quarta-feira, 12 de abril de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



MORREU MANUEL BAPTISTA, UM DOS MAIORES ARTISTAS

FARENSES DE SEMPRE


Foi na manhã de Domingo de Páscoa que nos chegou a

triste notícia da morte na véspera (8 de Abril) do grande artista

algarvio Manuel Baptista, aos 87 anos. Era um nome

incontornável de arte portuguesa contemporânea e com ampla

presença no meio artístico internacional.

Joaquim MANUEL Guerreiro BAPTISTA nascera em Faro no

ano de 1936, onde sempre o conhecemos como uma referência,

que duraria para toda a vida, na sua Rua de São Luís, então

como que um arrabalde citadino e hoje uma referência central

do burgo. Era no tempo de «moças e moços» em que por ali

habitava outro dos grandes ídolos da cultura portuguesa, a

cacelense escritora e investigadora Teresa Rita.

Desde muito jovem que revelou a sua inclinação para o

desenho pelo que, após conclusão do curso no Liceu João de

Deus, ingressou na Escola Superior de Belas Artes (ESBAL),

onde também exerceu a docência. «Autor de uma obra

multifacetada com destaque no campo do desenho, de pintura,

da escultura e da instalação», assim descrevem Manuel

Baptista as referências informáticas. Foi bolseiro da Fundação

Calouste Gulbenkian, em Paris e do Instituto Italiano em

Ravena.

A sua primeira exposição aconteceu em 1956, no «I

Salão de Arte Moderna», promovido pela Sociedade Nacional

das Belas Artes, havendo realizado a sua mostra individual de

estreia em 1961 na Galeria do «DN» (Diário de Notícias), em

Lisboa a que se seguiu uma série interminável de exposições no

País e no estrangeiro e participou, como convidado da AICA nos

trabalhos de restauro do mítico Café «A Brasileira», no Chiado

(Lisboa). De 1990 a 2003 foi Director das Galerias Municipais

Trem e Arco, na «Vila-a-Dentro», em Faro. Tinha no presente

(encerra a 16 de Abril na Galeria da Ponta de Sagres) uma

exposição promovida pela DRCA (Direcção Regional de Cultura

do Algarve) e preparava uma nova exposição retrospectiva de

toda a sua obra a acontecer, dentro em breve, em Faro.

Manuel Baptista era detentor de muitos e importantes

prémios, entre os quais a «Medalha de Ouro da Câmara


Municipal de Faro - 1987»; dos prémios «Guérin - 1968)»; «Soqui

- 1970», «V Bienal de Cerveira - 1984)», «Banif - 1993» e

«Autores - 2012 - Sociedade Portuguesa de Autores), etc.

Fazemos nossas as palavras do Município de Faro - «Manuel

Baptista é desde sempre um dos artistas plásticos mais

acarinhados pelos farenses e do reconhecimento nacional».

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



UMA NOVA SOCIEDADE DAQUI A POUCO (FUTURO)


Cheira-se já entre nós, sente-se vive-se no quotidiano, os alvores de uma

nova vivência comunitária, numa sociedade pluri-étnica e pluralista, bem

diferente da que era a tradicional. Portugal foi sempre um país de forte corrente

emigratória e o defícite demográfico é hoje compensado ou atenuado pela forte

presença de ex - turistas hoje residentes, vindos sobretudo da Europa Central e

Ilhas Britânicas, de oriundos dos PALOP,S (Países de Língua Oficial

Portuguesa), de modo próprio das ex colónias tornadas países independentes

após o 25 de Abril de 1974 e do Brasil e das novas correntes dos chamados

Países de Leste, da Ucrânia por virtude da guerra com a Rússia, bem como de

outras mais estranhas culturas, casos do Paquistão, Bengladesh, etc.

Vem todo este pensar a propósito das exigências que nos são colocadas,

face a essas já expressivas populações, citando-se ainda o caso insofismável

da frequência da Universidade do Algarve, com um activo oriundo de dezenas

de países das mais díspares origens.

Os hábitos e costumes desses novos vizinhos, as suas naturais exigências

culturais e outras, o que é preciso fazer para responder cabalmente às

exigências naturais das mesmas, levantam um mundo da necessidade de

infraestruturas físicas e mentais, que vão dos templos religiosos às escolas e à

cadeia alimentar.

Não se trata de estarmos sujeitos a uma nova colonização, nem de forçar

os povos vindouros a se adaptarem totalmente aos nossos seculares usos e

costumes.

