quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM

 

         «UALGZINE»

                                    UNIVERSIDADE DO ALGARVE

         Veio a lume o volume 13 da revista anual «UALGZine», editado pela Universidade do Algarve e desta feira sob o lema «Um contributo local para o desenvolvimento global». Focaliza os 77 mandamentos do ODS (Objectivos do Desenvolvimento Sustentado) e o contributo da prestigiada Academia do Algarve para esta visão planetária através de uma mostra de 32 projectos ligados à investigação e ao ensino.


            «PLATIBANDAS»

                                                       FILIPE DA PALMA

           O conhecido fotógrafo Filipe da Palma, numa edição da «Argumentum», é o autor do livro álbum «Platibanda» com um conjunto de 160 imagens do Algarve, focando as tradicionais platibandas, essa maravilha dos mestres pedreiros algarvios, que ainda hoje encimam muitas das nossas construções. A obra tem textos de Miguel Reimão Costa, José Eduardo Horta Correia, Alexandre Tojal e Pedro Prista, com o prefácio assinado pelo Professor Doutor Guilherme de Oliveira Martins 


NOTICIANDO

 NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO

    O Hotel l,Étoile, em La Bougie, na Argélia, onde viveu e morreu, quando se exilou, em 1925, o Presidente da República e Escritor Algarvio Manuel Teixeira Gomes, que está a sofrer importantes obras de remodelação, vai passar a ostentar o nome daquele portimonense.

      O complexo turístico de luxo «Dunas Douradas Beach Club», no «triângulo dourado» (Vale do Lobo / Quinta do Lago / Almancil) conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o título do melhor a nível mundial e na categoria de «Golf & Villas Resort» nos «World Travel Awards», os «Prémio Nobel» do Turismo.

        Um tributo à torta algarvia (avelã, alfarroba, amêndoa e figo) é o gelado biológico mediterrânico «Fragogel», que em 2018 foi considerado «o melhor gelado português» e em 2019 a certificação biológica por haver passado a ser vendido em caixas isotérmicas de 400 mls. em fibra vegetal e 100% compostáveis.


           «Intervenção urgente do Governo, ao mais alto nível, para evitar uma catástrofe económica e social sem precedentes» foi pedida pelo «costeleta» Elidérico Viegas, presidente da AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve), face ao actual momento.


              O troço Huelva / Castro Marim foi incluído no CIS (Caminhos Ibéricos de Santiago), como novo itinerário jacobinos, procurando investigar, promover e divulgar os percursos transfronteiriços que atravessam as regiões do interior peninsular.


                  A ocupação hoteleira / quarto no Algarve e n mês de Novembro situou-se nos 12,3%, a maior descida nos últimos 24 anos e menos 71,7% do que em igual período do ano passado. Também as vendas conheceram uma descida de 72,5%. Os mercados mais em quebra foram: Grã Bretanha - 86,9%; Alemanha - 89%; Irlanda - 56,1% e Portugal - 28%.


                                                                                                       JOÃO LEAL               


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

OS MEUS ROTEIROS «SÃOBRASEIROS»


AS VISITAS AO «CHICO» CLARA NEVES

            Este foi um dos «roteiros» que eu realizei várias vezes, quer a título pessoal, como integrado num trio do «Jornal do Algarve» que se deslocava em visita aos vários correspondentes na região algarvia. Era o cumprir de uma sugestão do sempre lembrado jornalista e fundador deste semanário. José Barão, no sentido de se estimular a colaboração, de os incentivar no escrever para o «Times», como aquele lembrado algarvio se referia ao jornal e ainda de procurar resolver alguns problemas ou situações que a presença nas suas colunas sempre provocava.

            Para além do cronista participavam nestas visitas, que periodicamente aconteciam, duas grandes e incontornáveis referências de «Jornal do Algarve»: José Manuel Pereira, então Chefe de Redacção e mais tarde, Director e o Vitoriano Rita Isidoro, responsável pela administração, expedição e quanto importasse ao quotidiano da publicação.

