quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

FOTOS DE ALMOÇO DE NATAL COSTELETA

Algumas fotos da reportagem fotográfica do Roger, apanhadas durante o Almoço de Natal da Associação:







Jorge Tavares lê a sua proposta para interceder junto da Vereação da Cultura de Faro
para que patrocine a edição do livro de João Leal sobre a 
Riquesa Cultural de Faro.

BONS TEMPOS...

RELEMBRANDO
100$00 Escudos = € 0,50 cêntimos
Os mais novos não entendem e até duvidam... Todavia, é (foi) um facto indesmentível! A velha nota de 100$00 ! Lembra-se da velhinha nota de 100$00 ?
    Recordemos o que se podia fazer com ela, há 40 Anos ...
    Comíamos um frango de churrasco no Bom Jardim 20$00
    Víamos uma matinée no Cinema S. Jorge (Música no Coração)         10$00
    Bebíamos 2 ginginhas no Rossio 3$00
    Comíamos 2 sandes de presunto no Solar dos Presuntos 6$00
    Jantávamos no Parque Mayer (Sardinhas Assadas) 17$50
   Assistíamos a uma Revista à Portuguesa no Parque Mayer 16$00
   Telefonema para dizermos qualquer coisa, como desculpa 1$00
   Dormíamos numa pensão com pequeno-almoço incluído 5$00
   Viagem de carro eléctrico 1$50
   Poupança 20$00
                                              TOTAL 100$00

Hoje, 100$00 são € 0,50, o que dá para uma pequena gorjeta! Por vezes, mal aceite pelos arrumadores de carros, pois acham pouco... Os tempos são outros, diferentes realidades, e o valor do dinheiro também...


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

"PROJECTO JOÃO LEAL"

Proposta do Associado Costeleta Jorge Tavares, lida no Almoço Costeleta de Natal


Estimados, amigas e amigos Costeletas

   »Não tenho vocação para oratórias muito desenvolvidas, tão pouco para improvisos.
    No entanto, aproveitando esta última reunião anual, organizada pela nossa Associação, para partilharmos o convívio desta época festiva e de famílias, que é o Natal, resolvi escrever uma linhas, pedindo a vossa paciência para ouvir a sua leitura, prometendo desde já, que não serei longo.
    João Manjua Leal (ver foto na galeria), para a maioria dos costeletas o João Leal.
  Porque o João e os seus progenitores, “vivem” nas minhas lembranças, quando os aniversários se festejavam, ainda com um algarismo, é meu dever trazer a todos vós e à Associação, uma proposta.
   São sobejamente conhecidos os seus dotes na escrita, como jornalista e não só.
   Igualmente são do nosso conhecimento a sua facilidade oratória, pela clareza de pensamento pela forma como articula os assuntos.
  Todavia, não será do conhecimento generalizado a imensa sabedoria do João, no que respeita à cidade de Faro, e à sua história recente.
  O João é um profundo conhecedor da nossa cidade, nomeadamente no período que decorre dos finais da década de quarenta, até aos nossos dias: Os bairros, a toponímia, as instituições, a arquitetura, o comércio, a indústria, a pesca, a agricultura, as igrejas, os divertimentos, as coletividades, os eventos, as artes, o desporto, os bancos, etc...
 Os seus conhecimentos transcendem estas lembranças, quando falamos das “gentes” de Faro. O João é uma memória viva da cidade. Conhecedor - atrevo-me a afirmar - da grande totalidade dos habitantes da cidade nos anos cinquenta e sessenta.
  Das classes mais abastadas ao mais humilde cidadão o João é capaz de narrar factos, uns mais importantes que outros - naturalmente -  mas todos enriquecedores da história da nossa cidade.
  Não podemos, nem devemos perder este património.
 A nossa Associação e todos nós individualmente, devemos pugnar para que a Vereação da Cultura do Município de Faro patrocine o João, para que possa deixar em livro, esta riqueza cultural sobre a nossa cidade.
 Aos costeletas dirigentes da Associação e a todos os presentes direi que seria um excelente legado e um contributo valiosíssimo que deixaria aos futuros Costeletas, à cidade e à História.
 Pela minha parte deixo desde já a minha incondicional disponibilidade para participar nas diligências necessárias para que este Projeto se possa tornar uma realidade.
 Para terminar, desejo a todos os presentes e respetivas famílias, umas Boas Festas e os votos de um frutuoso ano de 2017«

NOTA DA REDACÇÃO: A proposta foi bem recebida pelos elementos da Direção que, depois dos festejos Natalícios, prometem fazer as diligências necessárias para avançar com o "Projecto João Leal" junto das Instâncias Municipais competentes.
Roger



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

FOTOS NATAL COSTELETA


Continuação da reportagem fotográfica do Florêncio Vargues
do ALMOÇO NATAL COSTELETA na Senhora Menina.









