segunda-feira, 14 de outubro de 2019

O ENSINO



 DE REGRESSO À ESCOLA

. ainda que por breves momentos.
Quando os alunos começaram a chegar já eu estava dentro da sala e tinha montado um pequeno cenário de coisas bonitas. As minhas coisas bonitas: cadernos, canetas coloridas, uma caixa de segredos, entre outras coisas que achei que lhes seria do agrado. Não me enganei. Os seus olhos curiosos ficaram vidrados naquela mesa ️
Já sabiam que hoje haveria uma professora nova, mas não sabiam bem o que é que ela - eu! - ía lá fazer. Apresentei-me e perguntei, a cada um deles como se chamavam, seguindo-se um bom dia para cada um.
Depois de uma breve introdução ao assunto que me fazia ali estar fizemos uns exercícios de aquecimento: mãos, pulsos, dedos. Só depois começámos a escrever. Uns escreveram mais, outros menos, uns mais concentrados, outros mais distraídos, porém todos interessados.
Escreveram. Partilharam. Chamaram-me vezes sem conta. Rimos em conjunto. Foi tão bom!
Acho que disfarcei o nervosismo desta (quase) primeira vez. Há duas décadas que não escrevia num quadro a giz. Há duas décadas que não tinha tantos olhos pequeninos em cima de mim. Há duas décadas que não dava uma aula digna desse nome. E assim que comecei, essas duas décadas desapareceram do meu coração. Parecia a miúda, saída da universidade, que com pouco mais de 20 anos entrava numa sala de aula convencida de que iria mudar a vida e o mundo daquelas criaturas. Gostei tanto...Aliás, gosto tanto. Tenho o bicho do ensino e da partilha dentro de mim e só lamento o facto de hoje em dia um professor fazer tudo menos aquilo que o leva para dentro de uma sala de aula: ensinar! Não fosse a papelada, as burocracias, as planificações e os objectivos e eu voltava ao ensino...
Amanhã hâ mais!

Margarida Vargues

sábado, 12 de outubro de 2019

INFORMANDO


Estrada da Praia de Faro vai ser requalificada com ciclovia
O Município de Faro diz ter celebrado no passado dia 1 de outubro, a empreitada de “requalificação da CM 527-1 com construção de ecovia”, que tem como principal objetivo a implantação de uma pista ciclável na estrada municipal que dá acesso à Praia de Faro, no troço Aeroporto / Praia, na freguesia do Montenegro.

Em comunicado a edilidade adianta que com esta intervenção, «pretende-se dar continuidade à ciclovia existente que termina junto ao posto de abastecimento de combustível, formalizando uma ligação ciclável entre o aeroporto e a Praia de Faro, estando prevista a execução de uma rotunda no cruzamento da estrada municipal com a estrada Arábia / Quinta do Eucalipto e, ainda, a reconfiguração da entrada na Rotunda do Aeroporto, que passa a ter duas vias para melhorar o escoamento dos fluxos de trânsito».

A intervenção foi adjudicada à Sociedade Manuel António & Jorge Almeida - Construções, S.A. pelo valor de 690.166,10 euros. O contrato segue agora para visto do Tribunal de Contas, ao abrigo das disposições legais em vigor.

IN NOTÍCIAS DO ALGARVE
Um arranjo de Roger

CONSUMO DE ÁGUA NO ALGARVE


Água nas barragens dá para abastecer Algarve até final do ano
A água armazenada nas barragens algarvias é suficiente para o consumo humano na região até ao final do ano e não há "zonas críticas" no Algarve a nível de abastecimento, disse hoje à Lusa a porta-voz da Águas do Algarve.
Segundo Teresa Fernandes, são necessários 72 milhões de metros cúbicos para abastecer de água a região do Algarve durante um ano e é esse valor que está actualmente nas barragens de Odeleite, Beliche e Odelouca, sendo que esta última serve apenas para abastecimento humano.No entanto, é necessário ter em conta a água utilizada pela agricultura, que utiliza também duas das três barragens algarvias.
A porta-voz da empresa responsável pela gestão do sistema municipal do abastecimento de água nos 16 municípios da região indicou que não existem "zonas críticas" de abastecimento às populações, já que a estação elevatória reversível de Loulé permite a "transferência de água de barlavento para sotavento e vice-versa" . No que toca às zonas com "falta de água", como é o caso do concelho de Castro Marim, onde a autarquia está a levar água a cerca de 30 povoações em auto tanques, Teresa Fernandes referiu que se trata de localidades ainda sem ligação à rede, já que a empresa fornece os municípios e estes, por sua vez, "abastecem as populações".
A Águas do Algarve faz a gestão da água das barragens, mas também do aquífero Querença - Silves (águas subterrâneas), o principal da região, ao qual já "têm recorrido" numa gestão integrada de todas as fontes, para que "não se esgote nenhuma das origens", frisou.

