segunda-feira, 6 de julho de 2009

JOGOS FLORAIS

OS NOSSOS JOGOS FLORAIS

Jogos Florais são, antes de tudo, grandes encontros de fraternidade, de troca de ideias, de fortalecimento de amizades.
As verdadeiras raízes dos Jogos Florais nasceram na Roma Antiga, onde se celebrava uma grande festa popular em homenagem a Flora – deusa das flores e dos jardins, mãe da Primavera, amada de Zéfiro. Flora é uma das mais antigas divindades itálicas. Inicialmente venerada como deusa das sementes e dos frutos, transformou-se na deusa que presidia tudo aquilo que florescia, por isso mesmo a deusa das flores e dos jardins,
Na verdade, é na essência da Vida – a Poesia – que encontramos motivos para Viver!
Foram diversos países que assimilaram os Jogos Florais, sendo estes concursos que mantêm mais viva a Poesia. Portugal foi um deles, talvez o principal. A Emissora Nacional, de Lisboa, promovia-os todos os anos, elegendo, em cada edição, o príncipe dos poetas portugueses. Também eram realizados em Coimbra, Porto, Figueira de Foz, Almada, Angra do Heroísmo, Quelimane, etc. E assim também nas províncias da África, em cidades de Angola, tais como Benguela, Nova Lisboa, Lobito e outras.
No Algarve, realizaram-se os primeiros Jogos Florais em Armação de Pêra e Tavira no século vinte. Percursores destes Jogos – Os Florais de Nossa Senhora do Carmo da Fuzeta, com mais de 40 anos de existência, os Jogos Florais do Algarve promovidos pela Racal Clube de Silves que ainda não totalizaram trinta edições, e os Jogos Florais da Festa da Aleluia, em S. Brás de Alportel.
Noutras regiões: Jogos Florais de Almeirim, de Évora, de Monforte de Avis, da Associação Portuguesa de Poetas em Lisboa e outros com menos anos de exitência
Actualmente, são os Jogos Florais de Nossa Senhora do Carmo, da Fuseta, os mais concorridos em Portugal com 39 anos de rotatividade permanente e alguns anos mais dispersos sem sequência. Foram cerca de 200 poetas internacionais que concorrerem a este certame.
Ainda hoje se realizam diversos Jogos Florais em Portugal, promovidos por entidades culturais, câmaras municipais, emissoras de rádio, e jornais.
Outros concursos literários mais recentes se têm realizado nas últimas décadas, tais como: Concurso Literário Algarve- Brasil promovido pelo Clube da Simpatia de Olhão, com 12 anos de realização anual.
Além de Jogos Florais e outros similares, fazem-se também outros concursos de quadras populares sendo o mais antigo realizado anualmente pelo “Jornal de Notícias”, do Porto, desde 1920 - um Concurso de Quadras de São João, recebendo milhares de “quadras” e o Concurso Internacional de Quadras Natalícias da Fuseta, com 13 anos de realização anual, promovido pela Secção Cultural do Sport Lisboa e Fuzeta, p concurso de Quadras de Santo António promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e outros.
Daqui, a importância destes concursos, considerando neste contexto, aqueles cuja capacidade e mérito merecem ser enunciados como Homens de Talento – OS POETAS DOS JOGOS FLORAIS – esses homens de valor, cujo talento é ainda ignorado.
Poetas louvai comigo
Os poetas dos florais
Aqueles a quem bendigo
Aos meus amigos leais!

Lutando pela Poesia
Não me canso de lutar
Com alma lusa, algarvia
Na minha forma de Amar!

Há poetas com talento
A quem presto meu louvor
Em ondas de sentimento
Nesta rota - um mar de Amor!

Maria José Fraqueza - Fuzeta
Recebido e colocado por Rogério Coelho

JOGOS FLORAIS

PROGRAMA DIA 18 DE JULHO

10 horas – Visita dos poetas e escritores à Casa Museu Maria José Fraqueza

11 horas- Visita ao cais - Procissão por mar de Nossa Senhora do Livramento.

12,30 horas – Recepção dos Convidados no Sport Lisboa e Fuseta.

