quarta-feira, 23 de abril de 2008

UMA GRANDE COSTELETA


RECONHECIMENTO A UMA COSTELETA

O Chefe de Redacção do jornal “O OLHANENSE”, senhor Plácido do Carmo, na página 6 do referido jornal, dedica uma coluna com o título LIVROS & AUTORES, Os Bons Livros, Nossos Amigos à costeleta MARIA JOSÉ FRAQUEZA, aliás colaboradora do JORNAL, pelo facto de ter sido presenteado pela colaboradora e costeleta, com três generosas obras, “Antológica Primazia”, Maria José Fraqueza – Moura Algarvia”E “Lendas Algarvias”
Sobre a autora diz Plácido do Carmo,

Maria José Viegas Conceição Fraqueza, escreve seus poemas desde criança. Cresceu no meio de poetas e cantadores (seus avós), nos quais cultivou a arte de fazer versos e de cantar também. Nunca pensou em editar um livro, todavia começou a participar numa rádio local e daí o aparecimento do seu primeiro livro. Histórias da Minha Terra.

Agora, através da net, é uma grande emoção partilhar com poetas de todo o mundo e, através destes, colher o incentivo para prosseguir mediante os seus comentários

Saiba mais sobre a autora visitando a sua página (http://www.mariajosefraqueza.autoreseleitores.com/)

Pela sua dedicação à literatura, o blogue oscosteletas.blogspot.com, deseja à costeleta e colega MARIA JOSÉ FRAQUEZA as maiores felicidades..

Recolha e texto de
João brito Sousa

POR SUGESTÃO DE UM COSTELETA











LITERATURA

MST, EU e RAUL BRANDÃO

NÃO TE DEIXAREI MORRER, DAVID CROCKETT
De Miguel Sousa Tavares

Miguel Sousa Tavares, é um extraordinário contador de histórias e um escritor dum enorme gabarito e profundidade. E é maravilhoso na pequena crónica, como vem na página 122 do David Crockett, que passo a transcrever por ser lindo...

“De casa até à escola eram quatro quilómetros, feitos a pé, ocasionalmente de carro de bois. No Inverno, os caminhos da Serra estavam gelados e até eu, que era talvez o único dos alunos que não ia para a escola descalço, quase não sentia os pés.
Eu era o aluno «rico», entre cinquenta alunos verdadeiramente pobres naquela escola modelo- standard Estado Novo, perdida na Serra do Marão a poucos quilómetros de uma aldeia que jamais saiu em mapa algum...

(Favor ler o resto...)

Os montanheiros como eu também sofreram na carne as agruras do inverno e estamos aí.... Como se pode ver neste meu pequeno escrito.

AS “VENDAS” DOS BRACIAIS
Crónica de João Brito Sousa

- A Taberna? Trata de quê?, de vinho, de bêbados?
- Não. Trata da vida, da vida de pessoas infelizes.
- Faz chorar?
- Faz pensar.
- Pensar?
- Sim, a Taberna é um livro que ensina.

Baptista-Bastos em o Cavalo a Tinta da China.

No meu tempo de menino, nos Braciais havia a venda do Ti Zé Manelinho, apenas. Nasci com aquele nome em casa e sem saber por que é que aquele local de comércio era denominado de “A VENDA”. Hoje até perguntei à minha mulher como eram chamados, na sua terra de origem, os locais de venda de bens alimentares, líquidos e sólidos, necessários para satisfação de necessidades correntes. “É a Venda.” disse ela. Concluí que talvez a palavra “Venda” viesse substituir a expressão local de venda, o local onde se vendiam os bens. Para simplificar, ficou venda... tudo bem! Consultado o dicionário, diz que Venda é o estabelecimento humilde, aberto por negros libertos da escravidão; ou pequena mercearia e bar; ou só mercearia. Está explicado.

