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sexta-feira, 9 de abril de 2021

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



«COSTELETAS» QUE EU CONHECI

    DR. MANUEL INOCÊNCIO DA COSTA,

«UM HOMEM SOLIDÁRIO NA CIDADE»


                    O ADN, da fraterna solidariedade, com que há décadas nasceu na sua serrana São Marcos da Serra, essa maravilhosa fronteira natural do Algarve, com os primórdios da vastidão sul - alentejana, conserva-a, visceralmente, intacta e original, num cortejo solidário que os anos têm robustecido. O Dr. Manuel Inocêncio da Costa, ilustre e generoso advogado, amigo de todos porque só lhe conhecemos amigos, poeta de mérito e homem bom, espalha o seu querer e viver entre as gentes do seu tempo e do seu mundo. Nunca o conhecemos diferente, na placidez do seu estar, na sensibilidade do seu estado de comungante poesia. O «Manel», que de outra forma de o tratar se magoava na sua admirável humildade, era-o assim quando da serrania natal veio para a cidade marinheira e assim tem continuado a ser.

                     Vivemos os momentos iniciais de nos tornarmos amigos quando «costeletas» nos tornámos frequentando o Curso Geral do Comércio na Escola Tomás Cabreira. Foi um baptismo assumido para todo o sempre e prosseguido no quotidiano na vivência do lema «Solidariedade, Vitalidade, Fraternidade» que o Professor Américo nos inculcou. Aliás o saudoso Mestre, cujo centenário ocorre neste ano de 2021 incentivou-o na prática, entre outras actividades físicas, no andebol, quando, por exemplo, no ano lectivo de 1952 / 53, frequentava o 3º ano e de que há registos fotográficos. Mais tarde prosseguiu com a singular cultura geral que lhe estava impregnada e com a atitude com que sempre se tem havido na vida honesta, vertical e correcta, quem tem as mãos sempre estendidas a quem do seu douto parecer e da sua generosa disposição dele precisa.

                       Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa e durante anos a fio exerceu com uma dedicação exemplar a advocacia, com cartório aberto no primeiro andar da confluência das Ruas Ivens e da Marinha, onde funcionou o primeiro posto de turismo que Faro houve (lembram-se do seu funcionário, o falecido Eduardo de Sousa, «Ventania»)? Era uma porta aberta a todos e para todos, a quem o Dr. Inocêncio da Costa atendia com a mesma atenção, prestabilidade e generosidade. Na ocorrência do 35º aniversário do seu incessante labor, em 2010, foi homenageado pela Ordem dos Advogados, num tributo a quem prestigiou a função e a jurisprudência.

                  «Cidade Subterrânea» (2008) e «Poesias deste Tempo», um ano depois, atestam, por agora, o que tem sido uma presença da sua criação poética - expontânea, livre, sublime e lírica. Natural como o seu criador, sincera como o poeta - a poesia a acontecer no «Manel» ou o homem que veio da Serra a ser poesia encontrada.

                     É assim o Dr. Manuel Inocêncio da Costa, um «costeleta» de quem tenho a digna honra de ser amigo!

João Leal

domingo, 10 de agosto de 2008

UM DOMINGO COSTELETA


UM DOMINGO COM O MANEL INOCÊNCIO COSTA EM FARO
por joão brito sousa

Estava eu no Largo da estação em Faro, quando me surge pela frente, vindo do lado do Hotel EVA, o Manuel Inocêncio Costa, brilhante advogado na cidade e que frequentou a Escola nos anos cinquenta, com o ZÉ DIAS LUCAS de Boliqueime e com o INÁCIO.

O Manuel não me via, até que eu dei-lhe um grito, ó Manueeeeeeel, então tu não tiveste hospedado no 4 da Rua Ventura Coelho, em casa da mãezinha da Natércia Pires Correia, que nesse tempo namorava com o Xico Zambujal.

É pá, não estou a ver quem tu és, localiza-me lá, pá...

E eu, por saber que o Inocêncio Costa é poeta, respondi como responderia o grande poeta de Faro, Raúl de Matos.

Eu sou aquela pessoa
Que tu disseste a alguém
Que eu era gente boa
Mas que tu o eras tambem

E diz o Manel

Essa tua poesia linda
Não é do Raúl mas tua
É verdade que não tens ainda
Mas vais ser nome de rua..

O Manuel fez o curso de Direito em Coimbra ao mesmo tempo que era funconário do BNU na cidade dos estudantes e foi um grande aluno. Escreveu um poema sobre os lobos que é um grande trabalho.

È primo do Carlos Inocêncio, economista, jogador de futebol no Farense e muito bruto. Conheci-o em Faro e mais tarde na cantina de Económicas, ao Quelhas.Nunca mais o vi mas o Carlos é costeleta.

Anda daí Manel, anda ver a cedade. Fomos para o lado do Hotel Eva e passámos à porta da tasca, na esquina, onde o ZAC era uma espécie de Primeiro Ministro, depois seguíamos até ao jardim Manuel Bívar. E eu disse: Ó MANEL AINDA TE LEMBRAS DO MARRECO?

E o Manuel cantou,

O Marreco engraxador?...
Era três escudos a graxa
Lembro-me bem si senhor
E também do que tinha na caixa...

Manel, agora vamos à procura do Verdelhão, do Justino do Borges & irmão e do Carlos Alberto Vieguinhas.

E lá fomos para a ALEMANHA.