E continua...

domingo, 18 de dezembro de 2016

ALMOÇO CONVÍVIO DE NATAL COSTELETA

O almoço convívio dos COSTELETAS, realizado no dia 17 de Dezembro de 2016 na SENHORA MENINA contou com a presença de algumas dezenas de COSTELETAS de várias gerações para além dos CORPOS SOCIAIS DA ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ALUNOS DA ESCOLA TOMÁS CABREIRA.
A parte do catering foi da responsabilidade da firma ALGAR catering que nos brindou a todos com excelente serviço de bufê, tendo o mesmo sido do agrado de todos.
Antes do início do referido almoço convívio, foi solicitado a todos os presentes pelo costeleta e vogal dos referidos Corpos Sociais da nossa ASSOCIAÇÃO, Florêncio Vargues, um minuto de silêncio em memória dos nossos Professores, dos Auxiliares de Educação (ex. Contínuos)  e dos Costeletas que já partiram deste Mundo terreno.
 Depois do cumprimento deste ponto, deu-se início ao referido almoço convívio que foi animado por um excelente músico que proporcionou uns momentos agradáveis que foi aproveitado por alguns COSTELETAS para um pé de dança não olhando à idade dos mesmos, alguns na casa dos 70/80 anos.
Finalizo esta minha pequena intervenção, desejando a todos UM SANTO NATAL e UM FELIZ  ANO NOVO.

Florêncio Vargues



Fiquem com a minha reportagem fotográfica do acontecimento.
Florêncio















NOTA: - Continuamos a apresentação da reportagem no próximo número. 



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

QUANDO ALGUÉM PARTE


JOSÉ HORTA VIEGAS NASCIMENTO
 Sócio nº 144,  Partiu

À família enlutada e a todos os seus amigos enviamos o nosso profundo desgosto

DESCANSA EM PAZ JOSÉ HORTA

O funeral efectuou-se hoje. 
A Associação teve conhecimento do acontecimento em cima da hora pelo Poeira, não podendo estar presente.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

NATAL E ANO NOVO



Para todos os Sócios e Costeletas em geral 
vão os desejos de

FELIZ NATAL

E BOM  2017

COM PAZ, AMOR, FELICIDADE E SAÚDE

São os votos da Presidente

Isabel Coelho




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

COMENTANDO


Respondendo ao texto de João Leal em CRÓNICA DE FARO de ontem

Estimado João Leal,

Li e reli o teu texto publicado no blogue  - O Manipanço ficou em Faro “.
Muito obrigado João.
Retroagi  mais de 60 anos da minha vida.
Depois de a minha mãe falecer, com três e até aos oito ano de idade, fui morar para a Rua da Boavista.
Mudamos para a Rua de Loulé, e lá vivi entre os nove e dezasseis.
A Rua da Boavista desce do Largo do Carmo, nas traseiras da Igreja, e desemboca justamente no Museu e na cadeia. “Vejo” o Zé da Cadeia, carcereiro, o guarda do museu, a advogado Dr. Cachola, o empresário sr. Carrilho, o Manelinho carpinteiro, o Romão da mercearia, o sapateiro Caxolinha, o Manelinho barbeiro, a casa das “meninas” no número 13, a família “ Caréu”, etc.
Tantas brincadeiras dentro do museu,  o “medo” que provocava tocarem o sino do “manipanço” e a benevolência do guarda.
A GNR e o hastear da bandeira ao final do dia, com o pai do “Pita” e tocar o clarim. A prisão do “ladrão”  sr. Oliveira, que impecavelmente vestido assistia à entrada para o cinema, para depois assaltar as casas, desempenhar o serviço de acólito, ajudando à  missa domingueira na cadeia, celebrada pelo padre José Gomes da Encarnação.
Enfim um rosário de recordações, e também, o conhecimento de algo, que confesso ignorava.
João, conhecedor do teu saber, e  da tua virtude como  grande entendedor da história contemporânea da nossa  cidade, deixo uma réplica à vereadora da cultura da Câmara Municipal de Faro, que recorra aos teus serviços elaborando uma “biografia” das gentes, bairros e histórias da nossa cidade, Encomendo o primeiro volume.
Um abraço