Estávamos nos anos cinquenta, no tempo do Presidente CARMONA, aquele que dizia: “Vemo-nos quando nos virmos”, e as pessoas viviam com muitas dificuldades. No Inverno, quando chovia, praticamente não havia trabalho nos campos. No Verão, desciam ainda os alentejanos para perto da cidade de Faro e os recursos financeiros disponíveis das populações do campo eram praticamente os mesmos ou quase nulos. Fosse no Inverno ou no Verão, a minha mãe mandava-me à Venda buscar pão ou outra coisa qualquer, mas não levava dinheiro... porque, simplesmente, a minha mãe não o tinha e dizia-me: “João, diz à vizinha que aponte!” E lá ia eu às compras, trazia a mercadoria e, quanto a pagamento... ia para o livro.

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A Venda... apesar de tudo, uma saudade! Patrão, vai um copo?!...

João Brito Sousa

E agora este extraordinário naco de prosa de Raul Brandão retirado do texto ' Se Tivesse de Recomeçar a Vida '

“UM SENTIDO PARA A VIDA...”

“Valeu-me a pena viver? Fui feliz, fui feliz no meu canto, longe da papelada ignóbil. Muitas vezes desejei, confesso-o, a agitação dos traficantes e os seus automóveis, dos políticos e a sua balbúrdia - mas logo me refugiava no meu buraco a sonhar. Agora vou morrer - e eles vão morrer.

A diferença é que eles levam um caixão mais rico, mas eu talvez me aproxime mais de Deus. O que invejei - o que invejo profundamente são os que podem ainda trabalhar por muitos anos; são os que começam agora uma longa obra e têm diante de si muito tempo para a concluir. Invejo os que se deitam cismando nos seus livros e se levantam pensando com obstinação nos seus livros. Não é o gozo que eu invejo (não dou um passo para o gozo) - é o pedreiro que passa por aqui logo de manhã com o pico às costas, assobiando baixinho, e já absorto no trabalho da pedra.

Se vale a pena viver a vida esplêndida - esta fantasmagoria de cores, de grotesco, esta mescla de estrelas e de sonho? ... Só a luz! só a luz vale a vida! A luz interior ou a luz exterior. Doente ou com saúde, triste ou alegre, procuro a luz com avidez. A luz é para mim a felicidade. Vivo de luz. Impregno-me, olho-a com êxtase. Valho o que ela vale. Sinto-me caído quando o dia amanhece baço e turvo. Sonho com ela e de manhã é a luz o meu primeiro pensamento. Qualquer fio me prende, qualquer reflexo me encanta. E agora mais doente, mais perto do túmulo, busco-a com ânsia.

A literatura é o doce da vida, diz Baptista-Bastos, será?:..

Recolha de
João Brito Sousa

OS INDUSTRIAS DA CIDADE E OS COSTELETAS


É INTERESSANTE,


abordar aqui grandes homens da cidade que de uma maneira ou de outra tiveram que ver com os costeletas.

O industrial José Viegas Jacinto era pai do Engº. José Jacinto (bife), ex-administrador dos SMAde Faro.

O industrial João Manuel Viegas (irmão do José Viegas Jacinto) era pai do João Viegas Jacinto, costeleta e que vive em Lagos.

O industrial José Barbara, era pai do José Barbara, e sogro da Drª. Florinda, professora de contabilidade.

Os industriais e irmãos Louro, eram respectivamente pai e tio, do Engº. Bento Louro que foi Presidente da Camara Municipal do Barreiro.
etc etc.

Repara na quantidade de industriais...até os comerciantes de frutos secos, eram na grande maioria industriais, uns no fabrico de rações para gado, com suporte na alfarroba e não só, outros com lagares de produção de azeite, outros na fabricação de produtos a partir da palma, importada do norte de África, e descarregada na hoje denominada "marina de Faro", ex-doca.

Enfim, uma panóplia de actividades que desapareceram, mas que beneficiaram os costeletas desse tempo, oferecendo-lhe um posto de trabalho.


MEU COMENTÁRIO

Penso que o mundo mudou e para pior. Já não há destes industriais que fizeram escola. Por isso, considero que este texto do Jorge Tavares tem toda a validade para estar aqui, uma vez que retrata a FARO de outros tempos, que todos nós conhecemos e amamos.