A entrada na chamada época das chuvas, com um novo ciclo hidrológico, traz a expectativa de um reforço das águas nas barragens, embora não haja ainda necessidade "de um racionamento".
Contudo, advertiu a responsável, é necessário sensibilizar as populações para a necessidade da poupança de água e, acima de tudo, para o "combate ao desperdício".
A empresa responsável pelo abastecimento de água no Algarve irá manter uma monitorização do aquífero e do nível das barragens, estabelecendo uma "ligação directa e diária" com a Águas de Portugal.
Vai também manter activa uma campanha lançada no verão para contribuir para a consciência colectiva de uma situação que, "não sendo alarmante", deve ser encarada como alguma atenção, concluiu.

IN NOTÍCIAS DO ALGARVE
Um arranjo de Roger


CRÓNICA DE FARO de João Leal


“Mãe Coragem”

      Quando, festiva e merecidamente, completou o centenário (3 janeiro 2013), marco significativo e referenciável de uma longa dinâmica vida sempre ocorrida em testemunhar os valores cívicos e morais maiores, chamei-lhe, com toda a probidade e sem que o grande afecto que nos unia, provocasse indevidos louvores, de “Mãe Coragem”. Lembrei-me então da peça do mesmo nome, da autoria do dramaturgo Bertold Brecht, na memorável encenação dessa grande senhora do teatro português, Eunice Munhoz.
      É que a ora falecida, em Faro, de que era uma das mais antigas habitantes, Almerinda Guerreiro de Brito, foi-o sempre uma outra “Mãe Coragem”, lutando com garra, empenho, dignidade e um comprovado heroísmo, no seu anonimato, uma irmã gémea da principal figura brechtiana, como assumiu ao longo de tantas e tantas décadas.
      Nascida no bucolismo desse Algarve verdadeiro, que são as “Hortas” dos Vilarinhos, nos arredores do honrado concelho de São Brás de Alportel, facto que com muito orgulho e uma veneração indelével sempre o referia a “Mãe Almerinda”, tempo volvido do casamento, que o foi de uma vida, com o alentejano, saudoso, benquisto e trabalhador “Tio Pepe”, tão repentinamente desaparecido do nosso convívio, radicou-se na capital sulina, nesse bairro do Alto Rodes, outrora uma periferia citadina, que era residência de quantos procuravam a cidade em busca de um amanhã melhor para si e para os seus.
      E conseguiu-o com aquela determinação, empenho e espírito de sacrifício, quantos e quantos o realizaram ao longo da vivência matrimonial, legando “urbi et orbi”, que o mesmo é dizer “à cidade e ao mundo” uma trilogia de filhos, que são referência comunitária.
      O Henrique (presidente do Rotary Clube de Faro, com serviço permanente à Humanidade – “quem não vive não serve para viver”), o António (conceituado mestre da arte de mecânica auto e hoje cotado empresário do ramo automóvel no Canadá, onde se encontra há muitos anos) e o mais jovem, o Daniel, todos de sobrenomes Brito Figueira (uma referência respeitosa e respeitável), que foi conceituado funcionário da TAP Air Portugal e é um dedicado colaborador da Misericórdia de Faro, são a imagem remanescente deste casal, cuja matriarca, a “Mãe Almerinda”, a proveta idade de 101 anos deixou na saudosa lembrança de uma das amizades maiores e das mais assinaladas referências da nossa vida!
      “Minha aldeia voltei…” lá estava no mausoléu do poeta sambrazense Bernardo de Passos, no Cemitério de São Brás de Alportel, onde foi exumada a frase a aguardar esta “Mãe Coragem”, nascida há mais de um século ali bem perto, nas Hortas doa Vilarinhos e retornada à terra natal. Na nossa sempre saudosa lembrança o exemplo maior desta algarvia “Mãe Coragem”!
João Leal

POESIA




                  Segue o bem


Não fujas, vai devagar,
Não mintas, diz a verdade,
Nada digas antes de pensar, 
Abomina sempre a crueldade!

Abre o coração ao bem fazer
Mesmo que vivas num mundo cão,
Sentir-te-ás bem podes crer.
Faz disso tua grande paixão

Que os lobos uivem que importa?
Que pareça desmoronar-se o mundo!
Que raios e coriscos caiam à tua volta,
Não vaciles, segue esse sonho profundo!