16,00 – Abertura dos Jogos Florais por Maria José Fraquezq, no Salão
de Festas do Sport Lisboa e Fuseta, seguindo-se:

- Proclamação dos Vencedores
- Homenagem ao poeta António Isidoro Viegas Cavaco
- Recital de Poesia pelos premiados
- Momentos Musicais pelos artistas fusetenses e demais convidados.
- Encerramento

A directora do certame,
Profª Maria José Fraquezq


PS – Se gosta de Poesia e Música não deixe de assistir aos Jogos Florais.

JOGOS FLORAIS

XXXix JOGOS FLORAIS INTERNACIONAIS N. SRA. DO CARMO — FUSETA


Convidamos V. Exa. para a Sessão de Apresentação dos Jogos Florais, a realizar no dia 18 de Julho (sábado) pelas 16 horas no Salão de Festas do Sport Lisboa e Fuseta com o seguinte programa:
Homenagem a Isidoro Cavaco

CONVITE - Abertura da Sessão pela Directora Cultural
- Recital de Poesia dos Jogos Florais.
- Momento Musical com artistas convidados.
A Secção Cultural

CRÓNICAS SEMANAL (1)




Por Alfredo Mingau

Começo por cumprimentar todos os que, bem intencionados como eu, dedicam algumas prosas neste lugar.
Dizem que o Blogue é, como diz o Rogério Coelho, “de todo o universo Costeleta”, e, sem o pseudónimo com que assino esta crónica, também sou Costeleta.
Temos que confessar que um Blogue necessita de matéria escrita para sobreviver.
Tenho conhecimento que muitos costeletas abrem o computador, ligam a Internet e... oscosteletas.blogspot.com e tomam conhecimento dos vários artigos que aqui são colocados e são apreciados com alguma satisfação e curiosidade. Mas, eu acho que não basta tomar conhecimento, é necessário contribuir. Todos os Costeletas têm, pelo menos, uma história passada durante os estudos.
Como escrevia uma Costeleta no Jornal da Associação, todos têm uma história guardada no seu baú das memórias Escrevam!. Tirem do baú
Fui estudante Costeleta na Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira, instalada na Rua do Município, e a entidade máxima da Escola era o Sr. Director. Anos mais tarde passou a designar-se por Presidente do Conselho Executivo.
Presentemente, e para aqueles que desconhecem, voltou a chamar-se o Sr. Director.
A Escola na Rua do Município, cujas instalações estavam de certo modo degradadas, transferiu-se para o edifício onde hoje se encontra e onde funcionava o Liceu João de Deus.
E por falar em instalações degradadas, recordo as duas quadras que o Almeida Lima, na festa de finalistas apresentou:

A nossa escola
Está a cair aos bocados
Ainda bem que nos livramos
De ficar Lá entaipados

E se algum dia
Vem um temporal
Lá vai o nosso Director
Em braços pr’ó hospital

E o refrain:
- Onde vais meu burro?
- Pôr a Escola no seguro!

(desculpa Almeida Lima não te pedir autorização)
Meus caros, irei tomar conhecimento das novidades Costeletas e, com algumas histórias daquele tempo, darei notícias na minha crónica semanal.
Até lá
Recebido e colocado por Rogério Coelho

OS AMIGOS TOLERAM OS DEFEITOS...


A frase acima é da autoria do costeleta que disse "SOMOS A GERAÇÃO DE OIRO".


Por se tratar de pessoa correcta e carregada de humanismo, trago para este espaço, um pouco do meu 3º romance, "NÃO ME ACORDES AMANHÃ", já em revisão final, como prova de reconhecimento às suas grandes qualidades de homem.