É uma vivência nova esta que enfrentamos, que se encontra já ali ao virar

da esquina. Um caso, diríamos, doméstico, o que nos acontece nas manhãs de

Domingo, após a habitual visita ao Mercado Agrícola do Carmo. Quer neste

«mundo de procura e oferta dos produtos naturais», como no próprio ali perto

situado («O Seu Café») é ver a frequência de muitas e desvairadas gentes.

Um mundo novo, formado por muitas etnias, hábitos, trajes e línguas,

surge-nos numa constância e imagem que não nos era familiar.

terça-feira, 11 de abril de 2023

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



«EVOLUÇÃO URBANA DE OLHÃO»

Data de há oito anos (2015) mas tem uma pleníssima actualidade a obra

«Evolução Urbana de Olhão», da autoria da Mestre Dra. Sandra Romba, que

nos dá uma imagem sempre pronta da hoje «Cidade da Restauração». Foi, em

mais um volteio pela biblioteca, neste consumir de horas viventes, que a obra

me veio parar às mãos e com o gesto a atitude boa de uma leitura mais

pausada e pensada

Trata-se de um minucioso e baseado estudo desta farense, que é mestre

pela Universidade do Algarve, em «História da Are Portuguesa», após a

licenciatura em Estudos Portugueses por aquela mesma prestigiada escola

universitária.

É um livro que vale a pena ler e com ele e as suas indicações percorrer

Olhão, como era e como é, como o foi e como acontece em nossos dias, de

modo próprio na zona á beira - Ria colocada. Assinala também a publicação

deste estudo o início das prestimosas iniciativas da valiosa Editora «Sul, Sol e

Sal».

Desde as primeiras cabanas de pescadores, que fora sempre a grande

força motivadora do «Ser Olhão» até às casas de pedra e cal, dos quintais às

açoteias, de tudo um pouco e muito o é vem neste livro «Evolução Urbana de

Olhão». Também o mesmo desmistifica mitos e ideias, mais ou menos

românticas, com base nos estudos de quem a ele se entregou de forma

exaustiva, inteligente e profunda.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL

L


GENTE DO PASSADO

«O TIO BICHALHÁ»

É uma figura incontornável da vida citadina na primeira

metade do século XX. Fazia parte do quotidiano vivente, ao fim

e ao cabo aquele que, «com sangue, suor e lágrimas» faz em

todos os dias a história viva de cada dia.

Era no tempo em que a rede domiciliária de abastecimento

de água não abrangia toda a cidade, mesmo zonas cêntricas,

como era o caso das casas em que morámos, durante décadas,

na Rua Infante D. Henrique (nºs 96, 13 e 11). O precioso líquido

era-nos chegado pela entrega, domicílio a domicílio pelos

aguadeiros que se faziam transportar em típicos carros puxados

por muares. Deles existe um exemplar, à escala natural, no

Museu Etnográfico Regional, na Praça da Liberdade, à Pontinha.

O carro era todo forrado com cortiça, a fim de evitar que os

cântaros que transportavam a água, se partissem. O

abastecimento era feito em bicas existentes dos hoje

desaparecidos poços do Jardim de São Pedro e dos Largos de

São Sebastião e de ao Pé da Cruz.

Eram vários os aguadeiros, mas a minha memória de

figuras e factos do «Faro dos Tempos Idos» apenas comporta a

do «Tio Bichalhá», que outro nome lhe não conheço e duvido

que, hoje, haja quem o saiba. Operoso, modos algo bruscos,

forte bigodaça, parecia um soldado romano na quadriga quando

conduzia o seu «carro da água». Moço que o era (2, 3 anos)

tinha um certo receio do lembrado «Tio Bichalhá» e das suas

promessas agressivas. É que no Verão usava apenas uma

camisolinha de alças que não cobria o pendente sexo. Então o

solícito aguadeiro dizia, perante o meu pavor e a corrida em

busca de poiso seguro: «ah, malandro, que tenho aqui uma

navalha, para te cortar a minhoca»!