Texto de
JBS

terça-feira, 7 de outubro de 2008

UM POUCO DO COSTELETA

EU E O MANUEL INOCÊNCIO COSTA




MANUEL INOCÊNCIO COSTA, é costeleta e natural de SÃO MARCOS DA SERRA, Concelho de SILVES.

È licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Habitou em FARO a mesma residência que eu, o nº 4 da rua Ventura Coelho, perto da estação da CP. No meu tempo o Manuel aparecia lá por casa com a farda da tropa. E gostavam todos muito dele por lá.

Homem estudiosos e responsável tenho-o como grande amigo porque temos uma sensibilidade semelhante perante a vida. O Manuel é poeta e eu gostava de ser poeta. E escrevemos sobre o mesmo tema, OS INCÊNDIOS.

INCÊNDIOS - O CICLO DA MORTE E DA VIDA
Por MANUEL INOCÊNCIO COSTA


O incêndio mata a árvore e o arbusto,
Nos troncos e folhagem calcinados mata a esperança
De muita gente que ama a floresta,
E, dela vive no tempo da bonança
De tez escura gretada pelo sol,
Que anos a fio lhes queimou o rosto,
Lágrimas fugidias deslizam pela face
Única forma de exprimir o seu desgosto
Não gritam, nem arrancam os cabelos,
Como Jó olham o céu e imploram,
Mudos na sua dor e na sua nobreza,
O olhar perdido no além enquanto choram,
Muito do que ardeu cresceu com eles
Cuidaram com acarinho da árvore e da casa,
E, de repente, veio o fogo destruidor
Lume gigante e pavoroso que tudo abrasa,
Alguns soçobram perante tal tragédia,
Muitos outros refazem a casa e o arvoredo
Parar e lamentar de nada adiantam,
É de novo tempo de luta e de esquecer o medo.


INCÊNDIOS
Por João Brito Sousa

O Governo diz....ao ver o fogo nas matas..
A calamidade é grande.... estamos perdidos!...
Se demos instruções severas e exactas
Porque raio continuam a haver pinhais ardidos..

Lá do Ministério que liguem para a freguesia
Onde o fogo grassa, tudo queima e arrasa
E perguntem ao Presidente se era isto que ele queria
Ou o que é que ele fez para evitar estar tudo em brasa.

Todos os anos a mesma treta... a mesma queimada....
O povo já não aguenta e diz que já não lhe sobra nada
Do cultivo do ano anterior; os palheiros estão vazios....

Chegou o Verão a temperaturas tais que era de esperar
A chegada dos incêndios também para não variar
E dos rostos dos agricultores saem olhares dúbios e frios

publicação de
João Brito Sousa

sábado, 13 de junho de 2015

ALGUMAS FOTOS DO ALMOÇO ANUAL
NO HOTEL D. PEDRO GOLF VILA MOURA


ATENÇÂO: - Clicar sobre as fotos para aumentar







OS NOVOS CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO
E A TOMADA DE POSSE

 O Presidente da Assembleia Geral, Manuel Caetano, apresenta os membros da lista eleita
 O Presidente da Assembleia Geral cessante dá posse aos novos membros da Associação
 Isabel Maria Lopes Roberto Coelho, novo Presidente da Direcção no uso da palavra
Manuel Inocêncio da Costa, novo Vice-Presidente da Direcção no uso da palavra

ESTA FOI A LISTA ELEITA
Associação dos Antigos Alunos da Escola Tomás Cabreira
PROPOSTA DE LISTA PARA ELEIÇÃO DOS ÓRGÃOS SOCIAIS
TRIÉNIO 2015/2018

ASSEMBLEIA GERAL

                EFECTIVOS
                                Presidente: Manuel Silo da Graça Caetano
                         Vice-Presidente: Joaquim Eduardo Gonçalves Teixeira
                          Secretário: Maria Conceição Carmo Sério

            CONSELHO FISCAL

                EFECTIVOS
                                Presidente: Libertário dos Santos Viegas
                         Vice-Presidente: Carlos Pedro Gordinho
                          Secretário: Alberto Santos Pereira Rocha
                                                SUPLENTESJosé Emiliano Moreno Entrudo
                                                                    - José Paixão Neves Pudim

                DIRECÇÃO

                EFECTIVOS
                                Presidente: Isabel Maria Lopes Roberto Coelho
                         Vice-Presidente: Manuel Inocêncio da Costa
                         VOGAIS – Henrique Luís Brito Figueira
                                         - Eurico Bárbara
                                         - Florêncio Vargues
                                                SUPLENTES -  José Paulo Quintino
                                                                    -  Joaquim António Ramalho

Faro, 13 de Junho de 2015
                                                        PROPONENTES
                        Associado nº 166   a)- Isabel Maria Lopes Roberto Coelho
                        Associado nº 312   a)- Manuel Inocêncio da Costa


quarta-feira, 18 de março de 2009

LANÇAMENTO DE LIVRO DE MANUEL INOCÊNCIO DA COSTA

Manuel Inocêncio da Costa


MOTIVO
Estes poemas são da minha lavra,
São fruto do meu fraco engenho,
A minha espada é a palavra,
Neles pus todo o meu empenho.
Quereria, que eles fossem claridade,
Que iluminassem muito ao longe,
Que chegassem à aldeia, à cidade,
Ao pobre, ao rico e ao monge.
Que todos, deles, algo pudessem retirar,
Que todos neles se pudessem encontrar,
Que eles não fossem só falar, por falar,
É isso que aqui vou tentar!