Mas e a Idade Moderna quando se iniciou Helena, perguntava eu.
Os historiadores, disse Helena, referem o início da Idade Moderna, situando-a, ora em 1453, ano da queda do Império Romano do Oriente com a tomada de Constantinopla pelos Turcos, ora em 1498, ano da chegada de Vasco da Gama à Índia.
Estas conversas tinham um óptimo sabor, e eram ao mesmo tempo proveitosas, pois melhoravam os nossos conhecimentos gerais, alguns deles já um pouco esquecidos. Quando se ama ou se gosta de outra pessoa, arranjam-se ideias e conseguimos funcionar com entusiasmo e querer. Não havia tempos mortos entre nós e a História, a Filosofia e a Literatura, ajudavam-nos a ultrapassar todas estas dificuldades.
Mas Helena, perguntei eu, esse movimento do Renascimento não deu origem a grandes transformações sócio económicas promovendo o desenvolvimento científico?
E Helena dizia:- os séculos XV-XVI são caracterizados por grandes modificações urbanas e industriais, com o desaparecimento do regime feudal característico da Idade Média, decorrendo delas grandes modificações económicas e sociais. Os intelectuais desse tempo são admiradores da cultura clássica e dos valores humanos. São considerados os humanistas.
E o que é que fizeram de especial?
Tinham bons conhecimentos do latim e do grego, disse Helena. Estudaram cuidadosamente os autores antigos, como Platão, Aristóteles e Cícero. No entanto, o humanismo renascentista foi mais do que o ressurgir das letras greco-latinas. Os humanistas tinham um novo conceito da vida e do mundo, diferente daquele conceito que predominava na Idade Média, visto que desenvolveram um apurado espírito crítico, particularmente no que diz respeito aos problemas da sociedade.
Mas criticavam a sociedade? ... e em que termos?
No Elogio da Loucura publicado em 1511, Erasmo de Roterdão o mais célebre dos humanistas, criticava a sociedade nestes termos:-“os negociantes mentem, roubam, defraudam, enganam e consideram-se pessoas muito importantes porque andam com os dedos cheios de anéis de ouro. Os reis e os príncipes não escutam senão os que lhes dizem coisas agradáveis. Os cortesãos são pessoas do mais rasteiro, mais servil e do mais hipócrita. Dormem até ao meio dia e mal acabado o almoço logo os chamam para o jantar. depois são os dados, o xadrez, os torneios, os adivinhos, os bobos, as amantes, os divertimentos, as chalaças... e deste modo, sem receio do tédio da vida, passam as horas, os dias, os meses, os anos, os séculos.”...
E quem foram os outros grande humanistas desse tempo, perguntei
E Helena, disse:- o Humanismo italiano foi extraordinariamente fecundo. Um dos seus mais notáveis representantes foi Maquiavel, autor do primeiro tratado de ciência política moderno, O Príncipe. O humanista inglês Thomas More, no seu livro Utopia, imagina uma sociedade ideal mas que constituiu algo de irrealizável mas por que se anseia.


Texto de
JBS

sábado, 4 de julho de 2009

UM POUCO DO COSTELETA


NORBERTO CUNHA

É um homem com uma veia enorme para a escrita. Lembro-me de uns versos que ele preparou acerca do Caça Brava, uma figura típica de Faro que a Lina Vedes conheceu muito bem, que estavam fantásticos.

Falei hoje com ele acerca de literatura e História e foi um espectáculo ouvi-lo dissertar de improviso sobre o Renascimento e outras matérias. È um rapaz humilde e sério intelectualmente que muitas vezes aproveita para me dar conselhos.

Uma vez chateei-me com ele por uma coisa simples mas um dia telefonei-lhe e expliquei-lhe a situação e ficou tudo normalizado. Aluno do Zeca Afonso na Escola Industrial e Comercial de Faro.

Foram seus companheiros o José Alberto Figueira Guerreiro, o José Domingos Barão, o Sotero Cabrita e o irmão, o João Cabrita.

Aqui lhe deixo um abraço

JBS

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A PRIMEIRA PÁGINA


(escola do MAGISTÉRIO PRIMÁRIO, em FARO)
DO MEU PRÓXIMO ROMANCE "NÃO ME ACORDES AMANHÃ..."(já na editora para Revisão, a lançar antes do fim do ano, com apresentação do Dr. Varelas Pires e na presença do Filipe Vieira)
I

