terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

ALMA COSTELETA .. AFINAL... COMO É?...

( a beleza e a ESCOLA)
COSTELETA É HONRADEZ
(sugestão do costeleta Jorge TAVARES)

João...recordar é viver.
Um abraço e vamos à procura da "ferrugem"

Recebemos do nosso bom amigo, costeleta e colega Jorge TAVARES, algumas sugestões no sentido de pôr a malta, a velha malta, a trocar ideias ou experiências de vida, AQUI, no blogue, porque este espaço é nosso, de todas as idades e tempos, de todos os “costeletas” que sentem orgulho por terem tido a oportunidade de frequentar a Escola, de terem tido professores carismáticos como o Dr. Jorge Monteiro, o Dr, Uva, o Dr. Zeca Afonso, Mestre Olívio e Mestre Mendonça, o Professor Américo, o Sub Director “Banana”, o Dr. Zé Correia, o Dr. Tavares de Matos, Engº Coroa e outros, que nos transmitiram os valores da honradez, da amizade e da solidariedade.

Deste estabelecimento de ensino, donde saíram poetas e prosadores de nomeada, políticos, engenheiros e doutores, administradores de empresas e até daqui saiu o a actual Presidente da República, pensamos que a plêiade aqui citada, não pode ficar indiferente ao seu espaço bloguista e tem o dever de contribuir com o seu ponto de vista, acerca do contributo da nossa Escola, na sua formação de homem, de profissional, de esposo e também de avô agora.

Do costeleta Jorge Tavares recebi esta nota:

“Seria interessante colocares no blogue um desafio, para que os costeletas que frequentaram o curso industrial, apôs a Serpa Pinto -1952/1956-, e que foram grandes técnicos especializados das Oficinas Gerais da Aeronáutica em Alverca, que contactem o blogue, http://oscosteletas.blogspot.com/ pois será interessante conhecer o que foi o seu projecto de vida e sobretudo que "apareçam".

Lembro alguns: - Fernando Ferro (meu primo), Salsinha, Filipe e tantos outros, que algumas "brancas" da memória não ajudam a lembrar.

Meu caro JORGE, já abordei esse assunto com o

VICTOR VENÂNCIO DE JESUS, que me prometeu não esquecer o dito.

E do costeleta Jorge Tavares, ainda:



“Outro assunto e um pouco ao correr da pena, sem grande preparação literária.

Faz parte dos meus dizeres, quando me refiro à nossa geração, rotulá-la de "geração de ouro".

Nascemos durante a guerra, vivemo-la, não participando directamente, mas sofrendo o seu impacto na economia do País, e consequentemente na dos nossos pais. O pós-guerra e o principio do desenvolvimento industrial da década de cinquenta. A guerra do ultramar, que nos "apanhou" na década de sessenta e principio da de setenta. A revolução do 25 de Abril de 1974, com a implantação do regime democrático. A aprendizagem da vida democrática e consequentemente a participação cívica. As grandes transformações de Portugal, que se iniciaram na década de oitenta, e por fim a grande evolução tecnológica que se inicia na década de noventa, com especial relevo para a saúde. A era da tecnologia em que vivemos, e que continua duma forma acelerada neste século, contribui , colocando permanentes desafios à nossa geração...e, meu caro João, mais uma vez estamos a corresponder. Basta na internet consultar o Blogue da AAAETC.( Associação dos antigos alunos da Escola Tomás Cabreira, ou
http://oscosteletas.blogspot.com/ clicar em cima )

Esta geração que frequentou a Serpa Pinto, a Comercial e Industrial , a Tomás Cabreira, e o Magistério Primário, em Faro, os Institutos Comerciais e Industriais em Lisboa, são um exemplo vivo do que é ser jovem, com todas as suas irreverências, grandes dificuldades, contestações e construir um futuro de que se podem orgulhar. Esse orgulho, devíamos ter transmitido aos nossos filhos e, quem já os tiver, tambem aos netos. Fi-lo!


QUEM FALA DESTES TEMAS?


FERRUGEM E OGMAS: FERRO, SALSINHA, FILIPE E VICTOR VENÂNCIO...

MAGISTÉRIO PRIMÁRIO, Franklin... vamos a isto..

INSTITUTO INDUSTRIAL, Aló Victor Cunha, aló Bernardo Estanco..

INSTITUTO COMERCIAL, Serôdio ou o Charrinho ou o autor das Institutas


Espero que não digam não.

Ao dispor.


João Brito Sousa e
Rogério Coelho
NOTA: Os artigos do Romualdo e do António Gabadinho serão publicados amanhã.