Jorge Tavares


Nota: “escrito sem revisão de texto”


6

domingo, 27 de novembro de 2016

CRÓNICA DE FARO






O “manipanço” ficou em Faro

OPINIÃO | JOÃO LEAL

Três palmos de gente, ali paredes meias com as casas onde até ao casamento vivemos, na rua da Carreira, entre o Largo da Madalena e o Largo de Camões, por ser por ela que se processava o trânsito das “camionetas” (caminetas, como a gente dizia), sem que o termo autocarro tivesse surgido, ficava na Igreja de Santo António dos Capuchos, hoje reintegrada no culto religioso, ao lado da então Cadeia Comarcã (atuais dependências da GNR), o Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique que, nos nossos dias e mercê do espírito empenhado do então major João Henrique Vieira Branco, então a presidir à autarquia e do seu colaborador o académico professor José António Pinheiro e Rosa, funciona no antigo Convento das Freiras e chama-se Museu Municipal de Faro.
O “velho guarda – encarregado do museu, cujo nome nunca soubemos e que Deus há muito chamou a si, tão velho como muitas das peças que constituem o espólio museológico, dava-nos a “borla” de entrarmos e sairmos com toda a vontade deste mundo do museu, onde nos fascinava e à geração hoje a rondar os oitenta anos a imagem negra do negro “Manipanso”, que viemos a sabê-lo se designa, segundo os canônes da etnografia de “Nksi Nkondi”. Estava postado com o seu olhar furibundo e toda a multitude de pregos, lâminas, embutidos em ferro e cobre, latas, espelhos, relicários para atrair os maus espíritos e outros adornos, num escuso canto no acesso à sacristia.
Quando algum deste “bando de pardais à solta” que então ia ao museu para ver o “Manipanso” ousava, porque de um ato de verdadeira ousadia se tratava, tocar o sino estava-lhes pendente era uma correria desenfreada face ao medo da vinda dos espíritos maus que, se dizia, o “mesmo provocava”.
Valiosíssima peça museológica e disputada por alguns dos mais famosos museus e colecionadores à escala mundial foi alvo de acesa disputa ante a bimilionária proposta apresentada ao município de dois milhões de euros pela conhecida galeria britânica “Entaristle”, uma referência em todo o mundo deste tipo de artefactos. Certo é que o executivo autárquico, em deliberação havida por unanimidade deliberou refeitar a oferta, que se destinaria a obras no museu e não obsante a sua difícil situação económica contrariou o ditado popular “vão-se os aneis ficam os dedos” e, desta forma o “Nksi Nkondi” ou na linguagem popular o “Manipanso” permanece em Faro, como peça de alto valor museológico. Esta é uma das principais peças do acervo patrimonial do Museu Municipal de Faro pelas suas características únicas de objeto ritualístico usado em práticas tribais do Congo ligadas as mesmas à feitiçaria e espiritualidade.
Foi este “Nksi Nkondi”, que data do século XIX recolhido na fronteira do Congo (Loube) com Angola e o Zaire e oferecido ao Museu Arqueológico e Lapidar Infante D. Henrique, em 1917 pelo conhecido farense coronel Pires Viegas, que ali se encontrava em missão militar, com um monumento em sua homenagem inserto na Praceta da mesma designação toponímica junto à rua Eng. Humberto Delgado, nas imediações o Mercado Municipal.
Uma peça de que Faro e os farense se podem orgulhar e que continua entre nós!