PUBLICAÇÃO de
João Brito Sousa.

terça-feira, 22 de abril de 2008

COSTELETAS, PRESENTE


AMA A TERRA
HOJE, DIA DA TERRA...

Sabias ó Terra, que hoje é o teu dia?...
Não te esqueças e defende os valores
Da honradez e da tua soberania....
E não vás na conversa desses senhores.

Não te deixes queimar nem roubar... não!
Gere as coisas bem e serás boa para nós.
Não vais na onda da malta da construção
Porque qualquer dia ficamos ambos sós.

E tu que ainda hoje és forte e competente
Faz tudo por tudo para seres amiga da gente
E segue o caminho que tens seguido até aqui.

Gere os recursos da melhor maneira possível
Porque nós apenas podemos fazer o impossível
Porque a nossa existência depende sempre de ti

João Brito Sousa

EXPLICADORES DOS COSTELETAS

(sala de explicações)

A CIDADE E OS COSTELETAS

1- EXPLICADORES

1.1 - JORGE PRIMITIVO.

Especialidade: Cálculo Comercial e Contabilidade
Para o problema das Ligas de metais, preços de cafés e coisas assim o explicador tinha coisas interessantes. Descobriu uma fórmula que nunca falhava. O explicador utilizava um ponteiro para iluminar as cabeças.
Explicandos: eu, o Viegas, o Zeca Nobre, o Zé Vitorino Neves do Arco, Jorge Tavares, o Marquês de Salir, Lourinho, Firmino Cabrita, Alberto Rocha.
1.2 – Senhor SANTOS.
O seu nome correcto era Santo e não Santos, como normalmente se dizia.
Deu explicações a quase meia cidade nas mais variadas matérias.. Durante muitos anos o casal Santo era presença infalível na Baixa. Nos cafés e no tempo em que havia ainda poucos turistas, o Sr. Santo procurava estabelecer contactos com os estrangeiros para ginasticar o seu vasto conhecimento da língua inglesa que cultivara na América.
Posteriormente, já viúvo, a sua presença passa a verificar-se com idêntica regularidade na esplanada a meio da Rua de Santo António.
1.3 Prof. FERRADEIRA
Considerado um bom professor tem o seu nome ligado a uma das artérias da cidade. Dava explicações sobretudo na preparação dos alunos para a admissão ao Magistério Primário..
1.4 Prof GIL
Explicava matemática aos alunos do sétimo ano do Liceu.
1.5 – OUTROS

Menina Ana Porfírio, na estrada de Olhão junto ao Posto da Polícia de Viação e Trânsito.
Menina Maria Gonçalves no cmeço d arua Aboim Ascensão
Joaquim Explicador (Joaquim Marto), na estrada de S.Brás junto ao Montinho.

Texto de
João Brito Sousa

CRÓNICA DE UM COSTELETA


O ESTÁGIO
por Jorge Tavares

A propósito do texto sobre o Miguel Tavares, e a forma como foi caracterizada a disciplina (burguesa) versus a ascensão (proletária) -foi esta a minha interpretação- conto-vos uma pequena história:

Findos os estudos e iniciando a actividade profissional , no princípio da década de sessenta, rápidamente nos apercebíamos de que a nossa aprendizagem prática teria de passar por estágios.

Como e aonde poderíamos obtê-los?

1 - Trabalhando gratuitamente com os melhores. Pela minha parte, fui durante um ano auxiliar e sem retribuição (por minha sugestão) e fora do período normal de trabalho, do grande mestre da contabilidade e fiscalidade Sr. Napoleão Leiria, que era o chefe de escritório e guarda-livros da empresa Neves Pires em Faro;

2- Frequentando os meios empresariais, cujo centro nevrálgico, era o Café Aliança. Pela minha parte e durante muitos meses (muito mais do que um ano), no periodo compreendido entre as 14 e 15 horas, com excepção das quartas-feiras e sábados, que era entre as 14 e as 17 horas, sentei-me à mesa do café com homens de negócios, tais como: Amadeu Mendonça André, José Viegas Jacinto, João Manuel Viegas, Teófilo Fontainhas Neto, Ramiro da Graça Cabrita, Daniel J. Pedro Pinto, Teodoro Gonçalves Silva, João e José Louro, José Barbara, entre outros, sem abrir a boca para emitir qualquer opinião, atendendo à minha juventude. Quando me foi permitido opinar tinha de o fazer com muito cuidado, para que alguma asneira, na opinião dos sábios, não prejudicasse a "abertura" que me havia sido dada.

