
MEU CARO AMIGO
Quando eu cheguei à Escola em Outubro de 1952, já lá andavas nas tuas lides da Mocidade Poruguesa e logo nesse ano, tomei contacto contigo, quando foi preciso envergar a farda, para fazer um desfile não me lembro já para onde.
Há tantos anos meu caro Frank.
Hoje, por motivos de homenagem, volto a recordar-te como costeleta de elite, muito badalado lá em casa, pois eu estava hospedado na residência da Natércia Pires Correia que à época namorava com o Xico Zambujal e era colega de turma da tua esposa.
Fiz uma boa amizade contigo e tínhamos amigos comuns. Foste tu meu caro Frank que me contaste a história do Marreco ( com todo o respeito) que tinha banca de engraxador no jardim ao pé da doca.
Conheço um pouco do teu amor à poesia, à música e à dança e algumas daquelas cenas do 2º 4ª, com o Zé Clérigo do Passo, com os manos Molarinho, o Zé António, os Zambujal, o Casimiro de Brito, o João Leal e outros.
Tinha prometido ao nosso Rogério que estaria aí amanhã às 21 e 30 na homenagem, digamos assim, que te vão prestar. As coisas modificaram-se e não vai ser possível.
Mas, neste espaço costeleta, quero manifestar o meu regozijo pela justiça do reconhecimento público que vai ser prestado pela cidade que te viu nascer, que, por essa via, vai perpetuar a tua obra, o teu carácter e a grande amizade que dedicaste a todos nós.
Aceita estas palavras como sintoma de uma grande amizade e respeito.
Viva o Frank.
João Brito Sousa
É de facto uma boa prosa em louvor de um grande e saudoso amigo que foi de todos nós e que, nesta hora de reconhecimento, o lembramos com muita saudade.
ResponderEliminarUma pequenina correcção gostaria de fazer à tua escrita caro Brito de Sousa; o Franklin é natural de Tavira. Foi lá que lhe puseram a primeira fralda.
Um abraço
Alfredo Mingau
Obrigado Alfredo.
ResponderEliminarViva.
Correcção aceite.
ab.
JBS