, no mesmo fraterno abraço sectores vulneráveis da população (crianças, idosos, detidos, etc.) levando-lhes também essa mensagem única das danças e cantares dos cinco cantos do Mundo.
É de saudar e de aplaudir o esforço diligente e generoso do Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, pioneiro dos agrupamentos folclóricos algarvios evocando a saudosa lembrança dos seus fundadores – Serafim Carmona e Henrique Ramos, que ao longo dos seus mais de oitenta anos tem realizado, na sua área de acção uma actividades ímpar.
Moto Clube de Faro e Rancho (Grupo) Folclórico de Faro, bem referenciados nas figuras dos seus dedicados os “compagnons de route”, são dois testemunhos do que é sentir e viver esta “Terra de Santa Maria”.
João Leal
INFORMANDO
NOTÍCIA
Centro Histórico de Faro
A zona mais antiga da cidade vai receber, em 5 e 6 de Setembro, um novo festival. Chama-se "F" e terá mostras de artesanato, espectáculos de teatro, tasquinhas e três palcos (Largo Afonso III, Castelo e Claustros do Museu) para concertos. Na noite de sexta feira (5/9) as actuações são de Dead Combo, The Legendary Tigerman, JP Simões, Samuel Úria, The black Mamba e do DJ Diego Miranda.
No Sábado (6) é a vez de Miguel Araujo, Tiago Bettencourt, Luisa Sobral, Capicua, Capitão Fausto e os DJs Monica Mendes e Rui Estevão animarem a 1ª edição do certame.
Com início às 19h. Com os preços de entrada de €8 diários ou €12 passe.
sábado, 30 de agosto de 2014
CRÓNICA DE FARO
Quase 50 anos depois…
Foi em 1967, a três anos de completar meio século de dinâmica e viva acção que muito contribuiu a expressiva expansão e efectiva democratização do desporto algarvio, através da prática popular do “pingue-pongue”, que se constituiu a então respeitada Associação de Ténis de Mesa de Faro, hoje com denominação alterada a designação abrangente de Algarve.
Fruto de um grupo de carolas, daqueles entusiastas que tudo dão de si sem pensar em si e apenas servindo a comunidade, alguns dos quais já nos deixaram e ante cujas honradas memórias nos curvamos em merecidas homenagem e lembrança, desde a hora primeira da maior justiça é de destacar o nome de Fernando Bitoque (Fernando António Passarinho Bitoque) que, no final da década de 40 do século XX, menino e moço, se fixou na capital sulina e aqui se realizou e tem sido o “crónico, ultra-dedicado e quase vitalício” Presidente da ATAM, um homem a quem o desporto algarvio e a comunidade ainda prestaram a mais que merecida homenagem que lhe é devida.
Um dos grandes sonhos, porque o era uma necessidade fundamental à plena concretização dos seus objectivos era estar instalada em sede própria, uma infraestrutura básica para que o ténis de mesa algarvio se implantasse em pleno, era o da sede própria, já que percorreu muitos e variados sítios (desde as cedências de espaços pelo Faro e Benfica e Sporting Farense à dos aluguéis de locais), mas sempre como pensar fixo no ter a casa da Associação.
Aconteceu agora, volvidos 47 anos de existência, ao fim de uma tarde soalheira de Maio, como diz o poema “tarde da nossa terra, simbólica terra em que em si encerra, toda uma jornada de esplendor sagrada…”, ali na Rua Madre Teresa de Calcutá, na Atalaia, esse outro Faro com a sua identidade própria, digna e assumida, neste Faro novo, por de cima do popular e dinâmico Clube da Atalaia, centro de encontro e convívio das honradas e laboriosas gentes que ali residem.
Trata-se de um espaço cedido pela Câmara Municipal de Faro, cujo presidente, dr. Rogério Bacalhau, acompanhado pelo vice do executivo, Paulo Santos (um dos grandes entusiastas para a execução desta colaboração autárquica), presidiu ao acto, com as presenças, entre outras dos presidentes da Federação Portuguesa de Ténis de Mesa (Dr. Pedro Moura) e da União de Freguesias Sé/São Pedro (Joaquim Teixeira, que também preside à Assembleia Geral da ATAM) e do representante do Delegado da Juventude e Desportos (um farense de sempre João Alcanena).
