terça-feira, 29 de abril de 2008

À CONVERSA COM O COSTELETA

ZÉ EMILIANO

Entro no café Aliança .

Sento-me na mesa dos corticeiros (os industriais de cortiça de antigamente) que fica junto ao Relógio de parede e aos degraus de passagem para o salão de bilhares e reconheo o ZE EMILIANO

Conversamos a tarde toda e falamos de tudo. Da sua passagem pela Adm. Regional de Saúde onde foi um elemento de destaque, da sua grande qualidade de homem que está sempre pronto a ajudar, do seu gosto enorme pela agricultura e a pequena exploração agrícola e do sua grande paixão: o Farense.

Foi assim.
Qual o melhor, FARO ou RIO SECO.

É praticamente a mesma coisa, ou melhor, cada terra com seu uso cada roca com seu fuso, como se costuma dizer. Rio Seco é regadio, são hortas, são os armazéns do Vergílio Rosa, é Ildefonso Rodrigues, é Francisquinho, é Reinaldo das Finanças casado com a Antónia, professora em Almada, e outro das Finanças de nome Bolas e costeleta, primo do falecido Xico da Galvana, é o irmão Hélder Gonçalves, costeleta e .economista, cuja vida é Farense e estudo, enfim ...é essa coisa aí....

Faro é civilização, é Bernardo Estanco dos Santos e Gardy, é Víctor Venâncio e Manuela, é Isabel Lopes do Chelotte é passear na rua das lojas, é trabalho e simultaneamente cultura. Faro é a minha cidade, é a minha vida. Nunca poderei largar Faro.

Mas nem trocavas Faro por Tavira.?

Nada disso. Faro é Faro e Tavira é Tavira . Mas ainda bem que falas nisso, porque estive lá na tropa e fiz lá uma grande amizade com um grande costeleta, o Alberto Rocha de Santa Catarina da Fonte do Bispo. Eu e o Alberto em Tavira éramos os maiores. Andávamos sempre juntos. Estava lá o sargento Orlando Forja do Patacão.

Ainda visitas o Alberto?

Sim, encontramo-nos quando é preciso, falamos o que temos a falar, porque o Alberto é um homem de negócios, objectivo, não gosta de falar muito, é mais observador, é um homem que não vai em conversas de chacha, homem responsável, amigo do seu amigo mas exigente com eles, não gosta de banalidades, é um homem de quem dá gosto de ser amigo.

Ainda trabalhas?

Sim, mais do que antigamente. Tenho uma intensa actividade em seguros, ligações ao Tribunal de Trabalho e outras pequenas coisas.

O Farense.?

É o meu clube. Por lá passaram grandes jogadores como aquela linha avançada do Brito, Balela, Vinueza, Rialito e Queimado.

O melhor guarda redes de sempre do Farense?

O Gago, que foi da minha turma, costeleta, portanto. Era uma elegância na baliza. Um grande atleta e um grande amigo.

E despedimo-nos.

Texto de
João brito Sousa

DA IMPRENSA/ PÚBLICO PARA REFLEXÃO COSTELETA


ORGANIZAÇÃO EXPLORAVA PORTUGESES NA ZONA DE LA RIOJA
Autoridades portuguesas e espanholas desmantelam rede de trabalho escravo
28.04.2008 - 13h28 PÚBLICO

As autoridades portuguesas e espanholas confirmaram hoje que conseguiram desmantelar em conjunto uma rede de exploração de mão-de-obra portuguesa que funcionava em Espanha. Até ao momento, as autoridades detiveram 28 pessoas, nove das quais em Portugal.

A rede de trabalho escravo, desmantelada a 28 de Março, funcionava na região espanhola de La Rioja. O coronel da Guardia Civil local, Juan Calparsoro, explicou, em conferência de imprensa, que a rede estava organizada em clãs de etnia cigana e que envolvia mais de cem pessoas.
Desde 2005, a rede já explorou três mil portugueses, a maioria dos quais com problemas de toxicodependência e baixa escolaridade. Os trabalhadores eram aliciados com boas condições salariais mas eram depois alojados em péssimas condições e obrigados a viajar por todo o país em campanhas agrícolas.

A Guardia Civil, citada por um jornal espanhol local, explicou que a organização dividia os trabalhadores em grupos de dez e de 20 pessoas que eram transportadas por todo o país. Os explorados recebiam comida e, por vezes, em lugar do salário, droga e serviços de prostituição. Quando os ordenados eram pagos pelos empresários, os responsáveis pela organização, alegando enganos, apoderavam-se das cadernetas e códigos secretos das contas para, posteriormente, retirarem parte do dinheiro.

