domingo, 13 de agosto de 2023

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 

      «AS AVENTURAS DE UM LUSO - FRANCÊS»

               

                                   MANUEL ANTÓNIO VIDA PAIXÃO


             Nascido em Portugal, tinha apenas 9 meses quando foi para França, com seus pais. Agora escreveu a sua experiência naquele país, num livro intitulado «As aventuras de um luso - francês», toda ela recheada de valiosos testemunhos e que foi apresentada nas sessões «Livros Abertos» na Biblioteca Sophia de Mello Breyner Andersen, em Loulé. A obra á bilingue (português e francês) e o seu autor, além de escritor é também compositor e cantor.


      «BTTMTT» - BICLETAS TODO O TERRENO


                                                JOÃO MARIANO


             É a transposição para o papel de uma experiência de durante 12 anos percorrer «Ceca e Meca e Vale de Santarém», feita pelo escritor e fotógrafo João Mariano, a quem se devem também as fotos que ilustram a obra «BTTMTT». 

               A apresentação teve lugar no Jardim da Liberdade, em Aljezur e numa iniciativa do grupo de motards daquela vila barlaventina.



                                                                                        JOÃO LEAL


COSTELETAS QUE EU CONHECI - DR. TELLO QUEIROZ

O DR. TELLO QUEIROZ

Era um mestre que veio para a nossa Escola aí pelo finais dos anos 50 ou princípios de 60 do ido século XX e de que são conhecidas algumas excentricidades. Isto não afectava no mínimo o seu saber, que era grande e que ele, fraternamente prodigalizava com todos, em especial com os alunos.

Natural de Lagos e membro da linhagem fidalga, como o próprio nome o atesta, o Dr. José Francisco Tello Queiroz, leccionou durante vários anos na Escola Tomás Cabreira e tinha um ênfase muito especial e sabedor, em tudo o que se referia ao então designado por «Ultramar Português», as antigas colónias que hoje são os PALOP,S (países de língua oficial portuguesa).

Eram conferências, ele que era um dotado orador; exposições de temática ultramarina que fazia promover e outras manifestações, sempre imbuído do espírito assumido de que «não se pode amar aquilo que se não conhece».

Assisti a reuniões com elementos vindos de Angola, Moçambique, Guiné, etc. que desconheciam o que o dr. Tello Queiroz lhes expunha sobre hidrografia, orografia, economia, etnias, etc. das colónias de que eram originários.

Mas tinham muitas e curiosas excentricidades que faziam o «gozo» da Tomás Cabreira. Comigo foram vários os casos, de que não me furto a contar o passado entre nós. Manhã cedo telefonou para minha casa dizendo-me da muita urgência em nos encontrarmos pois acabara de chegar de Lisboa, - Com certeza, Senhor Doutor. Estarei em vossa casa dentro de minutos....

Assim aconteceu e dirigi-me à sua residência no andar superior da Rua Reitor Teixeira Guedes, em cujo rés-do-chão funcionava a Foto Loução (imediações do Palácio da Justiça). Após muitos e repetidos toques de campainha lá se abriu a porta e o meu interlocutor a receber-me e a dizer-me:

- Aguarde aqui uns minutos enquanto faço a higiene básica.

Assim sucedeu, só que aos minutos sucederam-se as horas e havia na casa, como diria o saudoso professor de História e outro excêntrico, o Dr. Salgado:

«ouvia-se o sepulcral silêncio das múmias faraónicas». As horas passaram, a fome do almoço chegou e eu tomei a decisão de «bater em retirada».

A meio da tarde telefonou-me a pedir desculpas e a dizer que a cama o chamara e se deixara dormir.

A Câmara Municipal de Lagos, em preito de homenagem ao seu valor intelectual deliberou dar o nome do Dr. José Francisco Tello Queiroz a uma artéria na Urbanização Marina Sol, na União de Freguesias de São Sebastião e de Santa Maria, naquela cidade da Costa de Ouro.

JOÃO LEAL

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



       ESCRITA EM TRÊS MARÉS....


     É de indiscutível prejuízo para a economia olhanense a saída desta cidade para os Estaleiros da Mitrena (Setúbal) da «Sun Coast», a única empresa em Portugal que desde 2015 de embarcações movidas a energia solar. A exigência de maiores instalações face ao crescimento desta unidade fabril, com 80% do produto destinado à exportação e de mais mão de obra qualificada determinaram esta decisão que se lamenta pelo que a «Sun Coast» representava para a vida industrial concelhia, até pela inovação tecnológica.

     - - - - - 

Os olhanenses, em situação económica vulnerável podem solicitar o apoio para a aquisição de medicamentos. Trata-se de um avanço social, de elevada valia, que resulta do protocolo celebrado entre a Câmara Municipal de Olhão e a Associação «Dignitate», no âmbito do projecto ABEM (Rede Solidária do Medicamento). Plena de sentido e de veracidade o que foi afirmado pela Autarquia: «Não queremos que nenhum olhanense tenha que se confrontar entre a escolha de comer ou de fazer a sua terapêutica». 