João Leal

quinta-feira, 24 de novembro de 2016


PARABÉNS ANIVERSÁRIO
A TODOS OS SÓCIOS ANIVERSARIANTES NESTE MÊS NATALÍCIO
DEZEMBRO 
                                 

01 - Bertília Maria Rilhó Sousa Rodrigues Pereira. 02 - Esmeralda M.M. Carmo Bolas Soares.  03 - João Sabino Ladeira 04 - Alberto Afonso Cavaco; Olinda Maria Revés Celestino Lino Torres; Rosália da Conceição Correia Fernandes dos Santos; Maria Vitória Ramos Raposinho Rosa da Cunha; Ana Bela Soares de Mendonça da Silva. 05 – Maria do Carmo Santos Cabrita Oliveira 06 - Manuel Martins Felizardo. 08 - José Conceição Mendonça Contreiras; Eduardo Conceição Pires;  Maria Amélia C. Sebarrinha D. Fernandes; Francisco Gago Assunção; Rosélia Conceição Correia Fernandes Tomás; Tomé da Conceição Apolo; Manuela Conceição Verissimo Bernardo Cavaco.   09 – Rosa Maria Machado Martins. 10 - Maria Odília Cipriano Silva; Maria de Fátima Ferro da Costa. 11 - Vítor Manuel Gomes Palma. 12 - Ângelo Leal Costa; Valdemiro Pinheiro Bispo; Rosa Maria Cabrita Laborinho Guerreiro. 15 - Maria Filipe Vieira Sousa Guerreiro; Manuel Justino da Conceição Pedro. 17 - António Bota Filipe Viegas; António José da Silva Martinho. 18 - José Manuel Pires Brito; Cândida Maria do Livramento; José Rodrigues Martins. 19 - César Vieira Silva Nobre. 20 - Sandra Maria Machado Fonseca; Maria Adelina Guita dos Santos Dias Neto. 21 - José Maria Carvalho Bernardo; José Jesus Bacalhau; Ângelo Gonçalves Silva. 22 - Rosa Maria Guerreiro Custódio; Dr. Afonso Joaquim Baptista. 23 - José Mateus Ferrinho Pedro; Vidal Rosário Tenazinha Prudêncio.  24 - Maria Manuela Pereira Magalhães. 25 - Maria Bertina Baptista Domingos Mendonça. 26 - Manuel Silo Graça Caetano; Filipe Vieira; Rui Gordinho Rebocho. 27 - Manuel Estêvão Rosa Gonçalves; Isilda Maria Guerreiro Cavaco Brás. 28 - Herculano Luís Martins Vieira; José Alberto de Brito Pereira; Felismina Maria Mendes Nunes Rosa de Brito; Maria  Conceição Vasques Estrela Silva Abreu; 29 - João Jorge Carmo Tavares; Jorge Grade Cachaço; Simplício Pereira Araújo. 30 - João Manuel Brito Sousa; Célia Maria dos Santos Reis Branco. 31 - Joaquim do Serro Custodinho; Isabel Maria da Conceição Rufino Faustino.

COM MUITA SAÚDE
E UM GRANDE ABRAÇO COSTELETA DE FELICIDADES


Da Presidente  -     Isabel Coelho


CRÓNICA DE FARO



 Neto Gomes e Faro

Opinião de João Leal

Vimo-nos e revimo-nos, como farenses que há 78 anos o somos, nessa jornada admirável, simbólica jornada que em si mesmo encerrou o preito de merecida homenagem pelos “50 anos a comunicar – O Algarve na Voz e A Voz do Algarve” do companheiro de percurso e irmão de afeto, Neto Gomes. Porque a sua brilhante e generosa ação desenvolvida, ao longo deste meio século, tem a ver e a servir a capital sulina, numa dádiva de intenções e viveres que este “construtor de ponte entre os homens” sempre o tem feito. Muitas dezenas de farenses, aqui nascidos, radicados ou servidores também desta “Terra de Santa Maria”, das mais diversificadas áreas, do desporto à política, da economia à cultura, da comunicação social ao rotarismo, ali estiveram no NERA, para dizer “Obrigada, Manolito”, como a sua venerada professora das letras primeiras, D. Isabel Pato, à boa maneira vila-realense o tratava.
Manuel Joaquim Neto Gomes, um coração maior que todo o Algarve, das serranias fronteiriças ao Mar Atlântico e da Costa Vicentina ao serpentear do Guadiana, está profundamente enraizado em Faro. É-o não apenas porque veio oficializar as suas provas do ensino secundário, como aqui tem mercado uma ação positiva, em iniciativas múltiplas que abrangem diferentes áreas onde este “homem do servir” tem marcado a sua generosa e benquista presença. Foi-o várias edições do “Natal dos Hospitais de Faro”, no promover de figuras farenses em muitas das quase duas dezenas de livros que a sua investigação gerou e de que destacamos pela sua profundidade, labor e saber os que se referem aos “Cem anos de República”, “História do Governo Civil de Faro” ou os trinta anos primeiros da vivência do que é hoje, o Centro Hospitalar do Algarve. Como o foi também as suas sempre mais que apetecidas, esperadas e desejadas crónicas “Bancadas Vazias” que, a partir do então Emissor Regional do Sul eram irradiadas de Faro para o Mundo.
Este e sem beliscar a condição de que tanto se orgulha de nascido ali à beira rio, na cidade pombalina ou do seu viver, sempre marcante em Portimão, Silves, Vilamoura ou Loulé, Neto Gomes, o nosso irmão Manolito, marido dileto de Maria dos Aflitos ou pai justificadamente “babado” dos seus filhos Dr. Pedro Gomes (um dos nomes maiores da Urologia no Algarve) ou da Educadora Teresa Gomes ou desse pleiade dos seus amores que são os netos deste Avô-Neto – o Guilherme, a Maria e o Manuel, são mais que razões para havermos ido à jornada, em que Faro como todo o Algarve, quiseram e souberam, com dignidade havida dizer – “Obrigada, Neto Gomes!”