              Após o encontro, vindos de Vila Real de Santo António, até Faro, onde, na Travessa de ao Pé da Cruz, se situava a 2ª Delegação do semanário, uma vez que a primeira coeva da fundação, era-o na residência de José Barão, em Lisboa (Travessa da Palmeira), seguíamos para São Brás de Alportel. Aqui era o abraço ao Francisco Clara Neves, um honrado sambrazense, que amava até á exaustão a sua terra natal e onde éramos recebidos, com sua esposa, com requintes de atenção e hospitalidade. Empregado de escritório de profissão, o «Chico» Clara Neves, como era conhecido por todos na urbe sambrazense, era um rijo e decidido jornalista, sempre empenhado em defender os ideais maiores de justiça e liberdade e quanto importasse a São Brás de Alportel.

                  Depois lá seguíamos para outras terras algarvias, entre as quais e não apenas, para Albufeira (José Bernardo Cabrita), Armação de Pêra (Eurico dos Santos Patrício), Portimão (Candeias Nunes), Lagos (Sargento Piscarreta), etc.

                      Uma cadeia solidária fortalecida por um profundo regionalismo e por uma dedicação total ao «escrever» nessa força indestrutível que era e é a imprensa regional, fortalecia-se nestas «visitas aos correspondentes».

                                                                       JOÃO LEAL


OS MEUS ROTEIROS «SÃOBRAZEIROS»



        AS PUGNAS UNIDOS / DESPORTIVO


        Eram sempre um aliciante cartaz os encontros futebolísticos disputados entre o Unidos e o Desportivo, naqueles anos 50 e 60 do passado século, as expressões maiores clubistas do associativismo desportivo em São Brás de Alportel.

        A intensa rivalidade que se vivia então na «Vila Rainha da Serra», propagava-se por extensa zona da região algarvia, fazendo com que muitos amantes do desporto rei de Faro, Loulé, Olhão e outras localidades deste quadrilátero perdessem um destes prélios. Mais escaldantes que um Sporting / Benfica ou um Farense / Olhanense estes jogos eram sempre aguardados com apostas e vaticínios sobre o desfecho final.

       Nem sempre o ambiente, quer no campo como na Vila, era o mais «fair play» mas lá que o entusiasmo crescia ao rubro era um facto indes-mentível. Inúmeros casos o atestam e hoje recordam-se como «estórias do outro mundo» mas que realmente aconteceram em São Brás de Alportel ninguém o nega.

           A deslocação de não residentes na Vila sucedia também, quer por paixão clubista pelo Desportivo ou pelo Unidos ou ainda por existirem muitos jogadores do «quadrado urbano» (Faro / Olhão / São Brás / Loulé).

            Após a «bica» tomada no saudoso Café «A Brasileira», onde se arranjava sempre uma boleia no carro de um amigo, lá rumávamos ao Campo Sousa Uva para assistir a estes jogos que eram um aliciante cartaz nas tardes de Domingo.

             Saudades deste «roteiro sãobrazeiro» que tantas vezes o fizemos!


                                                                                           JOÃO LEAL


CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



       CARTAXO, REPORTÉR FOTOGRÁFICO,

UMA SAUDOSA LEMBRANÇA


               Foi um conhecido repórter fotográfico, dotado de um sentido de oportunidade e de captar o momento certo, aquele que importa para a posteridade e para a argúcia do «cliché», o saudoso amigo Dagoberto José Carvalho, sempre e para sempre conhecido como o «Cartaxo».

              Nasceu em Faro, no ano de 1926 e era um acrisolado farense, daqueles de «antes quebrar que torcer», que muito e sempre vibrava com tudo o que importasse à Terra Mãe. Por irónica coincidência do destino, ou sabe-se lá do quê, havia de falecer no «Dia da Cidade», ao princípio da tarde daquele 7 de Setembro de 1988, quando se deslocava entre duas reportagens. Voltava do Palácio de Estoi que então era integrado no pa-trimónio municipal e ia para o Pavilhão Sede do Sporting Clube Farense (um dos grandes amores da sua vida) a fim de fazer a cobertura fotográfica da inauguração. Foi ali na rotunda - monumento da A2, na Rua do Alportel, que uma viatura estrangeira o colheu mortalmente. Coube-nos a ingente e triste missão de anunciar o nefasto acontecimento a quantos se encontravam naquela infra-estrutura desportiva e o minuto de silêncio que, em sua memória, foi de imediato e expontâneo vivido, a primeira homenagem que ao estimado Cartaxo, foi prestada.