   - - - - -


      Gustavo Ramos, o jovem olhanense, que é um dos mais cotados nomes do futebol português e que tanta «tinta» fez correr nesta «janela de transferências» é jogador do cotado clube europeu, o francês PSG (Paris Saint German), O acordo com o Sport Lisboa e Benfica, onde Ramos se encontrava desde os 12 anos, alcançou-se, torneando as exigências da UEFA (União do Futebol Europeu)no âmbito do «Fair Play Financeiro», com o empréstimo até Junho de 2024 por 20 milhões de euros e  a posterior compra num negócio que pode atingir os 80 milhões de euros. A concretização de todos os sonhos de mais um moço nascido na Cidade Cubista e em plena ascensão no mundo futebol. Que aconteçam é o que lhe desejamos!


                                                                                     JOÃO LEAL

 

domingo, 23 de julho de 2023

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«CAPITAL MOTARD DA EUROPA»


A partir de 20 do corrente (5ªfeira) e até Domingo (24) Faro

é, uma vez mais, a capital europeia dos motards, com a

realização da 41ª edição da «Concentração Internacional de

Motos».

Ali, no Ludo, o dinâmico Moto Clube de Faro, a que preside

com dedicação e empenho, essa figura icónica que é o José

Amaro, vai receber cerca de 20 mil participantes na que é uma

das mais cotadas manifestações que, no seu género, se

realizam.

Provenientes de quase todos os países europeus, os

motociclistas vêm também de outras partes do Mundo,

conferindo a esta reunião, um cunho universal.

É um evento não só da maior importância para a capital

sulina, como para todo o Algarve até o País, pelo volume de

receitas envolvidas.

Ao após ano, não obstante as conhecidas dificuldades de

que as limitações do terreno figuram em lugar destacado, os

motards vêm até ao Sul da Europa, para participarem num

evento que, ao fim e ao cabo, a todos nos importa.

Aquele desfile de despedida, na manhã de Domingo,

proporciona uma imagem e lembrança e única e imperdível.

Daqui, desta coluna em que trazemos Faro nas suas

vertentes, há dezenas de anos, saudamos o Moto Clube e todos

os participantes nesta mediática «Concentração Internacional».

, ,CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


«FAMÍLIA ALGARVIA»


Foi um dos momentos de mais relevante sensibilidade e emotividade

aquele em que a Dra. Elsa Vaz (filha do artista e professor Isolino Vaz e

presidente da Associação que ostenta o nome deste mestre do neorealismo)

ofertou ao Município de Faro e, portanto, a todo o concelho farense, cujo

património, no que a obras de arte respeita, muito veio enriquecer, o óleo

intitulado «Família Algarvia».

Aconteceu durante a apresentação no Museu Municipal do catálogo

«Isolino Vaz, um homem diferente», que contou com diversos apoios e

parcerias e culmina as comemorações, de modo especial a exposição que ali

esteve patente, do 1º centenário do nascimento do artista, ocorrido em Vila

Nova de Gaia, em 1922.

Pedagogo (Porto, Lisboa, etc.), pintor, escultor, ceramista, medalhista,

vitralista e tudo o mesmo em que na Arte, que em si mesmo encarnava, criou

uma forte paixão pelos areais da Faro insular, quando em meados da década

de 60 do século passado «descobriu» esse paraíso natural que era a Ilha do

Faro . Ali fez longas temporadas, admirando desde a placidez das águas

oceânicas do Mar Atlântico ou da Ria Formosa, a toda a paisagem do lado

terrestre, com Olhão, Faro, o Serro de São Miguel e todo o mais, num cenário

de fundo de rara magia e suave encanto.

Apaixonou-se pela ponte meridional do continente português e pelas

suas gentes que pintou, divulgou e comungar neste «homem diferente». Foi até

à década de 90 (Isolino faleceu em Lisboa, no Hospital da Cruz Vermelha, a 21

de Julho de 1992) que este nortenho / farense viveu e fez-se «irmão» da Ilha

do Farol.

Uma paixão que deu telas, desenhos, promoção e querer por este

neorrealista inconformado que, por exemplo, num dos seus magníficos auto -

retratos nos aponta o dedo não é acusatório mas um convite a entrar no mundo

fraterno por ele criado e vivido.

Quando admiramos as obras pictóricas de Mestre Isolino ocorre-nos de

imediato, todas essas figuras criadas pelo nosso Assis Esperança, nos seus

romances, como «Servidão» ou «Fronteiras». É o mesmo homem que nos

saúda, interroga e nos penetra, como acontece nesta «Família Algarvia».

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM


«LETRAS ROLANTES»

CARMINDO DE CARVALHO

Na Biblioteca Municipal de Lagoa foi apresentado o livro «Letras Rolantes

da autoria do escritor Carmindo de Carvalho. O autor, que vive naquela cidade

algarvia, é autor de onze obras, desta feita numa compilação de poesia e

prosa. Carmindo de Carvalho nasceu em Moimenta da Beira (1955) e foi

emigrante na Suíça. A apresentação foi confiada a David Roque.


