terça-feira, 18 de outubro de 2022

 FARO


NOVO COMANDANTE DO DEPARTMENTO MARÍTIMO

DO SUL


O Capitão de Mar e Guerra Rocha Pacheco foi

empossado nas funções de Chefe do Departamento

Marítimo do Sul, de Capitão do Porto de Faro e de

Comandante Regional da Polícia Marítima, em

cerimónia realizada em Faro e a que presidiu o 2º

Comandante Naval Contra Almirante José Pessoa

Arneira.

«Continuar o bom trabalho feito pelos meus

antecessores», foi a afirmação proferida pelo

empossado, que desempenhava as funções de Director

do ISN (Instituto do Socorro a Náufragos). Durante o

acto que teve a presença de várias autoridades civis e

militares, entre as quais do Contra Almirante Noronha

de Bragança (Subdirector Geral da Autoridade

Marítima) foi entregue a «Medalha de Honra da Liga

dos Combatentes», com diploma ao anterior titular das

funções de responsável pelo Departamento Marítimo

do Sul.


JOÃO LEAL

domingo, 16 de outubro de 2022

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


EM TEMPO DE FEIRA...

A cidade, capital do Algarve, vive por estes dias e até 23 de

Outubro a tradicional e secular «Feira de Santa Iria». Entre as suas

congéneres é a mais importante, a nível regional e a sua origem,

conforme estudos vindos a público, entre os quais destaco o do dr.

Libertário Viegas, é anterior a 1596. Com efeito foi neste ano que,

vivendo os Reinos de Portugal e dos Algarves, sob a dominação

filipina, o Rei D. Filipe I lhe concedeu o alvará de «Feira Franca».

Tal facto histórico que confere ao certame uma existência superior

aos quatro séculos e diz do que representava já a nível económico

e social.

O vasto Largo de São Francisco, desde há anos, o maior parque de

estacionamento viário do burgo, transforma-se nestas quase duas

semanas, num mundo novo, diferente e cosmopolita. É que, sem a

importância de tempos idos, quando o 20 de Outubro (dia da

Padroeira Santa Iria) e o seguinte movimentavam mundos de gente

vinda de todo o País. A Feira estendia-se então desde o Largo

Afonso III ao Largo D. Marcelina Franco e teve memórias que a

memória guarda. Desaparecido a «catedral do comes e bebes»,

que era o Rolim (ali defronte do Palácio Belmarço), o que permitiu a

libertação de troço das muralhas, sem os famosos e apetecíveis

«perinhos de Monchique» (que se espera os porfiados esforços da

Direcção Regional de Agricultura do Algarve os façam retornar em

quantidade e o ADN único), desaparecida a venda do «soriano»

utilizado na confecção das japonas para pescadores e

mariscadores; sem os barracões (circos) Luftman, Cardinali, Royal,

etc. e os seus apelativos «dama e cavalheiro); sem os robertos e

fantoches («ai Carolina da ponta da unha...»), a «esfera da morte»

onde brilhava o inesquecível ciclista José Martins (Vila Real) ou as

bancas frutíferas do «tinga -la - tinga», feira, não obstante as

naturais evoluções, é sempre um tempo novo citadino que todos os

anos acontece.

Há memória vem-nos a transformação orgânica e luminotécnica

havida na década de 60 do século passado e os nomes do Dr. Luís


Gordinho Moreira (Presidente do Município) e do Eng. Osvaldo

Baptista Bagarrão (Director dos Serviços Municipalizados), que lhe

imprimiram um estilo novo. Como nos ocorre as diversas

localizações desde a Rua e Largo de ao Pé da Cruz à improvisação

acontecida quando o foi em derredor da Doca.

Mas mesmo com todas as alterações havidas, «Feira é sempre

Feira...» e ela aí está!

terça-feira, 20 de setembro de 2022

 


                       O CICLO DAS FEIRAS OUTONAIS


         Vai iniciar-se, com a realização da «Feira de São Miguel», em Olhão, na derradeira semana de Setembro, o histórico e multi - secular «Ciclo das Feiras Outonais no Algarve. É um tempo e um período próprios, com uma mais marcante influência em tempos idos, mas ainda hoje com um ADN identitário para as terras algarvias onde ele acontece, quase que de um a outro lado da Região.

        «É tempo de feira», costumava-se dizer e sucediam-se hábitos, que hoje são memórias e presenças que hoje são lembranças (os «barracões», como então se dizia em referência aos circos).

         Mas existe sempre, não obstante todas as mudanças e evoluções acontecidas e muitas foram, uma invasão com esse mundo de «muitas e estranhas gentes».