Poesias Deste Tempo

Manuel Inocêncio da Costa lança mais este livro no dia 25 de Março próximo. (Quarta Feira)
O evento será efectuado nas instalações da UATI (Universidade da 3ª Idade), rua Cidade de Bolama, junto à igreja nova de S. Luís pelas 15H30 minutos.
Ficam convidados para o lançamento do livro todos os Costeletas.

Tomámos a liberdade de inserir, como podem verificar e apreciar, o início do Livro e o primeiro poema

Recebido e colocado por Isabel Coelho

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

POEMA COSTELETA


POEMA
de Manuel Inocêncio Costa

VENTO

O vento ribombava na gelosia,
Nela com força retumbando,
E, porque bravo assim rugia,
A criança foi acordando.
A Mãe o berço embalou
Enquanto o vento zuniu,
Enquanto o vento bramiu,
Até que o vento secou.
E, quando o vento passou,
A Mãe agradeceu ao céu,
A filha um sorriso esboçou,
E logo ali serenou,
E de novo adormeceu.

Ao Manuel Inocêncio Costa

Escrever um poema é um gesto carinhoso, é uma atitude de entrega, é dizer ao outro estou aqui.
Homem amante da natureza como Torga, o costeleta Manuel Inocêncio Costa encanta-nos com a ternura das imagens que nos descreve, numa poesia simples mas profunda, carregada de humanidades...

No ribombar do vento.... a criança foi acordando!... diz o poeta.

Muito bonito.

O meus sinceros parabens MANUEL.

publicação de
João Brito Sousa

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O LIVRO DO COSTELETA


MANUEL INOCÊNCIO COSTA.



O livro"CIDADES SUBTERRÂNEAS", da autoria do costeleta MANUEL INOCÊNCIO COSTA, vai ser apresentado nas instalações da UATI, no dia 22 do corrente mês, pelas 15 horas e 30 minutos, nas instalações da Universidade Autónoma da Terceira Idade, sitas na rua Cidade de Bolama- Bloco J-Loja B, em FARO (fica a uns 50 metros à retaguarda da Igreja de S. LUÍS).



Convida-se toda a familia costeleta para estar presente no evento.


Manel Inocêncio Costa.


publicação de
João Brito Sousa

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

POESIA COSTELETA


poesia de
MANUEL INOCÊNCIO COSTA

CONDECORAÇÕES

Vem cá -esta medalha te dou,
Foste tu que as tropas comandou,
Que inimigos às centenas lá matou,
Que o País do opressor libertou!
Também tu aí mereces uma medalha,
Inventaste vacinas que milhões salvou,
Venceste uma dificílima batalha,
Sózinho -e ninguém te ajudou!
Avança Joaquim,pois és o terceiro,
A receber uma condecoração dourada,
Ensinaste quase o mundo inteiro,
A honrar a nossa Pátria amada!
Ensinaste a criança a contar e a ler,
Anos a fio, sem nunca esmorecer,
Instruis-te-a, a o mundo compreender,
E a distinguir um direiro dum dever.
Também a ti de cidades construtor,
Pelos teus méritos vou hoje agraciar,
O que executaste tem todo o valor,
Aproxima-te -é teu este magnífico colar!
E tu, que estás aí sentado a um canto,
Também para ti há uma condecoração,
Vem aqi -não mostres tanto espanto;
Tu sempre sofreste muito sem reclamação!
Por ser modesto foste espezinhado,
Tu tens um valor profundo,
Quase sempre fostes humilhado,
Tu representas o resto do mundlo!


Até um dia destes.
Um abraço, do
Manuel inocêncio da Costa

AO COSTELETA, QUE ASSINA POR MAB, AGRADECE-SE UM COMENTÁRIO PARA PUBLICAÇÃO NO BLOGUE AO POEMA DO INOCÊNCIO COSTA QUE, TAL COMO EU É ADMIRADOR.
publicação de
JBS

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O NOVO LIVRO DE MANUEL INOCÊNCIO DA COSTA

Manuel Inocêncio da Costa


O nosso associado Costeleta Manuel Inocêncio da Costa, fez o lançamento do livro, conforme noticiámos, com o título "CIDADES SUBMERSAS".


Composto de XXV capítulos é, todo ele, escrito em poemas. Interessante. A maior parte dos capítulos inserem uma fotografia em côr sépia.


Escolhemos, ao acaso, o capítulo XVIII, que transcrevemos, cuja fotografia encabeça esta notícia.


Tive o grato prazer em estar presente no lançamento deste livro. E daqui envio ao meu grande amigo e autor um abraço de parabéns.

Isabel Coelho.
XVIII
Uma dama
(A mais velha profissão)
Sem perder tempo, foi-se dali esgueirando,
Vendo chegar uma dama espampanante em calção,
Camisola vermelha, cabelos louros esvoaçando,
Umbigo à mostra, pequena mala de mão.
A dama dava nas vistas a qualquer mirone.
De meia idade, pernas ao léu, era alta,
Volumosos e marmóreos seios de silicone,
O bastante para seduzir uma certa malta!
A qual disse emitindo um som quase do outro mundo:
"Também é muito dura a minha profissão!
Compreendo-vos; eu também trabalho muito no fundo!
Em qualquer lugar - até numa obscura pensão!
Mas esta é uma vida com pouco ou nenhum horizonte!
Sida, perigo, medo, nunca paz duradoura!
Estou farta do gargalo se meter na fonte!
Valha-me mesmo a minha Nossa Senhora!
colocado por Rogério Coelho

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

PARABÉNS MANUEL INOCÊNCIO





















MANUEL,ESTE SONETO É PARA TI...