O responsável pela organização já foi detido e os outros elementos acusados de sequestro, escravidão, tráfico de pessoas e branqueamento de capitais. Os elementos detidos em Portugal viviam em casas de luxo em Moncorvo, Alfândega da Fé e Felgar, noticia a TSF

Na operação as autoridades apreenderam várias cadernetas bancárias, agendas, computadores, três pistolas, um plasma, e dinheiro depositado em diversos bancos, numa quantia total de 530 mil euros.

RECOLHA
João brito Sousa

À CONVERSA COM O COSTELETA



NORBERTO CUNHA

Ainda ando por aqui pela cidade. Faro e eu temos muita coisa a dizer um ao outro. Somos bons amantes. Passeio agora pela rua das lojas e procuro um café para tomar uma água. Eis senão quando vislumbro o Norberto Cunha num café logo a seguir à pastelaria Gardy.
Olá meu chapa, há quanto tempo...
Senta-te disse-me ele.
Recordámos tanta coisa... e a conversa deu nisto:

A cidade de Faro e a Escola continuam próximas de ti?

Diria que a relação inversa, simétrica e recíproca, é a que melhor retrata essa permanente e afectiva proximidade. Quer dizer: Sou eu que me sinto, que me faço próximo, que não consigo, não quero nem posso, afastar-me de uma ou outra. Da Escola, da nossa Escola, porque foi palco de decisivas vivências da nossa juventude e me habita a memória como reserva inesgotável do meu imaginário; De Faro, a minha cidade, pelas mesmas mas mais dilatadas razões e algumas outras, como a sua história milenar, a sua beleza, a sua luz, os seus ritmos, a sua vida cultural e associativa e tantos outros motivos que, a referi-los, esgotaria nesta resposta o espaço reservado ao questionário.

Das figuras de Faro que tu cantaste, o que houve nelas que te entusiasmou?
Bem, em rigor, e penso que estás a referir-te ao meu poema satírico “Panorama da Cidade”, apenas evoquei em brevíssimos traços algumas figuras populares que eram acarinhadas por quase toda a gente e cujas alcunhas entretanto esqueci, já que os seus nomes nunca os soube e só muito poucos conheceriam.

Um professor inesquecível?

Só um? Impossível. São quase tantos os inesquecíveis como os demais e seria tremendamente injusto escolher um, qualquer que fosse o critério, silenciando os restantes. A diferentes títulos, aqui vão pois os inesquecíveis, numa sequência perfeitamente aleatória: Palaré, Furtado, Zeca Afonso, Carolino, Amílcar Quaresma, Lurdes Ruivo, Pinheiro da Cruz, Passos.

Um amigo inesquecível …
Os amigos são todos inesquecíveis. Os vivos e os mortos. E infelizmente muitos já partiram. Desculpa, mas também a esta pergunta não vou responder como pretendes pois, sorte minha, eles são muitos, muitos mesmo, desde os que fiz na infância e na juventude, aos que encontrei pela vida fora, até quantos ainda hoje vou fazendo.
Foi bom para ti ser jovem?

Foi. Muito. A juventude é sempre um bem, um percurso vertiginoso que nos embriaga por mais difíceis que sejam as circunstâncias, e que nos carrega as baterias para o resto da vida. É nela que fazemos as primeiras descobertas do mundo e de nós mesmos, que vencemos os primeiros obstáculos, que inventamos sonhos, enfim, como seres em auto-construção na identificação das suas potencialidades, possibilidades e limites. É na juventude que fruímos plenamente, como nunca antes e muito raramente depois, o simples mas empolgante prazer de estarmos vivos.
Um reformado é um homem que já não presta?

De modo nenhum. O valor e os préstimos de um ser humano transcendem a sua função de agente produtivo, necessidade cooperativa sem a qual a sociedade seria basicamente inviável. Mas a vida social perderia todo o sentido se se confinasse na produção/consumo de bens. Aliás, mesmo que se coloque a questão dentro de tais limites, duas observações devem ser feitas. A primeira é que quem se reforma (sem ser por velhice ou doença) não o faz por se ter tornado inapto, mas no exercício de um direito tão legítimo como o daqueles e que, como eles, conquistou pelo seu trabalho. E quem é empurrado para a reforma nunca o é porque “não preste”. Mas porque adquiriu direitos e os defende, com grande incómodo dos empregadores rapaces, beneficiários do beneplácito e da tutela de um socialismo ou social-democracia sem substância. É que, no desespero por um primeiro emprego, a maioria dos jovens a quase a tudo se submete… Nestes tempos de globalização, a vida humana, os direitos humanos, só “ da boca para fora” continuam a ser sagrados. Sagrado de facto, e em todos os domínios, só o lucro. A segunda observação é que, ainda no estrito domínio do económico, grande parte dos reformados continua a ser prestável, socialmente útil, exercendo as suas competências, ou novas competências, a tempo parcial ou inteiro, com remuneração ou sem ela. Mas ainda que assim não fosse, o que seria da nossas actividades culturais, dos movimentos cívicos, das associações de solidariedade social, da vida de tantas jovens famílias, etc., sem a participação, o apoio desses milhares de cidadãos?