João Leal

sábado, 19 de novembro de 2016

Caros amigos
O "Costeleta" nº 128 já chegou a vossas casas.
Esta é a 1ª página:


Podem inscrever-se para o Almoço Costeleta de Natal
pelo telemóvel 919029068 - Isabel Coelho



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

CRÓNICA DE FARO

ANAIS DO MUNICÍPIO DE FARO

Opinião de João Leal
Volvidos 5 anos e no âmbito das acções comemorativas das “Jornadas Europeias do Património” foi apresentado o 38º volume dos “Anais do Município de Faro”, uma referência participada e participativa do viver farense e que assim volvido um lustro de apagamento, ressurgiram para desta feita o terem, conforme voto expresso, a sua continuidade anual, como é norma e objectivo da sua edição.
O ato, com ampla e muito positiva participação, decorreu no auditório da Biblioteca Municipal António Ramos Rosa e com intervenções quer do responsável por esta publicação, o ilustre algarvio mestre da Universidade de Coimbra, professor Dr. Joaquim Romero de Magalhães, da Dra Salomé Horta, responsável pela Biblioteca da Universidade do Algarve e do presidente da Câmara Municipal de Faro, Dr. Rogério Bacalhau.
Criados em 1969, sendo então responsável pela autarquia farense, o sempre lembrado major João Henrique Vieira Branco, teve o seu primeiro diretor e mentor o saudoso Mestre Professor José António Pinheiro e Rosa, então regressado do “exílio lacobrigense a que fora votado”, com uma orientação e conteúdo bem diferentes dos atuais e uma presença reveladora do que foi sempre o seu modo de viver, com a inteligência e valor que lhe eram e são merecidamente votados o seu obreiro nº1. Desses estudos do prof. Pinheiro e Rosa muitos foram depois publicados em separatas e constituem hoje verdadeiras preciosidades bibliográficas.
Ao insigne Mestre sucedeu, já após o 25 de Abril, o conceituado jornalista e investigador, o sociólogo Dr. Libertário dos Santos Viegas, que prosseguiu com saber, vontade e determinação e a publicação periódica dos “Anais do Município de Faro”, funções para as quais seria depois convidado o seu atual diretor, o Prof. Dr. Joaquim Romero Magalhães.
Há 5 anos que, por vicissitudes várias, entre as quais a situação económica difícil que a autarquia conheceu e ora já respira mais afogada, esta obra básica para a história farense contemporânea, não eram editados o seu reaparecimento bem como os testemunhos expressos de continuidade regular, levam-nos a expressar a certeza de que este fim da tarde vivido na Biblioteca António Ramos Rosa, é uma pedra assinalada!

João Leal

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ZECA AFONSO HOMENAGEADO


O COSTELETA PROF, «ZECA AFONSO»
HOMENAGEADO EM QUARTEIRA

Por iniciativa do Núcleo de Quarteira da Associação José Afonso foi prestada nesta cidade do litoral louletano uma significativa homenagem ao saudoso professor da Escola Tomás Cabreira onde lecionou vários anos e referência mundial da «canção é uma arma», Dr. José Afonso dos Santos («Zeca Afonso»).
Na Galeria de Arte da Praça do Mar esteve patente, durante mais de duas semanas, uma exposição biográfica do autor de «Grândola, Vila Morena», cuja inauguração comportou um colóquio sobre «este rio, este rumo, esta gaivota», moderado por João Madeira, seguido de debate que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Dr. Vítor Aleixo, que partilhou a sua experiência com o homenageado. Esta iniciativa incluiu também uma sessão artística preenchida com a interpretação de canções de «Zeca Afonso» pelo artista Capela, de Portimão.