                Viveu no Montijo e em Moçambique, onde foi mediático repórter de guerra, durante as lutas coloniais, conquistado merecidos louvores e elogios. Regressou a Faro, com sua esposa (D. Maria Luísa da Costa Ferreira Carvalho) e duas filhas, então meninas, as hoje senhoras D. Cláudia Alexandra e D. Carla Cristina Ferreira de Carvalho, e aqui até ao trágico acidente assinou milhares de reportagens, de modo próprio para «A Bola» e Agência Lusa, assim como para «Jornal do Algarve».

                 Falta perpetuar a honrada memória deste que foi um dinâmico homem da comunicação social e da fotografia e um assumido farense na toponímia da sua terra natal. Que Faro cumpre esta dívida como o lembrado Dagoberto  Cartaxo o assumiu nas suas missões e deveres.


«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



                             «THE POWER OF LOVE»


                                                        PEDRO CABRAL SANTO


      Em simultâneo com a exposição que, até 2 de Fevereiro, se encontra patente em Faro (Galeria Trem), da autoria do artista Pedro Cabral Santo, foi lançado o livro de poemas «The power of love» (O poder do amor». 

     Objectiva o mesmo «procurar deslindar o fascínio, quase impenetrável, que se esconde por detrás daquilo que se designa por imagem artística.

      Pedro Cabral Santo é professor do Curso de Artes Visuais da Universidade do Algarve e investigador do CIAC (Centro de Investigação em Arte e Comunicação).


                                                                                     JOÃO LEAL 


GENTE DA TOMÁS CABREIRA



                      O DR. JORGE MATIAS


      Era tratado entre a malta estudante por «O Banana» este nosso saudoso professor de Física e Química, Cálculo Comercial e Mercadorias, que durante vários anos lectivos exerceu a docência na Escola Industrial e Comercial de Tomás Cabreira (Escola Industrial e Comercial de Faro), a par do desempenho das funções de Subdirector do mesmo estabelecimento.

      O tratamento era uma «retribuição», como tantas vezes acontece, ao termo pelo Dr. Jorge Ferreira Matias, se referia a alguns alunos em situações pontuais, sobretudo do desconhecimento das difíceis matérias que lhe estavam confiadas o ensino.

       Professor disciplinado e disciplinador foi uma das grandes referências no Ensino Técnico Profissional, como o atestam as múltiplas referências que lhe eram feitas, assim como a coautoria dos compêndios escolares usados em todo o País.

        Fazia-o em união colaborativa com outro destacado mestre do Ensino Secundário, o Dr. Leopoldino de Almeida. Desta parceria foram os livros «O nosso compêndio», para as disciplinas de Física, Química e Biologia e «Mercadorias», para a cadeira da mesma denominação.

          Quando deixou Faro o Dr. Jorge Ferreira Matias foi para Lisboa para Director da Escola do Ateneu Comercial.

             Mestre exigente mas a quem tributamos o elevado apreço pela sua competência.


                                                                                  JOÃO LEAL


CRÓNICA DE FARO JOÂO LEAL


    A MAIS ESTREITA CASA DE FARO

         Singularidade urbanística e arquitectónica constitui, sem dúvida, o prédio de rés do chão existente na Rua Caçadores 4 nesta cidade capital sulina, no troço que antecede o cruzamento com as Ruas Bocage e D. Teresa Ramalho Ortigão e frente a frente ao típico Bairro com o nome daquele regimento militar.

          Com menos de 2 metros de largura na faixa, pode dizer-se que se abarca num amplexo, dotada com esguias porta e janela, que lhe conferem, numa imagem reforçada por se situar entre dois imóveis de maior porte, uma singular imagem visual.

           Deve, segundo as nossas investigações esta casa, que tem o 35 como «número de polícia», ter sido construída no início dos anos 20 do século passado, quando conheceu grande surto a urbanização do chamado «Bairro de São Francisco» ou talvez antes, a exemplo de muitas outras e-dificações de um só piso ainda ali existentes.