«A BATALHA DE ALJEZUR - FACTOS E HISTÓRIAS DA II

GUERRA MUNDIAL»

JOSÉ AUGUSTO RODRIGUES

Numa edição da Âncora Editores veio a lume a 5ª edição do livro

«A Batalha de Aljezur - Factos e Histórias da II Guerra Mundial», da autoria de

José Augusto Rodrigues. A obra assinala o 80º aniversário da histórica batalha

aérea travada entre a Alemanha e a Inglaterra na Costa Vicentina e durante a II

Grande Guerra (1939/45). Nela morreram onze aviadores alemães que estão

sepultados no Cemitério de Aljezur.


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

A frase mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

A frase mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL

  CRÓNICA DE FARO

JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


SERVIR: UM TESTEMUNHO DE VIDA!


Teresa de Ávila, cujo pensamento preenche todo um tempo e se projecta

pelos séculos disse: «Quem não vive para servir, não serve para viver».

se mediática da santa espanhola adapta-se, na íntegra à saudosa

amiga, que há dias nos deixou e que, por todos, era afectivamente tratada por

«Dona Clô». Estava a dois passos do centenário de vida, toda ela dedicada a

estar à disposição dos outros.

D. Clotilde Inácia, de seu nome autêntico, nascera em São Bartolomeu de

Messines há 99 anos, era viúva e estava de há muito aposentada como auxiliar

administrativa da Câmara Municipal de Faro. Aqui a sua amizade para todos e

com todos revelou-se de uma forma especial criando sucessivas e continuadas

gerações de amigos. Era no «bar da autarquia», a quando dos breves minutos

de descanso, que a D. Clô distribuía nos cafés, nos chás (de bela luísa) e

quejandos que praticava toda a sua fraterna estima.

Foi-o também no Clube Farense, a que prestou dedicadamente relevantes

serviços, mormente na cobrança das entradas e na Ordem Terceira de S.

Francisco, de que era devotada membro, sobretudo na recolha das esmolas

durante as celebrações eucarísticas

Havia sempre na Dona Clotilde um sorriso acolhedor e fraterno que nos

enchia a alma e nos enchia de amizade.

Partiu a D. Clô, uma vida preenchida a servir, num testemunho exemplar de

vida autêntica, sem protagonismos nem os encómios estridentes.

CRÓNICAS DO MEU VIVER OLHANENSE



AQUELA «BANQUINHA»


Era-o mesmo uma «banquinha», recheada de bocas cava a terra,

camarões da ria, santolinhas, caranguejos, burriés, ovas secas de polvo e todo

um mundo de sabores que atraíam meio Algarve aquele bocado de Olhão,

porta de entrada na Barreta.

Situava-se na Praça Patrão Joaquim Lopes, frente ao ícónico edifício da

antiga Alfândega e da «Barra Nova», a típica taberna olhanense que meio País

conhecia.

Junto à «banquinha», uma espécie de caixa de transporte de peixe, em

madeira, um mariscador, cujos traços fisionómicos marcavam, uma vez mais, a

ascendência magrebina de grande parte das «nossas gentes» e que, nos

canais, sapais e águas da fronteiriça Ria Formosa, fizera a sua maré

apanhando estes produtos. A «Barra Nova», onde conhecemos o sempre

saudoso e acolhedor, mais tarde, prestigiado advogado, o dr. João Ladeira,

nunca devia ter desaparecido. Fazia parte da memória de Olhão, tal como os

vizinhos «Portas de Ferro» ou a «Casa Pires».

Depois, lá dentro, eram os reservados ou o balcão corrido e um chão

sempre coberto de serradura para absolver o que não era desejável. Petisco

haviam-no sempre, mas eram os adquiridos na tal «banquinha» que ganhavam

a preferência.

Recordações de uma Olhão, que saudosamente recordamos e já não

existe!

 TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA


Os CTT editaram dois selos alusivos à «Dieta Mediterrânica», nos valores de

0,80 («Arjamolho») e de 1,15 euros («Doces Algarvios») com uma toragem de 75 mil

exemplares.

Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, presidiu em Monchique à

apresentação do Programa «Roteiro - + Turismo Interno».

A Câmara Municipal de Tavira promove o concurso fotográfico «Turismo

Verde», cujos trabalhos devem ser entregues até 30 de Agosto. A proclamação dos

vencedores (existe um prémio pecuniário de mil euros) será 27 de Setembro (Dia

Mundial do Turismo).

Foi criada pela Flexibus (transportadora alemã de expressos) uma ligação

nocturna entre o Algarve e Lisboa, Coimbra, Porto e Braga. Os 750 klms. serão

percorridos em 8 hora, havendo dois motoristas para garantir uma maior segurança.

A AEHTA (Associação das Empresas de Hotelaria e Turismo do Algarve,

organiza na sua sede em Albufeira, no dia 27 de Julho, uma homenagem ao dr. João

Fernandes, presidente cessante da RTA.

A Região de Turismo do Algarve editou um catálogo relativo ao «Turismo

criativo». Foram definidos 20 locais para um contacto dos turistas com a culinária e

o artesanato algarvios.


JOÃO LEAL