“O sonho comanda a vida…” e neste caso a vontade, a dedicação e o entusiasmo tornaram possível que, ao cabo de quase 50 anos, o ténis de mesa algarvio inicie uma nova fase na sua vida.
João Leal
João Leal
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
LINA VEDES FALA DA PRAIA DE FARO
Lina Vedes, em entrevista na TVI, programa de Fátima Lopes, fala da praia de Faro.
Interessante.
Clik sobre o login e aguarde.
http://www.tvi.iol.pt/
Enviado por Lina Vedes.
Colocado por
Rogério Coelho
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
CANTINHO DOS MARAFADOS
CRONICA DE TEMPOS IDOS
AUTO DA GINJINHA
“Reza-te
a Sina”, cantava a grande fadista Hermínia.
Não há sina, vou começar assim
“Reza-te
a lenda”, que numa longínqua semana, vários cavaleiros da “Ordem do Garfo e Faca”
se sentaram á mesa, para um frugal repasto. Gratos pelo cair da noite na feira
da ladra, o ar quente tornou-se suportável. Longas foram as conversas dos nobres
cavaleiros, onde um porco preto bravo assado no espeto e acompanhado com
castanhas deliciava os convivas.
Correu
célere o delicioso vinho tinto da região demarcada do Alentejo, servido em
canecas de barro, escorrendo pelas gargantas sempre secas dos convivas. Serenos
e alegres, com vivas a El-Rei D. Afonso III, pela tomada do castelo de Faro aos
mouros, deliciaram-se e alegraram-se na noite com mais umas pataniscas de
bacalhau. Terminada a farta refeição, logo os cavaleiros partiram em demanda.
Buscavam no meio da multidão, algum artigo por entre as tendas dos artífices
que pudessem levar para os seus solares.
Mas eis
que esta pequena aventura, rapidamente se tornou numa epopeia digna de ser
cantada por todas as series de jograis por este reino fora. Os quatro
cavaleiros mais bravos deparam-se inesperadamente numa tenda com um precioso
tesouro escondido para maravilhar os seus olhos e gargantas. Tratava-se de um
néctar, uma ambrósia divina servida em pequenos copos esculpidos em madeira
chamada Ginjinha.
Tratava-se
da saborosa Ginjinha fabricada em Óbidos, com um maravilhoso paladar a canela,
como que irresistível ao palato mais exigente. E com elas! Depois as lendas
começam a divergir. Conta-se que dois cavaleiros se entusiasmaram tanto que
montaram, a linda burra Manuela, com a qual o almocreve Eduardo fazia o
transporte da ginjinha e ia a Évora buscar o belo vinho alentejano e transportava
em odres de coiro. Conta-se também que os escudeiros graciosamente ajudaram a
que a deliciosa ginjinha começasse lentamente a desaparecer dos odres. E que os
mesmos cavaleiros ao se verem confrontados por uma câmara de reportagem e ao
saberem que se tratava da TV? se recusaram determinantemente a serem
entrevistados por tão medíocre meio de informação, não fosse o diabo tece-las pelos
grandes senhores da Corte, agastados com as reportagens mal intencionadas
feitas por uma provocadora Moura de alta linhagem daquela estação.
Longa foi
a noite e ainda amanhecia, quando exaustos, os cavaleiros prometeram não
esquecer aqueles momentos medievais, o bom vinho alentejano, as pataniscas de
bacalhau e a maravilhosa ginjinha de Óbidos.
Aldrabice
do Ano da graça de 1249
Reportagem gravada/escrita pelo escriba Montinho - que vai de férias para o Castelo de
Paderne, Castelo do Reino dos Algarves que se encontra numa das sete quinas da
bandeira.