Esta história real identifica as relações existentes entre os jovens e os mais idosos, independentemente do seu extrato social, a sua intelectualidade e sua ou vocação política.

Nota de Rodapé- O empresário Teodoro Gonçalves Silva era o pai do Presidente da Republica.



E olha lá Jorge,

O senhor José Viegas Jacinto não será pai de um costeleta, muito amigo do Pepe?

E o senhor João Manuel Viegas não será o pai do Jacinto, João Gonçalves Viegas

E o senhor José Bárbara não será o esposo da Drª Florinda ?

JOÃO BRITO SOUSA.

À CONVERSA COM O COSTELETA

(foto reirada do site http://www.olhão.web.pt)


Prof. DIAMANTINO PILOTO

Notabilizou-se pela cultura, sobretudo como escritor e músico, e um grande amor por Olhão.

Nasceu apenas remediado - o pai era soldador numa fábrica de conservas e mais tarde passou a carteiro, sendo a mãe costureira -, em Tavira no dia 24 de Maio de 1922, e falece em Olhão a 7 de Março de 2000.

Logo aos 6 meses passa a residir em Olhão onde fez a instrução primária. O pai era um homem pouco instruído mas esclarecido, tendo sempre estimulado o filho a prosseguir os estudos, mas o jovem Diamantino quis começar logo a trabalhar aprendendo o ofício de serralheiro. Mais tarde o pai convence-o a estudar em casa, com a sua ajuda, e propor-se a exame.

O pai, apesar de apenas ter a 4ª classe, estuda com o filho e este passa o exame do então 1º Ciclo (actual 6º Ano). Diamantino Piloto passa a dedicar-se em pleno ao estudo mas quando já estava quase no 5º Ano (actual 9ª Ano) prefere mudar para o curso industrial. Mais tarde termina o curso de Engenheiro -Técnico Electromecânico no Instituto Industrial de Lisboa.

Trabalhou então como professor nas Escolas Técnicas de Faro e de Olhão, foi funcionário da Inspecção Geral dos Produtos Agrícolas e Industriais, da Federação dos Municípios do Distrito de Faro e depois na Electricidade de Portugal.

Dedicou-se com mestria à guitarra clássica, e foi professor deste instrumento no Conservatório Regional de Faro durante 11 anos. Em conjunto com alguns olhanenses virtuosos na guitarra clássica (Jónatas da Silva, Adriano Baptista, João Alberto, mais conhecido pelo Pad Zé) participou em muitos concertos e guitarradas e ainda promoveu uma série de quatro concertos de guitarra clássica com o seu mestre Duarte Costa em Olhão, memorável para os melómanos olhanenses.

Na década de 1950, faz parte da direcção do clube desportivo "Os Olhanenses" onde cria um boletim cultural com a colaboração de Joaquim Carlos Silvestre, António Macheira, Vitoriano Rosa, Ramos Rosa, e outros.

Neste boletim inicia-se a publicação dos seus primeiros contos que depois serão reunidos em livro: O meu Olhão (crónicas) e Contos de Olhão - Algarve em Foco, Faro, 1997.«Cêdê», relativo a um marítimo pobre da ilha da Culatra, é uma pequena obra-prima da literatura mundial

Se tivéssemos conversado, seria mais ou menos assim.

Professor, é verdade que gostou da vida?

Sim, esse tempo que tinha à minha disposição para o utilizar conforme melhor entendesse e da forma que fosse mais rentável para mim, foi de facto consumido com muito gosto e alegria.

Qual foi o melhor período?

Tudo foi bom, a infância com toda a sua pureza e inocência, os primeiros tempos da escola, o primeiro ofício, os exames que eu adorava fazer, o curso de Engenheiro Técnico, o ser professor no ensino secundário em FARO e OLHÃO, a literatura, os livros que escrevi... enfim, nunca tive tempos mortos nem coisas para fazer que não gostasse.