JOÃO LEAL

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ALMOÇO DE NATAL COSTELETA


O ALMOÇO DE NATAL
COSTELETA
ESTÁ MARCADO PARA O DIA
17 DE DEZEMBRO
Almoço Dançante
A Direção está a acertar
os últimos pormenores
Aguardem notícias no nosso Jornal

domingo, 30 de outubro de 2016

HALLOWEEN

DIA 31 DE OUTUBRO
AMANHÃ

DIA DAS BRUXAS


Esta é boazinha!
Tenham cuidado com as das "vassouras"



ANIVERSÁRIOS


PARABÉNS A VOCÊ

NOVEMBRO              

02 - Maria dos Anjos Leocádia Campina Pacheco. 04 – Maria Jovina Reis Carromba.  06 - Alfredo Pedro; Maria Pires Dias Sustelo. 07 - Carlos Alberto Trindade Madeira Gomes. 08 – Francisco Gago da Assunção. 09 - Maria Isabel Martins Neves Gonçalves; Olívio Cabrita Adrião; Aníbal Salvador Costa Rosado. 10 - Arminda Maria Simões da Costa Pequeno Lola. 12 - Vítor Avelino Gonçalves Palmeiro;  Rogério Luís Nunes Correia;  João Martinho Marcelino Santos . 13 - Rogério Rodrigues Gomes. 15 - Adalberto Jorge Martins Neto. 16 – Maria Vitalina Carmo Martins; Fernando António Amaro dos Santos. 18 - José Glória Marrocos; Olandino Zacarias Caliço. 20 - José Félix Santos Jesus. 21 - Maria de Jesus Guerreiro Bispo. 24 - Vitélio Casimiro Cabrita; Maria de Lourdes Marvão Zambujal Chícharo. 27 - Ludgero Francisco Farinha; Maria Manuela Grade Oliveira Coruche. 28 - Joaquim Custódio. 29 - António Inácio Sousa Martins.
NOTA - As nossas desculpas por qualquer lapso.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

POESIA DA COSTELETA MARIA ROMANA



Sentimentos Dispersos !

Eu sou a giesta ao vento,
Em meu triste pensamento;
Eu sou a vida na sombra,
Sem ter cor, sem ter alento
Mas vejo emergir o Sol,
À distância, em movimento!
Eu sou essência, à deriva,
Flutuando em meu espaço,
Sem ter asas p`ra voar…
À noite, na escuridão,
Contemplo a Estrela Polar,
Mas não encontro o meu norte,
Sofrendo a desilusão!
Veja a luz da madrugada,
Mas, não a posso alcançar!
Em meu trilho há emoções,
Que desejo alienar!
Meus sentimentos dispersos,
Camuflam a realidade;
Ah ! se eu pudesse sonhar !
- Lá diz o grande Poeta, …
Que “o sonho comanda a vida”…
A força que me desperta;
Eu qu´ria demais, sentir
Serena tranquilidade
Minh´ alma poder sorrir
E a vida um bem para amar!...
                                                                                                         


                                                                                                         
“ Maria Romana”

domingo, 16 de outubro de 2016

CRÓNICA À DERIVA



DÁ-ME PRESERVATIVOS
Balões bonitos?

    A sua distribuição é polémica.

  Muitos pais não admitem que seja a Escola a educar os filhos para a sexualidade.

  Alguém concluiu que muitos jovens não usaram preservativos na última relação sexual por “não terem pensado nisso”, por “não os terem consigo”, por “terem vergonha de os comprar” e outros assumiram-se contra o uso deste método, que tem sido um dos arautos da discórdia no que toca à relação Escola-família.

    Nunca é demais esclarecer: o preservativo ainda é dos métodos mais eficazes para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidezes indesejáveis. Uma certa parte da juventude considera que a distribuição nas Escolas pode ser a solução, tanto que recomendou ao Governo o cumprimento da Lei da Educação Sexual de 2009, que o previa. Mas pais, professores e especialistas da área divergem nesta questão que mexe com ideologias, credos e consciências várias. É fundamental que a “Educação Sexual” é uma tarefa que a todos deve preocupar e, para isso, é necessário por de lado os tabus, os receios, os estereótipos e, acima de tudo, procurar ter uma atuação responsável e informada. É um dever para com as nossas crianças e jovens, a responsabilidade de zelar pela sua saúde, dotando-as com os melhores conhecimentos possíveis

    É necessário pensar bem sobre a “distribuição gratuita”, porque, há jovens que podem nunca ter tido uma relação sexual e que, depois, com a distribuição gratuita, as coisas se precipitem. E é necessário, também, respeitar as convicções das famílias.

    Este é um assunto bastante sério. A educação cabe aos pais, o Estado não deve intervir quando se trata de matéria que diz respeito aos pais. É um domínio que deve ser familiar. Se acontece alguma coisa quem é que cuida dos filhos? Não é a Escola, não são os professores, não é o Estado.