A tarde estava chuvosa e o dia triste, dia sem esperança, negro como a plumagem duma toutinegra, céu carregado de promessas de chuva e até o Quim Aleixo recolheu o gado mais cedo, porque dizem que as ovelhas se tornam mais endiabradas quando a chuva está para chegar.
- Já vais guardar o gado ó Quim, perguntou-lhe o Zé Costa que tinha acabado de sair de casa e o encontrou na estrada.
- Sim, vou, o gado quando adivinha chuva, torna-se bravio, disse o Quim. Além disso, há pouco pasto prós animais, sabes, por isso vou recolher e estender por aí um pouco de fenos e palha e está o assunto arrumado. Onde vais?
- Vou até ao Largo a ver se o pessoal está por lá, disse o Costa.
- Então vai que eu já lá apareço....
Quando o Zé Costa chegou ao Largo, verificou que o ambiente não era como noutros tempos, alguma coisa se passava e notava-se isso plenamente nos semblantes de cada um dos presentes. E perguntou ao Joaquim Amaro o que é que se estava a passar.
- O que é que há ó Joaquim? A malta está em baixo, que raio é isto, indagou o Costa.
- Morreu o Cheta e o funeral é hoje, disse o Joaquim Amaro.
- Quem é que morreu, Quim? voltou a perguntar o Costa.
- Foi o Lázaro, o maltez das herdades, repetiu o Amaro.
- Mas então o que é que aconteceu, perguntou ainda o Costa.
- Não sei, parece que se matou ...disse o Joaquim.
- Não o conheci bem, referiu o Costa. Ó professor, o senhor conheceu bem o maltez?
- Conheci mais ou menos, conversamos um pouco todas as manhãs na venda do Zé Gordo. Era um homem de valor.. de muito valor.
E foi o velho professor, homem da terra e estudioso dos usos e costumes locais e, acima de tudo, um homem muito interessado no estudo da História de Portugal, que lia o jornal diariamente pelas manhãs no Gordo e estava a par das questões sociais e políticas do País, que me contou a história do Zé Lázaro.José Lázaro da Conceição, foi um homem que veio do nada disse-me o professor. Fez tudo na vida, tendo com ela uma grande relação de amor, amou-a sempre, fosse em que circunstâncias fossem, dormiu com mulheres da alta e do espectáculo, sempre igual a si próprio, com dinheiro ou sem dinheiro, ter ou não ter era quase a ...

texto de
JBS

PARA O MAURÍCIO SEVERO


NA TUA CASA

Talvez que só tu me fisesses
desviar de rumo
quando me disseste vem
almoçar comigo

Valeu a pena ter ido a esse primeiro andar
de cultura e bem estar
e, percebi depois, de bem querer, vê tu bem
como eu percebi tudo isso

Eu que a maior parte das vezes
não percebo nada disso

nada de nada

E nessa almoçarada
Tiraste fotografias e mais fotografias
e falámos do Rogério
mas o que eu quero dizer não é nada disto

é um mistério

Que tu não entendes
O Di sim
Esse comanheiro vertical e homem sem igual
Mas ...

Voltemos `a tua quinta
e aos costeletas
quer a gente queira ou não
cada um deles é nosso
irmão.

Como tu entendes isso ó Maurício ...

O primeiro é o Ali Bá Bá
e depois o Almeida Lima
e o Paulo Emílio

Já lhes falaste da pera rocha?

Já sabes Mauricio
Eu é que vou colocar a pancarta
Apanhem, pagem e vão-se embora

Velho amigo
estejas onde estiveres
vou estar contigo

para me dares um conselho
não sei o que hei-de fazer meu velho

O Di, sim, esse, dizia logo

Não sabes então qual é o teu destino
Ó meu grande sacana ....

Chegarei a Washington no dia 4.