Considera-se um vencedor?

Não, considero-me um trabalhador. Sou um trabalhador intelectual. Poderia ser um trabalhador rural, sem desprimor algum, mas não sou., considero-me, modéstia `a parte, um homem da cultura., do conhecimento...

O que é para si cultura?

Bem há aquela frase feita que toda a gente conhece e que eu aceito. A frase diz:” Cultura é tudo aquilo que sabemos depois de termos esquecido tudo aquilo que aprendemos”. Eu concordo com esta definição.

Professor, acha que os males do mundo se resolvem através da cultura ?

Sim, por mais coisas até, mas principalmente com a cultura. A cultura é baseada nos conhecimentos que cada um de nos tem e só através da cultura nós teremos capacidade para analisar os males do mundo e tentar resolvê-los.

Gostou da profissão de professor?

Muito, gostei muito de ser Professor. Contactar com os jovens foi um privilégio enorme que me calhou em sorte. O simples facto de me sentir obrigado a trabalhar para os alunos, me encantou pelo simples facto de me sentir útil.

Prof, foi muito bom ter falado consigo e até uma próxima oportunidade..

Texto de
João Brito Sousa
(parte retirado da net)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

QUEM NÃO SE LEMBRA DELE?

(o zé joaquim é o de camisa encarnada na quarta fila)


JOSÉ JOAQUIM RIBEIRO MOTA PEREIRA

Chegou de Lisboa para ingressar na nossa Escola e depressa se integrou no ambiente da cidade.

Foi da minha turma ano primeiro ano do Curso Geral do Comércio
Frequentou o INSTITUTO COMERCIAL DE LISBOA no meu tempo, do Xico Machado, do Ludgero Roque, do Vieguinhas de Pechão, dos Iguaizinhos do Azinhal, do Zé Gago e de muitos outros.

Parece que nunca jogou à bola.

É um bom amigo.

Texto de
João Brito Sousa

OS COSTELETAS HOMENAGEIAM UM BIFE


HOMENAGEM DOS COSTELETAS
Ao estudante do LICEU,

JOVITE HELIODORO GERALDO DIAS.

Foi uma presença marcante da cidade de FARO

Muito brincalhão e muito honesto.

Nunca foi um homem feliz, por qualquer razão, não se sentia feliz

Através de algumas companhias pouco convenientes acabou por se comportar menos bem mas sempre em prejuízo próprio.

Tinha-se metido na bebida, esse terrível anestésico temporário do lado negativo da vida.

Disse-me um amigo que o encontrou várias vezes em Lisboa que o Jovite lhe havia dito que gostaria que houvesse um comprimido que o pusesse a dormir durante dez ou vinte anos para recomeçar de outra maneira.

Ironicamente morreu afogado no mar.

Ergo a taça e brindo à tua .. estejas onde estiveres.

Texto de
João Brito Sousa

MST e um vulgar COSTELETA


EM CASA dos PAIS Do Dr. MIGUEL SOUSA TAVARES

Miguel Andresen de Sousa Tavares, nasceu no Porto em 25 de Junho de 1952 é um jornalista e escritor português.

Filho da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen e do advogado Francisco Sousa Tavares, começou a sua vida profissional pela advocacia, que abandonou em favor do jornalismo, de onde passa para a escrita literária.

Tem uma obra diversificada, essencialmente marcada por crónicas e reportagens, mas fez já outras digressões literárias, nomeadamente com a publicação de um livro infantil, de vários contos e do romance Equador, um best-seller em Portugal durante 2004 e 2005. No ano de 2007 publicou o romance "Rio das Flores".

Em “Não te Deixarei Morrer, DAVID CROKETT”, diz o escritor, página 86:

“Em casa dos meus pais, o jantar era uma cerimónia a que só se conquistava o direito de acesso depois de ter alguma idade e algum estatuto intelectual: aquele que nos permitia ficar calados o tempo todo, sem perder palavra das conversas dos grandes.