(Qualquer semelhança com pessoas e coisas da
actualidade é mera coincidência)
Castelo de Paderne
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
CRONICA DE FARO
“Faltam cem…”
Queremos
desde já o reafirmar frontalmente que temos a maior admiração e o mais
acrisolado respeito pelos bombeiros, sejam profissionais ou voluntários, esses
designados e heróicos “Soldados da Paz”, tantas e tantas vezes preteridos e
esquecidos das comunidades que abnegadamente servem, numa doação de fraterna e
solidária entrega.
No
que a Faro se refere laços familiares nos unem à “Cruz Lusa” (Corporação dos
Bombeiros Voluntários), já que o meu avô paterno, foi um dos fundadores em 1923
e o meu pai, então um imberbe rapaz se alistou como cadete.
Aos
Bombeiros Municipais muitos e muitos factos nos prendem a eles, de modo próprio
aquando do I Centenário, vivido nos anos 80 do século passado, integrando, por
convite da autarquia, a comissão organizadora das comemorações e sem esquecer
pelo muito afecto que nos unia e a saudade que tempo avoluma do sempre lembrado
Comandante Valdemar Carlos da Silva.
Enunciadas
estas permissas justificamos as mesmas não por personalismo redactorial, mas
tão somente pela forma como os alarmes do psíquico soaram, tal como acontecia
ao escutarmos, sem ser o anunciar quotidiano das 13 horas, as sirenes de alarme
chamando os bombeiros ao “bom combate”. Isto ao lermos as declarações do
Presidente da Liga dos Bombeiros Profissionais Portugueses, em recente reunião
realizada em Faro, com a presença de membros do Governo responsáveis pelo
sector da segurança, referindo as faltas de efectivos em vários locais do país
e neles incluindo a capital sulina com um défice de 100 bombeiros.
Alarmante
e a exigir a tomada de medidas com a celeridade que esta falta representa, ao
fim e ao cabo, para protecção de todos nós farenses e não apenas conhecida que
é a participação em grandes fogos e tragédias ocorridas na região e para além
dela.
Importa,
em complemento do reforço das verbas consignadas, uma ação pedagógica e
sensibilizadora que leva ao recrutamento e alistamento de novos elementos desta
corporações, a par das medidas que incentivem os que tenham o gesto nobre,
honrado e solitário de darem o passo em frente.
Faltam
cem, mas nós, todos nós e sobremodo os responsáveis das duas corporações,
autarcas e comando no caso dos municipais e direcção e comando no que aos
Voluntários se refere, que se afirme “sem” (som um S bem nítido) falta de
efectivos os Bombeiros de Faro!
João Leal
sábado, 23 de agosto de 2014
INFORMANDO
FERIAS DE DESCANSO
Olá amigos Costeletas.
Vou aproveitar a semana que entra para fazer umas férias de descanso nas Termas de S. Pedro do Sul.
Se houver possibilidades continuarei a abrir o Blog e a colocar as mensagens que enviarem.
Um abraço Costeleta
Rogério
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
NOTÍCIAS ALGARVIAS
INFORMANDO
A
aldeia da Cortelha, em plena Serra do Caldeirão, vai ser “palco” no próximo dia
6 de Setembro da Festa da Filhó. Trata-se assim de uma oportunidade para os
visitantes apreciarem variados tipos de filhó, na zona de refeições que estará
disponível para o efeito.
Este evento terá início pelas 15h00 com a
realização de um Torneio de Tiro ao Alvo. O baile Serrano terá início pelas
18h00, e será abrilhantado por Bruno Neves. Pelas 22h00 entrará em palco o
Grupo Etnográfico de Quelfes “ Dança dos Velhos”, que representará uma forma
diferente de apresentar as danças e cantares do Algarve. Após esta mostra
etnográfica do grupo de Quelfes continuará o baile serrano por a noite dentro.