 "Quando a poesia acontece" dia 12 de Abril

Caixa de entrada

Dina Lapa de Campos dinalapacampos@gmail.com

quarta, 5/04, 11:35 (há 6 dias)
para CE, CE, mim, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, Presidente, agfponte, Ana, anasantos65, anatiliamascarenhas, apgfa, bjbamlopes, BR, BR, BR, BR, BR, BR, CE, CE, CE, CE, CE, eduardoanmoreira11, elosclube.presint, Fátima, gato.aurelio, geral, graciete.felizardo, Helena, j.oxiela, jamb2005, joao.miguelrs, manuelabomba, Nucleo, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, PP, rosindavargues, sidney.franca, danielhenriques85
Reenvio mensagem do Elos Clube de Faro enviada em 30 de Março 


Data: Faro, 30-03-2023

De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
    "Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"
 
Estimados Amigos e Companheiros,

No próximo dia 12 de Abril, quarta-feira, pelas 17,30.
"Quando a poesia acontece", na Biblioteca Municipal de Faro,
sob o tema:

"A poesia está guardada nas palavras – é tudo que
eu sei"

- Manoel de Barros

* Poesia embalada pela voz de Rosinda
com música de Luciano Vargues

Espero por vós.

Cordiais saudações elistas.


Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro



CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



EM 3 ANDAMENTOS...

...e o primeiro e bem doloroso é o elevado tarifário que a

Fagar impôs ao consumo da e lixos (saneamento básico). A

«sua reversão completa» foi pedido pelo presidente do PS/Faro,

Adérito Silva e pela deputada municipal Dra. Ana Passos,

considerando o excessivo aumento do mesmo. As tarifas

aplicadas provocaram geral contestação, sobretudo no

momento em que há um agravamento generalizado e sufocante

do custo de vida, não obstante os lenitivos aplicados. Neste

caso é uma companhia, com capital de maioria municipal que

vem espetar o terrível ferrete da inflação nos seus habitantes, a

quem cumpre defender «com unhas e dentes». Não é a

chamada «Oposição» que contesta este opressivo tarifário mas

todos os que, todos os meses, se vêm esbulhados. dos míseros

euros que cada vez dão para menos.

O Sporting Clube Farense, através da sua Secção de Padel

e na sequência de um torneio que fez disputar na Academia

Eduardo Beldade, no Bom João, ofertou ao CHUA (Centro

Hospitalar Universitário do Algarve) ofertou quatro cadeiras

ortopédicas ao Serviço de Urgência daquela unidade de saúde,

num gesto que se tem repetido ao longo da sua valiosa história

de 112 anos. Desporto e solidariedade, mais uma vez de mãos

dadas e desta feita através do gesto generoso do seu emblema

maior.

Após 5 anos de trabalhos, iniciados em 2018, reabriu com

todo o seu verde esplendor e múltiplas inovações a chamada

«Mata do Liceu». Trata-se do amplo espaço, um dos pulmões

verdes da capital sulina, que, em Santo António do Alto, rodeia

o edifício do ex - Liceu João de Deus, depois Liceu Nacional e

agora Escola Secundária de João de Deus. Foram semeadas

centenas de novas árvores, nalguns casos para substituir

espécies decrépitas, implantado um campo de basquetebol e

lagos vários para retenção das águas da chuvas, para além dos

passeios que convidam «o corpo e a mente a passear ,

exercitando o físico e o pensamento, passear, apanhar

aprazíveis banhos de Sol e fruir de quanto a Natureza tem para

nos oferecer, para além dos parques infantis, geriátricos e

outros. Um obra que dignifica o Município, cujo Presidente, Dr.

Rogério Bacalhau, pediu pedagogicamente, no acto inaugural:

«É preciso tratar bem aquilo que é nosso!».

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



«LAGOS: EVOLUÇÃO URBANA E PATRIMÓMIO»


ARQ. RUI MENDES PAULA


Editado pelo Município de Lagos em1992 o livro «Lagos: evolução urbana e

património», encontra-se esgotado de há muito. Assim e por proposta do

Vereador CDU Carlos Alexandre foi proposta e aprovada por unanimidade a

reedição desta obra do Arquitecto Rui Mendes Paula.


«ALIMENTAÇÃO, NATUREZA E PAISAGEM»

MARIA MANUEL VALAGÃO, MARIA ELVIRA FERREIRA E

JOSÉ ANTÓNIO PASSARINHO


Na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, foi apresentada a

obra «Alimentação, Natureza e Paisagem». Com edição da «Tinta da China»,

este livro tem excelentes fotografias de Vasco Célio. Constitui uma ampla

divagação sobre plantas silvestres, aromáticas e medicinais. A apresentação

da obra de Maria Manuel Valagão, Maria Elvira Ferreira e José António

Passarinho, foi confiada a João Pedro Bernardes.