          Após a «Feira de São Miguel» «o maior espectáculo do mundo», em alusão a uma das suas componentes, assenta as suas estruturas em Tavira para termos a «Feira de São Francisco» (4 e 5 de Outubro, dias maiores). Que lembrança, quando acontecia no urbanizado «Campo da Atalaia», das «serranhas» que á entrada da Feira vendiam os seus saborosos e caseiros «bolinhos», que eram um regalo com o acompanhamento de um «calcinho» de medronho ou licor (poejo, hortelã e outros).

             Depois aquela que é, em termos económicos, a mais importante feira das que ocorrem para cá do Caldeirão. Referimo-nos à «Feira da Praia», em Vila Real de Santo António (com período maior de 10 a 12 - feriado em Espanha, na comemoração do «Dia da Hispanidade») e uma verdadeira invasão de espanhóis e há de pesetas, antes do euro ser a moeda comunitária.

              Faro recebe a «Feira de Santa Iria», instituída por alvará régio de Filipe I em 1596, portanto com mais de 4 séculos, na 3ª semana de Outubro, com dias maiores «oficiais» a 20 e 21. É o certame com melhor sentido organizacional e cuidado que tem por cenário o urbanizado Largo de São Francisco.

                A 31 de Outubro e 1 de Novembro (feriado nacional) acontece à beira - Arade, em Silves, a «Feira de Santos). Segue-se a «Feira de São Martinho (11 de Novembro) nas magníficas instalações do Pavilhão do Arade e terrenos anexos, em Portimão.

                  Este «Ciclo das Feiras Outonais no Algarve» tem o seu final em Lagos, com o que era o «dia maior» a 20 de Novembro.

                   Um festivo ciclo que, durante cerca de dois meses, torna diferente várias terras da terra algarvia.

JOÃO LEAL


CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL


      TRÊS INSTITUIÇÕES REFERENTES


        Neste mês de Setembro três colectividades de Faro merecem um destaque próprio e a devida referência por factos havidos. Testemunham, com anos e anos de existência, o que representa pela positiva e de forma assinalável o sentido de associativismo vivido nesta Cidade de Santa Maria.

       A ARPI (Associação dos Reformados Pensionistas e Idosos) viveu como o declarou o seu dedicado presidente directivo, André Infante, «um dia histórico» com a deliberação havida em assembleia geral extraordinária, amplamente participada, ao assumir os teres e haveres da Associação Social e Cultural do Montenegro. Abrem-se assim amplas perspectivas para as respostas de «Centro de Dia» e «Apoio Domiciliário», de tão grande e notória prestabilidade. Surgida há 42 anos a ARPI afirma-se hoje como uma das grandes referências ao associativismo de apoio à III Idade em Portugal.

         A MUTUALIDADE POPULAR (Associação Mutualista) com sócios em todo o País surgiu em Faro, onde tem a sua sede, em 10 de Setembro de 1926, com a designação, conforme alvará, de Mútua dos Funcionários Públicos) e muito pelo empenho do benemérito Professor António Mendes Madeira, que desde há três anos vinha amadurecendo a ideia. A caminho do auspicioso centenário, que ocorrerá em 2026, a significativa efeméride foi assinalada com um festivo convívio dos membros dos corpos gerentes liderados pelos drs. Libertário Viegas (Assembleia Geral), Rui Noronha (Conselho Fiscal) e Carvalhinho Correia (Direcção).

           Finalmente há que fazer uma merecida referência ao MONTEPIO DOS ARTISTAS (Associação de Socorros Mútuos Protectora dos Artistas de Faro), fundada em 1856 pela dinâmica acção de José Joaquim de Moura, em função do restauro do histórico edifício da sua sede social, em cujo primeiro andar funciona a Sociedade Recreativa Artística Farense («Os Artistas), instituída em 1906 e de foi seu primeiro presidente, António José Manjua. Uma profunda intervenção, com pleno respeito pela sua valiosa traça original, que muito vai revitalizar não apenas estas duas instituições como o património citadino.


 TOPONÍMIA FARENSE


ENG. MARCIANO NOBRE EM RUA DE FARO


A quando do «Dia da Cidade» (7 de Setembro) foram

descerradas em Faro placas toponímicas que são homenagens a

vários autarcas farenses. Entre eles figura, a «Rua Eng. Marciano

Nobre», na zona da Lejana (Estrada da Sra. da Saúde), recordando

um «costeleta», que foi destacada figura da vida da capital sulina.