            No que respeita ao factor humano ou à família à mesma ligada re-cordo-me de que minha avó paterna que ali perto (Rua Brites de Almeida) viveu há cerca de um século se referia ao «Cabo Pastor», conjecturalmen-te um militar com aquele posto e que se dedicava em simultâneo à criação de gado.

            A «mais estreita casa de Faro» lá continua, no nº 35 da Rua Caçadores 4, artéria onde se situam a Delegação Regional da Ordem dos Advogados, a residência onde viveu um dos maiores amigos que na vida tive, o professor Franklim Marques e a centenária Casa de Santa Isabel, tendo o interior em ruínas.

             Talvez que esta memória - referência citadina merecesse melhor destino que um impiedoso camartelo. 


  •  NOTÍCIAS DO TURISMO ALGARVIO

    O Hotel l,Étoile, em La Bougie, na Argélia, onde viveu e morreu, quando se exilou, em 1925, o Presidente da República e Escritor Algarvio Manuel Teixeira Gomes, que está a sofrer importantes obras de remodelação, vai passar a ostentar o nome daquele portimonense.

      O complexo turístico de luxo «Dunas Douradas Beach Club», no «triân-gulo dourado» (Vale do Lobo / Quinta do Lago / Almancil) conquistou, pe-lo segundo ano consecutivo, o título do melhor a nível mundial e na cate-goria de «Golf & Villas Resort» nos «World Travel Awards», os «Prémio Nobel» do Turismo.

        Um tributo à torta algarvia (avelã, alfarroba, amêndoa e figo) é o ge-lado biológico mediterrânico «Fragogel», que em 2018 foi considerado «o melhor gelado português» e em 2019 a certificação biológica por haver passado a ser vendido em caixas isotérmicas de 400 mls. em fibra vegetal e 100% compostáveis.


           «Intervenção urgente do Governo, ao mais alto nível, para evitar u-ma catástrofe económica e social sem precedentes» foi pedida pelo «cos-teleta» Elidérico Viegas, presidente da AHETA (Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve), face ao actual momento.


              O troço Huelva / Castro Marim foi incluído no CIS (Caminhos Ibé-ricos de Santiago), como novo itinerário jacobinos, procurando investigar, promover e divulgar os percursos transfronteiriços que atravessam as re-giões do interior peninsular.


                  A ocupação hoteleira / quarto no Algarve e n mês de Novembro situou-se nos 12,3%, a maior descida nos últimos 24 anos e menos 71,7% do que em igual período do ano passado. Também as vendas conheceram uma descida de 72,5%. Os mercados mais em quebra foram: Grã Bretanha - 86,9%; Alemanha - 89%; Irlanda - 56,1% e Portugal - 28%.


                                                                                                       JOÃO LEAL   

NOTA:Estou a conseguir com um computador antigo. Muito lento Roger            


sábado, 5 de dezembro de 2020

LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM



      «MANIFESTO»


                                        AFONSO DIAS


      Um dos mais activos interventores culturais na vida algarvia, Afonso Dias, apresentou na Biblioteca Municipal António Ramos Rosa, em Faro, o seu livro de poemas intitulado «Manifesto». A apresentação esteve a car-go do Arquitecto Fernando Pessoa e a obra tem o prefácio assinado por José Fanha. 

      Cantor, que participou em vários espectáculos com José Afonso, é tam-bém poeta, actor, encenador, diseur de poesia, numa múltipla valência de intervenções e já realizou no Algarve, onde se encontra desde há 35 anos, mais de mil e seiscentos actuações.

        Afonso Dias, o autor de «Manifesto», é também Deputado Honorário da Assembleia da Republica (2016) já que quando no desempenho efecti-vo das funções parlamentares foi um dos subscritores da Constituição Po-lítica.


                                                                                               JOÃO LEAL


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

 BLOGUE SUSPENSO.

COMPUTADORES INOPERATIVOS.

AGUARDEM

                   Roger

NOTA: Computador entregue a técnico que ficou de entregar 4ª feira.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

POSTAL ANO LECTIVO 1957

 RECORDANDO O CURSO "FORMAÇÃO FEMENINA"
TOMÁS CABREIRA

Um trabalho do saudoso Franklin
Um arranjo, digitalização e colocação de Roger