Poesia ou prosa; a escrever onde te sentes melhor?

Como sabes, nos nossos dias a oposição poesia/prosa (na segunda cabe toda a outra escrita) deixou de ser usada para distinguir géneros literários. A poesia, conquanto se apresente ainda com uma mancha gráfica que é pouco comum noutros textos, extravasou dos espartilhos da métrica e da rima, rompeu com o modelo canónico do soneto e de outras condicionantes formais que só por si nunca lhe bastaram para que o fosse. O que não quer dizer que quando obedeça a tais parâmetros o deixe de ser… A distinção literária faz-se hoje de modo mais específico entre poesia e ficção (romance, novela, conto) ou drama, independentemente da escrita “prosaica” da primeira e de uma eventual componente “versificada” nos outros géneros. Mas, não fugindo à questão, devo dizer que me sinto tão bem, ou tão mal, com a prática de qualquer modalidade da escrita, apesar de há muito tempo não publicar poesia. Escrever, como já terás notado, é um prazer por vezes doloroso. Não como um acto masoquista, não. Antes como um acto de abnegação, de entrega, que nos exige mais do que aquilo que à partida estamos disponíveis para dar-lhe, mas ao qual também não nos eximimos. E para mim a escrita é uma paixão. Uma amante sedutora e exigente, sempre insatisfeita, que por vezes nos trai, mas que não conseguimos abandonar.

O teu conceito de escritor?

Não obstante nunca ter feito uma reflexão aprofundada sobre o tópico, não confundo o conceito de escritor com o de literato (poeta, ficcionista, dramaturgo) nem subscrevo a declaração de Saramago de que “escritores todos somos….” E isto, não porque pense que em tudo, como diz Aristóteles, a virtude é o termo médio entre dois extremos. Mas sim porque a escrita pode ser e por vezes é arte mesmo quando dá corpo a obras, a textos, cujo escopo não é o de uma realização estética, pedra de toque consensualmente exigida para a obra literária. Uma crónica, peça jornalística, pode ser uma obra de arte, tal como o são as crónicas de Fernão Lopes (o primeiro historiador pós-clássico, para não dizer moderno); como o são os Diálogos de Platão; os Autos de Gil Vicente; As Confissões de Santo Agostinho; os Sermões do Padre António Vieira; os Ensaios de Montaigne ou a historiografia de Borges Coelho, para ficar por aqui. Para mim, no essencial, escritor é todo aquele cuja escrita contém as condições necessárias ao bom sucesso de um acto de comunicação que se dirige a um universo diversificado de leitores. Dito de outro modo, da perspectiva do leitor, escritor é todo o autor que nos faz experimentar emoções, nos estimula o pensar, nos sugere ideias e nos fornece matéria para as conceber, nos dá pistas para a compreensão do mundo e das nossas experiências, e faz tudo isso, ou muito mais, sem nos cansar, proporcionando-nos o prazer da leitura.

Publicação de
Norberto Cunha


O meu obrigado a NORBERTO CUNHA.

Caro AMIGO NORBERTO.

A arte, na realidade, é um elemento que faz ou não, parte de nós. Não há meio termo. Ou faz ou não faz. Aquele que a sente é o artista ou o homem de talento, que não dispõe de património pessoal. Tudo o que tem é dos outros; tudo o que faz é para os outros. Assim, o artista trabalha para os outros.

É o que tenho para te dizer..

Acrescentarei apenas que me sinto feliz por ter tido a ideia de te ter solicitado esta entrevista.

É que assim, os costeletas que não te conhecem ainda, poderão usufruir do privilégio de ler duas páginas de excelente literatura.

Meu caro amigo, a tua prosa é brilhante..

Aceita um abraço de parabéns do

João Brito Sousa

OS FORNECEDORES DOS COSTELETAS


AINDA OS VENDEDORES

Nos anos 40/50, o lugar estratégico para a venda, era no Jardim, em frente à Igreja da Misericórdia, porque por ali passavam os alunos da Escola Tomaz Cabreira, fortemente atingidos pela guloseima.