O Eng. José Marciano Nobre nasceu em Santo Estevão (Tavira -

5 de Junho de 1927) e bem jovem veio para Faro. Concluiu o curso

da Indústria na Escola Tomás Cabreira e licenciou-se em

Engenharia Civil no Instituto Industrial de Lisboa. Na sua vida

profissional trabalhou em várias empresas e foi funcionário da

Direcção Hidráulica do Guadiana e da Câmara Municipal de Faro.

No Município exerceu as funções de Vereador (1976/79), eleito em

lista do PSD, tal como Presidente do Executivo, desde 16 de

Dezembro de 1979. Foi-lhe atribuída a «Medalha de Faro» (Grau

Ouro) por relevantes serviços prestados. Esteve muito ligado ao

associativismo, havendo sido Presidente do Montepio dos Artistas e

do Rotary Clube de Faro e Comandante dos Bombeiros Municipais.

Faleceu em Faro aos 87 anos (4 de Novembro de 2014).

Uma honrosa homenagem a um distinto «costeleta»!


JOÃO LEAL

CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



        O «7 DE OUTUBRO»


       Não tem o significado de uma efeméride histórica ou mundana notáveis, nem um sentido nacional ou universal, dignos de registo. Mas faz parte importante do nosso universo de vida e de lembrança.

       Sete de Outubro, era naqueles distantes tempos, o ingresso pela vez primeira, como que o início de uma recruta no mundo do aprender, na escola primária, então chamada «régia» (por haver sido criada no período quase final do regime monárquico.

          Uma ansiedade na espera de tal data, um estádio de interrogações e o almejar de um mundo novo, de diversos tons e referências irreverentes. Fizemo-lo em 7 de Outubro de 1944 (decorria então esse sangrento conflito, de que os homens parece terem perdido o sentido trágico, que foi a II Grande Guerra Mundial), ufano da bata branca que vestíamos como uma bandeira de paz num mundo novo.

             Fomos para o nobre edifício da Rua Serpa Pinto, no vulgo a Rua da Cadeia, onde antes funcionara a Escola Normal (depois Magistério Primário), que após a extinção da escola pelos novos estabelecimentos de São Luís (Rua João de Deus) e do Carmo (Largo da Feira), se transformou na sede da «Protecção ás Raparigas) e onde hoje é um qualificado estabelecimento hoteleiro. Tina uma porta de saída para a Rua Baptista Pinto, que era confinante com o recreio.

              Tivemos como professora uma distinta e dedicada mestra, a D. Maria Carrilho, três palmos de gente mas um gigante na difícil e nobre arte de ensinar. Foi-o até á 4ª classe, com um empenho e uma dedicação invulgares, que chegava ao ponto de levar, na parte da tarde, a turma para sua casa, situada junto ao actual Palácio da Justiça e aí prosseguir a instrução matinal. Fazia parte de uma geração de professores, a cuja memória prestamos a mais saudosa homenagem e de que, entre outros, agrupava os Professores «Sãobrazinhos - dois irmãos benquistos) e Ferradeira (então já com uma só perna), as Professoras D. Júlia Moreno, D. Felicidade, D. Francisca Guerreiro, D. Júlia Pessanha e outros «mestres» cujos nomes já não nos ocorre. A «contínua», como era designada a auxiliar educativa dos nossos dias, era a paciente Sra. Marta.

              Ali na Escola da Rua Serpa Pinto fizemos grandes amizades, algumas das quais foram esfriando ou desaparecendo ao longo da longeva vida de mais de oito décadas.

              Recordar o «7 de Outubro» é um passeio saudoso ao longo de muitos anos, quando foram os nossos passos primeiros na lembrada «escola régia».


«LIVROS QUE AO ALGARVE IMPORTAM»



     «ESTOI, RUÍNAS DE MILREU»

                                   DR. LUÍS BARRIGA


                   A apresentação esteve confiada ao genealogista, investigador e historiador portimonense Dr. Nuno Campos Inácio sobre a última obra do escritor estoiense Dr. Luís Barriga e intitulada «Estoi, Ruínas de Milreu».

                   Psicólogo clínico e homem de letras, presidente da Associação Cívica Tomás Cabreira o autor é um dos mais referenciados valores da nova geração de plumitivos algarvios e subscreveu já um vasto conjunto de livros, entre os quais: «Postais do Algarve».

                    Tem feito da sua terra natal, Estoi, o local principal das suas obras (o centro da sua vivência social). «Estoi, Ruínas de Milreu» é uma obra actualizada e ilustrada sobre aquele importante património romano.


        «FLÔR É O TEU NOME, NATUREZA A TUA ESSÊNCIA, AUTISMO O TEU MUNDO»

                                                           DRA. NATACHA INOCÊNCIO


       A dra. Natacha Inocêncio, conhecida fisioterapeuta em Portimão é a autora                                 

do livro «Flôr é o teu nome, natureza a tua essência, autismo o teu mundo», no qual retrata o percurso de uma família a cuja filha foi diagnosticado autismo em 2021.