ONTEM às 15 na UATI.

MANUEL, estavas tão feliz ó meu velho!...
Como nos tempos em que tu eras tropa
E ias à noite, fardado, à Ventura Coelho
Ao nº 4, Manuel, tomares connosco a sopa..

MANUEL, já me constou que te correu bem
O lançamento da obra ... na Universidade...
E tiveste à tua volta muitos amigos também
Por isso, deixo-te aqui um abraço de amizade ...

Que é grande Manuel, tu sabes isso bem ...
Do tamanho do que o teu amor à obra contem
Por isso Manuel, conta-me entre os leitores...

Que estão na luta contra este mundo perverso...
Essa é a bela mensagem que deixas em cada verso
E que o Mundo tenha dores ... cada vez menores

No lançamento da obra do colega e amigo MANUEL INOCÊNCIO COSTA (Dr.), na UATI às 15 horas, estiveram presentes costeletas de nomeada, homens da cultura e da política, grandes vultos da Escola, como


ISABEL COELHO, vice Presidente da AAAETC, em representação.
JOÃO MANJUA LEAL, prof. jornalista e representante do GOVERNO CIVIL
JOAQUIM EDUARDO GONÇALVES TEIXEIRA, ilustre costeleta, actor e Presidente da Junta de Freguesia da Sé e Presidente da AAAETC, que leu um poema.
Dr. TEODOMIRO NETO, historiador, político, professor e homem da cultura,
Drª FILOMENA, amiga pessoal do autor.
Ao MANUEL INOCÊNCIO COSTA, deixo um abraço de felicitações pela mensagem que deixa, retirada deste poema, que transcrevo, ao acaso:

HOMEM IDOSO/Ideal de vida; O trabalho

Passou a seguir um homem talvez muito idoso,
Mas com um olhar vivo, no rosto sobressaindo,
De tez escura, corpo descarnado, bastante rugoso,
Que olhando-se disse alto, quase sorrindo:
"São felizes, de sol a sol a trabalhar, afinal!
Eu também na vida muitos anos me afadiguei!
E o trabalho numca me fez qualquer mal!
Foi um axioma na minha vida-sempre labutei!"

do autor


O HOMEM IDOSO

É aquele que sabe tudo,
Entra calado... e, não sendo mudo

Tudo vê mas nada comenta

E diz para quem o quer ouvir

Que encerre a porta quem
vier a seguir

Que esta vida já não se aguenta

A vida vai de mal a pior
Encerrem as portas por favor...

João Brito Sousa

Um grande abraço para ti Manuel.

Publicação de
JBS

sexta-feira, 4 de julho de 2008

POESIA DE UM COSTELETA

POEMA DE
MANUEL INOCÊNCIO DA COSTA

Manuel Inocêncio da Costa é um costeleta dos anos 50 e advogado há mais de quarenta anos. Foi bancário no BNU em Coimbra e foi nesta cidade que se licenciou em Direito. É um velho amigo dos tempos do nº 4 da Ventura Coelho e dos tempos em que era conhecido pelo menino Manuel. É um amigo perdido e reencontrado.

Estive com ele no almoço anual e gostei.

O MANUEL INOCÊNCIO vai muito brevemente publicar um livro de poesia. Vamos apresentar aqui um poema que vai ser a rampa de lançamento da obra.


LOBOS

O lobo é um animal em vias de extinção
É urgente fazer tudo para o preservar,
Dizem uns sem qualquer hesitação
Deve proibir-se totalmente de o caçar.
Antigamente habitava barrancos e fragas,
Passeava-se altivo na montanha e no penedo
Alimentava-se de coelhos, cordeiros e cabras,
Hoje parece que lhe aplicaram pena de degredo.
Todavia esta perspectiva é cheia de ilusões,
Pois os lobos são tantos que são difíceis de contar
Hoje à face da terra os lobos são centenas de milhões
E, sempre, sempre com tendência para aumentar.
Há lobos cada vez mais, de muitas cores e variedades,
Lobos brancos, pardos, pretos, cinzentos, amarelos
Há-os em toda a parte, mas mais nas cidades
Eles crescem, crescem que nem cogumelos
Muitos andam disfarçados no meio de nós,
E nós distraídos, ocupados não os conhecemos
Já era assim também em tempos de nossos avós
Só olhando com muita atenção é que os vemos!
São lobos grandes, pequenos, todos vorazes,
Eles comem, estragam comem muito-são uns glutões!
Têm técnicas de destruição muito eficazes!
Sacrificam pessoas, aniquilam cidades e até nações!
Muitos deles andam disfarçados com pele de cordeiro,
As suas vozes, soam mansas, suaves, melodiosas
Tapemos os ouvidos com cera primeiro,
Para não os ouvir, qual Ulisses, junto das ninfas amorosas,
Extintos, caçados, estes lobos deviam ser;
Mas caçá-los exigiria, muita, muita, dor
Não se vê tal possível de assim acontecer.
Se por vezes se confunde o caçado, com o caçador.
Os lobos das fragas só comem para viver,
Estes, os humanos, de comer tudo fazem questão,
Para os despistar e evitar, que havemos de fazer?
Enquanto a s coisas estiverem como estão?
Jesus dizia – já passaram dois mil anos fulgentes:.
“Como ovelhas no meio de lobos. Eu vos envio”
E, dava-nos a sábia receita- “Sede pois prudentes”!
E o Senhor conhecia-os bem, de fio a pavio!