Era assim a vida da grande burguesia. Muitos de nós, nesses tempos, não possuíamos uma banheira para tomar banho, tão pouco água quente, tão pouco electricidade

Mas não desistimos e colocámos um dos nosso na Presidência da República., dispondo de uma ferramenta apenas, a nossa capacidade de trabalho.

Texto de
João Brito SOUSA

CONVERSANDO COM O COSTELETA


JOSÉ LUÍS ZACARIAS

Hoje, já é segunda feira. Andei por aí e acabo de deixar o JOSÉ LUÍS ZACARIAS com quem estive na palheta até há pouco.

Falámos de muita coisa e foi mais ou menos assim:

ZACARIAS, ainda tens o Alpino?

Ainda tenho por lá uns restos. Foi uma máquina que deu brado lá na Escola nos anos cinquenta e tais. Estava na berra e fui dos primeiros da Escola a possuir uma motorizada. A maior parte da malta deslocava-se em bicicleta a pedal. De qualquer maneira, quer para eles quer para mim, foram tempos difíceis, essas deslocações para a Escola, com muito vento frio e chuva.
Mas mesmo assim conseguimos todos fazer qualquer coisa nos estudos..

Porque eram bons alunos ou tiveram bons professores.?

Uma coisa e outra. No meu tempo, havia uma certa selecção, quanto mais não fosse através do poder financeiro, pois não era fácil à maioria dos pais, em termos económicos, colocarem os filhos a estudar na cidade. Mas havia uma outra selecção, que, de certo modo era feita pelo professor primário, que indicava aos pais quais os que deviam continuar a estudar. Nós éramos bons alunos e os professores também.

Quem era o “pessoal” do teu tempo?.

O meu grande amigo era o JANUÁRIO da Conceição de Faro, os outros eram o Victor Venâncio, o Vinebaldo Charneca, o Luís Isidoro, o Bernardo Estanco dos Santos, o Moreno , o Vieguinhas, o Bartolomeu, o Danilo e essa malta....

Como vês o mercado de trabalho hoje e a juventude?

O mercado de trabalho está complicado para a juventude porque em vez de se criarem empresas e respectivo emprego, as mesmas vão à falência e as possibilidades de colocação são muito poucas. Hoje vê-se o mercado a oferecer empregos a prazo e precários, a recibo verde, vejo muitas dificuldades para a juventude.

Como passas o teu tempo hoje?

Passeio com a esposa, entretenho-me por aí no campo a plantar as hortaliças.. etc...etc

E despedimo-nos com um abraço.

Texto de
João Brito Sousa

domingo, 20 de abril de 2008

BIFE, POETA E AMIGO


POEMA
de JAIME REIS

Somos uns amigos especiais. Nunca nos vimos mas temos palheta para dar e vender. E às vezes batemos um papo. No meu soneto Ó FARO meti o JAIME no poetaço e esse grande amigo dos costeletas, elegantemente e educadamente, escreveu este lindo poema e enviou-me.

Parabens ao JAIME REIS pela oportunidade e pela melodia do poema.

ENCONTROS

Quando numa manhã fria
Tu desceste à cidade,
Tinhas grande a expectativa,
Tinhas maior a saudade…
Confessa lá…
Que não faz mal,
O que querias encontrar,
Já não existe.
O que querias encontrar, acabou
Não, não fiques triste,
Porque o nosso tempo passou.
Vá lá, vá lá…
A doca à direita,
Ao desceres a avenida
Essa, ainda lá está.
É a vida.
E do nosso tempo? A malta?
Dessa nem sinal
Eu sei, sei que nos faz falta
Um ou outro e outro ainda
Para um encontro real.
Mas tudo parte, acaba e finda.

Embora longe, ausente,
Com esforço, tu resistes.
És persistente
Insistes.
Porque sou parte,
Te agradeci,
Naquele forte abraço
Quando te vi
Naquela manhã fria
Ali tão perto do mar
Com o ar a saber a sal
Cheirando a maresia.
Em Faro
Naquele encontro virtual.

Jaime Reis
Publicação de
João brito Sousa