Nesse local o vendedor era um ESPANHOL.

Um dia, o ESPANHOL desapareceu e para o seu lugar veio o Manel dos Bigodes ou o Ruço, um homem de feitio um bocado complicado, que depois começou a vender castanhas assadas na Rua de Santo António, à Pontinha, que entretanto tinha sido o campeão da venda de pinhões, produto que baptizara de “vitamina da moda” e com esta designação se popularizou.

Cada cartuchinho de pinhões dava direito a um prego com o bico espalmado para ajudar a abrir os ditos, que pelo simples facto de terem passado pelo forno, vinham já meios abertos.

Neste tipo de vendas ambulantes, há a destacar outras duas figuras marcantes das ruas da cidade, o Vila Real e o Coelhinho

Publicação de
João Brito Sousa

segunda-feira, 28 de abril de 2008

QUEM NÃO SE LEMBRA DELE?


BARTOLOMEU DAS NEVES CAETANO

Homem ligado à justiça onde foi funcionário no Tribunal de Olhão
Agricultor e grande produtor de bananas no ALGARVE

Natural de PECHÃO onde é muito considerado

Contemporâneo do ANTÓNIO VIEGAS, do CARLOS GRANJA, do Zé NETO, DO VINBALDO CHARNECA e do IRMÃO, do DANILO e foi da turma do ZÉ MAGANÃO.

O Bartolomeu é um bom costeleta e um bom amigo..

Texto de
João Brito Sousa

CORREIO COSTELETA



O ZÉ MANUEL PIRES, costeleta residente nos STATES, CALIFÓRNIA, está a passar uns meses na sua terra natal, a vila de Estoi.

O Zé Pires é do Curso de Montador Electricista do tempo do VENTURA, que trabalhou nos TLP e residiu muitos anos em ALMADA.

Foram grandes companheiros.

Não sabemos nada do Ventura e queremos vê-lo no almoço anual no dia 8 de Junho próximo em VILAMOURA, onde vão estar o Zé Pires e a esposa.
Tm do Zé Pires 91 753 6002
Email jmpires@aol.com

O blogue http://oscosteletas.blogspot.com, deseja ao casal Pires uma boa estadia por aqui.

Texto de
João Brito Sousa

À CONVERSA COM O COSTELETA



INÁCIO FERNANDES

Desta vez saí do Hotel Eva por volta das onze horas. É domingo, O dia está solarengo e já estou no Aliança a tomar café. O Reinaldo Tarreta ainda não chegou, talvez depois do almoço.

Todavia, antes de entrar, mas já na esplanada, cruzei-me com o vendedor de óculos, que vindo do Norte, aparecia muito regularmente pela baixa da cidade, com o seu “xonante” pregão «Óculos para bista cansada ou miopia!».

Já sentado, então, solicitei do senhor Américo os serviços de engraxadoria para limpeza dos sapatos, na esperança que entretanto alguém chegasse. Sentia-me frustado. E a malta?... Onde é que raio para a malta?

Entra nesta altura o chinês vendedor de gravatas, o Lê On, simulou um esboço de cumprimento a que eu correspondi e, estava quase a perguntar ao chinês pelos costeletas, quando vislumbro uma cara que me pareceu conhecida doutros tempos, fiz alto com a mão direita e perguntei-lhe, tu não és costeleta?....o homem atrapalhado disse, costeleta?.... sim homem, disse eu, pareces-me que frequentaste a Escola Comercial não foi... sim foi, disse o amigo acabado de chegar. E eu disse... estás com tempo?... então senta-te aqui nesta cadeira. E o amigo sentou-se

O teu nome? perguntei-lhe eu..

INÁCIO GUERREIRO FERNANDES, disse o amigo acabado de chegar.

Casado com a costeleta Maria Estrela?
Sim.
Então é com muito prazer que vais tomar um café na minha companhia e, como eu gosto de ouvir malta antiga, vamos trocar aqui umas impressões para publicar no blogue «oscosteletas»

Bem, sabes quem é que me falou de ti? Foi o Zé Dias Lucas do BNU dali de Boliqueime, que mora em ALMADA. Lembras-te dele?.

Sim, esse Lucas foi meu colega de turma.

E conversámos sobre muita coisa.

As tantas fiz-lhe esta pergunta.

INÁCIO, como sei que ainda gostas de futebol, diz-me uma coisa, o FARENSE , como vai?