Promover a interação, o diálogo e a
convivência entre a arte e as pessoas que nesta altura nos visitam constitui o
principal objectivo do “Dreamville”, a ter lugar na Praça do Mar em Quarteira nos
dias 21, 22 e 23 de Agosto. Proporcionando uma excelente oportunidade para
acompanhar o pôr do sol, desfrutar de um jantar, um café, ou adquirir uma
lembrança, aproveitar a “kid zone” para os mais novos, bem como o artesanato e
a gastronomia regional, este evento, com entrada gratuita, é organizado pela
Associação Dinâmika, contando com os apoios da Autarquia de Loulé e Junta de
Freguesia de Quarteira e tem como parceiros a Quarpesca e a Plâncton
IN Jornal Carteia
A FACTURA
DOS MANUAIS ESCOLARES
Lisboa, 21 agosto (Lusa) – As
famílias com filhos em idade escolar vão voltar a ter uma despesa elevada com
manuais escolares que poderá ultrapassar os 250 euros, principalmente se
frequentarem o 3.º ciclo ou o secundário.
Segundo um levantamento feito
pela agência Lusa, o custo dos manuais vai aumentando consoante os alunos vão
avançando no ensino.
“Os preços são praticamente
incomportáveis para a maioria das famílias. O único nível de ensino com menos
problemas é o 1.º ciclo, onde o valor é mais baixo”, disse à Lusa Isabel
Gregório, presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e
Encarregados de Educação (CNIPE).
Quando entram pela primeira vez
para a escola, os três livros das disciplinas principais - Estudo de Meio,
Matemática e Português - custam cerca de 25 euros mas, no 2.º ano, o preço dos
mesmos já sobe para 27 euros.
CRÓNICA DE FARO
O monumento
ao coronel Pires Viegas
Encontra-se,
indesejável e incompreensivelmente, desde há muito, em notório estado de
abandono e de evidente degradação o monumento erigido em 1971 à memória de um
dos mais ilustres militares e autarcas farenses, o Coronel João dos Santos
Pires Viegas.
Situado
na praceta do mesmo nome, ali nas imediações do Mercado Municipal, na
confluência com a Rua General Humberto Delgado, que até ao 25 de Abril se
designou de Engenheiro Duarte Pacheco, foi concebido pela notável artista
contemporânea professora Emília Pratz, que nos deixou impressionantes
testemunhos da sua criação artística em escultura, pintura e tapeçaria.
Trata-se
de uma “Cruz de Guerra” estilizada, ao centro da qual se encontra a efigie do
Coronel Pires Viegas e alguns dos seus elementos biográficos, grande parte já
elegível pelo desaparecimento das letras reveladas em bronze, fruto de roubos,
vandalismo, incúria, etc.
O
homenageado, que nasceu em Faro em 1865 e veio a falecer em 1937, na sua terra
natal, frequentou o Liceu João de Deus na capital algarvia e, mais tarde, em
Lisboa, a Escola do Exército, seguindo, com grande brilhantismo, a carreira
militar, destacou-se em especial nas campanhas de pacificação de Moçambique e
de Angola, de modos próprio nas lutas contra os Namarrais, no Niassa e do Sul
da terra angolana). Foi també Governador das províncias do Huíla e do Cunene,
havendo comandado o Regimento de Infantaria de Évora e presidiu à Câmara
Municipal de Faro.
O
monumento, para além do seu valor simbólico e artístico, veio embelezar a
vertente sul da Praceta que ostenta o seu nome, surgiu quando a “Faro, cidade
em quarto crescente”, como a denominou há mais de quatro décadas, nestas
colunas, o escritor e jornalista Mário Zambujal, autor de tantos êxitos da
literatura portuguesa contemporânea, começava a galgante caminhada do seu
crescimento na segunda metade do século passado.
Agora
encontra-se abandonado, com notórios sinais de esquecimento e de pouca ou
nenhuma atenção do Município pela sua conservação e o respeito e orgulho que
são devidos a um dos mais destacados farenses do nosso tempo. À noite é uma
escuridão plena a área envolvente em notório contraste com a iluminação que
envolve o edifício sede da AMAL (Associação dos Municípios do Algarve), onde
funcionou, anteriormente, a RTA (Região de Turismo do Algarve).
Depois
lançamos o pedido – sugestão à Câmara Municipal de Faro, pelo restauro do
Monumento ao Coronel Pires Viegas, pedido que esperamos mereça também a
positiva intervenção junto da autarquia da delegação da prestigiada Liga dos
Combatentes.
João Leal
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