          «O SUL DAS PALAVRAS»

                                                              FRANCISCA GRAÇA

        Na Biblioteca Municipal de São Brás de Alportel teve lugar a apresentação do livro da autoria de Francisca Graça, uma alentejana natural de Selmes (Viidigueira). A apresentação esteve a cargo do conhecido artista farense Joaquim Teixeira, que declamou alguns poemas desta obra. O evento teve a participação do Grupo de Cavaquinhos da Universidade do Algarve para a III Idade.

                                                                                           JOÃO LEAL 


segunda-feira, 12 de setembro de 2022

 ISABEL E ROGÉRIO, A NOSSA HOMENAGEM


       De entre os vários casais de costeletas, que á nossa associação têm dado o melhor de si mesmos, queremos hoje destacar essa «dupla»  que simbolizam todo o espírito do que é «ser costeleta». Referimo-nos, recordando o que eram na juventude, à isabel coelho (então a carinha mais linda de são luís) e a seu marido, o rogério coelho (brioso cadete da fap), dois símbolos para todos nós, na sua constante dedicação, empenho e trabalho em prol da unidade dos antigos alunos da tomás cabreira.

       o «pdi» é imperdoável a todos nos tocando e na hora em que aqueles nossos dedicados colegas não esquecemos nem esqueceremos, enquanto vivos formos   do que fizeram por todos nós.

        para já o boletim, que era mais um forte elo a unir os costeletas, está suspenso, urgindo aparecer quem dê continuidade a este belo projecto lançado pelo sempre saudoso franklim.

        face é gratidão que é devida á isabel e ao rogério sugerimos que o «prémio para o melhor aluno - 2021/22» tenha o nome deste casal tão querido à malta costeleta.


                                                                                    joão leal


 «PÔR DE SOL ROTÁRIO» NA RIA FORMOSA

    Após dois anos de interrupção, por via da pandemia de corona vírus, o Rotary Clube de Faro, decano dos clubes rotários algarvios, volta a organizar o aliciante «Rotary Sunset Boat Party 2022» (Pôr de Sol na Ria).

   Será no dia 17 de Setembro (Sábado), com partida dos Cais das Portas do Mar, em Faro, pela 16 horas e consta de um passeio de barco ao longo de vasta extensão da Ria Formosa, atingindo o êxtase com o deslumbrante «Pôr de Sol» reflectida nas tranquilas águas do que é o maior acidente hidrográfico no seu género, na Europa.

         A inscrição está aberta a todos os rotários e amigos e a verba obtida destina-se ao Fundo Social do Rotary Clube de Faro, destinada aos projectos de apoio à comunidade.


                                                                                  JOÃO LEAL 


TOPONÍMIA FARENSE


        ENG. MARCIANO NOBRE EM RUA DE FARO


     A quando do «Dia da Cidade» (7 de Setembro) foram descerradas em Faro placas toponímicas que são homenagens a vários autarcas farenses. Entre eles figura, a «Rua Eng. Marciano Nobre», na zona da Lejana (Estrada da Sra. da Saúde), recordando um «costeleta», que foi destacada figura da vida da capital sulina.

    O Eng. José Marciano Nobre nasceu em Santo Estevão (Tavira - 5 de Junho de 1927) e bem jovem veio para Faro. Concluiu o curso da Indústria na Escola Tomás Cabreira e licenciou-se em Engenharia Civil no Instituto Industrial de Lisboa. Na sua vida profissional trabalhou em várias empresas e foi funcionário da Direcção Hidráulica do Guadiana e da Câmara Municipal de Faro. No Município exerceu as funções de Vereador (1976/79), eleito em lista do PSD, tal como Presidente do Executivo, desde 16 de Dezembro de 1979. Foi-lhe atribuída a «Medalha de Faro» (Grau Ouro) por relevantes serviços prestados. Esteve muito ligado ao associativismo, havendo sido Presidente do Montepio dos Artistas e do Rotary Clube de Faro e Comandante dos Bombeiros Municipais.

      Faleceu em Faro aos 87 anos (4 de Novembro de 2014).

       Uma honrosa homenagem a um distinto «costeleta»!


                                                                                 JOÃO LEAL 


 TURISMO ALGARVIO EM NOTÍCIA


     O «ANANTARA», unidade hoteleira de cinco estrelas em Vilamoura foi eleita entre os leitores do diário norte-americano ««USA Today», como «melhor marca de hotel de luxo.