O Farense tem tido alguns problemas de gestão, passaram por aí uns tipos que deram cabo disso tudo, mas a coisa está a compor-se. Tenho esperança que brevemente ainda vamos colocar o clube na primeira Divisão. Tenho essa fé. A cidade precisa do clube e o clube precisa d a cidade. Tem havido um certo divórcio mas acreditamos que vai haver de novo casamento. Não esquecer que a cidade viveu bons tempos quando o clube estava na primeira divisão. Falo assim porque sou o sócio do clube há muitos anos.

Qual o melhor jogador do Farense de todos os tempos., na tua opinião.

O Farense teve grandes jogadores, desde os de antigamente como o Aurélio e o João Coelho, o Isaurindo e o Gago, o Rialito e o Queimado, o Garcia, o Tarro e o Catoira, o Campos e muitos outros. Mas o melhor, a tratar a bola, foi o costeleta Zé Gonçalves. Nunca vi nada igual. O futebol do Zé, era arte pura, suavidade, génio, talento, elegância. O Zé, era daquele tipo de jogadores que levam as pessoas aos estádios para ver bom futebol.

Do Sporting ou do Benfica?

Sportinguista sempre, desde o tempo dos violinos. Aquela linha avançada hoje ganhava a toda a gente.. Hoje fala-se em Cristiano Ronaldo que ainda há dias falhou um penalty. O Albano não falhou nenhum. Era uma equipa homogénea. Aliás o Travassos em 55 foi á selecção da Europa e deu cartas. Continuo sportinguista. No futebol não se muda.

Literatura. Qual a obra que mais te impressionou?

Li umas coisas, sobretudo o Eça de Queiroz. Gostei muito do “Crime do Padre Amaro”. Mas li os clássicos todos. Tenho um modelo de leitura que é, leio os livros e faço resumos das leituras e depois faço compilações. Não queria deixar de referenciar aqui quatro grandes escritores costeletas: Maria José Fraqueza, Mário Zambujal, Casimiro de Brito e o Norberto Cunha e ainda dois grandes jornalistas: o João Leal e o Zé Marcelino Afonso Viegas.

O melhor filme que viste?

ZORBA, el Grego com o grande Anthony Quin- E está tudo dito.

Um grande amigo?

Franklin Marques. Um grande amigo sem dúvida nenhuma.

A tua carreira profissional?

Estive no Banco do Algarve e no BPA onde cheguei a Gerente aqui na dependência de Faro. È uma profissão de alto risco. Fui colega dos costeletas Aníbal Pereira, Zé Marcelino e Mário Leonardo.

O blogue dos costeletas, conheces?

Sim, considero oscosteletas o ponto de encontro dos alunos da Escola. É ali que nos podemos encontrar, trocar ideias, confraternizar. Vou enviar uns artigos..

E despedimo-nos

Texto de
João brito Sousa

TEXTO PARA DEBATE ENVIADO PELO COSTELETA





DIOGO COSTA SOUSA

QUESTÃO PARA DEBATE COSTELETA.

RETALHOS DE PENSAMENTO

ONDE E COMO ESTARÍAMOS NÓS SEM O 25 DE ABRIL

Onde estaríamos nós sem o 25 de Abril do qual eu sou pró 100%?.Raramente isto se pergunta ....este assunto esta' no mesmo nível do da Republica ou Monarquia, não vos parece.....admitamos que Caetano, era bem intencionado e tinha levado avante uma progressiva caminhada lenta mas segura para a democracia sem o "choque" cultural que foi a revolução, que podemos comparar ao de um vulcão que explodiu em vez de ventilar a excessiva pressão que levou a' dita erupção.

Comparando, e não podemos deixar de comparar quando de hipóteses se fala com Espanha, que fizeram uma transição moderada para a vida democrática", eles " espanhóis não esbugalharam o erário publico e empresarial como nós fizemos, não necessitaram de uma reforma agraria que nos pôs a comprar trigo ao Canada e a vender a terra aos estrangeiros.

A emigração não parou, os campos foram mais abandonados, a indústria principalmente a naval sucumbiu.....claro que podemos argumentar que florescia dado aos baixos salários que se praticavam mas isso não e' tudo porque se ganha hoje de certeza mais na Noruega e, hoje são a uma potência da construção naval...tal como nós éramos. E a questão do ultramar perguntar-se-à?.....Também como se viu no ultimo documentário serio da RTP, eu chamar-lhe-ia muito serio, havia conversações por detrás da cortina que nos levariam mais tarde a negociações e, quica a uma independência mais razoável do que aquilo que se passou e que já foi falado e discutido.