O MEU COMENTÁRIO

Manuel. apetece-me dar-te os parabéns pelo trabalho.

A tua, é uma poesia de índole social que alerta para as desigualdades. A vida, como eu também a entendo, não deveria ser assim... .mas é.

O homem é de facto o lobo do homem..

A tua é uma poesia realista.
Aí te deixo um abraço de parabéns.
Texto de
João Brito Sousa

sábado, 14 de novembro de 2020

POEMA

 

ESQUECE, ESQUECE, NÃO VÁS POR AÍ!

 Autor  Manuel Inocêncio

 

Tanta corrupção eu vejo ali;

É o banqueiro e o funcionário;

Esquece, esquece, não vás por aí!

 

O tráfico de influências está na berra;

Tanto, tanto, nunca se vira nesta terra;

O céptico irónico ainda sorri;

Esquece, esquece, não vás por aí!

 

É o ministro e mesmo o juiz?

É o que toda a gente diz;

Esquece, esquece, não vás por aí!

 

São colarinhos brancos – olhai, vede;

Mas, atenção, o peixe grado fura a rede;

Eles não recebem nem um maravedi;

Esquece, esquece, não vás por ai!

 

Bico calado, estás com alucinações,

O que pensaste são puras ilusões;

Ninguém viu nada, eu também não vi;

Esquece, esquece, não vás por aí!

 

Amanhã começa outro inquérito;

Mal começou já pertence ao pretérito,

Que como todos dá em nada – ou eu menti?

Esquece, esquece, não vás por aí!

 

IN VENTOS DO SUL

Inocêncio da Costa

terça-feira, 2 de maio de 2017

INFORMAÇÃO / RECTIFICAÇÂO


JORNAL "o COSTELETA" Nº 130

Este nº do nosso Jornal foi hoje recebido em vossas casas.

Detectámos algumas "gralhas" efectuadas
na gravação/impressão de que lamentamos.

Rectificaremos e publicaremos aqui no Blogue os dois artigos corrigidos, com chamada de atenção para os seus autores.

A Direcção


Para o autor dos dois artigos em referência, aqui fica a rectificação das "gralhas", a vermelho, como deveria ter sido impresso e publicado no Jornal "o Costeleta" nº 130:

                   EDITORIAL
                           
                                Manuel Inocêncio da Costa
RECORDANDO
Eles desceram de todos os lugares, da Serra algarvia, do barrocal, de todos os lados deste lindo Algarve, à beira mar plantado, vieram de Silves, de Albufeira, muitos de Olhão, dos arredores de Faro, e toda a Província. Pareciam alcateias de pequenos lobos, que procuravam o rebanho de ovelhas. Neste caso, eles, os Costeletas, procuravam a Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira. Procuravam a instrução, os conhecimentos, que lhes permitiriam enfrentar a vida ativa, com maior sucesso.
Inscreveram-se na Escola, uns na indústria, outros no comércio. Tiraram os seus cursos. Alguns ainda transitaram para os Institutos Comerciais ou Industriais, foram para a Universidade, obtiveram licenciaturas. Depois espalharam-se pelo país. Foram para os bancos, para as Empresas, para a função pública. Foram professores, bancários, administrativos, militares, mestres, etc., etc. Outros criaram as suas próprias Empresas.
Pode dizer-se eles deram um grande empurrão para o progresso do país, com o seu labor, a sua competência, a sua vontade de servir e vencer; outros cortaram as amarras, que os prendiam à Pátria, e, foram para a Austrália, para os Estados Unidos, para a França, para o Brasil e para outros países espalhados por todo o planeta. A alguns perdemos-lhes completamente o rasto. Foram e nunca mais voltaram. Fizeram lá as suas vidas. De outros, quando sabemos, damos conhecimento á Família Costeleta. E, quando algum desses emigrantes aparece num dos nossos convívios, que alegria! Que fez, que não fez, por onde andou. É um pôr, numa pequena síntese, a escrita em dia. Há tanto que falar! E aquele abraço afetuoso, como que a vinda dum irmão, que há anos se não via, nem do qual tínhamos notícias, ou tínhamos muito poucas.
Neste momento pouso os meus olhos numa caderneta da Escola; refere-se ao segundo ano, quinta turma, que frequentei, nesse ano letivo de 1 951/52. Fixo os retratos jovens e felizes de rapazes e raparigas que compunham a turma. É uma saudade! Refiro apenas alguns: é o Amabélio, o Sérgio Pereira, o Alfredo campos, o Ezequiel Bexiga, o Casimiro de Brito, o José Manuel Serôdio, o Manuel Pedro Paulo, a Maria Ivone do Rosário, a Letícia Santos, a Maria Alzira de Sousa, a Maria Clara Vieira, e muitos outros.
É claro, que alguns terão partido para muito longe...
Mas os que ainda estão nesta e noutras paragens, por onde andarão eles, que será feito deles? o