Texto de
JBS

AS PALAVRAS DO MEU DELEGADO ESCOLAR


SEM VAIDADE

Foi com surpresa que aceitei o encargo desta apresentação, o que não obsta que teça com muito agrado, algumas considerações sobre o Dr. Brito Sousa, tanto em relação à sua personalidade, como ao seu “curriculum”, no lançamento do livro da sua autoria “Lucidez de Pensamento”.
O nosso relacionamento vem de longe e devo dizer que sempre o entendi como fiel representante das suas raízes algarvias, cuja vivacidade e agitação facilmente o denunciavam. Vivia repartido por dois amores – o Mar e a Terra. O chamamento da pequena cabotagem e a sua ligação à gleba, eram as forças antagónicas com as quais intimamente se debatia e que facilmente indiciavam a sua insatisfação.
O convite para o apresentar transportou-me à década de sessenta do século passado e explicito porquê.
A escola Conde de Ferreira – a “Escola dos Rapazes”, (era este o seu nome de guerra) recebeu uma “lufada de ar fresco” com a vinda de um número considerável de novos professores no início de funções.
Este grupo de jovens, consubstanciado pela diversidade de culturas e origens, cuja abrangência ia das Beiras no interior, ao Alentejo e Algarve, (meio país, vejam só), não passou despercebida à margem da minha observação. Com todos, muito aprendi e eles sabem bem disso porque eu nunca oculto a origem das fontes.
Este breve comentário centra-se apenas no grupo dos solteiros, porque outros colegas, igualmente dignos da minha atenção, tinham já arrumado a «vidinha» através do casamento. Este aumento inusitado do quadro docente resultou da explosão demográfica do concelho de Almada, a partir do início dos anos cinquenta.
Alguns vieram para ficar e afirmaram-se como bons docentes. Falo com conhecimento de causa pela boca dos seus ex-alunos, o que me leva a concluir que trataram bem as «Encomendinhas» que lhes foram confiadas, parafraseando Trindade Coelho.
Outros rumaram nos mais diversos sentidos, para outras metas, ao encontro dos seus sonhos e há quem tenha aparecido com obra feita.
Eu, na postura de director de escola e cumulativamente Delegado Escolar, encantava-me naquele universo de irrequietude própria da idade.
Alguns iniciaram funções anteriormente ao cumprimento do serviço militar.
Com a finalidade de quebrar este isolamento e também para melhor nos conhecermos, reuníamo-nos por vezes, em jantares - convívio em minha casa, o que para além da saudável confraternização, contribuíam para cimentar amizades que ainda hoje perduram.
Confesso que vi partir alguns com pena… pelo facto de verificar a sua «queda» para o ensino. Nestes casos, eu sempre vaticinava: «Lá se perde um bom professor». Ora, o meu, o nosso amigo Brito de Sousa, pertence ao número daqueles jovens que não se quedaram por Almada. Calcorreou mundo e, se não foram as «sete partidas», andou por perto. Hoje temo-lo entre nós a completar a trilogia a que o homem, como ser pensante, deve estar abrigado.
Vejamos o seu curriculum:
- Em Faro, sua terra natal completou o Curso Geral do Comércio e seguidamente habilitou-se ao Magistério Primário também na sua cidade.
Iniciou funções docentes em Almada, na Escola Conde de Ferreira, como elemento do grupo de jovens professores atrás mencionado.
Licenciou-se em Lisboa no I.S.C.A.L. em Contabilidade e Administração Fiscal. Frequentou a Universidade da Estremadura em Badajoz, onde tentou o Doutoramento. Do seu curriculum constam ainda contactos no exercício de funções com a T.A.P., Pan American World Airways, Inc e na Companhia de Diamantes de Angola.
Iniciou-se na escrita, na imprensa regional do Sul, nomeadamente em jornais algarvios como: “A Avezinha, O Olhanense, Brisas do Sul, Notícias de S. Brás, Algarve Mais”, entre outros. Hoje traz-nos o seu livro “Lucidez de Pensamento” cuja apresentação cabe ao Dr. Ildo Santos, também ele parte integrante da ala jovem à qual já aludi.
Resta-me felicitar o autor e desejar-lhe que a mensagem intimista contida na obra, atinja aqueles que muitas vezes passam em corrida louca, sem atentarem no mundo dos afectos, onde afinal existe algo de belo que a vida sempre tem para nos dar.

Parabéns Bom e “Velho” Amigo
Texto de Feliciano Oleiro
meu Delegado Escolar em ALMADA 63/ 67

colocação de

JBS

A APRESENTAÇÃO EM ALMADA


PERMITAM-ME QUE FALE DE MIM SEM VAIDADE

A apresentação do meu livro em ALMADA no Fórum Romeu Correia, rodeado de amigos, constituiu uma jornada cultura inesquecível. Não quero falar daobra mas sim do ambiente que me rodeou, como digo nos documentos que apresento a seguir:

CARTA A UM AMIGO

Meu caríssimo Prof. Feliciano Oleiro.

Viva

Dirigir-me por escrito ao Prof. Feliciano Oleiro, ou ao senhor Delegado Escolar, ou ao meu Delegado Escolar, é um trabalho difícil porque exige de mim o meu melhor. Meu caro amigo e colega, vesti o meu melhor fato, coloquei a mais bonita gravata e um bom desodorizante também, e só assim me senti em condições de me sentar à secretária para escrever esta carta.
Meu velho amigo, tenho tido alguns dias de alegria na minha vida, mas o passado dia 30, em que me acompanhaste no lançamento do meu livro, no Fórum Romeu Correia da tua cidade, foi um dos mais importantes e dos que melhor confraternizei, porque senti grande alegria de viver, senti carinho em meu redor, senti o verdadeiro valor da amizade, senti solidariedade e senti honradez e dignidade, em todos os que me acompanharam.