   Como temos que respeitar o papel dos professores na Escola, o papel dos pais em casa, também temos de respeitar e cumprir o que a Lei prescreve.

    Os Professores também são pais.

    Segundo a Lei, até aos 14 anos ter sexo é crime se o outro for maior de idade.

    Um assunto relevante, sério para pensar e resolver a sério…


Um arranjo de

Roger

sábado, 15 de outubro de 2016

INFORMANDO


EM FARO
A FEIRA DE SANTA IRIA

A partir de ontem e até ao dia 23 deste mês, a Feira está em Faro.
Foi inaugurada no dia 20 de Outubro de 1596, fazendo este mês 420 anos.
Feira de caris popular apresenta uma grande diversidade de atrações e motivos de interesse, como os divertimentos para crianças e adultos.
Tasquinhas, stands institucionais, exposições, artesanato, frutos secos, algodão doce e farturas, exposição de automóveis e maquinaria agrícola e venda de produtos diversos.
Este ano há algumas novidades ao nível de expositores. A organização dá especial destaque a uma nova área de gastronomia com street.food, bares e restaurantes que surge junto à muralha e à estreia do divertimento The King, cujos lo-opings giratórios vão colocar à prova os nervos dos mais corajosos.

Aos fins de semana as tasquinhas e os restaurantes abrem ao meio dia.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

ELOS CLUBE NA FEIRA DE SANTA IRIA


De: Elos Clube de Faro - Associação Cultural
    "Em defesa da Língua e Cultura Portuguesas"

Prezados Companheiros e Amigos

ELOS CLUBE DE FARO PRESENTE NA FEIRA DE STA. IRIA 2016
======================================================
Pelo sexto ano consecutivo, participaremos na Feira
de Santa Iria, junto com outras instituições do
concelho, com pavilhão próprio, onde divulgaremos o
nosso clube e sua actividade.

Assim, entre os dia 14 e 23 de Outubro, no horário abaixo
indicado, estaremos à Vossa espera e lançamos o pedido de
apoio a todos os companheiros, à semelhança das edições anteriores,
nos possam ajudar nesta mostra com a sua presença nos horários
indicados a fim de podermos cumprir cabalmente a missão a que nos
propusemos.

Horário de Funcionamento:

segunda a quinta-feira  das 16h às 24h
sexta-feira das 16h à 1h
sábado das 14h à 1h
domingo das 14h às 24h

Agradecemos desde já a todos os que nos puderem ajudar e
esperamos pela vossa visita.

Com as cordiais saudações elistas.

Dina Lapa de Campos
Presidente da Direcção do Elos Clube de Faro

UMA ESTÓRIA DE MARIA ROMANA




“O Lume Ateou a Chama do Amor”