PUBLICADO NA PÁGINA 1 DO JORNAL

       ALENTEJO
                                       Manuel Inocêncio da Costa

    No Algarve são as laranjeiras, as amendoeiras e alfarrobeiras; são praias lindíssimas de areia branca; é o mar e a Ria Formosa; é um turismo cheio de gente, dos quatro cantos do mundo.
    A Norte, temos o Alentejo. Região enorme em termos de País, englobando vários distritos, tudo com uma área de mais dum terço de Portugal Continental.
    É o Alentejo das grandes planícies, ainda de alguns latifúndios, das estreitas estradas, formando grandes retas, de extensos montados de sobro - de onde se extrai cortiça, de que somos o primeiro produtor mundial - e, de azinheiras; é uma região de grande luminosidade, com grande história. Por estas paragens, desde o tempo de formação da nacionalidade, em correrias e batalhando os mouros andaram homens valentes, como Gonçalo Mendes da Maia, o Lidador, fronteiro-mor do Alentejo, grande combatente, e, um dos maiores amigos de Afonso Henriques, o Condestável Nuno Álvares Pereira e o destemido Geraldo Sem Pavor, o heroico conquistador de Évora. Em tempos, não muito recuados foi o celeiro de Portugal. Hoje, ainda há campos de trigo, mas são as vinhas - de onde se fazem dos melhores vinhos do mundo -, e os olivais, que dão presentemente um outro colorido e valor à região. Acrescem os muitos rebanhos de ovinos.
    Mas o Alentejo não é só agricultura. Há zonas onde há indústrias de relevo. E, devido ao elevado número de horas de sol, estão a ser implantadas, em vários lugares, grandes centrais de energia solar. Também o porto de água profundas de Sines - o maior porto artificial de Portugal -, é uma obra de grande relevância, através do qual o país é abastecido energéticamente, de gás natural, carvão, petróleo e derivados. É evidente, porém, que não temos a pretensão, de neste singelo editorial, conseguir retratar esta extensa região, na sua multiplicidade.
    Faremos apenas uma breve referência a duas cidades e a uma vila, nas quais encontramos um encanto especial.
    Falamos de Évora, região rica duma história milenar, com o seu templo romano, conhecido por templo de Diana, da sua grandiosa catedral gótica e dos arredores megalíticos, com o Anta da Zambujeira e o cromeleque dos almendres. Évora, que várias vezes foi capital do reino e onde residiam vários reis.
    Falamos também de Estremoz - a cidade branca -, onde as ruas são pavimentadas a mármore (aliás os seus mármores brancos e rosados, muito puros, são conhecidos e exportados para todo o mundo), do seu Rossio enorme, no coração da cidade, onde têm lugar feiras e mercados; do seu Paço Real - uma das residências prediletas Rosinha Santa -; do lago do Gadanha, com a estátua do Tempo ou do Neptuno, encostada a uma foice, a quem chamam o Gadanha; do castelo, onde se encontra uma das torres de menagem, das mais majestosas e bem conservadas do País.
    Sobre a vila de Marvão dir-se-á apenas: para lá de Marvão está a Espanha; vila medieval, muito bem conservada metida dentro das muralhas; Marvão é um autêntico ninho de águias, alcantilado a perto de 900 metros de altitude; a sede do concelho não terá mais de 500 habitantes, o ar é de grande pureza, no cimo da vila, daí se avistando um grandioso panorama, e dezenas de quilómetros Espanha adentro.o

PUBLICADO NA PÁGINA 3 DO JORNAL

Os nossos cumprimentos ao Autor dos Artigos em causa,
Roger




quinta-feira, 29 de junho de 2017


Meu Caro Administrador Roger,
Se houver possibilidade de publicação aqui vai uma pequena crónica sobre o Almoço Anual Costeleta de Junho 2017.

O NOSSO ALMOÇO ANUAL

Como sempre estive presente em mais este belo almoço. Pela primeira vez foi escolhido este local. Em principio bem escolhido. Acho que o calor durante o corte de energia geral, que desligou o ar condicionado, durante um certo período, não foram suficientes para criticar a escolha do local que, diga-se em boa verdade, é local bastante aprazível. Algumas vozes discordantes sobre as iguarias comestíveis, que discordo plenamente, porque a intenção deste evento é juntar em pleno convívio todos aqueles que foram alunos da Nossa Escola; recordarem aqueles bons tempos, reverem amizades que fizeram na Escola nos anos 40, 50. 60… E alguns vieram de longe que recordo o Piloto, o Felix que trouxe uma mensagem gravada do Professor Américo, o Paixão. Mas a comida estava boa…
Aqui deixo duas palavras “louvor e “satisfação” para a Presidente Isabel Coelho e toda a Direção pelo bom trabalho que estão a executar.
Gostei do trabalho fotográfico E gostei de me ver no “pé de dança”.
Uma palavrinha para o Dr. Inocêncio. Gostei de ler o seu texto de ficção cientifica “Galáctico”. Por vezes também me dá jeito escrever esse tema. E aqui vai, se for aceite para publicação, uma pequena ficção, do mesmo tema, que dedico ao Dr. Inocêncio.
Saudações Costeletas.