Estaríamos melhor ou pior? Eis a questão!....não sou reaccionário, sou e fui pela revolução mas interrogo-me, depois dos anos passados. Será que foi bem usada a passagem para a liberdade de expressão? Será que não foi abusado o direito de liberdade para infringir o direito de liberdade dos outros?....Pus-te contra a parede....sei que es um homem livre de pensar e expressar. Responde-me.

E vamos festejar os cravos, coitados que tão mal tratados têm sido.

ATE JA MEU VELHO AMIGO PERDIDO E REENCONTRADO

DIOGO ...ainda no activo, e, escrevendo retalhos de pensamento sobre o joelho e....sem rede

publicação de
João Brito Sousa

domingo, 27 de abril de 2008

À CONVERSA COM UM AMIGO DOS COSTELETAS









O Prof.. DANIEL SÁ.

Daniel de Sá é um escritor açoriano,
de muito talento e de grande mérito literário. Reconhecido como um homem da cultura em toda a sua Ilha de S. Miguel, é muito solicitado para escrever sobre os mais variados assuntos da sua terra. Reformado da sua principal actividade de professor é agora um operário da escrita.

Tem vários livros publicados, quer na ficção (romance, conto e novela), quer no ensaio ("A Criação do Tempo, do Bem e do Mal") e no teatro ("Bartolomeu"). Na ficção, destaque para "Ilha Grande Fechada" (a emigração vista por quem ainda não partiu, o que pode resumir-se numa frase de João, a personagem principal: "Sair da ilha é a pior maneira de ficar nela."); "E Deus Teve Medo de Ser Homem" (uma história que faz um paralelo entre a vida de Cristo e o extermínio dos Judeus em Auschwitz); "As Duas Cruzes do Império" (romance sobre a Inquisição, em que uma das personagens é o Padre António Vieira); "A Terra Permitida" (uma aldeia rural micaelense nas primeiras décadas do século XX). Como crónicas históricas, e acerca dos primeiros tempos da vida nos Açores, escreveu "Crónica do Despovoamento das Ilhas".
Os livros referidos, excepto "Bartolomeu", foram editados pela Salamandra.
Na minha última estadia nos Açores, tomei com o escritor um café numa das esplanadas da Maia.
E abordamos vários temas. Foi assim.

Prof. Daniel Sá, ser professor é mais rico do que ser escritor ?

Não, eu entendo que o escritor chega mais longe, tem mais terreno para cavalgar, ou seja, tem um mundo inteiro à sua espera para o ouvir. Isto se o escritor tiver matéria para dizer, porque, há escritores que já não dizem nada e continuam a insistir a ser chamados de escritores. O escritor tem, derivado desse seu desempenho, uma obrigação social de grande responsabilidade, que é levar até aos leitores, os valores maiores com que a sociedade se deve reger. O escritor é também um educador. Só que tem mais espaço. O professor está limitado à sala de aula. E um trabalho cujo fruto é diferido.

Nasce-se escritor ou fazemo-nos escritor.?

Nascemos escritores. Não é escritor quem quer. O escritor, entre outras coisas, é aquele que sente necessidade de escrever. Eu, por exemplo, escrevo todos os dias e, no máximo, uma página. Não sei se as pessoas comuns, entenderão isto, de escrever uma página. É que pode parecer pouco mas às vezes é muito e não se consegue. Escrever e um acto de sofrimento, sabe-se o que se quer escrever mas temos dificuldades em encontrar a palavra exacta. Há palavras que têm o valor de cem. E essa palavra certa o escritor deve possui-la no seu vocabulário Por outro lado o escritor tem a obrigação de se tornar melhor ser humano a si próprio e aos seus leitores também.

O que espera da vida?

Tranquilidade apenas. A vida, tem as suas exigências, às quais procurei satisfazer sempre, através de atitudes coerentes e de trabalho sério. No meu desempenho de professor trabalhei para os meus alunos; como escritor trabalho para os meus leitores. Nunca uma frase mal escrita sai num livro meu. Aí sou exigente e escrupuloso como Garrett ou Lobo Antunes. Portanto, como pautei toda a minha vida com atitudes de honra, não tenho nada a temer. Estou tranquilo e da vida espero continuação da tranquilidade .

Tem medo da morte?

A morte é um acidente que um dia virá. Morrer é o contrario de viver. Com vida, escrevo, vou ao café tomo as refeições e faço isto e mais aquilo. Sem vida não faço nada disto. É só.... . Tudo acaba.

Fale-me de expressões de arte que goste muito.

Gosto da boa literatura entre os quais os clássicos portugueses, gosto de cinema, porque aprecio muito a arte de representar e gosto de futebol.

E despedimo-nos.