JOÃO LEAL

 TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA

A APAL (Associação de Promoção de Albufeira), em colaboração com o

Município, promoveu jornadas de promoção turística no Norte do País,

procurando atrair turistas ao longo de todo o ano.

O TURISMO DE PORTUGAL criou o «Cartão ATLAS», destinado a todos os

profissionais da actividade turística e que proporciona várias vantagens

(descontos, acessos, etc.). Está acessível través de uma plataforma que lhe é

dedicada.

O Ministro do Ambiente e Condições climáticas, Duarte Cordeiro, inaugurou a

obra de valorização e requalificação da Ribeira de Aljezur, havendo visitado

alguns troços.

Vai ser reflorestada a área degradada na Serra de Odeleite e conhecida por

Eira da Zorra (Castro Marim), devastada pelos incêndios de 2021. Trata-se de

uma extensão de 34 hectares, numa acção da Cooperativa GuadiMonte, com

um valor de 900 mil euros, finan ciados pelo Governo e União Europeia.

Reabriram em Alte (Loulé) dois estabelecimentos encerrados por via da

pandemia. Trata-se de o «Javali», situado à saída para as Sarnadas e o antigo

«Cantinho de Alte», agora chamado de «Terra de Alte», que se localiza frente

ao Mercado. Também reabrirá, brevemente, nas Sarnadas, a «Casa do

Esparto».

A Comissão de Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa lançou dois

questionários: um dirigido a pessoas que residem ou trabalhem na área do

Parque e outro destinado aos visitantes, com o objectivo de recolher opiniões

sobre aquela área protegida.

O número de produtores de vinho no Algarve triplicou na última década e o

sector quer apostar no segmento do enoturismo, aproveitando os canais da

hotelaria e restauração.

O empreendimento residencial e turístico de Vilamoura decidiu criar uma

Comunidade de Energia Renovável (CER), com 60 mil m2 de painéis

fotovoltaicos, até 2035, que irão fornecer electricidade a 15 mil famílias.


JOÂO LEAL

segunda-feira, 10 de abril de 2023

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



UMA «HUB» PARA POTENCIAR A ECONOMIA DO MAR


Olhão é estruturalmente uma terra ligada ao mar e dele dependente. Foi-o desde a hora primeira e sê-lo-á não obstante crises e modas. Mas o mar está sempre presente no ser e no estar dos olhanenses. O futuro aponta também nesse mesmo sentido, não obstante rejeitarmos o sistema ou a prática das monoculturas.

Prova evidente é a concretização desse objectivo com a aprovação da candidatura da Câmara Municipal de Olhão ao PRR (Plano de Recuperação e Resilência) de «um laboratório vivo, concentrado para o desenvolvimento de serviços e produtos nas áreas da tecnologia, alimentação e valorização dos recursos endógenos do mar».

A sua instalação decorrerá em 2025 num edifício já existente e situado no limite sul da área portuária de Olhão, com 836 m2, dispondo de laboratório de ensaios e cultivo de casais marinhos. O investimento neste «Pólo Azul Hub» dedicado á economia do mar importará em mais de 4,4 milhões de euros e representa um projecto cientificamente avançado.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


JOSÉ MARIA, O ARTISTA EM PLENO


É-o a cada instante. Não lhe conhecemos nem concebemos um só instante

em que o «Zé Maria» não pense, não faça acontecer e não sonhe arte. O José

Maria Oliveira, pintor, músico, artista pleno, que um dia veio dos contrafortes

das serras durienses para se assumir como um das gentes que mais tem feito

germinar a arte em terra do «seu» Algarve.

Assumiu-se, desde menino e moço, como tal e este operário da cultura

tem-na feito acontecer seja em cada um dos seus trabalhos gráficos, seja-o no

dedilhar do instrumento em «Fados de Coimbra» ou, o que a vivência do

quotidiano nos tem presenteado a forma como se assume a viver, a crer e a

querer na Democracia.

Ora ofereceu-nos duas dezenas dos seus trabalhos, pinturas e desenhos,

que ali estiveram expostos no IPDJ, paredes meias com a bucólica Alameda /

Campo de Flores João de Deus. É um assomar daquilo que o José Maria

Oliveira, concebe na sua arte original, é o repetir da continuada mensagem

que, desde há muito nos reparte.

Corrente surrealista? Negativismo? Chamem-lhe o que quiserem, que

ninguém se ofende com isso, mas lá que é arte é ARTE, singular, própria,

vivente.