Maria Costeleta


TERRORISMO ESPACIAL
 
Estamos na gare da estação espacial Cosmos 197.
Dois cientistas, Victol e Petel conversam sobre o acto terrorista que ocorreu na gare da estação espacial Cosmos 195.
Corria o ano de 3099 e, as viagens expedicionário de carisma militar para os planetas distantes da galáxia, para construção de bases para defesa dos sectores, estava em andamento. A humanidade estava a espalhar-se pelos planetas da galáxia e era necessário assegurar a colonização espacial sem riscos.
- Viu, Victor, que um dos elementos do grupo de manutenção fez explodir uma das estações a semana passada, por falta de atenção e vigilância?
- Sim? Como aconteceu isso Petel?
- O desgraçado misturou um composto químico que tem o nome de "IG0-98" no café, em vez de colocar o adoçante. Após alguns minutos foi chamado para fazer um serviço de manutenção e deixou o café lá dentro. Cinco minutos depois, a estação explodiu Victol.
- Que descuido! Que falta de vigilância com as câmaras Petel! Como podem manter pessoas neste tipo de serviço sem atenção.
- Passa-me o adoçante Victol.
Petel pegou a caixa do adoçante, sem olhar o rótulo e adoça o seu café passando depois ao amigo. Ao colocar a caixa do adoçante na mesa, a câmara de vigilância que estava na estação externa filmou a sala de manutenção, e mostrou o rótulo da caixa de adoçante. Estava escrito: "IG0-98".

Maria Costeleta

quarta-feira, 20 de julho de 2022

«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



                         «CARTAS DE SÃO JOÃO»

                                            CÓNEGO MÁRIO SOUSA

    A CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) trouxe a público, no âmbito do projecto de uma tradução actualizada em português, o voluma dedicado às «Cartas de São João», um dos livros sagrados do Novo Testamento. O sacerdote algarvio Cónego Mário Sousa, natural de Vila Real de Santo António e Prior da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição (Portimão) é o Coordenador desta tradução bíblica. Na leitura destas «Cartas de São João» verifica-se a existência de «divisões nas primeiras comunidades cristãs».


                    «REVISTA PORTUUGUESA DE HISTÓRIA MILITAR»

          Veio a lume o 2º volume da «Revista Portuguesa de História Militar», dedicado «à Fundação e Expansão - séculos XIII a XVI». No que se refere ao Algarve merece destaque o estudo do investigador vilarrealense Dr. Dr. Fernando Pessanha de modo próprio no que se refere à transição do século XV para referir a expansão no Norte de África e a pirataria magrebina na costa algarvia.


                       «VIDA - UM POEMA»

                                         DR. FERNANDO CABRITA

                 Da autoria do erudito advogado olhanense e um dos nomes maiores da poesia algarvia contemporânea, Dr. Fernando Cabrita, veio a público o livro «Vida - Um Poema», numa edição da Labirinto. Houve a tal propósito uma pré-apresentação durante o «Festival Edita» que decorreu em Punta Umbria (Espanha). O seu autor tem livros publicados em português, castelhano, francês, russo, polaco e turco.


                      «JÚLIA PALHINHA E O GRILO ASA DE PAPEL»

                         NELSON INOCÊNCIO


      Natural de Monchique, onde nasceu há 45 anos, Nelson Inocêncio, residente em Portimão, é o autor do livro infantil «Júlia Palhinha e o Grilo Asa de Papel», uma curiosa obra para a gente moça.


                                             JOÃO LEAL 


sexta-feira, 22 de maio de 2009

ESTA NOSSA ASSOCIAÇÃO COSTELETA

Manuel Inocêncio da Costa








Associação dos Costeletas da Escola Secundária Tomás Cabreira

De Faro




Foi há poucos anos que tudo começou;
Um grupo de jovens com tal arrancou;
Com entusiasmo uma árvore plantou;
O vegetal era bom e a árvore pegou.
Da Escola Tomás Cabreira alunos eram,
Não muitos, mas cheios de generosidade,
Engrossando os primeiros, outros vieram,
Mais e menos jovens –não conta a idade!
Na génese da Associação estava a fraternidade;
A solidariedade, tempos passados recordar;
Cultivar a camaradagem e a amizade;
Quando possível ,à juventude regressar.
A árvore foi deitando algumas raízes;
O tronco engrossou, cresceram pernadas;
Houve convívio, reinação e dias felizes;
~Reuniões, bailes e festas animadas;
Os Costeletas criaram um blog e um jornal,
Onde evocam tempos presentes e passados;
Onde dão notícias de maneira informal;
Por favor colaborem, não estejam calados!
Aí, cantemos tudo –Professores, Alunos,
Alegrias, tristezas, algumas dores,
Brincadeiras, respeito, -nada de rancores!
As desilusões também e os puros amores!
Com cores alegres é que eu pinto,
A árvore deve ser sempre bem regada,
Nada de confusões –não com vinho tinto!
Que adiram mais jovens…e mais nada!
Se houver muita pernada e forte,
A árvore resistirá a ventos e tempestades.
Então, a Associação nunca perderá o norte;
A Nossa será uma das mais belas Irmandades!
Afastemo-nos do buraco negro da indiferença,
Que nos pode engolir num instante,
Fujamos da hipótese duma tal sentença,

Fixemo-nos em tudo o que é importante.
Estamos certos –a árvore florescerá,
E dará bons frutos para comer,
Que outros e cada um de nós saboreará,
Se trabalharmos sempre para o merecer!


Manuel Inocêncio da Costa
Recebido e colocado por Rogério Coelho

quarta-feira, 8 de abril de 2009

POESIA DE MANUEL INOCÊNCIO COSTA


POESIA

Mas o que é a Poesia?