Texto de
João Brito Sousa

sábado, 26 de abril de 2008

17º ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO






Hoje, dia 26 de Abril, festejámos o aniversário da nossa Associação. Como sempre foi festejado na nossa Escola. O evento constou de almoço convívio na cantina pelas 13 horas, café e bolo de aniversário no bar (Sala de Convívio) e cantámos os parabéns. Às 15 horas deu-se início à sessão solene no Auditório da Escola para entrega do “Prémio Melhor Aluno 2006-2007” cujo patrono é o Professor Américo.
Depois dos discursos dos Presidentes, o Jornalista João Manjua Leal falou sobre o perfil do Professor Américo, não descurando os nomes de alguns bons Costeletas.
O José Felix, representando o Patrono do prémio, entregou à aluna VERÓNICA MORENO o envelope com o prémio no valor de 400 Euros, a medalha da Associação com a placa gravada do evento, com o nome da aluna, e o respectivo Diploma de Valor.
Para finalizar a sessão a Rosinda Vargues cantou canções de Zeca Afonso, e fados, acompanhada à viola pelo seu marido o Costeleta Luciano Vargues.
Rosinda cantou e encantou!
Foi mais uma bela jornada,

Rogério Coelho

À CONVERSA COM A COSTELETA


ISABEL COELHO

Saí do Hotel às 11 horas e, como de costume, fui direito ao café Aliança onde costumo encontrar o meu grande amigo Reinaldo Tarreta, a quem devo um euro, que me emprestou para pagar o estacionamento do carro..
Os cafés estavam fechados.

Peguei em mim e fui ver o café Batata, passando ao lado da Mercearia Aliança, que era no meu tempo de rapaz, o mais categorizado estabelecimento do ramo alimentar da cidade, a começar pelo proprietário, o Senhor José Pedro da Silva, que foi o que se pode dizer, um enorme senhor.

Não menos dignos eram os seus principais empregados, o Sr. Gabadinho, o Sr. Guerreiro, o Sr. Glória e o Sr. Sérgio.

Outro estabelecimento deste género e de estatuto não inferior era a Casa das Manteigas do Gago da Mercearia, na Rua de Santo António. E a propósito dos “gagos”, há que recordar o Gago da Rua Filipe Alistão, junto ao Largo de S. Pedro, em ramo de negócio semelhante, que era Pai do Dr. Lourenço Gago, que em Lisboa onde se radicou, conseguiu o título de campeão nacional de bilhar.

O café Batata estava fechado e voltei para trás. Encontrava-me agora em frente do Hotel Faro, ex Hotel Aliança, e olhando em redor, vi o local do antigo café Coelho, onde a minha mãe, quando vínhamos à cidade e ali desembarcávamos da camioneta, me dizia, João vamos comer um bolo de arroz ao coelhinho, a minha mãe gostava da paródia, e lá íamos, eu e ela, ao café, e a minha mãe pedia dois bolos e, recebendo a mercadoria dizia-me toma lá João.

A Minha mãe... que saudades.

Estava eu nesta, com uma lágrima, ou duas , ou três, ou cem pela face abaixo, quando me passa pela frente o João Coelho, taxista e ex jogador de futebol do Farense, que uma vez me tinha dito que estava àrrasca do menisco, mas que tinha um sonho, ser na vida o que foi o Marlon Brando no filme “Há Lodo no Cais” .
João, festa do 25 de Abril, onde é? E ele, em Querença. Tens aí o taxi? Ya meu. Vai buscá-lo. E fomos ao chouriço assado em Querença.

E lá estavam o mano Roger e a esposa, a minha colega de turma, a Isabel Coelho. Foi conversa até às tantas.

Assim:

Isabel, lembras-te do nosso quinto ano a português com a Drª Almira?

A Drª Almira foi uma extraordinária professora e poetisa, um pouco nervosa pela responsabilidade do desempenho da função de professora, mas foi uma grande mulher. Ensinou-nos muito e eu, particularmente, estou-lhe muito grata.

A malta do nosso tempo?

As Maias estão em Lisboa, a Pisa e a Maria do Céu Matos Cartuxo não as tenho visto, a Susana Moreno dos Braciais estou às vezes com ela e disse-me que lhe faleceu a Mãe. De resto andamos por aí...

Qual a tua relação com a cidade?

É boa. Nos tempos livres, encontro-me com as amigas, a Associação e as suas comemorações dão-me o seu trabalho, só que o meu marido agora caiu uma queda na nossa quinta em Belmonte e ia-se matando, mas já passou... eu gosto da cidade, nasci aqui, tenho aqui os meus familiares, conheço toda a gente e as pessoas conhecem-me a mim. Às vezes encontro o Jacinto da cortiça, o Herlander Estrela da Pensão Montlander, o Joreca e outros moços do nosso tempo. A cidade é simpática, dispõe de Biblioteca Municipal, com possibilidade de utilização de livros, informática. e outros.