De permeio com a exibição dos quadros que nos interrogam, sempre e

sempre, a cultura a acontecer. Foi o Afonso Dias, poeta, cantor, deputado da

Constituição primeira, a trazer-nos os seus cantares. Foi o debate sobre a

saúde mental...foi a vivência admirável de quem teve o ensejo de «ver» o Zé

Maria nos excelentes trabalhos que desta vez nos mostrou. E apetece

interrogar: « para quando a próxima, Zé?CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL


CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


«ECOS INACABADOS»

RUBEN SANTOS

«Ruben Santos, homem das ilhas e da diáspora («Nós/, gente da ilha/,

gentes do basalto, / na procura do mundo....») revela uma rara sensibilidade,

na vida como na poesia» - eis o retrato inteiro e íntegro, completo e pleno deste

açoriano, pelo nascer e viver e deste algarvio, pelos muitos serviços prestados

à região onde, em boa hora se fixou. O texto da autoria do também notável

«homem das ilhas», José Andrade. Escreve-o no completo Prefácio com que

abre a última obra publicada, «Ecos Inacabados», inserta na farense

colectânea poética e não só «Cadernos Santa Maria» e que o querer,

dedicação e labor de outro poeta e prosador, o Engenheiro Tito Olívio, vai

mantendo nos seus 164 títulos já publicados.

É um livro que se lê de seguida, como se um «gin» houvéssemos no Bar do

Peter, á borda beira do porto faialense, de tão gratas memórias por todos os

marinheiros de todo o mundo. Ruben Santos, que viveu em 3 continentes

(Europa, Africa e América), que foi o «Senhor Presidente do Conselho Mundial

das Casas dos Açores», é uma figura íntegra nas análises cívica, familiar e

moral

No Algarve deu um impulso único ao fomento das relações entre «as nova

ilhas do atlântico» e a «terra donde partiram as caravelas de Gonçalo Velho

Cabral...Foi a «Casa dos Açores» (cujo redinamização desejamos), o restauro

das «Festas do Espírito Santo», essa verdadeira Universidade Aberta

Açoriana, que o foram as «Semanas Culturais»...e tudo o mais.

Em «Ecos Inacabados» ressurge o poeta em pleno seja-o no Brasil

(Gravati), em Monterey (Califórnia), como no Algarve (Faro e outros locais),

como acontece no derradeiro poema escrito em terras algarvias (2021): «O

passado está presente, / Num presente já passado. / É um flagelo premente /

Num caminho inacabado.»

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»


«PORTUGAL - A HISTÓRIA DA EXPANSÃO MARÍTIMA»

PROF. MALEJAR NERVITT


Numa edição da «Alma dos Livros» veio a lume «Portugal - A História da

Expansão Marítima», uma minuciosa obra que relata as navegações dos

portugueses entre 1 400 e1 668 (séculos XV e XVI). É seu autos o historiador

inglês Prof. Malejar Nervitt, que foi professor do «King,s College de Londres» e

do qual se aposentou em 2 005. A obra descreve «a aventura épica de um

povo num relato único e motivador». O autor foi o primeiro titular da Cátedra

Charles Boxer ((Departamento de Estados Portugueses e Brasileiros do

«King,sCollege de Londres». havendo leccionado também nas Universidades

da Rodésia e de Execter.


«ACORDAR MEMÓRIAS - A TRADIÇÃO ORAL NO CONCELHO DE

ALJEZUR»

Numa iniciativa da Tertúlia Associação Cultural de Aljezur surgiu um

novo álbum da série «Acordar Memória - A tradição oral no Concelho de

Aljezur». O livro foi apresentado no «Meu do Mar e da Terra», na Praia da

Carrapateira naquele concelho da costa vicentina.


«101 MANEIRAS DIVERTIDAS DE POUPAR ÁGUA»

A empresa «Águas do Algarve» editou o livro virtual «101 maneiras

divertidas de poupar água», num tema de flagrante actualidade face à

escassez do líquido como ao custo elevado do mesmo. Como é assinalado

«são 101 dicas para uma gestão mais eficiente da água e um livro que oferece

101 acções para os heróis da poupança».


«A TELÚRIA»

POETA NERO

A partir de 13 de Abril encontra-se nas livrarias o livro de poesia «A

Telúria», obra do poeta algarvia Nero, pseudónimo do silvense Dr. Roberto

Simões. Nele «se viaja do bucólico ao esplendor citadino». É a primeira obra

da trilogia informal «A trilogia do Espírito». A edição é da Manufactura.

JOÃO LEAL