Somente a arte de fazer versos?

Sabemos que não porque a sentimos dentro da alma a moldar os nossos sentimentos mais ínfimos, o estado de alma. A poesia afirma a verdadeira nobreza da alma, daquele que sente o sofrimento alheio, que vibra com as mágoas dos outros homens, de quem assume a defesa duma criança inocente que não tem pão, nem lar, do que ama a Natureza e quer combater a sua poluição, do que luta pela paz do mundo e da abolição das guerras.

Quem tem na alma a sua essência sente o mundo dentro de si, vê com olhos de ver um rio que corre, uma fonte que brota, uma flor que renasce… sente toda a problemática da vida que o rodeia, que marca profundamente o ser humanista, a criança especialmente. Na descoberta da sua sensibilidade, a relação das coisas, o poeta fica depositário de máximas e verdades evidentes a todo o saber, começa por aprender o belo, o autêntico, o verdadeiro e através da expressão recria imagens poéticas que elevam o espírito.

Texto (parte)
De MARIA JOSÉ FRAQUEZA

MAS O QUE É A POESIA?
Por JOÃO BRITO SOUSA

A poesia é uma forma de expressão artística, com sentido estético, de tal modo que, como qualquer texto literário, provoque no destinatário a vontade de a consumir. Poesia é o resultado de um sentimento que o criador desse modelo tem necessidade de partilhar. Poesia é o resultado da melodia contida numa mensagem que se quer transmitir a alguém.


A POESIA DE MANUEL INOCÊNCIO COSTA

MIC é um costeleta genuíno dos anos 40 e tais. Da sua segunda obra agra publicada “POESIAS DESTE TEMPO” retirámos este poema.

PERFUME DE MULHER.

Cada vez que a encontrava,
Saia dela um tal perfume,
Que ele sempre ficava
Ardendo em intenso lume.

Porque ficava em tal ânsia,
Que significava tal calor?
Porque sentia tal fragrância,
Daquela exótica flor?

Só muito ais tarde percebeu.
Depois de ter casado com ela,
Pelos lindos filhos que lhe deu
Como aquela mulher era bela.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

LANÇAMENTO DE LIVRO


«CIDADES SUBTERRÂNEAS»
LIVRO PRIMEIRO DO COSTELETA DR. MANUEL INOCÊNCIO COSTA

Advogado, poeta, investigador, dedicado associado «costeleta», o nosso estimado colega Dr. Manuel Inocêncio Costa, um algarvio natural de São Marcos da Serra, que estudou na Tomás Cabreira e se licenciou em Direito pela Universidade de Coimbra, apresentou o seu primeiro livro, intitulado «Cidades Subterrâneas» e que oferece uma colectânea poética de grande qualidade intelectual, cívica e moral.
A obra foi apresentada nas instalações da UATI (Universidade do Algarve da Terceira Idade), perante uma assistência que extravasa o salão, encontrando-se presentes muitos «costeletas» e em que se verificaram várias intervenções, nas quais se inclui a do nosso dedicado Presidente da Assembleia Geral e da Junta de Freguesia da Sé, Joaquim Teixeira.
Ao «Manel» as nossas felicitações por esta obra e que a mesma seja prenúncio de novos livros.
João Leal
Colocado por Rogério Coelho

sexta-feira, 26 de junho de 2009

POESIA COSTELETA

Manuel Inocêncio da Costa


Nasceu
Era o dia,
E aconteceu;
Ai! Tanto chovia,
Escuro como breu;
Mas, a Mariana,
De cesariana,
Nasceu!
Quase careca,
Sem cabelo,
E com a breca,
Apenas um pêlo,
Perto da testa.
E, foi uma festa,
O pai a entrar,
Para a mãe beijar,
E a menina afagar;
Face tão morena,
Face pequena,
Os olhos vivos
Tão cintilantes,
E brilhantes,
Tão meigos assim;
Mas a menina,
Chorou,
E alto berrou,
E só acalmou,
Quando a mãe,
No polegar,
Lhe pegou,
Na boca lho colocou,,
E, então,
A Mariana,
O chupou,
E sorrindo,
Logo serenou!
Romancinho
Está na rua a tocar,
Com seu belo violino,
Para os filhos alimentar,
Toque tão fino,
Que comove;
Ora sobe alevantado,
Ora baixa quase calado,
Como o sussurro do vento,
Ou da criança o lamento;
O violino chora,
O violino tange,
Plangente,
Aglomera-se gente,
A toda a hora,
A ouvir o João do Mar,
As cordas vibrar fazendo,
Com seu arco;
Como? Só vendo!
E ouvindo,
E sentindo;
Toca como mais ninguém,
Não pede um vintém,
Mas dá o cidadão,
E o capitão,
E, o mais arisco,
E até o bispo,
E o mais nobre,
E até o pobre.
Sobe a fama
Alto se proclama,
O virtuosismo
Sem par,
Pela região,
Por toda a Nação,
Do João do Mar.
Que admira então?
Mandou-o o rei ,
Chamar,
Que ficasse na corte,
Para a nobreza encantar,
Com o seu tocar.
E, o João do Mar,
Ficou.
Mas nunca mais soou,
Música tão dolente,
Tão plangente,
Algo sempre novo,
Que inebriava,
Extasiava,
Que seduzia,
Cada dia,
Todo o Povo!
Manuel Inocêncio da Costa
Colocado por Rogério Coelho