Conta-se que, em tempos idos, na época do romantismo, um rapaz, filho de família tradicional mas, de fracos recursos económicos, apaixonara-se por uma linda moça, logo que a viu, pela primeira vez. Maria Francisca era filha de pais abastados e ele não se atrevia a transmitir-lhe o sentimento que tinha por ela.
Um dia, confidenciando, com José, seu amigo desde a infância, confessou-lhe o que sentia por Maria. Este ao ouvir o seu desabafo, aconselhou-o a mudar o visual, vestir-se com elegância, dizendo que lhe facultaria o que ele precisasse. E, quando ela lhe perguntasse qual o seu modo de vida, dizer-lhe que negociava os produtos que cultivava na propriedade que tinha e, que vivia com os pais, em “Vila Formosa”.
Alberto, era este o seu nome, ficara apreensivo, José aconselhara-o a uma coisa que não seria a melhor ideia pois, tem-se em dizer que, “brincando com o lume”, poderia queimar-se. Seria uma grande aventura se a pusesse em prática. Mas, o tempo passava e nada acontecia. Vendo que não tinha outra alternativa, decidira fazer o que o amigo lhe alvitrara.
Alberto sabia que, na “Aldeia dos Roseirais”, onde a moça vivia, realizavam-se bailes todos os sábados à tarde. Maria Francisca estaria lá, de certeza, e ele teria ocasião de se encontrar com ela. “ Se bem pensou, melhor o fez ”.
E, quando o baile abriu, Alberto dirigiu-se a Maria e, com a delicadeza que lhe era peculiar, convidou-a para dançar. A moça não se fez rogada. Nesse rodopio constante das danças, o moço abrira-lhe o coração, dizendo que havia algum tempo que se sentia atraído por ela, em suma, estava apaixonado. E, no seguimento da declaração, perguntara-lhe se ela aceitava namorar com ele. Maria Francisca hesitou em responder depois, reflectindo no pedido, disse-lhe : - “ Você não me é indiferente mas, eu mal o conheço! “ -. Então, Alberto relatara-lhe o que havia sido combinado e aconselhado pelo José. A partir desse momento, o sonho que sustentava, tornara-se realidade...
O tempo corria veloz e os jovens, cada vez, mais apaixonados. Numa tarde amena de Primavera, Maria e Alberto conversavam animadamente, sentados sob um caramanchão, coberto de rosas trepadeiras. Ela fazia projectos para o futuro. Em dado momento, a rapariga perguntou-lhe quando é que ele a levaria a conhecer os pais, pois a partir daí, seria um passo para o casamento. Alberto fora apanhado de surpresa e, logo não lhe deu resposta. Maria apercebera-se da sua perturbação, perguntando-lhe se estava com algum problema. Ele respondera-lhe que tinha tido apenas, uma repentina dor de cabeça mas, que já estava a acalmar. E, levantando-se despediu-se dela, dizendo que depois combinariam o dia certo para a apresentar à família.
Alberto estava desorientado, não sabia o que fazer, apanhado pelo lume que o envolvia. Como iria sair dessa fogueira que ele mesmo ateara!?
Não podia voltar a vê-la!...
Entretanto, Maria Francisca estranhava a ausência de Alberto e perguntava-se: - “O que teria acontecido? Ele dizia-me que eu era o grande amor da sua vida! Seria fingimento? Não podia acreditar que se tivesse afastado dela, sem lhe dizer a razão! ” –

Por outro lado, Alberto sofria horrivelmente… Decorriam dois meses, desde o dia em que estivera com ela pela ultima vez. Não podia esperar mais tempo, por isso foi novamente falar com José, para lhe dizer o que acontecera.
Quando este o viu, ficou alarmado por ver o estado em que o amigo se encontrava. Tentou serená-lo, dizendo:
- “Não resolves nada, a sofrer dessa maneira. O melhor que tens a fazer é dizer-lhe toda a verdade. Se ela te ama realmente, embora fique furiosa, vai perdoar-te”-.
O moço aceitou o conselho, com alguma apreensão. Passados alguns dias, encheu-se de coragem, vestiu-se com a sua própria roupa, e apresentou-se humildemente à namorada. Maria ao vê-lo quase não o reconhecera, se não fora os seus gestos e a fala. Depois, ela perguntara a causa do seu mau aspecto e porque estivera tanto tempo sem aparecer.
Alberto, calmamente, narrara-lhe a triste estória; mas, se assim procedera, foi com receio de que ela não o quisesse pela sua pobreza e pediu-lhe que o perdoasse.
A rapariga ao ouvir aquele enredo, ficou desorientada, e disse-lhe que não o queria ver nunca mais. Disse-lhe ainda, que ele esteve brincando com o lume.
 Perante o acontecido, o moço não teve palavras para se defender e, consternado, foi-se embora, cheio de amargura...
Alberto ficara psicologicamente afectado, José vendo o amigo a definhar-se, resolvera tomar uma atitude, ir em sua defesa. Contactara Maria para lhe explicar que o único culpado era ele, incitando-o a tal encenação. Por isso, pedia-lhe que não destruísse um amor tão sincero e lhe perdoasse.
Depois do esclarecimento de José e de saber que o Alberto estava muito doente, resolvera encontrar-se com o namorado e dizer-lhe que o amava muito…
Quando os pais de Maria tiveram conhecimento deste desatino, opuseram-se ao enlace, pelo único motivo de Alberto ser pobre.
Os moços estavam sujeitos a sofrer a proibição ao seu amor, mesmo assim, juraram fidelidade um ao outro…
Porém as coisas mudavam de feição, a favor dos dois enamorados.
Alberto tinha um tio no estrangeiro, muito rico, solteiro e sem filhos. Ao ter conhecimento do que se passava com o sobrinho, veio em seu auxílio, para apadrinhar a união e oferecer alguns bens essenciais aos noivos para começarem a vida de casados, sem grandes dificuldades...
Assim terminava este episódio, que fora envolvido pelo lume da paixão, mas a tempo de ser apagado, para dar inicio a um lume mais ardente, o que unia dois corações, pela chama de um grande amor!...

Maria Romana