Mas quero abrir uma excepção.

Quero felicitar-te Feliciano Oleiro, pela tua postura de homem culto, acompanhada do teu sorriso e da boa disposição que te acompanharam ao longo da vida, também presentes nesse dia, pelas palavras que proferiste como verdadeiro professor e homem de letras que és e a que sempre estiveste ligado, e, se me permitisses, queria transferir para o teu coração, toda a alegria por mim sentida, porque nesse dia 30, fui eu que senti a grande honra de me sentar ao lado da grande figura de homem que é o Prof. Oleiro.

Mas isto antes de ler as tuas crónicas no jornal da Associação dos Professores. Porque depois de ler aquelas “MEMÓRIAS RÚSTICAS” do lindo poldro baio, o escritor é o Feliciano Oleiro.

Meu velho amigo, face a tudo o que disse, com toda a minha humildade e grande apreço pelas tuas enormes qualidades de homem da literatura, envio-te uma obra minha, a segunda, que já está na editora para revisão, para que me dês uma opinião válida sobre a mesma. É assim entre escritores.

E tem outra coisa, se a obra te agradar, quero que me autorizes a colocar a tua opinião no prefácio.

Sem mais, sou o
João Manuel de Brito de Sousa

quinta-feira, 2 de julho de 2009

INFORMAÇÃO DA DIRECÇÃO

DECISÃO

Ontem, dia 1 de Julho, em reunião ordinária, tomaram posse os elementos eleitos para a Direcção da Associação.
Entre as várias decisões tomadas resolveram nomear para Administrador do BLOGUE, pela Direcção o Presidente Joaquim Teixeira, continuando os seus criadores Rogério Coelho e João Brito de Sousa como Administradores.
A Direcção

quarta-feira, 1 de julho de 2009

ESTÓRIAS DE FIM DE SEMANA

Jorge Tavares


É frequente ouvirmos na TV, e lermos nos média, os empresários de hotelaria do Algarve, a lamentar a crise e a sua influência na gestão da respectivas empresas: É de facto preocupante, e todos nós compreensivelmente, desejamos que esta situação se altere rapidamente, para benefício dos próprios mas também, da economia da região.Não obstante, também deve ser verdade, que os empresários deverão adaptar-se à situação difícil que atravessam, tentando encontrar meios para "sobreviver à tempestade", aguardando melhores dias.O exemplo que hoje trago, é o paradigma deste comportamento.Como é meu hábito, aos domingos de manhã, vou tomar o meu café à Marina de Vilamoura, enquanto leio o Diário de Notícias ( meu jornal de referência). A minha escolha, de há bastantes anos, é a pastelaria Belvedere, situada no primeiro piso , no lado esquerdo da Marina, quando estamos voltados para a barra.Usualmente pagava .80€ pela bica e igual valor por um quarto de água, com serviço à mesa. Com surpresa, há cerca de três ou quatro semanas, alterou-se este figurino: Pré-pagamento e respectiva fila para o fazer, 1.00€ pela bica e igual valor pela água, seguido de mais uma fila para ser atendido e finalmente, levar o serviço para a mesa escolhida ou livre no momento. Excelente método para combater a crise!Resolvi no passado Domingo, mudar de pastelaria e visitar o Old Navy, situado à entrada da Marina, não muito longe do "famoso" 7 Café do Figo. Pedi a minha bica e água, e durante uns quarenta minutos deliciei-me na leitura do jornal. Pedi a conta e recebi a também já famosa ( e n/ conhecida ) "Consulta de Mesa", com os seguintes montantes: 2.00€ a bica e igual valor a água. Paguei e recebi um documento que dizia expressamente: Não serve de Factura!!!!Novo método, mas igualmente excelente, o que este empresário algarvio encontrou para combater a crise: Pratica preços elevadíssimos, e ainda não passa factura, o que lhe acresce um ganho suplementar de 12%.Assim vai a crise...e uma exclente promoção para o ALGARVE.

Jorge Tavares Costeleta 1950/56
Recebido e colocado por Rogério Coelho