Não admires os que não prestam,
A aura das aparências não sigas,
Segue os bons que ainda restam,
Manda os maus às urtigas!

Os reles terão curto tempo,
São como o tornado que arrasa, 
Queima, destrói, num momento, 
Mas depois, extingue-se, passa!

      Manuel Inocêncio


quinta-feira, 10 de outubro de 2019

INSÓLITO




BAGO DE UVA POR CENTENAS DE EUROS
Das muitas variedades de uvas cultivadas no Japão, apenas uma é tão cobiçada que é vendida por centenas de euros por bago. A Ruby Ruman foi desenvolvida na província de Ishikawa e é um dos frutos mais caros do mundo.

IN SÁBADO

Um arranjo de Roger

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

ALBERT EINSTEIN





INFORMANDO

FALECIMENTO DE COSTELETA

Tive conhecimento através do facebook do falecimento de um ex. colega da Escola Industrial e Comercial de Faro, de seu nome: JOAQUIM BERNARDO NETO MEALHA. Não tenho fotografia e penso que não fosse sócio da Associação. O funeral é hoje.
Este colega andou no Curso Geral do Comercio.

Um abraço de amigo,

Florêncio Vargues

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

HORÁRIO DE INVERNO

Acerto da hora

Foi há cerca de cem anos que se decidiu aplicar um horário 

diferente no Inverno e no Verão.

No próximo domingo, 25 de Outubro, tem início o horário de Inverno. Assim, deverá atrasar os seus relógios 60 minutos às 2h da madrugada de domingo, passando para a 1h. Na Região Autónoma dos Açores, a mudança é feita à 1h da madrugada de domingo, passando os ponteiros a marcar meia-noite.

POESIA



A RAPOSA E A PERDIZ

Uma raposa tinha fome, muita fome!
Já passava do meio dia, e sem almoçar;
Estava tonta, como quem não dorme; 
Doía-lhe o corpo, de tanto procurar!

O campo deserto, era muito o calor.
  Viva alma à vista, não vislumbrava;               
Estando também sedenta, para mitigar a dor,  
Foi beber numa fonte que ali se encontrava!

Um pouco ao longe avistou uma perdiz,
Que também saciando-se estava.
A raposa, matreira, já sorria feliz,
Só de pensar que a enganava!

Ao lobrigá-la, a perdiz, o pescoço levantou,   
Esticou as pernas, abriu muito os olhos e esperou,
E totalmente alerta, algum tempo assim ficou,
    Até que a raposa com voz rnavlosa talou!

Comadre perdiz. Conheço um campo de trigo,
    Como não há outro tão perto, ·                                                                                                                  1 • --
Ouve bem o que agora eu te digo,
Posso levar-te lá, e, isto é tão certo,

Que eu seja ceguinha se não é assim;
Mas comadre raposa, eu conheço os arredores,
E não conheço tal maravilha, tal jardim!
É longe, só eu conheço os caminhos melhores!

Para te não cansares, às costas te levarei,
Nada me pagarás pelo transporte,
O campo de trigo fica num sítio que só eu sei,
É daqui a umas léguas, um pouco para o  norte.


     A perdiz sabia a fama que a raposa tinha,
     De predadora terrfvel e falso animal,
     Disse-lhe então: minha querida amiguinha,
     Agora mesmo vou à procura desse trigal!

     E com forte impulso nas pernas se elevou,
     Voando para longe, muito longe da serpente,
            Enquanto a raposa manhosa muito se lastimou,
            E não ter sido mais convincente!


                            Manuel Inocêncio
  

QUANDO A POESIA ACONTECE


De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
    "Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

Prezados Companheiros e Amigos

Próxima quarta-feira, dia 9 de Setembro, pelas 17,30, "Quando
a poesia acontece", na Biblioteca Municipal de Faro, sob o
tema:

Faro de Santa Maria
Cidade que abraça o mar
Formosa és cada dia
Foste moura de encantar

- José Luís Campos


* Poesia embalada pela voz de Rosinda
com música de Luciano Vargues

Espero por vòs.

Cordiais saudações elistas.



Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro

domingo, 6 de outubro de 2019

MAIS UM COSTELETA QUE PARTIU


ÂNGELO LEAL COSTA
Partiu

A todos os familiares e amigos a Direcção dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira envia sentidas condolências

DESCANSA EM PAZ ÂNGELO COSTA

NOTA: O funeral foi ontem. Notícia recebida hoje. Roger