3 comentários:

  1. "Da Ferrugem e não só"

    A sugestão de apelo que o Jorge Tavares aqui traz é altamente pertinente. Corroboro.Onde páram os "costeletas" da "ferrugem"?! A nossa Escola deu ali as asas para grandes voos aos frequentadores do Curso Industrial. Lembro-me de alguns que marcaram boa presença e fizeram carreira de vulto na TAP, na MAGUE, nas OGMA, uns que se ficaram pelo curso da Escola, outros que passaram pelos banco do Instituto Industrial. Eles, não obstante a aptidão da caneta ser diferente da dos "costeletas" do Curso Comercial, també têm, necessariamente, "recuerdos" da sua vida na Escola.
    Vá lá! Apareçam!

    Mas o apelo tem que ser feito não só à "ferrugem". Então e as "costeletas", qua as havia bem queridas lá na Escola, não pintam por aqui as suas memórias, porquê?! Timidez,ainda agora, depois de uma vida inteira e longa passada na escola da vida?! Nah...! Não creio nisso! Acho que a desinibição já é um facto consumado e que apenas falta vencer essa danada dessa inércia para vermos aqui o relato de casos bem marcantes das "costeletas" 'daqueles tempos'. Vamos! Venham de lá essas memórias, meninas!

    Sugestão: mandem um mail a todos os vossos "costeletas" conhecidos com o endereço do nosso blog.

    Saudações "costeletas"
    arnaldo silva
    felizmente reformado

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  2. Meu VELHO SILVA,


    Obrigado pela colaboration.Manda também tu a tua história.

    Ficamos a aguardar.

    JBS

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  3. A propósito da Ferrugem, sempre tive orgulho em pertencer a essa classe, já há bastante tempo que não vejo o Jorge Tavares,recordo-me dele, foi da minha turma no Ciclo.
    A ptropósito da preparação que a Escola de então nos fornecia, técnicamente e também como homem para a vida, vou contar-vos uma das minhas histórias, tenho muitas:
    Saí da Escola com o curso de FORMAÇÃO de SERRALHEIRO, era para ter ido para o Instituto mas, como o que estava a dar era as OGMAs, aí vou eu.Estive lá até 1962 para passar a tropa e, quando saí á dispunibilidade do serviço molitar, no outro dia pedi logo baixa de ponto, havia muito onde ganhar mais dinheiro.
    Fui com o Leonel Cristina para maquinista de Guindastres do Porto de Lisboa mas, como não estava satisfeito, deixei lá o Cristina e fui para a Kodak Portuguesa Limited, no Chiado, isto na altura do lançamento em Portugal do totoloto, fiz muitas montagens de maquinas de microfilmar da Kodak na Santa Casa,para as apostas. Entretanto, deixei a Kodak e fui oara a KLM em Amsterdam, era aluno da Berlitz em Lisboa e continuei em Amsterdam,aí um belo dia combinei com Moreno, o Matias, o Sequeira e outros fomos a Haia, inscrevermo-nos para ir para o Canadá.Eles foram todos para Toronto e eu vim para Portugal, casei com a Maria Fernanda Viegas Soares, professora primária e, fui trabalhar como escrivão do Delegado procurador da Republica para o Tribunal de Olhão, já estava inscrito nos TAPs,entretanto sou chamado a fazer exames. Aqui começa uma das histórias.
    Fiz a prova escrita e a quando da prova prática, entregaram-me uma cavilha dum pistão dum motor para eu medir, eu perguntei se era para medir em melimetros ou polegadas. eu estava prático a trabalhar com micrometros, especialmente em polegadas,era verificador de motores nas OGMA, para mim foi canja.Depois outro trabalho do teste, foi efectuar uma frenagem em 3 parafusos, nos aviões todos os parafusos em zonas criticas são frenados com arame uns aos outros, depois de apertados, não só para garantir a situação de apertados mas também como testemunho desse facto, numa próxima inspecção visual.Executei o trabalho com um alicate especifico de frenagens que previamente fui requesitar ao armazem de ferramenta. Depois veio o comentário do chefe de mecanicos para o eng. que estavam a supervisionar os testes " diga-me lá como é que um individuo que vem dum Tribunal consegue fazer um trabalho tão perfeito"?
    Eu respondi, saibam os senhores que eu tenho o Curso Industrial da Escola de Faro e fiz um estágio na escola das OGMAs de Alverca.
    Resposta do Eng. eu vi logo que havia algo de especial, nos Tribunais não se aprende isso, parabens.
    Do Vinebaldo Charneca

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