A vida, em geral?

Vai bem, obrigado. Eu e o Rogério estamos aposentados. Somos um casal amigo. A vida, num certo sentido, exige de nós e teremos de nos entender com ela.. Poderá haver atropelos entre o casal, ou até mesmo com terceiros, mas até agora temos sabido resolver os assuntos que a nós dizem respeito. A vida é para ser vivida com amor. Entendamos amor aqui como sucedâneo da palavra respeito. Esta, é uma palavra, que tem cabimento em todo o lado. Na nossa vida profissional, na política, nas relações de trabalho, na estrada quando vamos a conduzir, é fundamental que haja respeito, o que , aliás, é uma coisa simples. Respeita é estar de acordo com a lei, e submetermo-nos às norma s emanadas pelas autoridades. Num certo sentido e visto por um certo prisma a vida é fácil de levar a bom porto.

Os domingos e feriados como hoje?

São como vês, passados em família, nós mais o Smart. Nesses dias saímos de casa, vamos dar uma volta, arejar, como se diz por aqui, se encontramos amigos conversamos um pouco, desenferrujamos, porque, com o sabes, nós precisamos de conviver, trocar ideias sobre as coisas da vida, do mundo em geral, precisamos inclusivamente de ouvir os outros, precisamos de participar, de partilhar, de ser solidários, precisamos de lutar por uma sociedade melhor, precisamos de acompanhar os nossos netos na escolha do caminho profissional, de lhes incutir hábitos saudáveis de comportamento no âmbito social, precisamos de estar atentos ao que se passa na nossa freguesia e Município e, inclusivamente participar em reuniões decisórias de carácter geral e outras .....

Muito bem. Queres deixar alguma mensagem especial para o nosso blogue?

Gostava que os colegas participassem mais, que contassem uma história para publicação, que dessem ideias, em suma que nos ajudassem porque o blogue é um espaço importante para união do nosso espírito costeleta. E gostava que lá aparecessem todos os cursos desde os anos quarenta até agora. E que investissem no espírito costeleta, conhecendo os feitos de muitos bons alunos que a Escola teve, porque felizmente a Escola não é só Aníbal, mas também Brito Afonso, Herlander Estrela, João Vitorino Bica e muitos outros...

Gostei .E despedimo-nos.

Texto de
João Brito Sousa

TEMA PARA DEBATE


VALEM MAIS AS VIDAS DO QUE OS LIVROS
Agostinho da Silva.

Defende Cleantes a opinião de que em nada nos interessam as ideias dos homens e que acima de tudo devemos pôr o seu carácter, a honestidade e a firmeza, a independência e a lisura do seu procedimento. Se de política tratamos, Cleantes, que, por definição, é honesto, sentir-se-á muito bem representado ou muito bem governado não por aquele que, incluindo nos seus programas de eleição ou nas suas declarações ideias que perfeitamente se harmonizam com as dele, depois aparece apenas como um membro de toda a raça infinita dos que sobem por fora, mas por aquele que, tendo-o porventura irritado com a sua maneira de pensar, em seguida vem habitar a ilha minúscula dos que sobem por dentro.

Se de dois candidatos que se apresentam, um está no partido contrário ao nosso mas é um honesto, seguro cidadão, e o outro se proclama correligionário, mas nos deixa dúvidas sobre a integridade moral, diz Cleantes que ninguém deve hesitar: o nosso voto deve ir para o que dá garantias de uma fiscalização séria dos negócios e não deixará que se maltrate a Justiça.

Sobretudo se formos moralistas, isto é, se acreditarmos que o mundo se salvará pela moral; e, como cumpre a moralistas, se quisermos que o mundo se salve pela moral.

MEU COMENTÁRIO

Em termos de campesinato dizia-se que “mais vale o corrido que o lido”. Em termos de conhecer as diversas soluções da vida, concordo que será mais válido o corrido, ou a vida vivida, do que as experiências passadas a escrito a favor de terceiros.

Mas é preciso deixar aos vindouros as nossas experiências vividas e nesse sentido teremos de as deixar escritas E isto também vale..

Quanto ao candidato honesto e ao outro que deixa dúvidas, concordo que não haverá dúvidas. Escolheremos o homem honesto. Mas é uma matéria difícil.. e ainda não acertamos o passo.

E isso é bem visível.

Texto de
João Brito Sousa