       A ocupação hoteleira no Algarve, durante o mês de Agosto, superou os resultados registado em igual período de 2019 (antes da pandemia) cifrando-se em 93,1% (quarto). O volume de vendas cresceu 12,1% e os melhores mercados foram o português (+5,5%) e o irlandês (+1,1%), enquanto as descidas provieram da Espanha (-1,4%) e da Alemanha (1%).

      A revista «National  Geographic» colocou Sagres no «top 10» das melhores vistas de mar a nível mundial, salientando «os pontos altos onde o mar e a terra se encontram proporcionando vistas dramáticas, de costas escarpadas e oceanos revoltos.

     Principiou a construção do aldeamento «Drila Village» no complexo turístico «Ombria Resort», em Querença (Loulé), constituído por 83 unidades, com 21 apartamentos, 50 moradias, devendo estar concluído no Verão de 2025.

     Trinta e seis câmara de vídeo - vigilância começaram a ser instaladas em Portimão e na Praia da Rocha, obra da Câmara Municipal e que vai contribuir para uma maior segurança. Tem um custo de 500 mil euros.

       Acontece nos dias 17 e 18 de Setembro o «Never Ending Summer», na Marina de Albufeira, durante o qual vai ser confeccionada a maior cataplana do mundo, conforme proposta de avaliação ao «Guiness World Records».

        Três «chefs» algarvios - Luís Brito (Tavira), José Lopes (Bon Bon - Carvoeiro) e Louis Anjos (Al Sub - Lagos) vão estar presentes no «Belmond Reids Palace», no Funchal, a quando do «The Art of Flavours».

        A «chef» Noélia Martins (Restaurante Noélia - Cabanas de Tavira) faz parte dos três jurados do concurso culinário da RTP1 «Master Chef Portugal»).

        O navio de cruzeiros «Seven Seas Navigator», vindo de Cádis e seguindo para Lisboa, esteve atracado em Portimão, com turistas americanos.


                                                                             JOÃO LEAL 


CRÓNICA DE FARO JOÃO LEAL



     JOSÉ RAFAEL («ZÉ DAS COTAS»), UM SERVIDOR DE FARO E DO FARENSE


              Era uma enciclopédia viva sobre quanto se referia ao historial, que viveu com uma dedicada paixão, do Sporting Clube Farense. Conhecia, um a um, os sócios desta agremiação, como a Cidade o conhecia e lhe votava fraterna estima.

         O Zé Rafael e a sua scooter, ali frente á ex-Nortenha, junto á primitiva sede (Rua Ferreira Neto) ou na Rua de Santo António ou em qualquer artéria citadina, no cumprimento das funções de cobrador que, durante 57 anos desempenhou com exemplar dignidade. 

             Natural de Santa Bárbara de Nexe, onde nasceu há 88 anos, cedo veio para a cidade, que tanto amava e de que foi um modelar cidadão.

              Durante muitos anos foi abnegado elemento dos Bombeiros Municipais de Faro e detentor de várias condecorações. Não deixava ir a sepultar nenhum sócio do Farense, que não levasse sobre a urna a bandeira do Clube e, na sede, não estivesse a meia haste a bandeira associativa.

               Viveu os momentos de excelência, como os de tristeza dos Leões de Faro, sendo o grande impulsionador das viagens de acompanhamento quando a equipa actuava fora do São Luís.

           Neste mítico estádio tivemos, como ele o teve, o recordado ensejo de ver as portentosas exibições de seu filho, o José António Rafael, um dos maiores e melhores futebolistas, nascido na capital sulina e produto das escolas do Clube. Foi Internacional A, havendo envergado a camisola das quinas em jogos contra a Alemanha, a Bélgica, a Escócia, Israel, Itália e Malta. Avançado de raiz começou em 1976 no Sporting Clube Farense, jogando depois no Amora, Portimonense, Boavista, Vitória de Setúbal e «Os Belenenses», numa brilhante carreira.

             O falecido «Zé das Cotas» foi homenageado pelo Clube que tão dedicadamente serviu durante uma sessão de elevado ardor clubista, realizada no salão da Casa dos Rapazes.

              O funeral efectuou-se da Igreja Paroquial de São Luís, onde o corpo esteve em câmara ardente para o Cemitério da Esperança, em Faro, sendo muitos os que marcaram presença no último adeus a quem foi durante décadas um símbolo da Instituição.

                Na expressão do profundo pesar a sua esposa, D. Ise Rafael (nossa antiga colega na Escola Tomás Cabreira) e ao filho, o ex - futebolista José António Rafael, a saudade por um amigo, que serviu no seu mister o Clube e a Cidade.